<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
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}
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<META name=GENERATOR content="MSHTML 8.00.6001.18928"></HEAD>
<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>Legal Márcio,</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>Acho que é necessário montar uma pauta antecipada
porque tenho outra atividade sábado a tarde:</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>Tenho uma Proposta de Pauta e gostaria que todos/as
se manifestassem:</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial><U>Início da Reunião:</U> 9.30h - Limite 10h
---teto 12.30h</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>1) Informes - máximo 30m</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>2) Limpar a área com relação aos últimos
acontecimentos: maximo 30m</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>3) discussão das propostas de carta de princípios
1h </FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>4) SUGESTÕES</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>Um abço</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>Inês</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<BLOCKQUOTE
style="BORDER-LEFT: #000000 2px solid; PADDING-LEFT: 5px; PADDING-RIGHT: 0px; MARGIN-LEFT: 5px; MARGIN-RIGHT: 0px">
<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message ----- </DIV>
<DIV
style="FONT: 10pt arial; BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B>
<A title=marciocarsi@yahoo.com.br
href="mailto:marciocarsi@yahoo.com.br">Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva</A>
</DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial"><B>To:</B> <A title=ines_quecivel@terra.com.br
href="mailto:ines_quecivel@terra.com.br">INESQUECIVEL</A> </DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial"><B>Sent:</B> Monday, June 28, 2010 6:52 PM</DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial"><B>Subject:</B> Res: [Bancariosdebase] Tese para
a reconstrução da oposição</DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV style="FONT-FAMILY: arial, helvetica, sans-serif; FONT-SIZE: 10pt">
<DIV>Olá, Inês.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Nós, eu e o Daniel, que estamos escrevendo. Estamos discutindo com outras
pessoas noutras bases pelo país apoio ao documento. Por enquanto, só está
garantido a assinatura minha e a do Daniel. Mas gostariámos também que o
coletivo apoiasse, mediante deliberação nos fóruns regulares do coletivo, como
na próxima reunião.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Abraços.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Márcio<BR></DIV>
<DIV style="FONT-FAMILY: arial, helvetica, sans-serif; FONT-SIZE: 10pt"><BR>
<DIV
style="FONT-FAMILY: times new roman, new york, times, serif; FONT-SIZE: 12pt"><FONT
size=2 face=Tahoma>
<HR SIZE=1>
<B><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">De:</SPAN></B> INESQUECIVEL
<ines_quecivel@terra.com.br><BR><B><SPAN
style="FONT-WEIGHT: bold">Para:</SPAN></B> Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
<marciocarsi@yahoo.com.br>;
bancariosdebase@lists.aktivix.org<BR><B><SPAN
style="FONT-WEIGHT: bold">Enviadas:</SPAN></B> Segunda-feira, 28 de Junho de
2010 6:30:12<BR><B><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Assunto:</SPAN></B> Re:
[Bancariosdebase] Tese para a reconstrução da oposição<BR></FONT><BR>
<STYLE type=text/css>DIV {
MARGIN:0px;}
</STYLE>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>OLá Márcio,</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>Por favor um esclarecimento,</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>Quem assina a Tese????</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>Inês</FONT></DIV>
<BLOCKQUOTE
style="BORDER-LEFT: #000000 2px solid; PADDING-LEFT: 5px; PADDING-RIGHT: 0px; MARGIN-LEFT: 5px; MARGIN-RIGHT: 0px">
<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message ----- </DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial; BACKGROUND: #e4e4e4"><B>From:</B> <A
title=marciocarsi@yahoo.com.br href="mailto:marciocarsi@yahoo.com.br"
rel=nofollow target=_blank
ymailto="mailto:marciocarsi@yahoo.com.br">Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva</A>
</DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial"><B>To:</B> <A
title=bancariosdebase@lists.aktivix.org
href="mailto:bancariosdebase@lists.aktivix.org" rel=nofollow target=_blank
ymailto="mailto:bancariosdebase@lists.aktivix.org">bancariosdebase@lists.aktivix.org</A>
</DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial"><B>Sent:</B> Sunday, June 27, 2010 11:22
PM</DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial"><B>Subject:</B> [Bancariosdebase] Tese para a
reconstrução da oposição</DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV
style="FONT-FAMILY: arial, helvetica, sans-serif; COLOR: #000000; FONT-SIZE: 10pt">
<DIV>Prezados companheiros, manos e minas.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Segue o "protótipo" da tese para o Encontro do MNOB que será
realizado nos dias 24 e 25 de julho no Rio de Janeiro. Como vocês perceberão
há dados a completar e precisa ainda de algumas sistematizações...mas o
"espirito" acho que é esse.Contribuições para fechar a tese serão
bem-vindas.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Ademais, eu e o Daniel queremos discutir possível intervenção do
coletivo neste fórum na próxima reunião do dia 03 de julho</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Um forte abraço.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Márcio</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">TESE PELA
RECONSTRUÇÃO DO MOVIMENTO NACIONAL DE OPOSIÇÃO
BANCÁRIA.</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"></FONT></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><B><SPAN
style="COLOR: black">1-Conjuntura Internacional</SPAN></B><SPAN
style="COLOR: black"></SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><B><SPAN
style="COLOR: black"></SPAN></B><SPAN
style="COLOR: black"></SPAN></FONT></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">I – CRISE –
endividamento estatal</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"></SPAN><SPAN style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Esta é a mais longa e mediada crise. Mas não é uma
crise qualquer. Trata-se de uma crise estrutural do capital, ou seja, uma
crise que abalam os pilares de produção e reprodução do capital diante do
esgotamento da capacidade de escoamento da produção e realização da
mais-valia (lucro).</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Tal crise
teve sua origem a partir da queda da taxa de lucro que começou a ocorrer no
final da década de 60 e início dos anos 70, depois de passado o “boom”
econômico do pós-guerra. Desde então o mundo experimenta diversas crises
cíclicas, como quebra do padrão ouro pelos EUA, choque o petróleo,
hiperinflação na América Latina, incorporação dos países do antigo Leste
Europeu ao mercado, etc. Até chegar ao estopim da atual crise que foram os
títulos “sub-prime”, o que ocasionou um efeito dominó na economia mundial.
</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Na primeira
fase, assistimos uma mediada destruição de capital, como liquidação de
estoques, fechamentos de plantas e pontos de venda, cancelamento de
investimentos, demissão em massa, redução de jornada com redução de
direitos, etc. Os Estados não mediram esforços para liberarem trilhões de
dólares para a burguesia manter a lucratividade e o impacto violento na
economia evitando a ideologização do craque. Esta ajuda dos governos não foi
por meio de emissão de moeda, mas sim por meio de emissão de títulos
públicos, isto é, promessa de pagamento futura para quem adquiri-las
mediante a juros. A ajuda aos burgueses significou endividamento
estatal.</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">A intervenção
estatal na economia para salvar a burguesia manteve o ritmo da produção de
forma artificial. Este comportamento se viu em todos os países, mas o
montante distribuído nos EUA<SPAN> </SPAN>e na Europa são de longe os
maiores</SPAN>, pois são os locais onde a taxa de lucro é menor em relação
ao resto do mundo,e onde tem a menor relação orgânica do capital, isto é,
quando a proporção entre capital constante e capital variável é muito maior
ao primeiro item.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman">A dinheirama para os capitalistas
resolveu parte do problema, isto é, o ritmo de produção<SPAN> </SPAN>e
reprodução do capital. Mas acabou por gerar preparar a atual faze da crise:
o superendividamentos dos Estados. Com o aumento dos déficits orçamentários
causados pela “ajuda” às empresas, há a necessidade de cortes nas despesas
destes mesmos para garantir que haja sempre recursos disponíveis para a
burguesia. Neste caso, o estopim da segunda fase da crise estourou na Europa
em países como Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda conhecidos pela sigla
pejorativa em inglês PIGS.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<UL style="MARGIN-TOP: 0cm" type=disc>
<LI style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; COLOR: black"
class=MsoNormal><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">“default”nos
PIGS, destaque para a Grécia.<SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"></SPAN></FONT></FONT></LI></UL>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="BACKGROUND: white"><FONT size=3 face="Times New Roman">Conforme
colocamos acima, os pacotes de ajuda para a burguesia provocou o atual
desequilíbrio das contas dos países europeus. O caso mais grave é a da
Grécia que teve que apelar para um pacote de ajuda dos outros estados da
União Européia. Os demais países aceitaram fornecer recursos para o governo
grego com a condição de cortar despesas. Na prática isso significa corte de
verbas para o serviço público como contratação de pessoal, arrocho salarial
do funcionalismo, precarização dos serviços de saúde e educação; demissão
por meio de PDVs, corte das aposentadorias, etc. Diante disso, os
trabalhadores gregos resistem bravamente aos milhões nas ruas. <I>“As
medidas incluem um crescimento no imposto de valor agregado (IVA), um
aumento de 10% nos impostos de combustíveis, álcool e tabaco, além de uma
redução de salários no setor público. O governo prevê agora que o país tenha
uma contração de 4% do PIB em 2010 e 2,6% em 2011. O crescimento voltaria em
2012, com cerca de 1,1%.” </I>Fonte G1, 06/05/2010.</FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: red"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman">Apesar da forte resistência exemplar dos
trabalhadores da Grécia (chegou-se a ter uma greve geral com a adesão de
mais de 30% da população grega parada e nas ruas), a grande mobilização não
discute uma nova proposta de organização social alternativa à anarquia do
modo de produção capitalista; não se discute sobre o socialismo.</FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"></FONT></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">II – CRISE –
Dólar como meio circulante questionável.</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P><I><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Os Estados Unidos ocupam o
primeiro lugar na lista dos países com a maior dívida externa líquida do
mundo (13,7 trilhões de dólares), seguido pela Grã-Bretanha (9,6 trilhões),
Alemanha (5,2 trilhões), França (5 trilhões) e Países Baixos (2,4 trilhões).
Trata-se, portanto, de uma superpotência devedora, virtualmente em
bancarrota. Somente não chegou à beira da insolvência porque pode emitir o
dólar, que é a moeda internacional de reserva. </FONT></FONT></I></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><B><I>A perspectiva é de que, mais dias
menos dias, deixe a condição de única moeda internacional de
reserva</I></B><I>, apesar da China e de serem os Estados Unidos o centro do
sistema capitalista mundial. E, quando isto ocorrer, os Estados Unidos terão
enormes dificuldades de pagar suas contas, por meio de empréstimos de outros
países</I>. Fonte: ADITAL. Notícias da América Latina e Caribe 22/06/2010
(adital.com.br). Grifo nosso<SPAN
style="COLOR: black"></SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 117pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt"></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman">O capital fictício é o grande segredo para
continuar a dar vazão ao capitalismo. No século XX isso tomou outra
qualidade depois da quebra do Acordo de Bretton Woods, isto é, que as
reservas monetárias estivessem lastreadas em ouro. Em 1971, os EUA
simplesmente ignoraram o tratado e passaram<SPAN> </SPAN>a emitir
moeda sem qualquer lastro real de riqueza. Está aí o caráter fictício do
capital. O efeito prático disso para o sistema financeiro é ter o dólar como
lastro no lugar do ouro. A partir disso, os países do mundo passou a
constituir suas reservas cambiais<SPAN> </SPAN>na moeda
estadunidense.</FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman">Ocorre que este lastro não é moeda, e sim
promessas de pagamento futuro mediante remuneração de juros. São os títulos
públicos emitidos pelos governos que garante boa parte dos recursos para
fechamento dos orçamentos. E embora seja uma fonte de reursos para os
Estados é também a fonte de endividamento. Tais papéis tem na confiança de
que o pagamento destes títulos será honrada o principal lastro. É por isso
que o “desrespeito aos contratos” não são bem-vistos pelos agiotas
internacionais. Quanto maior for a certeza do pagamento destes títulos
emitidos, maior é a segurança de seu investimento, isto é, sua
aquisição.</FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman">Todos os países capitalistas da atualidade tem
suas reservas em dólar, mas não em moeda, mas e títulos, cujo único “lastro’
é a certeza de que estes títulos serão pagos religiosamente. Assim, a
viabilidade do meio circulante mundial é a confiança de que os EUA pagarão
os títulos emitidos.</FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman">É aí que pode estar o embrião da terceira fase
da crise: escassez<SPAN> </SPAN>de liquidez, ou de meio
circulante.</FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman">Com o esforço de se distribuir trilhões de
dólares para salvar a burguesia estadunidense, isso aumentou o endividamento
dos EUA, criando um cenário assombroso para médio prazo: a inviabilidade do
dólar como meio circulante mundial, uma vez que a liquidez dos títulos
públicos fica cada vez mais questionado.</FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman">Um sinal dessa preocupação é dado pelos
governos dos países que tem as maiores reservas de dólares do mundo como a
China e o Japão, que firmam acordos comerciais<SPAN> </SPAN>em que não
envolvam o dólar na transação. </FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman">Mesmo ciente dos risco de calote dos EUA num
futuro não muito distante, os governos não podem ainda fazer uma corrida do
resgate destes papéis por conta do pânico mundial que poderia ocorrer diante
da menor possibilidade dos EUA “quebrar” e verem os papéis que lastreiam as
suas reservas virarem pó sem valor algum. Seria a terceira faze da crise.
Não temos ainda subsídios para dizer em quanto tempo e nem onde isso
estouraria, mas é uma questão que temos prestar mais atenção e refletirmos
sobre isso.</FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<UL style="MARGIN-TOP: 0cm" type=disc>
<LI style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; COLOR: black"
class=MsoNormal><FONT size=3 face="Times New Roman">Endividamento
crescente dos EUA;</FONT><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"> </SPAN>
<LI style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; COLOR: black"
class=MsoNormal><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Risco dos
títulos estadunidense não ter valor algum-----</FONT><SPAN
style="FONT-FAMILY: Wingdings">à</SPAN><FONT face="Times New Roman">
gestação da 3ª fase da crise</FONT><SPAN
style="FONT-FAMILY: Wingdings">à</SPAN><FONT face="Times New Roman">todos
os países com reservas em dólar estão ameaçados, com destaque para China,
Japão, Alemanha, etc, e demais países europeus... BRASIL...<SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"></SPAN></FONT></FONT></LI></UL>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"></FONT></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">III – CRISE –
Impacto para os trabalhadores.</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Ao contrário
na primeira faze e que os trabalhadores dos grandes grupos econômicos
privados, das multinacionais<SPAN> </SPAN>e de demais empresas em
geral como alvo da burguesia para recompor as suas taxas de lucro; agora o
alvo da burguesia nesta segunda fase da crise é o funcionalismo público. Sob
a alegação de “austeridade fiscal” e do “equilíbrio das contas públicas” os
governos que liberaram pacotes de ajuda para os patrões realocarão recursos
que antes se destinavam aos serviços públicos e seguridade social para
pagamento de juros daqueles mesmos títulos emitidos. É tirar dos
trabalhadores para dar aos ricos.</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Na pratica,
os governos desferirão fortes ataques ao funcionalismo. A luta por reajuste
salarial serão ainda mais difícil. Corte de ponto nas paralisações serão
ainda mais freqüentes. Simultaneamente a isso haverá um intenso movimento de
precarização dos serviços públicos como a terceirização dos serviços e
terceirização da administração destes serviços para as ONGs e Fundações
destinadas para isso.</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Aos demais
trabalhadores sofrerão com os desmonte dos serviços públicos de qualidade.
Fechamento de hospitais, escolas são custos que deverão ser cortados bem
como a precarização dos trabalhadores destes setores. Forte ataque
ideológico ao funcionalismo em defesa de seus “privilégios” combinados com o
sucateamento dos serviços poderão servir de mote ideológico para a segunda
onda neoliberal na Europa privatizando os serviços
púbicos.</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<UL style="MARGIN-TOP: 0cm" type=disc>
<LI style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; COLOR: black"
class=MsoNormal><FONT size=3 face="Times New Roman">Corte nos serviços
públicos: + terceirização, +demissão, nenhum reajuste
salarial;</FONT><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"> </SPAN>
<LI style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; COLOR: black"
class=MsoNormal><FONT size=3 face="Times New Roman">Corte nas
aposentadorias;</FONT><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">
</SPAN>
<LI style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; COLOR: black"
class=MsoNormal><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Recrudescimento
na repressão contra os trabalhadores.<SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"></SPAN></FONT></FONT></LI></UL>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT face="Times New Roman"><FONT
size=3></FONT></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><B><SPAN
style="COLOR: black"><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>2-Conjuntura
Nacional</FONT></FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
face="Times New Roman"><FONT size=3><B><SPAN
style="COLOR: black"></SPAN></B><SPAN
style="COLOR: black"></SPAN></FONT></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>I – pseudo
blindagem da economia brasileira. Causas:</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Assim como na
primeira fase da crise, o governo Lula anuncia para todo o mundo que o
Brasil está imune à crise, que aqui é apenas uma “marolinha”. Faz uma
verdadeira disputa ideológica de que o país está imune aos efeitos da crise
que assola o planeta. Na primeira fase da crise isso se mostrou falso, pois
o mesmo governo que anunciava a robustez dos “fundamentos econômicos” foi o
mesmo que disponibilizou 300 bilhões de reais para as grandes empresas
multinacionais, montadoras e bancos continuarem a bater recordes de lucros.
Não esqueçamos que no final de 2008, houve demissão em massa na industria,
com destaque para as mais de 4200 chefes de família demitidos da EMBRAER,
que tem participação estatal em seu capital e da PREVI.
</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Como qualquer
país que disponibilizou fábulas de dinheiro para a burguesia, o Brasil
também sofre com o elevado déficit orçamentário provocado pelos pacotes de
ajuda em 2008. E como qualquer país nesta situação, o governo do PT já
anunciou medidas para garantir a “austeridade fiscal”. Segundo o Ministro do
Planejamento Paulo Bernardo, o governo deverá endurecer nas campanhas
salariais do funcionalismo, admitindo usar o Judiciário para decretar a
ilegalidade das greves e desconto dos dias parados pelo exercício legítimo
do direito de greve. Assim, a bola da vez são os trabalhadores dos serviços
públicos</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>No ninho
tucano em São Paulo , o arrocho nas relações entre o funcionalismo e o
governo ficou demonstrado na greve dos professores da rede pública. A
repressão foi violentíssima e houve uma forte campanha da mídia para jogar a
opinião pública contra os servidores da educação. Houve desconto dos dias
parados e o judiciário decretou a ilegalidade da greve. A mesma repressão
vemos na greve do judiciário estadual e na greve dos servidores da USP. A
razão para tudo isso são os incentivos fiscais, como a redução e isenção de
ICMS, e distribuição de cerca de 20 bilhões de reais paras as montadoras
instaladas no Estado.</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Apesar dos
fortes ataques aos trabalhadores e do sucateamento dos serviços públicos,
como é possível que a crise se manifeste de forma mais branda no Brasil do
que nos países desenvovidos?</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>A resposta
está nos baixos salários<SPAN> </SPAN>e na extensa jornada de trabalho
que garante uma taxa de lucro muito maior do que nos países adiantados.
Também contribui para isso a crescente oferta de crédito<SPAN>
</SPAN>a juros altíssimos que permite que o mercado possa continuar a
absorver a produção dirigida para o exterior e ficou nos
estoques<SPAN> </SPAN>por conta desta mesma crise. A miséria do
trabalhador e a capacidade de endividamento da classe são as causas pelos
quais a crise não é tão intensa no Brasil. No entanto a burguesia fala para
os quatro cantos<SPAN> </SPAN>que a renda aumentou e que há ascensão
social e que o indicador disso seria o aumento do consumo considerável da
população, principalmente no governo Lula.</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<UL style="MARGIN-TOP: 0cm" type=disc>
<LI style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; COLOR: black"
class=MsoNormal><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Potencial da
capacidade de endividamento</FONT><SPAN
style="FONT-FAMILY: Wingdings">à</SPAN><FONT
face="Times New Roman">mercado interno;</FONT></FONT><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"> </SPAN>
<LI style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; COLOR: black"
class=MsoNormal><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Alta taxa de
lucro, graças aos baixos salários e precarização do trabalho.<SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"></SPAN></FONT></FONT></LI></UL>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"></FONT></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">II – Efeitos
da crise no Brasil e a classe trabalhadora.</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">Na atual fase
da crise, isto é, o endividamento estatal causado pela transferência de
recursos do Tesouro para os banqueiros e demais capitalistas para manter o
ritmo dos negócios, o alvo da burguesia será o funcionalismo público e das
estatais, como forma de economizar recursos para o pagamento dos serviços da
dívida.</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">Na pratica
isso se manifestará por meio de reestruturação administrativa em todos os
níveis, envolvendo corte de pessoal, congelamento salarial, precarização do
trabalho por meio de contratação de teceirizadas para afundar o nível dos
salários, chegado a até terceirizar toda atividade fim do serviço público
como já é uma realidade na administração dos hospitais aqui em São Paulo
como o Hospital Brigadeiro e também a recém inaugurada Linha 4 do
Metrô.</SPAN><SPAN style="COLOR: red"></SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: red"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman">Isso terá também reflexos práticos nas
campanhas salariais daqui em diante. Os professores<SPAN> </SPAN>da
Rede Estadual mostraram como o Estado está disposto a tudo para reprimir os
trabalhadores. Uma greve de 30 dias, em que havia passeatas com quase 60 mil
profissionais na rua não foi o suficiente para dobrar o Governo Serra para
obter conquistas. Isso aliado a direção traidora da CUT resultou numa
campanha derrotada com desconto dos dias parados . Soma-se<SPAN>
</SPAN>a isso a campanha de toda a mídia para jogar o movimento contra os
professores.</FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman">Agora, os <SPAN> </SPAN>funcionários da
USP experimentam a mão pesada dos tucanos. Em mais de um mês de greve, ainda
não houve abertura de diálogo com o Estado. Até agora a reitoria da
universidade não chamou a Polícia Militar para invadir o campus, mas a
hipótese não está descartada. Os serventuários do Judiciário estadual e
federal também experimentam o enfrentamento com as suas respectivas
administrações que cogitam baixar a mais dura repressão com cacetes da
polícia e corte de ponto. Tudo em nome da austeridade fiscal para cobrir as
despesas gasta com o pacote de salvamento dos bancos e grandes
empresas</FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman">Além do fato de nossos inimigos endurecerem na
repressão, as direções do movimento sindical atrelados ao governo e aos
patrões <SPAN> </SPAN>fizeram um ato de unidade na “luta” no Estádio do
Pacaembu em São Paulo-SP<SPAN> </SPAN>fechando acordo e defesa do
“sindicalismo de resultados”, de “conciliação de classes” e acordando a
defesa da candidatura de Dilma Roussef para a presidência da república., que
na prática é impedir o surgimento das lutas dos trabalhadores no segundo
semestre.</FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman">Diante de uma unidade dos inimigos da classe e
de seus auxiliares no movimento sindical, seria natural, urgente e
necessário a unidade da esquerda, isto é, dos setores combativos do
sindicalismo que estavam dispersos desde que deixaram a CUT. Esta
oportunidade estava sendo construída há 4 anos que culminou no CONCLAT no
final de maio. Mas o aparatismo e o hegemonismo das grandes correntes como
PSTU e PSOL impediram que a unidade ocorresse. Apesar da frustração de não
ter ocorrido a unificação da esquerda, isso não impede que o PSTU anunciasse
a fundação da Central Sindical Popular e Estudantil somente com setores que
faziam parte da CONLUTAS. Assim, o único efeito prático foi a mudança de
nome da CONLUTAS <SPAN> </SPAN>e um retrocesso histórico na luta de
classes do Brasil, que não poderia ter ocorrido num momento pior.</FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman">co<SPAN style="COLOR: black">rtes e
precarização do serviços públicos: não-concessão de reajustes, corte nas
aposentadorias (possível veto de aumento de 7,7% para os benefícios acima de
1 sal. Min.; possível veto do fim do fator
previdenciário);</SPAN></FONT></FONT><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt"> </SPAN></P>
<UL style="MARGIN-TOP: 0cm" type=disc>
<LI style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; COLOR: black"
class=MsoNormal><FONT size=3 face="Times New Roman">Campanhas salariais
mais duras e repressão maior;</FONT><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"> </SPAN>
<LI style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; COLOR: black"
class=MsoNormal><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Maior
dificuldade por conta do fiasco que foi o CONCLAT;<SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"></SPAN></FONT></FONT></LI></UL>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT face="Times New Roman"><FONT
size=3></FONT></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>III –
Eleições e os trabalhadores;.</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Hoje, o PT
não tem qualquer traço operário em seu programa, exceto a origem de seus
dirigentes históricos. Do ponto de vista político, o PT é um partido burguês
clássico e, portanto, defende o programa da burguesia. Isso pode ser
facilmente comprovado por meio de dados notórios, à disposição de todos.
Todas as medidas neoliberalizantes foram mantidas, defendidas e agravadas
com o governo do PT. Nenhuma privatização foi<SPAN> </SPAN>revertida e
o PT ainda aliena outros bens públicos que ainda restam, como o Banco do
Estado do Ceará; privatização das estradas como Regis Bittencourt e Fernão
Dias; financiou a privatização da linha 4 do metrô de São Paulo. O
fundamentos econômicos continuam os mesmo da era FHC, isto é, arrocho fiscal
para composição do superávit primário, combinado com alta tributação dos
trabalhadores, baixos salários e precarização do serviços públicos. O
governo do PT VETOU o fim do fator previdenciário e taxou as aposentadorias,
que até então eram isentas. </FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Se o PT
defende o projeto da burguesia tanto quanto o PSDB isso não significa que
são iguais em seu “modus operandi” . Se a origem dos tucanos é a academia,
direção de organismo da classe burguesa, ou até administradores de empresas.
Isso significa que os tucanos não são tanto dependentes da estrutura do
Estado e por isso a admistração do estado é mais “enxuta”. Como não tem
origem e nem história vinculado aos trabalhadores, o PSDB é que tem a maior
disposição política para atacar os trabalhadores de forma franca. É
exatamente por isso que eles foram tão necessários para a implantação do
neoliberalismo na década de noventa do ´seculo
passado.</FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><SPAN style="COLOR: black"><FONT face="Times New Roman">Nos demais
países sul-americanos, os trabalhadores derrubavam governos vinculados ao
neoliberalismo, seja pelo voto, seja pela ação direta. Para estancar estas
lutas, a burguesia procurou nos notórios dirigentes da classe (sobretudo nos
setores que lutaram contra as ditaduras do Cone Sul) a forma de consolidar o
processo de implantação do neoliberalismo. Com o desgaste natural pelos 10
anos desta política no Brasil, os trabalhadores viram no PT o fim deste
projeto e a retomada dos direitos perdidos no governo dos tucanos.Cabia a
burguesia enquadrar o discurso e pratica do PT projeto burguês que se deu no
final do primeiro semestre de 2002 na “Carta ao Povo
<SPAN> </SPAN>Brasileiro” em que o PT se comprometeu não só manter toda
a “herança maldita” como aprofundar<SPAN> </SPAN>a sua implantação
como vimos acima. Afinal a...</FONT></SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">
</SPAN><I><SPAN style="COLOR: black"><FONT face="Times New Roman">“Premissa
dessa transição será naturalmente o respeito aos contratos e obrigações do
país”</FONT></SPAN></I></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="COLOR: black"><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">Agora
chagamos ao final do segundo mandato do governo Lula que goza de uma
aprovação de de 75% de ótimo e bom, (segundo pesquisa IBOPE publicado em
junho de 2010) </SPAN>entre os trabalhadores em geral. Este índice pode ser
maior ainda se considerarmos os trabalhadores das empresas estatais como é o
caso dos bancários do BB, da CEF, que sozinhos representam metade da
categoria bancária. E numa polarização entre PSDB e PT os bancários votarão
no PT, infelizmente. O sucesso do governo do PT traduzido nestes números é a
vitória da burguesia, de que o PT se mostrou muito mais eficiente em
continuar implantando o projeto neoliberal<SPAN> </SPAN>sem causar
desgaste deste modelo. Isso explica a notoriedade do Brasil no cenário
internacional.</FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman">Mas isso tudo tem um preço: o inchaço do
Estado. E não é por causa de investimentos na melhoria e na ampliação dos
serviços públicos ou ampliação de direitos para os trabalhadores, mas no
encastelamento da burocracia petista, que estavam nos sindicatos e
movimentos sociais, em cargos em comissão no governo. Ampliou-se o número de
ministérios, criou-se diversos cargos em comissão, etc para isso. O
resultado disso é o conseqüente vinculação dos interesses dos movimentos
sociais e dos sindicatos ligados a CUT ao Estado. </FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman">Diante disso a campanha eleitoral deste ano
terá uma caráter a mais. Pois a defesa da candidatura da Dilma é encarada
pela burocracia petista como uma questão de sobrevivência. Uma possível
derrota nas urna resultaria numa “despetização” do Estado, isto é, a saída
dos burocratas dos cargos que usufruíaram nos últimos 8 anos. Seria uma
revoada de “aloprados” para os movimentos de base nos sindicatos e demais
movimentos sociais. Assim a defesa da candidatura do PT não tem como
fundamento a pretensa progressividade do programa petista, ou do caráter
“democrático e popular” da candidatura Dilma; mas é para manter o elevado
padrão de vida da burocracia petista adquirida nos dois mandatos do governo
Lula. Não há qualquer preocupação com as demandas dos trabalhadores. E para
manter os seus privilégios, os burocratas estão dispostos à tudo inclusive
direcionar as estruturas dos sindicatos para fazer campanha eleitoral da
Dilma ao invés de impulsionar as lutas. Em bancários vimos isso se
concretizar no esforço dos dirigentes sindicais da CUT em aprovar uma
resolução de apoio a eleitoral da Dilma nos congressos nacionais dos
funcionários da CEF<SPAN> </SPAN>e do BB.</FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman">Diante de quadro geral de que os bancários
votarão na candidatura do PT, qual deve ser a postura classista nossa? Temos
de ter uma política classista nas eleições que se resume na total
independência e autonomia dos organismos da classe frente aos patrões ,
governos e partidos. Não temos que questionar a preferência eleitoral dos
trabalhadores, mas de denunciar o governo como um dos patrões que ele é,
esclarecendo os bancários de todos os ataques que este governo fez e o que
está disposto a fazer, como descontar os dias parados na greve, não
reposição de perdas perseguindo lideranças de base, etc. Mesmo votando no
PT, o bancário não quer saber de que seus interesses estão subordinados à
campanha eleitoral de qualquer candidato, inclusive a de sua preferência.
</FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><B>3. Situação da categoria bancária e campanha
salarial</B></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">3.1 O papel dos bancos federais na estratégia petista
de administração da crise</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">A categoria bancária está colocada no centro do
projeto de administração da crise capitalista pela burocracia petista. A
crise está sendo considerada resolvida no Brasil sendo que o expediente
utilizado para contorná-la foi exatamente o mesmo que provocou a crise nos
Estados Unidos, ou seja, a expansão descontrolada do crédito. E
particularmente os bancos federais estiveram envolvidos nessa explosão do
crédito (*******************colocar aqui as estatísticas de aumento da
oferta de crédito).</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil funcionaram
como instrumentos privilegiados do governo para executar essa forma de
administração da crise. Não discutiremos aqui o significado dessa política
aplicada aos bancos públicos e ao restante da economia pela burocracia no
governo do ponto de vista da sua sustentação a longo prazo, o seja, não
aprofundaremos o debate em torno do fato óbvio de que se trata de falsas
soluções e conseqüentemente a crise econômica tende a voltar. O que nos cabe
discutir neste ponto são as repercussões de tal política do ponto de vista
dos trabalhadores dos bancos federais.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Em primeiro lugar, é preciso destacar o aspecto da
cooptação ideológica. Toda a cúpula dos bancos, desde a diretoria até as
gerências locais, foram convencidas de que a política do governo era a
alternativa mais correta disponível. Graças ao aumento da oferta de crédito,
os bancos federais aumentaram sua participação no mercado e também os seus
lucros. Mais lucros significam maior PLR e maiores bônus pagos aos gerentes.
Do ponto de vista dos gestores, “o que é bom para o governo é bom para mim”.
Os gestores do BB saíram convencidos disso depois do encontro com Lula,
Dilma e Mantega no início de 2010. Sentiram-se prestigiados e motivados pela
estratégia governista. </FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Em segundo lugar, a cooptação ideológica encaixou-se
com perfeição à estratégia empresarial dos bancos federais, pelo fato de já
estarem previamente formatados por um projeto de atuação enquanto bancos
comerciais, voltados para a obtenção de lucros às custas da superexploração
dos seus trabalhadores e da extorsão dos clientes por práticas como venda
casada de “produtos bancários”. Os gestores puderam sentir-se à vontade para
aplicar os mesmos instrumentos de gestão dos bancos privados, ou seja, o
assédio moral, a cobrança de metas, o autoritarismo, a obstrução da
organização dos trabalhadores no local de trabalho, a perseguição aos
ativistas, etc., para alcançar os objetivos traçados.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Em terceiro lugar, há um elemento que não pode ser
desprezado que é o engajamento da própria base da categoria no projeto
governista. Muitos trabalhadores dos bancos federais ainda enxergam a gestão
petista como a sua única defesa contra a privatização. Esse fato é um dado
da nossa realidade que precisa ser discutido seriamente se queremos avançar
na nossa organização. A base da categoria não vê alternativa política no
plano da gestão do Estado, ou seja, dos partidos que disputam eleições,
porque não vê uma alternativa social por fora do capitalismo. Trata-se de
uma disputa ideológica que a burguesia vem ganhando há décadas e que as
organizações dos trabalhadores ainda não encontraram os meios para reverter
(ou o que é pior, nem sequer enxergam essa necessidade).</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Nesse cenário, um amplo setor da base da categoria
busca se adequar às opções disponíveis, e considera que, ruim com
Lula-Dilma-PT, pior sem eles. Se não há alternativa no plano da política
geral, também não há alternativa no plano da gestão do banco. Não se
vislumbra um projeto de banco público construído pelo debate e organização
dos próprios trabalhadores do setor e que possa ser apresentado como
alternativa ao projeto empresarial aplicado pela burocracia. Na ausência
desse projeto, os trabalhadores dos bancos federais encontram consolo no
fato de estarem “ajudando o país”, quando na verdade estão ajudando o
projeto do PT de permanecer no controle do Estado e de suas rendas.
</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Os trabalhadores vivenciam cotidianamente a
exploração, mas não encontram alternativa de organização e luta. Sabem que
as direções sindicais atreladas ao PT não servem, mas não encontram firmeza
nos projetos de oposição.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">3.2 Fusões, incorporações e aumento dos
lucros;</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Ao mesmo tempo em que a burocracia petista manobrou
os bancos federais como um dos seus instrumentos para a administração da
crise, o conjunto do setor bancário avançou no seu processo de concentração
e monopolização. Toda crise capitalista produz uma espécie de seleção em que
apenas os capitais mais fortes sobrevivem e os menores são absorvidos. Esse
processo se manifesta por meio de fusões de empresas, aquisições e
incorporações.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">No setor bancário, tivemos a compra do Unibanco pelo
Itaú (apresentada como uma fusão) e a compra do ABN Real pelo Santander. A
concentração de capitais tem conseqüências trágicas para os trabalhadores,
pois permite que os capitalistas dispensem mão de obra “excedente” nos
setores em que passa a haver sobreposição de funções. A economia dos gastos
com mão de obra e os ganhos de escala são os objetivos visados pela
burguesia no processo de concentração, de modo que cada fração do capital
possa se reposicionar mais favoravelmente no jogo da concorrência
(********************colocar aqui números dos lucros dos bancos e das
demissões). </FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">A novidade histórica do período recente foi a entrada
dos bancos federais nesse jogo, com as compras do BESC e Nossa Caixa pelo
Banco do Brasil (e de parte da BV Financeira) e a compra de parte do
Panamericano pela Caixa Econômica Federal. Ainda no âmbito dos bancos
federais, foi anunciada a construção da chamada “Cidade Digital” em
Brasília, integrando os sistemas de informação do BB e da CEF. A integração
criará uma plataforma comum para os setores de tecnologia dos dois bancos, o
que nos permite vislumbrar no horizonte uma possibilidade de fusão entre os
dois gigantes estatais como culminação desse processo de
concentração.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">3.3 Reestruturação da Caixa Econômica Federal:
caminho para a privatização</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">É nesse contexto que deve ser interpretado o processo
de reestruturação da Caixa Econômica Federal, que está sendo desencadeado
pelo governo cerca de 3 anos depois da reestruturação do Banco do Brasil (a
qual por sua vez segue se aprofundando). A burocracia petista em seu papel
de ocupante do Estado não se contenta em ser simples gestora dos interesses
da burguesia, mas procura se comportar ela própria como burguesia, como
empresariado, como ente patronal e personificação do capital voltada para a
sua reprodução ampliada. Desse modo, a gestão das empresas estatais
subordinadas ao governo federal segue uma estratégia tipicamente empresarial
de concorrência e maximização dos lucros a qualquer custo.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">O Banco do Brasil já vinha se transformando em banco
comercial há décadas. Esse processo deu um salto com a reestruturação de
2007, a qual dispensou funcionários antigos (via aposentadoria antecipada),
fechou departamentos, enxugou áreas meio e setores de suporte, reduziu
drasticamente o número de caixas, obrigou os funcionários a transferências
forçadas de local de trabalho e de cidade, expulsou usuários e população em
geral das agências, cooptou a base da categoria (PEs – escriturários) com
comissões intermediárias, estabeleceu critérios de progressão na carreira
inteiramente vinculados a metas e criou uma estrutura completamente voltada
para vendas. Em 2010, esse processo prossegue com a chamada estratégia de
foco no atendimento, que na verdade significa uma triagem ainda mais
rigorosa para barrar o público das agências e impedir as filas, e medidas
como os cursos de vendas, que realizam o enquadramento ideológico dos
trabalhadores bancários para que vejam a si mesmos como
vendedores.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">A reestruturação de 2010 busca dar esse mesmo salto
de qualidade na Caixa Econômica Federal, aplicando o mesmo modelo de
esvaziamento das áreas meio e transformação das agências em ambientes de
vendas. A dificuldade no caso é o fato de que a Caixa ainda concentra um
amplo leque de funções sociais, como a gestão do FGTS, PIS e
seguro-desemprego. A burocracia ainda não encontrou uma solução para
transferir definitivamente essas funções para a rede de correspondentes
bancários como lotéricas e outros.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">A transformação de Caixa Econômica Federal e Banco do
Brasil em bancos de mercado deve ser chamada por seu nome, ou seja
privatização. A privatização não consiste apenas numa simples mudança
jurídica da propriedade. O Estado pode continuar sendo o acionista
majoritário dessas empresas, mas o que é decisivo para caracterizar uma
empresa privada é a sua forma de gestão, a sua lógica interna de
funcionamento, o seu projeto essencial. E nesse aspecto, os bancos federais
caminham para se transformar em empresas puramente privadas, desprovidas de
qualquer função social. Isso é inteiramente compatível com a concepção
ideológica da burocracia petista e seu projeto geral de administração do
capitalismo brasileiro.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Cabe ainda o adendo de que, em relação ao aspecto da
propriedade jurídica, o governo anunciou a oferta pública de mais um lote de
ações do Banco do Brasil, ou seja, um avanço na sua privatização formal.
Esse anúncio foi feito um dia antes do Congresso dos Funcionários do Banco,
um Congresso em que a burocracia sindical da Articulação aprovou o apoio à
candidatura de Dilma Roussef-PT, precisamente sob a alegação de que em seu
governo não haveria privatização...</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Definido esse caráter geral do projeto de
privatização em curso, resta ulteriormente determinar o encaminhamento
objetivo que terá o processo, ou seja, por quanto tempo Banco do Brasil e
Caixa Econômica Federal vão concorrer entre si (com as suas respectivas
camadas gerenciais querendo mostrar ao patrão-governo quem é mais eficiente
no mercado e a burocracia petista assistindo de camarote), quanto tempo vai
transcorrer até que sejam fundidos num só empresa, se vai haver
desmembramento da Caixa Econômica Federal e repartição de suas funções
sociais, etc. </FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Qualquer que seja o formato objetivo do projeto, os
trabalhadores dos dois bancos precisam ter consciência do que está em jogo e
organizar uma luta de resistência contra a privatização. Não há qualquer
aspecto positivo possível nas reestruturações dos bancos federais, não há o
que negociar e muito menos o que especular em relação a esse projeto, que
precisa ser combatido duramente em sua totalidade. Com ou sem transferência
jurídica formal da propriedade, a privatização trará mudanças negativas em
todos os aspectos da vida dos trabalhadores, desde as demissões,
descomissionamentos, fechamento dos setores, transferências forçadas,
aumento da exploração e da carga de trabalho, assédio moral sistemático,
obstrução da organização no local de trabalho.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">3.4 Reivindicações dos bancários</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">É com esse cenário como pano de fundo que se
realizará a campanha salarial de 2010. A burocracia sindical da Articulação
procurará a todo custo impedir a possibilidade de lutas que se enfrentam com
o governo Lula, que passa por eleições nas quais estará em jogo o controle
da máquina do Estado pelo PT. Esse controle é vital para a sobrevivência
material, financeira e política da burocracia petista e por isso não pode
haver “perturbações” no plano de reeleger Dilma, tais como greves de
trabalhadores.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Nosso papel deve ser justamente o de colocar em pauta
as reivindicações dos trabalhadores, resgatando nossa pauta
histórica.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">3.4.1 Reivindicações gerais e de bancos
privados</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Fim da mesa única da
FENABAN. Campanha unificada com mesas separadas de negociação. A campanha
unificada se organiza em torno da defesa da convenção coletiva como patamar
mínimo ou piso de reivindicação. As mesas separadas são o canal para o
atendimento das pautas específicas dos trabalhadores do setor privado e do
setor público;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Estabilidade para todos
os bancários, sobretudo do setor privado, contra a demissão imotivada;
Nenhum emprego a menos!</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Eleição de delegados
sindicais em todos os bancos, como forma de se iniciar um processo de
organização e mobilização dos bancários do setor privado, com as
prerrogativas da inamovibilidade, estabilidade, etc., não só nas
concentrações, como também nas agências;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Fim das terceirizações e
dos correspondentes bancários; </SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Contratação de mais
funcionários para atender a demanda de serviços
bancários;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">-
Incorporação dos terceirizados ao quadro funcional dos bancos: quem trabalha
em banco, bancário é;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Fim da pilarização e da
discriminação na prestação de serviços bancários; abertura das agências
destinadas ao público de alta renda para o atendimento de toda a população,
sem distinção;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Redução da jornada de
trabalho, sem redução de salários, para 5 horas diárias; - Expediente
bancário de 10 horas, com dois turnos de 5 horas cada, como forma de
contratar mais bancários e garantir o atendimento de qualidade para todos,
sem distinção;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">3.4.2 Banco do
Brasil</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Reposição de todas as
perdas salariais acumuladas desde o início do plano real até os dias atuais.
Visto que essas perdas estão em torno de 100%, patamar que não é considerado
realista pelos próprios bancários, defendemos um plano de reposição
escalonado;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Isonomia de direitos
entre os bancários pré-98 e pós-98, mantendo-se o que for mais vantajoso
para os trabalhadores. Deve-se também levar em consideração os direitos dos
bancários das instituições incorporadas pelo BB, como o Banco do Estado do
Piauí (BEP), Banco do Estado de Santa Catarina (BESC), e Banco Nossa Caixa ,
aplicando-se o que for mais vantajoso para o
funcionalismo;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Fim do programa de
PSO/USO;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Fim das metas e do
assédio moral; </SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Por um Banco do Brasil
que volte a ter uma gestão pública, voltada para o atendimento das
necessidades de bancarização dos trabalhadores excluídos do sistema
financeiro; Reestatizar o Banco do Brasil!</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Respeito à jornada de 6
horas, extensível para a gerência média;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Fim da lateralidade e
volta do pagamento das substituições;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Volta das concorrências,
com critérios objetivos para comissionamento;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Fim da co-participação
na CASSI, pela cobrança da dívida de R$ 500 milhões do Banco para com a
Caixa de Assistência; que o Banco se responsabilize pela saúde dos
funcionários;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Implantação do plano
odontológico sem prejuízo do atual PAS, para todo funcionalismo, à cargo do
banco. Que o plano odontológico seja prestado pela própria e CASSI e não por
uma empresa terceirizada;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Reajuste para os
aposentados pelo mesmo índice concedido ao pessoal da ativa, de modo a que
possam a que possam se incorporar às mobilizações e lutas dos
bancários.</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">3.4.3 Caixa Econômica
Federal </SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Fim da reestruturação!
Barrar a privatização!</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Plano de
Reposição de Perdas;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Isonomia
plena entre novos e antigos, com Licença Prêmio e ATS (Adicional por Tempo
de Serviço) para todos;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Implantação
de novo PCC/PFC (Plano de Funções Comissionadas) e PSI (Processo Seletivo
Interno) com critérios objetivos e pré-definidos, conquistado na última
greve; </SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Fim da
terceirização e dos correspondentes bancários;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Fim do
assédio moral;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Respeito à
jornada, às condições de trabalho e à saúde do
trabalhador;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">-
Aprimoramento da OLT, Conselhos de Delegados Sindicais de caráter
deliberativo, democracia no movimento, fim dos comandos nacionais de tipo
“biônico”;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Fim da
discriminação na FUNCEF e do ônus para os que não abriram mão do benefício
definido;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Paridade na
FUNCEF e fim do voto de minerva da empresa;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Contra o
sucateamento e encarecimento do SAÚDE CAIXA.</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><B><SPAN style="COLOR: black">4. Reconstrução da
Oposição Bancária.</SPAN></B></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">4.1 Problemas históricos da
oposição</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">No ponto 3.1 adiantamos o balanço de que os
trabalhadores sabem que as direções sindicais atreladas ao PT não servem,
mas não vislumbram alternativa de organização e luta e não encontram firmeza
nos projetos de oposição. Essa afirmação bastante sumária e muito dura
precisa ser desdobrada. </FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Fazemos essa crítica no marco de que participamos de
um movimento coletivo composto de partidários de diversas concepções.
Reconhecemos em todos a combatividade e a disposição de luta. Não
questionamos a intensidade da militância e a dedicação dos companheiros da
Oposição, sua honestidade e relação com a base, etc. O que questionamos é a
justeza da linha política e metodológica adotada pela Oposição e é no marco
do debate político e da tentativa de construir uma linha mais adequada que
apresentamos essa crítica.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Na realidade, há vários anos temos apresentado
críticas à forma como a Oposição Bancária é conduzida. Apresentamos essas
críticas de forma mais sistematizada nos últimos dois Encontros realizados
em 2009 e mantemos o essencial da nossa avaliação.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">A oposição é vista pela categoria como um corpo à
parte, uma entidade da qual eles próprios não fazem parte, e que vai
resolver todos os problemas em seu lugar. <SPAN style="COLOR: black">Os
bancários não vêem a si próprios como Oposição. Não entendem que a Oposição
só pode ter alguma força através da participação da própria base. Ao invés
de participar, esperam que montemos uma estrutura “para o seu bem”. A
Oposição não tem se esforçado para mudar essa visão e para fazer dos seus
fóruns e reuniões um espaço no qual possam se expressar os sentimentos da
categoria bancária, o seu dia a dia e sua realidade, em que a base da
categoria possa ver uma expressão consciente de si
mesma.</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">A ausência desse esforço
decorre de uma opção política por uma determinada concepção de Oposição. Uma
concepção em que a Oposição é uma alternativa de direção e não uma
alternativa de organização. A diferença está em que, enquanto alternativa de
direção, a Oposição só precisa apresentar as melhores propostas a cada
campanha salarial ou eleição para os sindicatos ou entidades
representativas, se apresentando como mais combativa que a burocracia, para
assim colher os votos dos trabalhadores, que virão passivamente à
reboque.</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">Enquanto alternativa de
organização, a Oposição deveria CONSTRUIR essas propostas ao lado dos
trabalhadores, e não trazê-las prontas para serem simplesmente assumidas
pela base. Esse processo de construção requer um tipo funcionamento
completamente diferente, um funcionamento que respeite a dinâmica própria da
consciência da base e não imponha artificialmente as soluções já prontas.
Essa diferença metodológica essencial tem graves repercussões
políticas.</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">Uma alternativa de
organização deve se construir necessariamente como uma frente capaz de
organizar trabalhadores com todos os graus de consciência e todos os tipos
de pensamento político unificados pelo marco comum da oposição à burocracia
na luta contra a patronal e o governo. A Oposição não se constituiu numa
frente desse tipo por conta da ausência de uma separação entre os seus
fóruns e os fóruns da corrente política majoritária, o PSTU.
</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">Na ânsia de manter a
qualquer custo a maioria sobre a Oposição ou de simplesmente impedir
qualquer questionamento e debate político, o PSTU implantou um tipo de
funcionamento em que a Oposição somente se reúne e realiza alguma atividade
quando lhe é conveniente. A Oposição somente se reúne às vésperas das
campanhas salariais e das eleições para os sindicatos e demais entidades.
Não há calendário regular, distribuição das tarefas, discussão política
sobre as publicações, transparência financeira e balanço da política. A
Oposição é vista como mera base social para uma chapa eleitoral, não é vista
como espaço permanente de organização dos trabalhadores.
</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">Enquanto simples base
eleitoral, não há necessidade de que a Oposição se reúna, mas há a
necessidade de absoluto controle político. Esse controle se torna
prioridade, à custa do esvaziamento numérico e político da Oposição. Basta
verificar o quanto a Oposição perdeu tanto em base militante e número de
ativistas quanto em diversidade política e de concepções desde a greve de
2004 em que se afirmou como alternativa para a
categoria.</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">O que temos como resultado
é uma Oposição sem uma implantação real, que não realiza uma disputa
ideológica de fundo, uma disputa real pela consciência dos trabalhadores
contra o predomínio avassalador da ideologia burguesa e da burocracia.
Quando discute política, a Oposição aparece de forma muito transparente como
fachada para um único partido e suas palavras de ordem, decididas
internamente nos fóruns desse partido a trazidas prontas para o
movimento.</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">O que questionamos neste
ponto não é o direito do PSTU enquanto corrente política de se reunir em
separado com os trabalhadores das bases onde tem atuação, de se apresentar
como partido eleitoral e lançar seus candidatos, de escrever seus panfletos
e distribuí-los, etc. Toda organização de trabalhadores tem esse direito. O
que questionamos é o fato de que esse tipo de atividade SUBSTITUI a
atividade de uma Oposição enquanto fórum mais amplo de organização da
categoria. É esse erro metodológico que produz ao longo dos anos o
esvaziamento da Oposição. Esse esvaziamento se expressa de modo dramático no
fato de que não tem havido adesão de trabalhadores à Oposição, ao longo dos
anos, e de que o próprio PSTU precisa girar militantes estudantis ou de
outras categorias para bancários a fim de manter a intervenção. Esse fato
merece uma reflexão muito séria.</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">4.2 Balanço recente</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">O descuido e a irresponsabilidade escancarada para
com o aspecto metodológico da relação com o movimento apareceu de forma
escandalosa em 2009, quando viemos a descobrir, graças ao questionamento de
companheiros do sindicato do Rio Grande do Norte em torno da prestação de
contas das finanças do movimento, que a Oposição tinha um militante
profissional. Esse militante vinha há anos desempenhando tarefas de direção
política no movimento na base de São Paulo, em que atuamos, sem que
soubéssemos que se tratava de um funcionário profissional. Ou seja, o
partido simplesmente decidiu internamente que era necessário um
profissional, não abriu a discussão com o movimento, talvez nem mesmo com a
sua própria base militante, e o que é pior, nem mesmo com as bases dos
sindicatos cujos trabalhadores arcariam com essa despesa; e colocou o
profissional a serviço da política que descrevemos acima.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Mesmo depois que esse fato foi questionado no
Encontro de 2009, o PSTU não fez qualquer auto-crítica séria a respeito e
defendeu a manutenção do funcionário profissional. Para precisar a natureza
da objeção que fazemos a esse respeito, esclarecemos que não somos contra à
organização e a estruturação da Oposição, pelo contrário, mas somos a favor
de que essa tarefa seja assumida pelos próprios trabalhadores. Qualquer
outra solução é artificial e resulta em burocratização. Um funcionário
profissional em um movimento de Oposição não é a mesma coisa que um
dirigente sindical liberado, cuja liberação é um conquista dos trabalhadores
contra a burguesia, e como tal está sujeita ao controle da sua base
sindical.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Mas esse não foi o erro político mais grave na
condução do movimento de 2009 para cá. No Encontro da Oposição de dezembro
de 2009 apontamos a necessidade de antecipar a campanha salarial em face da
excepcionalidade do calendário que teríamos em 2010, com Copa do Mundo e
eleições como eventos que monopolizam a atenção geral.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Essa necessidade foi desconsiderada em função de
outras prioridades. No início de 2010 tivemos eleições para os sindicatos de
Bauru, RN e BSB, além das eleições para a CASSI, PREVI, FUNCEF e a tirada de
delegados para o CONCLAT. Essas atividades consumiram todo o semestre. A
Oposição não conseguiu retomar nenhuma entidade sob controle da burocracia,
mas conseguiu manter aquelas em que é direção. Entretanto, as diversas
campanhas foram realizadas como atividades atomizadas, como se cada uma
delas fosse um fim em si mesma, sem que houvesse entre elas uma conexão em
torno de um projeto comum. Esse projeto, que seria a construção de uma
Oposição de caráter permanente e capaz de organizar os setores combativos da
base, foi substituído pelo projeto de alcançar maiorias circunstanciais,
tais como na assembléia para o CONCLAT. </FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">A fragilidade desse tipo de atuação movimentista e
imediatista ficou evidenciada no próprio CONCLAT, quando a unificação foi
comprometida por não ter base política e programática real e ter sido
concebida como mera unificação de aparatos. Isso fica evidente pelo fato de
o Congresso não ter tido nenhuma discussão política sobre concepção,
programa, conjuntura, plano de lutas, etc. e ter girado em torno de questões
organizativas, tais como composição, direção, nome, etc. Essa lógica geral
em que naufragou o CONCLAT é a mesma que vem obstruindo a construção da
Oposição.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">4.3 Reconstrução da Oposição</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">A construção de novas formas de organização dos
trabalhadores, seja no âmbito de uma Central Sindical e Popular ou de um
movimento de Oposição, deve ter como seu eixo o resgate da participação real
da base e da abertura democrática para o debate político e programático
aprofundado.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Defendemos uma Oposição que tenha funcionamento
regular, com reuniões periódicas e amplamente divulgadas, abertas e de
caráter deliberativo, que discuta democraticamente sua pauta e prioridades,
que debata sobre os temas da realidade imediata e geral dos trabalhadores,
que elabore coletivamente suas publicações, que respeite e incorpore as
contribuições de todos os que se dispuserem a participar e cumprir tarefas,
que realize atividades de formação teórica e política e culturais para
realizar uma disputa ideológica de fundo, que inclua adeptos de todas as
linhas de pensamento no marco comum de uma oposição à burocracia na luta
contra a patronal e o governo, que apresente publicamente suas condições
financeiras e tenha balanço de suas atividades. É por esse tipo de Oposição
que sempre lutamos e lutaremos para construir em nossa
base.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Não reconhecemos no MNOB uma Oposição desse tipo.
Consideramos o MNOB uma tendência sindical composta pelos militantes do PSTU
e seus simpatizantes. Como adiantamos, acima, reconhecemos aos companheiros
do partido o mais pleno direito de organizar uma tendência de oposição
conforme a sua concepção política e seus métodos. Entretanto, não mais
seremos condescendentes e não aceitaremos o direito dessa tendência sindical
composta pelos militantes do PSTU e seus simpatizantes de usurpar para si o
monopólio da representação política, das finanças e do nome da Oposição em
âmbito nacional.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman">Defendemos uma Oposição nacional <SPAN
style="COLOR: black">nos moldes do que o antigo MNOB chegou a ensaiar em sua
origem. Uma Oposição ampliada, democrática, transparente, estruturada,
organizada e armada de um programa que represente os interesses da categoria
bancária. Uma Oposição que se construa cotidianamente nas lutas da categoria
e em sintonia com as lutas do conjunto da classe. Defendemos, assim como
antes defendíamos no interior da Conlutas, a construção de uma Central
Sindical e Popular que seja não apenas uma nova sigla ou rótulo que aglutine
entidades, como se tentou construir desastradamente no CONCLAT, mas que seja
uma verdadeira renovação nas formas de organização dos trabalhadores,
contemplando a total autonomia organizativa e financeira em relação ao
Estado, métodos anti-burocráticos de funcionamento, disputa em profundidade
pela consciência dos trabalhadores </SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">Entretanto, não
consideramos que a filiação a essa Central seja a pré-condição para a
participação nessa Oposição nacional, que deve estar aberta aos setores que
não reconhecem a necessidade da Central e deixar isso explícito, para que
não seja vista como uma simples fachada para chapas eleitorais
instrumentalizada por qualuqer partido que seja. Esse debate deve ser
mantido permanentemente aberto de modo que a própria Central seja construída
através do convencimento político real em torno da sua necessidade por meio
de sua atuação e da sua real capacidade de revolucionar as formas de
organização dos trabalhadores.</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">Propomos uma
C</SPAN>oordenação Nacional, eleita nos Encontros semestrais da Oposição,
com caráter executivo, que mantenha também reuniões periódicas quinzenais e
abertas, via “chat”, ou outro meio de conferência. Essa coordenação será
responsável por elaborar as publicações em nível nacional a partir das
discussões trazidas pelas bases regionais e pelos diversos segmentos da
categoria. Essa coordenação deve renovar ½ da sua composição a cada mandato
e permitir apenas uma recondução. Essa coordenação terá um responsável pelas
finanças nacionais com mandato também rotativo.</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">Defendemos que a Oposição
nacional seja financiada pelas contribuições voluntárias das Oposições
locais, a partir de discussão com as bases e aprovação em assembléias
conforme for o caso, com prestação de contas regular ou extraordinária a
pedido dos militantes a qualquer momento. Para iniciar o próximo período já
com o princípio de rotatividade, propomos que a centralização das finanças
na nova coordenação a ser eleita esteja a cargo dos companheiros do Rio
Grande do Norte.</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">Para consolidar essa forma
de organização, propomos que a Oposição Nacional tenha uma Carta de
Princípios que estabeleça o objetivo do movimento, seu projeto, quem pode
ser membro, o critério de permanência, a forma de funcionamento, etc. Essa
Carta de Princípios seria elaborada pela Coordenação Nacional e submetida à
apreciação dos fóruns locais.</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">Como
princípios do Movimento defendemos:</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">– A Oposição é um espaço
de organização dos trabalhadores bancários para lutar por seus interesses
imediatos enquanto parte da categoria bancária e seus interesses históricos
como parte da classe trabalhadora.</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">– Fazer oposição ao
governo, que é patrão da metade da categoria bancária e ajuda a promover os
ataques para os bancários do setor privado;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">– Lutar contra a
Articulação e seus aliados, que são instrumentos do governo e da patronal no
interior do movimento;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">– Mecanismos democráticos
de funcionamento e respeito à vontade da base, como forma de reconstruir a
subjetividade da categoria bancária, a condição dos trabalhadores de autores
do seu destino;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Independência em relação
aos governos, patrões e partidos. Tudo que diz respeito ao Movimento (linha
política, conteúdo dos materiais, finanças, etc.) deve ser discutido e
decidido nos fóruns do próprio Movimento, que são soberanos sobre suas
questões internas. O Movimento deve se sustentar por meio da contribuição
dos seus integrantes e por campanhas financeiras impulsionadas pelo próprio
Movimento junto aos trabalhadores;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Ação permanente e
regular sobre a base por meio de panfletagens, atividades de propaganda e
formação, seminários, etc., de modo a fazer avançar a consciência da
categoria bancária;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Funcionamento regular
por meio de reuniões periódicas ordinárias do fóruns locais (duas vezes por
mês, ao menos);</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Organização pela base a
partir dos locais de trabalho, por meio de um trabalho estruturado sobre os
representantes sindicais de base (delegado sindical) nos bancos em que já
existem, e lutar para que a conquista da organização de base se estenda para
toda a categoria, sobretudo nos bancos privados;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Controle da base sobre
os dirigentes, por meio da revogabilidade dos mandatos, rodízio na
composição da Coordenação e proibição das reeleições
indefinidas;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN style="COLOR: black">- Transparência na
prestação de contas e no balanço político das atividades realizadas, como
forma de evitar a burocratização e de educar a base para exercer o controle
sobre o Movimento, que lhe pertence. Pelo menos em uma reunião do mês haverá
o ponto de finanças. A prestação de contas estará disponibilizada, por
escrito, para qualquer integrante que a solicitar em qualquer
tempo;</SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"></FONT></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"
class=MsoNormal><SPAN><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3 face="Times New Roman"></FONT> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT
size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN> </SPAN><SPAN> </SPAN><SPAN
style="COLOR: black"><SPAN> </SPAN></SPAN></FONT></FONT></P></DIV>
<DIV> </DIV>
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<P>
<HR>
<P></P>_______________________________________________<BR>Bancariosdebase
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