<html><head><style type="text/css"><!-- DIV {margin:0px;} --></style></head><body><div style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;font-size:10pt;color:#000000;"><DIV>Prezados companheiros, manos e minas.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Segue a tese do PSTU que recebi hoje. Para quem vai para RJ, seria importante ler.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>É um documento que tinha tudo para ser bom, na minha opinião, mas 1-não considerou o endividamento dos trabalhadores como vávula de escape da crise nos países atrasados como o Brasil, 2-finge que "nada aconteceu" no CONCLAT, 3-não faz mea culpa alguma do que fizeram no movimento, 4- querem fazer do MNOB algo ainda mais artificial, isto é, dár uma roupagem institucionalizada..com secretaria executiva, etc.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Diferentemente da tese que escrevemos que foi publicado no movimento, este foi entregue a alguns contatos via cco. portanto, não seria bom este documento sair de nosso meio sem a autorização expressa do PSTU.</DIV>
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<DIV> </DIV>
<DIV>Um forte abraço.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Márcio.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 16pt">Documento para Encontro do MNOB – julho de 2010<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 14pt">Avançar na política e na organização do MNOB <o:p></o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 14pt"><o:p> </o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal align=center><B><U><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 12pt">1 CONJUNTURA INTERNACIONAL</SPAN></U></B><U><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 12pt"><o:p></o:p></SPAN></U></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>1.1 Os patrões empurram a fatura da crise para os trabalhadores<o:p></o:p></FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">No segundo semestre de 2008 explodiu uma crise no centro da economia capitalista mundial que acarretou gravíssimas conseqüências e foi colocada no mesmo patamar da Grande Depressão de 1929.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">As características e o comportamento dessa crise não apontam apenas para uma recessão financeira causada pela “bolha” imobiliária norte-americana. Trata-se de uma crise clássica de superprodução, uma crise cíclica inerente ao próprio mecanismo do modo de produção capitalista, que de tempos em tempos precisa desvalorizar e queimar capitais para retomar as taxas de lucratividade e novos períodos de franca acumulação.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">A “bolha” financeira é, portanto, apenas uma manifestação aparente da crise, uma conseqüência da superprodução enquanto válvula de escape do capitalismo. Já em meados de 2005/2006 a economia se deparava com sérios problemas para manter as taxas de lucro em patamares “aceitáveis” e como não havia perspectivas consistentes de que o setor produtivo pudesse iniciar uma nova etapa de investimentos significativos capazes de impulsionar um novo ciclo de acumulação, os capitalistas viram na especulação uma saída para continuarem lucrando.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Mas a farra do capital fictício não poderia durar para sempre. O castelo de papéis podres não mais se sustentou sem o lastro nas mercadorias da economia real e a crise que havia sido “congelada” com a manobra especulativa, apareceu. Quando as “bolhas” estouraram e a crise ficou à mostra e a economia, que já sofria há tempos os efeitos da superprodução, evidentemente só se agravou com o montante de capital especulativo fictício que escoou ralo abaixo.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">A desvalorização das ações de grandes empresas (sobretudo as montadoras de automóvel) e a quebradeira de grandes bancos nos países centrais deixou a economia à beira de um colapso. Isto significou um salto ainda maior no processo de recolonização dos países periféricos e nos ataques desferidos à classe trabalhadora: perda de direitos, demissões, aprofundamento da precarização no trabalho, corte nas verbas destinadas aos investimentos sociais, redução de salários, etc. O desemprego nos EUA chegou a quase 10%, a GM (que está no epicentro da crise) anunciou no fim de 2008 que iria demitir mais de 30 mil trabalhadores<A style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://br.mg2.mail.yahoo.com/dc/blank.html?bn=420.4&.intl=br&.lang=pt-BR#_ftn1" name=_ftnref1><SPAN class=MsoFootnoteReference><SPAN
style="mso-special-character: footnote"><SPAN class=MsoFootnoteReference><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA">[1]</SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></A> nos três anos seguintes. O setor financeiro também não ficou atrás: de agosto de <?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /><st1:metricconverter w:st="on" ProductID="2007 a">2007 a</st1:metricconverter> março de 2009 foram aproximadamente 330 mil bancários demitidos<A style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://br.mg2.mail.yahoo.com/dc/blank.html?bn=420.4&.intl=br&.lang=pt-BR#_ftn2" name=_ftnref2><SPAN class=MsoFootnoteReference><SPAN style="mso-special-character: footnote"><SPAN class=MsoFootnoteReference><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Calibri;
mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA">[2]</SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></A> em todo o mundo. Tudo isso demonstra a clara intenção de fazer com que os trabalhadores paguem a conta da crise. Esta é a metodologia da burguesia: nos momentos de crescimento, se negam a dividir os lucros com a classe trabalhadora; nos tempos de vacas magras, se apressam em dividir os prejuízos.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>1.2 Os governos não pensaram duas vezes para salvar o lucro dos patrões<o:p></o:p></FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Os governos burgueses de todo o mundo – diferentemente de 1929 – também não perderam tempo e rapidamente trataram de procurar salvar os lucros da burguesia, ratificando a validade da teoria de Marx que dizia que “<I style="mso-bidi-font-style: normal">o Estado nada mais é do que um comitê para administrar os negócios da burguesia</I>”.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">O governo Obama, por exemplo, utilizou todo o seu prestígio para fechar um acordo que retirava direitos históricos dos trabalhadores da GM, em conluio com a direção do sindicato. O resultado é que os trabalhadores perderam os direitos e as 35 mil demissões da fábrica não foram revertidas. Além disso, Obama realizou a maior transferência de dinheiro público para a iniciativa privada de todos os tempos: foram aproximadamente 13 trilhões de dólares em socorro estatal. Com apenas 10% disso seria possível acabar com a fome em todo o mundo. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Os EUA seguiram com sua política de saques e pilhagens aos países pobres e um exemplo claro disso é o Afeganistão, que até hoje se encontra ocupado com tropas norte-americanas, britânicas e alemãs. No Haiti não é diferente. Até hoje aquele povo não pode decidir o seu destino porque há um interesse econômico de diversos governos que querem aproveitar a mão de obra quase gratuita daquele país para impulsionar seus lucros. Para isso, o governo dos EUA encontra apoio nos outros governos. No caso do Haiti, Obama conta com a subserviência absoluta de Lula, que cumpre um papel de capacho do imperialismo ao emprestar as tropas brasileiras para servir a ocupação militar da ONU naquele país.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">No mesmo sentido, os governos de conciliação de classes e os projetos nacionalistas burgueses travestidos de esquerda também seguem colaborando com os patrões, com diferenciações apenas na esfera da aparência e em uma ou outra questão política. Entre eles existem os que apóiam claramente as políticas dos governos a serviço da burguesia internacional, como é o caso do Governo Lula e também os outros que tentam se diferenciar do imperialismo em discurso, mas continuam apoiando as grandes empresas, retirando os direitos dos trabalhadores e sufocando duramente qualquer tentativa de resistência popular, como é o caso de Evo Moralez (Bolívia), Hugo Chavez (Venezuela) e Raul Castro (Cuba).<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">A crise e todo o cenário econômico-político internacional demonstram de maneira muito clara que os trabalhadores não devem confiar em governos burgueses, mesmo que eles tenham uma aparência de “progressistas”. Somente através da organização dos trabalhadores, com independência frente aos patrões/governos e aliada com a luta dos movimentos popular, estudantil, do campo e de todos os outros setores explorados e oprimidos pelo capitalismo, poderemos derrotar os ataques que esses governos desferem.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=3><st1:metricconverter w:st="on" ProductID="1.3 A"><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">1.3 A</SPAN></B></st1:metricconverter><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"> crise está longe de acabar: construir a resistência já!<o:p></o:p></SPAN></B></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">A intensificação dos ataques à classe trabalhadora, com a colaboração direta dos governos e das principais direções do movimento, juntamente com o montante de recursos estatais destinados à burguesia para salvar seus lucros, determinou que a crise econômica invertesse, temporariamente, a sua tendência de aprofundamento, mas muito frágil e sem maiores perspectivas de que a economia mundial iniciará um novo ciclo de ascensão. A evolução da economia mostra a Europa como epicentro do terceiro momento da crise econômica.<SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>O primeiro foi a queda livre do último trimestre de 2008 e primeiro de 2009. O segundo foi a recuperação parcial, pós intervenção dos governos imperialistas, injetando 24 trilhões de dólares para salvar bancos e grandes empresas. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">A recuperação conjuntural da economia fez com que os governos e a mídia burguesa iniciassem uma campanha de que “a crise já passou”, mas as características do cenário econômico internacional não apontam para isso:<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-pagination: none; mso-layout-grid-align: none; punctuation-wrap: simple" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">a) A frágil recuperação da economia não ocorre a partir de um aumento nos investimentos do setor produtivo (aquisição de ferramentas, tecnologia, técnica e mão de obra para aumentar a produtividade). Pelo contrário, essa recuperação se sustenta numa intensificação absurda do ritmo de trabalho. Os patrões diminuíram custos (demitindo e retirando direitos com a ajuda das direções sindicais traidoras) e estão produzindo em escala ainda maior, a partir desse aumento do ritmo de trabalho. Isso demonstra que a crise não foi superada, pois só um novo ciclo de acumulação e investimentos pode sinalizar isso;<BR style="mso-special-character: line-break"><BR style="mso-special-character: line-break"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-pagination: none; mso-layout-grid-align: none; punctuation-wrap: simple" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">b) O montante de capital do Estado que foi cedido para ajudar a burguesia teve um peso significativo na momentânea recuperação, mas os limites também são muito claros. Esse socorro estatal acarretou um endividamento nunca antes visto na história do capitalismo. Basta vermos que países da Europa (como por exemplo, Grécia, Portugal, Espanha, Itália e outros) estão praticamente à beira da bancarrota e os governos estão procurado contornar isso com graves ataques a direitos sociais dos trabalhadores, em especial a previdência pública. Isso mostra que a capacidade de endividamento do Estado tem um limite e que se não houver um novo ciclo de acumulação na economia mundial antes das faturas das dívidas estatais vencerem, uma nova
recessão global na economia pode vir, ainda com muito mais força;<BR style="mso-special-character: line-break"><BR style="mso-special-character: line-break"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-pagination: none; mso-layout-grid-align: none; punctuation-wrap: simple" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">c) Como o sistema capitalista é anárquico e o mercado não possui qualquer regulação planificada, esse momento de pequena recuperação não deixa de alimentar na burguesia a busca por tirar dividendos econômicos da própria crise. Aproveitando-se desta conjuntura, os capitalistas retornam para a arena da especulação, já que o setor produtivo ainda não demonstra ser rentável enquanto a crise não tenha terminado de fato. Isso determina que novas “bolhas” especulativas sejam formadas sem que haja minimamente um lastro real em uma economia que ainda sofre com os fortes efeitos da crise, sinalizando que qualquer turbulência que venha a ocorrer no sistema financeiro pode acarretar uma quebradeira ainda mais
violenta.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-pagination: none; mso-layout-grid-align: none; punctuation-wrap: simple" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Afirmamos que a crise não acabou e não sinaliza um novo ciclo de crescimento, mas, somente uma reação previsível da economia depois de todo o capital estatal despejado nas mãos das grandes corporações e que abre uma nova onda de aprofundamento. Para por fim à crise, será necessário queimar e desvalorizar uma quantidade superior de capitais, ou seja, mais demissões, fechamento de empresas, retirada de direitos dos trabalhadores, etc.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><EM><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-STYLE: normal; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-style: italic"><FONT size=3>1.4 Lutas e greves gerais se estendem na Europa contra pacotes de arrocho e redução de direitos<o:p></o:p></FONT></SPAN></B></EM></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Os planos econômicos de “austeridade” impostos pelo FMI, tão conhecidos da Am. Latina, agora estão sendo aplicados pelos mais importantes países imperialistas da Europa. Eles têm um claro conteúdo recessivo, abortando a frágil recuperação da economia européia. Mas significam também um grande ataque ao proletariado europeu, introduzindo um elemento político que pode incidir fortemente na evolução da economia. As greves gerais na Grécia e Itália e as fortes mobilizações já presentes <st1:PersonName w:st="on" ProductID="em Espanha, Portugal">em Espanha, Portugal</st1:PersonName> e outros países dão a dimensão do enfrentamento.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Caso a burguesia européia consiga derrotar a classe operária (a de maior tradição do mundo), se abrirão as portas para um período de crescimento. Caso o proletariado derrote os planos, pode-se evoluir não só para situações e crises revolucionárias em países imperialistas, como para uma nova recessão mundial, o “duplo mergulho”.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">A greve geral de 24 horas convocada por sindicatos e organizações da Grécia fez o país parar com protestos e manifestações em diversos setores. Esta é a quinta paralisação realizada no país contra o pacote medidas que retira diretos trabalhistas e diminui salários. Este governo fez as mudanças no sistema de previdência social. As principais foram à redução dos benefícios de 80% do salário (que são pagos hoje) para 50%. Até então era possível conseguir aposentadoria com benefício integral com 35 anos de trabalho ou com 65 anos de idade. Agora a idade limite foi aumentada para 67 anos e também é obrigatório trabalhar por 40 anos. Eles também ajustaram a idade limite em função da expectativa de vida. Em caso de aposentadoria antecipada, o benefício será reduzido em 6% a cada ano reduzido.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">No País Basco, trabalhadores também foram às ruas com forte adesão no setor público e privado. Houve paralisações no comércio, hotéis, supermercados, construção civil, além dos serviços públicos, como prefeituras.<BR>Em Madri, capital espanhola, os metroviários também pararam. Categorias importantes de trabalhadores já vêm realizando protestos e assembléias contra o corte de 5% nos salários, como servidores públicos, metroviários e trabalhadores de telecomunicações. Além de denunciar as reformas trabalhistas e ataques às aposentadorias.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Os franceses realizaram uma greve nacional contra a reforma previdenciária do presidente Nicolas Sakozi que, entre outras medidas, eleva a idade mínima de aposentadoria para 62 anos em 2018.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Os trabalhadores da Itália cruzaram os braços em 25/06 contra o pacote de arrocho do governo de direita de Silvio Berlusconi. Serviços públicos, transporte aéreo e terrestre, tiveram suas operações suspensas. A paralisação convocada pelo maior sindicato da Itália, CGIL, contou ainda com manifestações por todo país. Em Roma, vôos foram cancelados, em Milão, o transporte ferroviário ficou parado por cerca de quatro horas.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">A meta imposta pela União Européia para impedir que o déficit dos países-membros supere 3% do PIB causa revoltas generalizadas. Justamente porque este déficit orçamentário não foi criado pelos trabalhadores e sim pelos governos de todo o mundo, quando no início da crise em 2008, deram bilhões de euros para salvar bancos e multinacionais e agora querem que os trabalhadores paguem essa conta</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">A resistência aos ataques dos governos da União Européia, apoiados pelo Fundo Monetário Internacional, mostra um novo cenário com a entrada em luta dos pesos pesados do operariado europeu e sinaliza que, diante da continuidade da crise, aumentarão as mobilizações e organização dos trabalhadores para resistir a esses ataques.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>1.5 O socialismo é a saída!<o:p></o:p></FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Essas lutas, embora de resistência, não podem se limitar às questões imediatas, pois uma luta meramente econômica, num cenário no qual o capitalismo não se dispõe a conceder nenhum centavo, tem pouquíssimas chances de sucesso. É preciso organizar os trabalhadores para travar também uma luta política, que construa uma plataforma de reivindicações para atender as necessidades reais da nossa classe, mas que avance sistematicamente num movimento que tenha no horizonte transformações mais profundas na sociedade, visando à superação deste sistema.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Em períodos de crise o capitalismo é questionado por uma parte importante dos trabalhadores em todo o mundo quando o sistema demonstra toda a sua hipocrisia durante crises econômicas ao instalar o caos no mundo. Como saída da burguesia para salvar os seus próprios lucros, tenta impor aos trabalhadores a redução de salários e direitos, as demissões e a miséria. Não podemos nos limitar a somente tentar recuperar os direitos perdidos, pois o capitalismo vive de crises cíclicas e o que eventualmente conquistarmos será retirado tão logo surjam novas crises. É preciso um movimento que recoloque na ordem do dia a luta pelo socialismo, por uma sociedade na qual os meios de produção não estejam a serviço dos lucros e dos luxos de uma minoria, mas a serviço das necessidades da coletividade.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">As organizações da nossa classe não podem deixar de mostrar aos trabalhadores que não podemos viver em um mundo em que sofremos de tempos em tempos com crises que só nos prejudicam. É preciso organizar as lutas para resistir aos ataques e, ao mesmo tempo, defender perante os trabalhadores uma saída socialista para a crise.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">- TODO APOIO À LUTA DOS TRABALHADORES <st1:PersonName w:st="on" ProductID="EM TODO O MUNDO"><st1:PersonName w:st="on" ProductID="EM TODO O">EM TODO O</st1:PersonName> MUNDO</st1:PersonName>!<o:p></o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">- OBAMA, CHAVEZ, MORALEZ, CASTRO E LULA NÃO GOVERNAM PARA OS TRABALHADORES!<o:p></o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">- FORA AS TROPAS DE LULA DO HAITI!<o:p></o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">- CONSTRUIR A RESISTÊNCIA DOS TRABALHADORES. QUE OS RICOS PAGUEM A CRISE!<o:p></o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">- POR UMA SOCIEDADE SEM EXPLORADORES NEM EXPLORADOS, UMA SOCIEDADE SOCIALISTA!<o:p></o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal align=center><B><U><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 12pt"><BR>2. CONJUNTURA NACIONAL</SPAN></U></B><U><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 12pt"><o:p></o:p></SPAN></U></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=3><st1:metricconverter w:st="on" ProductID="2.1 A"><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">2.1 A</SPAN></B></st1:metricconverter><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"> crise econômica no Brasil</SPAN></B><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt">N</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">o final de 2008 o Brasil foi afetado pela crise econômica internacional, mas, diferentemente do que ocorreu em outros países, os seus efeitos foram minimizados. O Governo Lula e a mídia burguesa que o apóia venderam uma imagem de “gestão eficiente” para explicar isso. De fato, o Governo Lula foi eficiente para contornar a crise, mas o fez a partir de socorro aos patrões, e não aos trabalhadores, concedendo crédito e uma série de isenções fiscais para as grandes empresas, sobretudo as multinacionais. Foi se aproveitando dessas vantagens que as grandes corporações capitalistas apostaram suas fichas nos países representados pela sigla BRIC (Brasil, Índia, Rússia e China), onde há uma mão de obra bem mais barata que
nos países centrais, facilitando o processo de exploração.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">A condição de plataforma de mão de obra barata, exportadores de matérias-primas e toda a ajuda financeira do governo foram os principais motivos pelos quais a crise teve conseqüências menos trágicas. Os efeitos minimizados da crise não são, portanto, um mérito desses governos, mas a sua política deliberada de aprofundar a condição de paraíso financeiro para as grandes empresas, que têm todo o apoio do Estado para explorar ainda mais os trabalhadores.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Ainda assim, a indústria sofreu com a crise. A EMBRAER, uma estatal que foi privatizada no Governo FHC, demitiu mais de 4.200 trabalhadores em 2009 e Lula não moveu uma palha para impedi-las e deixou grandes volumes de capital do BNDES à disposição da empresa. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">No total, o governo deu às grandes empresas cerca de 300 bilhões de reais em investimentos, créditos e isenções fiscais. O Banco do Brasil e a Caixa, além de auxiliarem o governo na concessão quase que ilimitada de crédito, serviram também para comprar papéis podres das empresas cujas ações se desvalorizaram e também para incorporar instituições financeiras que estavam à beira da falência (como foi o caso do Banco Votorantim).<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Tudo isso serviu como fator de amortecimento na manifestação da crise. Entretanto, nada garante que ocorra o mesmo mais adiante. Por ser totalmente dependente do capital e dos mercados dos países centrais, a perspectiva de um aprofundamento da crise após o atual período de leve recuperação é um cenário real e pode desencadear ainda mais ataques aos trabalhadores. O crescimento previsto para este ano é de 6-7%, expressando a manutenção, até agora, da aposta das multinacionais na sub-metrópole brasileira. Essa também é a base material para o apoio recorde (80%) ao governo Lula. Mas já existem reflexos da crise européia no Brasil, na atitude da burguesia contra reajustes salariais, nos ataques ao funcionalismo público, etc. Mas a crise não deve atingir diretamente o país antes das eleições. Nem o
governo nem a oposição falam de crise, e os trabalhadores não acreditam que ela venha para o Brasil. Essa é uma combinação desigual da evolução internacional. O Brasil será fortemente afetado pela crise, mas não agora. As eleições se darão ainda em um período de crescimento. O novo governo eleito em outubro vai ter de enfrentar em seu mandato essa nova crise, em uma situação política internacional provavelmente de maior ascenso que hoje. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>2.2 Fusões/Incorporações<o:p></o:p></FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">O processo de fusões, principalmente no sistema bancário, aumentou durante a crise. A CUT tem aceitado a lógica das incorporações/fusões, particularmente nos bancos públicos, na lógica que “é melhor ser incorporado pelo BB do que pelo Itaú ou Bradesco, ou pior ainda, por um estrangeiro”.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Dois aspectos importantes se abrem desse debate. O primeiro é em relação á luta contra a fusão/incorporação, e o segundo em relação a como fazer essa luta. A primeira coisa a fazer é o debate ideológico, de que as fusões não são inevitáveis e muito menos necessárias, e menos ainda um bom negócio para os trabalhadores. Essas falsas idéias são implantadas pela mídia e nas universidades, mas contam com estimado apoio das entidades sindicais e partidos de esquerda, que pregam a política de mercado.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Numa fusão o objetivo central é a redução dos custos. Assim, demissões e retirada de direitos são inevitáveis, o que significa que os trabalhadores vão perder. Mas a perda não é apenas dos trabalhadores da empresa, mas de toda a sociedade, pois a concentração acaba servindo ao propósito da especulação, de toda a manipulação dos juros e do crédito, arruinando os pequenos produtores e comerciantes em detrimento dos grandes, particularmente das multinacionais.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Para os trabalhadores essa perda é maior ainda, pois os deixam cada vez mais longe do sistema financeiro, são afetados diretamente pelas demissões causadas pela política econômica dessas instituições e perdem com a falta de recursos para os serviços públicos desviados para pagar juros das dividas do governo com esses bancos. A fusão dos bancos públicos, e também a privatização, afeta o crédito para as economias regionais e as políticas sociais. O fechamento de um banco regional significa o fim de uma linha de crédito e subsídios para pequenos agricultores, comerciantes e produtores, bem como para a aplicação de recursos em educação, saneamento básico, construção de estradas, pontes e outras obras importantes.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Os bancos privados não têm a preocupação de atender esses segmentos, e os grandes bancos públicos não têm alcance em sua rede para esse atendimento e quando incorporam os bancos estaduais, se desfazem dessa rede para otimizar seus negócios, acabando com o que tinha de mais importante no banco regional: o contato com a população e sua localização mais próxima.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">A luta contra as fusões é uma luta difícil, porque ela é política e ideológica. O movimento precisa estar bem capacitado para fazer esse debate, pois ele requer uma discussão mais profunda que o simples debate sobre perdas de direito.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoBodyText><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 11pt; mso-bidi-font-weight: normal"><STRONG>2.3 Sobre o Papel dos Bancos Públicos e a Estatização do sistema financeiro<o:p></o:p></STRONG></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold">É assustador o número de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza no país (mais de ¼ da população) e o crescimento da informalidade. Os pequenos negócios, urbanos e rurais, formais e informais, sofrem de escassez de capital, o que gera baixa produtividade e baixo rendimento, impedindo o efeito multiplicador da renda e não contam com bancos públicos que exerçam o papel social. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold">Esta tese é corroborada por uma pesquisa realizada pela OIT, onde a demanda potencial por crédito no Brasil, é estimada em quase 14 milhões de pequenos empreendimentos. Isso gera um modelo de o desenvolvimento econômico totalmente excludente. Por outro lado, há uma enorme demanda em infra-estrutura de saneamento e habitação popular, e construção de escolas, hospitais e vias de transporte.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold">É justamente para combater estes problemas centrais que os bancos públicos foram criados e deveriam atacar. Estudo do Dieese, sobre a atuação e os resultados apresentados pelo Banco do Brasil, Caixa Econômica e os maiores bancos privados nos últimos anos, mostram que estes têm se distanciado do seu verdadeiro papel, sobretudo do BB, e estão desenvolvendo uma política voltada para a competição de mercado.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold">Algumas medidas tomadas durante a crise podem parecer como algo progressivo como a abertura de crédito para financiamento de bens. De fato, isto significou que elas foram utilizadas como "instrumento de política de governo", mas que de forma alguma isto significou retomar seu papel social. Por exemplo, para quem serviu a compra das carteiras de crédito, como os 49% do Banco Votorantim pelo BB, deixando o controle da empresa para a família Ermírio de Moraes? Quem foram os beneficiados com o crédito? Os bancos públicos deveriam ter financiamento de veículo ou crédito para transporte coletivo? Por que, cada vez mais o BB e a Caixa investem nos segmentos ESTILO para clientes de alta renda?<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoBodyText><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 11pt; mso-bidi-font-weight: normal"><STRONG>2.3.1 O setor financeiro deve ser estatizado<o:p></o:p></STRONG></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold">O capital financeiro, concentrado em muito poucas mãos, obtém um lucro enorme, que aumenta sem cessar com a emissão de valores, empréstimos do Estado, etc., consolidando a dominação do setor em detrimento de toda a sociedade. <SPAN class=movmattexto1><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; mso-ansi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt">Ao se concentrar num determinado mercado (papéis da Bolsa, imóveis, <SPAN style="mso-bidi-font-style: italic">commodities</SPAN>, etc.), estes capitais originam uma “bolha” que empurra artificialmente os preços para cima e também os lucros obtidos. Embora a “bolha” possa atuar como um fator que dinamiza outros ramos, ao mesmo tempo, a economia em seu conjunto adquire uma fragilidade ao estar baseada, em grande medida, sobre essa
“bolha”.</SPAN></SPAN><BR><BR><SPAN class=movmattexto1><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; mso-ansi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt">Em algum momento, ela começa a esvaziar. Esse furo aparece como resultado dos limites objetivos do crescimento do setor “inflado”. Mas, em última instância, esses fatores imediatos refletem as causas mais estruturais das periódicas crises econômicas (a queda da taxa de lucro). Por outro lado, o esgotamento da bolha vai causar um impacto negativo sobre o resto dos ramos da economia, abrindo-se assim a possibilidade de uma crise econômica generalizada, isto é, existe uma massa cada vez maior de capitais parasitários (que não produzem novo valor) voltados à especulação e à busca de lucros rápidos.<o:p></o:p></SPAN></SPAN></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN class=movmattexto1><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold">Para amenizar seus efeitos e tentar detê-lo, o Banco Central Europeu e o FED dos EUA, assim como os bancos centrais do Canadá e do Japão, derramaram, em apenas três dias, mais de 300 bilhões de dólares nos mercados financeiros (e outra cifra similar, posteriormente) para frear a derrubada das bolsas e impedir a quebra em cadeia de bancos e de outras entidades financeiras. No Brasil, apesar das particularidades do setor, o governo foi obrigado a socorrer os bancos acabando com os depósitos compulsórios ao Banco Central, gerando um crédito de mais de R$ 200 bilhões.<o:p></o:p></SPAN></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold">A crise escancarou o que representa o sistema financeiro sob o controle do mercado. Uma imensa massa de papéis podres que nenhum governo, ou todos os governos juntos podem salvar. Dinheiro dos contribuintes, recursos oriundos da riqueza produzida por milhões de trabalhadores que vão se evaporar e desaparecer nesse enorme fosso.<BR>O exemplo do Citigroup, que pediu concordata depois de bilhões de ajuda dos cofres americanos, demonstra que não se deve socorrer os bancos, mas salvar os contribuintes. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold">No Brasil, o governo deveria se enfrentar com os banqueiros e <SPAN class=ecxspelle>estatizar</SPAN> os bancos. Isso pode ser feito com o apoio que ele tem da ampla maioria dos trabalhadores. Infelizmente, Lula prefere seguir a mesma política de <SPAN class=ecxspelle>Obama</SPAN> e dos demais governos.<SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Aqui se despejou cerca de 300 bilhões para os bancos fazerem especulação com o<SPAN class=ecxgrame> </SPAN>dinheiro que poderia ir para a Saúde, Educação, Transporte, Moradia, etc.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold">A estatização do sistema financeiro seria uma medida séria e responsável, para evitar todo esse gasto e acabaria de vez com a especulação.<SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Todo este capital estaria a serviço de investimentos nas áreas sociais e infra-estrutura. Mas, essa medida teria que ser feita sob o controle dos trabalhadores para que fossem assegurados todos os direitos trabalhistas e um bom funcionamento do sistema estatizado.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>2.4 Lula é o “cara”, da burguesia<o:p></o:p></FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Lula termina o seu segundo mandato com um índice altíssimo de apoio popular. Mas, será que é isto que determina qual o caráter do seu governo? Basta lembrar que em 1998, como responsável pelo Plano Real, FHC foi eleito praticamente por aclamação popular, ainda que sua orientação fosse completamente neoliberal e anti-trabalhador. Essa análise é importante para desmistificarmos essa história de que a aprovação popular de Lula significa que este governo está ao lado dos trabalhadores.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Na verdade, são vários os fatores que determinam esse forte apoio popular: a história e a origem social de Lula, o crescimento econômico do Brasil (surfando no cenário internacional) no período anterior à crise, o apoio incondicional das principais direções do movimento de massas brasileiro (CUT, Força Sindical, CTB, UNE etc.) e as políticas sociais compensatórias (principalmente o Bolsa Família). <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Estes fatos colocam um importante debate para os movimentos sindical: o Governo Lula foi ou não uma continuidade do governo FHC? Ou Lula fez o “possível” como dizem os seus defensores? <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Comecemos pela política econômica. Lula seguiu preservando e aumentando os lucros das grandes empresas, aprofundando a sangria de recursos públicos para custear o imperialismo e os especuladores. Além disso, aplicou duros golpes aos trabalhadores, principalmente os do serviço público, como foi o caso da Reforma da Previdência. A soma das dívidas externa e interna do país, que compõem a dívida pública se ampliou. E junto com isso, o pagamento dos juros também aumentou muito (cerca de 3 trilhões de reais durante os oito anos de mandato). Em 2009 o governo Lula pagou aos banqueiros R$ 380 bilhões (dados da Auditoria Cidadã da Dívida). Isso significa 36% de todo o orçamento geral do país Ou seja, mais que um terço de tudo o que se arrecadado no país é entregue aos
banqueiros para pagar a dívida. <BR><BR>Já os gastos com saúde foram de 4,64% e com a educação 2,88%. Isso significa que o governo Lula pagou aos banqueiros quase cinco vezes mais do que gastou com saúde e educação juntas. A crise deixou reflexos na economia. As exportações caíram de 197 bilhões de dólares em 2008 para 152 bilhões em 2009. O superávit comercial em 2009 foi de US$ 24,6 bilhões, o menor desde 2002. As previsões para 2010 indicam uma redução ainda maior, para US$12 bilhões. <BR><BR>O resultado é que ao país deve ter em 2010 o maior déficit em contas correntes desde 1947. As contas correntes incluem a balança comercial, serviços (fretes, seguros, viagens internacionais) e transferências unilaterais (remessa de lucros das multinacionais em particular). Com a queda do superávit comercial e o aumento das remessas de lucros das multinacionais (2,5 bilhões de dólares entre janeiro e março) houve um déficit nas
contas correntes do país no primeiro trimestre de US$ 12,1 bilhões de dólares, o que projeta um déficit anual de 50 bilhões de dólares.</SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Ou seja, para ajudar as multinacionais e os banqueiros, o governo endividou mais o país, agravando as contradições já existentes. O país depende cada vez mais da entrada de capitais estrangeiros para manter a economia.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">A política de privatizações também foi intensificada neste Governo. Lula não re-estatizou nenhuma empresa privatizada e prosseguiu. Exemplos não faltam: entrega dos poços de petróleo através de leilões e venda de ações ao capital internacional; privatização de rodovias federais; regime de partilha no pré-sal que amplia a participação do capital privado; a ameaça em transformar os Correios em S.A.; a reestruturação de filiais na Caixa que resgata uma política bastante conhecida dos governos Collor e FHC, que visa centralizar serviços considerados “não bancários” para substituí-los por mão de obra terceirizada e precarizada, aumentando a influência da iniciativa privada no interior da empresa; a venda de mais de 30% das ações do BB na bolsa de Nova York. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Toda essa política é mascarada com um “mito” do presidente que defende os pobres, a erradicação da fome, etc. No entanto, durante o governo de Lula, os empresários multiplicaram seus lucros em 400%, enquanto o salário, os investimentos em saúde, educação, emprego e terra não acompanharam nem de longe esse percentual. A remessa de lucros para o exterior (a partir do superávit primário) dobrou durante o Governo Lula, mas para os trabalhadores e o povo pobre restaram apenas as políticas sociais compensatórias. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Outra característica nefasta do Governo Lula é a criminalização dos movimentos. Embora pareça contraditório pelo fato de Lula ter sua origem ligada ao sindicalismo, foi nesse governo que pudemos ver uma demonização sistemática dos sem terra, dos sem teto e várias repressões às greves e mobilizações de diversas categorias. Um exemplo emblemático foi a última greve dos previdenciários, que foi fragorosamente derrotada e o governo ainda impôs um aumento de jornada de trabalho (de 6h para 8h) sem aumento de salários. Nas greves dos bancários, além dos interditos proibitórios constantemente concedidos pela justiça, os grevistas têm se deparado com toda a sorte de truculências por parte das direções das estatais, todas indicadas por Lula. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Todas essas características fazem do Governo Lula um porto seguro para a burguesia, na medida em que com ele existem todas as garantias de uma política que atende aos interesses do capital e que, ao mesmo tempo, ainda possui prestígio e autoridade diante de parte significativa dos trabalhadores, ajudando a amortecer e frear eventuais lutas.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>2.5 O papel das direções governistas e a reorganização do movimento<o:p></o:p></FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Não foi apenas o prestígio e a história de Lula que conseguiram impor toda a sua política de orientação neoliberal, mas a ajuda preciosa das principais direções dos movimentos sociais, especialmente as centrais sindicais governistas, como a CUT, Força Sindical e CTB. Todas essas entidades, ajudadas pela direção do MST (que construiu algumas lutas, mas por pressão de sua base) e da UNE, atuaram em maior ou menor grau com uma política de colaboração direta com o governo, apoiando suas políticas econômicas e se omitindo diante de vários ataques.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Essas traições determinaram muitos retrocessos nas lutas, na medida em que as entidades mais fortes da nossa classe assumiram de vez a política de conciliação com os patrões e o Governo Lula. Isso só começou a ser minimamente superado a partir de ações de resistência protagonizadas por alguns setores (servidores públicos federais, bancários, correios, etc.), entretanto, todas essas lutas ocorreram no marco de muita pressão da base e de algumas rupturas com a orientação das direções governistas. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Embora o ano de 2010 seja marcado pela disputa do processo eleitoral no segundo semestre, também ocorrerão lutas importantes. As campanhas salariais, da construção civil e do serviço público, já iniciadas, e no segundo semestre com bancários, petroleiros, trabalhadores dos Correios e metalúrgicos prometem dar trabalho aos governistas. Apesar da traição do PT, da CUT estes setores têm lutado e nos últimos anos têm tido clareza de que nas eleições existem condições ainda mais propícias para arrancar suas reivindicações, já que os candidatos governistas estão preocupados com seus votos e <st1:PersonName w:st="on" ProductID="em ajudar Dilma">em ajudar Dilma</st1:PersonName> a vencer as eleições.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">A partir da falência política da CUT, diversos setores decidiram romper e formar novas ferramentas de luta que pudesse atuar de forma independente dos patrões e do Governo Lula. Assim surgiu a Conlutas e, mais tarde, a Intersindical. Ambas surgiram a partir de questionamentos claros contra a política de colaboração da CUT e se transformaram nos únicos pólos capazes de travar lutas conseqüentes. Compreender o processo de reorganização é compreender a estratégia de disputar a direção do movimento e isto significa, não apenas a disputa dos aparatos, mas a disputa política, ideológica e a organização nos locais de trabalho. É neste sentido amplo que precisamos compreender a disputa da direção do movimento. A reconstrução de um organismo de direção de massas só faz sentido se for com o objetivo de superar o que foi a CUT e isso
implica muito mais no aspecto qualitativo do que quantitativo. Não importa o número de aparatos, mas a política que se defende o método e os princípios que se baseiam este novo instrumento.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Entendendo a necessidade de unificação destes setores para as lutas da classe, foi realizado o CONCLAT. Com a participação de cerca de 4 mil ativistas de todo o país, sendo 3.115 delegados e os demais na condição de observadores e convidados, o Congresso Nacional da Classe Trabalhadora fundou uma nova organização para a luta dos trabalhadores brasileiros: uma nova central, que unifica os setores sindical, popular e estudantil. Infelizmente, mesmo após terem reconhecido o resultado das votações, a Intersindical, a Unidos para Lutar/CST e o MAS (Movimento Avançando Sindical), organizações que também haviam convocado o Congresso, abandonaram o plenário por terem perdido a votação do nome. Essa decisão foi um desrespeito com os milhares de trabalhadoras e trabalhadores presentes e com a democracia operária. Todos ficaram indignados,
afinal, a realização do Conclat foi fruto de um processo envolvendo todas as organizações,<SPAN style="mso-bidi-font-style: italic"> pois todos concordaram que as diferenças deveriam ser decididas, democraticamente, pela base, com os votos dos delegados, o que seria respeitado e aceito. Isso é democracia operária.</SPAN> <BR><BR>Após a ruptura, com a ampla maioria dos delegados no plenário, o congresso resolveu manter todas as votações, definir uma direção provisória, que dará os primeiros encaminhamentos. Foi votado ainda um chamado aos setores que romperam para que repense sua atitude e voltem a recompor a unidade. Uma entidade com uma maior influência de massas, embora minoritária na classe, e com uma orientação programática pautada na independência frente os governos e os patrões, no classismo e no socialismo tende a ter um papel importante nas próximas lutas que virão. Acreditamos que a construção de uma nova central
sindical e popular é um processo em curso e não se encerrou neste Congresso da Classe Trabalhadora. Devemos continuar o chamado por unir todos os que querem lutar em defesa dos interesses dos trabalhadores para impulsionar o processo de reorganização do movimento e apoiando a fusão entre as organizações de luta envolvidas. Somente assim poderemos construir uma direção que seja conseqüente e que toque as lutas dos trabalhadores, dos movimentos populares, da juventude e de todos os setores explorados e oprimidos contra qualquer ataque de qualquer governo seja ele da direita tradicional do PSDB/DEM, seja dos novos neoliberais do PT.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>2.6 É preciso apoiar candidaturas que defendam os interesses da classe trabalhadora<o:p></o:p></FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Sabemos que as eleições não mudarão a vida dos trabalhadores, pois este é um terreno onde quem manda é a burguesia e vence quem tem dinheiro. Uma campanha eleitoral classista, que rejeita completamente o financiamento das empresas, dos bancos e que defende um programa socialista tem suas possibilidades de sucesso praticamente anuladas. Neste regime de “democracia” em que vivemos também não garante que mesmo eleitos, os trabalhadores possam mudar radicalmente o caráter do Estado na sua totalidade.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Entretanto, é preciso ter claro que na medida em que os trabalhadores ainda alimentam esperanças nas eleições burguesas e ainda não estão organizados suficientemente para superar todo o seu conteúdo antidemocrático, faz-se necessário apresentar alternativas que dialoguem com a classe trabalhadora, lhes apresente um programa que atenda suas reais necessidades e coloque os trabalhadores em movimento para lutar por esse programa. A eleição é, nesse sentido, um espaço necessário para nos ligarmos a nossa classe e mostrar que caminho seguir.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Por isso, devemos ter uma posição política perante as eleições de 2010: uma posição de classe. Devemos rejeitar a falsa polarização entre Dilma (PT) e Serra (PSDB/DEM), que como vimos, defendem projetos políticos e econômicos muito semelhantes. Da mesma forma, também combateremos outras alternativas burguesas, pintadas como “terceira via”, como a candidatura de Marina Silva (PV) e seu projeto que têm na burguesia seus maiores aliados, começando pelo seu vice, o dono da Natura.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Apesar do apoio ao governo, os trabalhadores não estão satisfeitos com seus salários, com o ritmo de trabalho, a precarização do emprego, a situação da saúde e educação. Estão aliviados com o crescimento, apóiam o governo, mas não satisfeitos com sua situação concreta. Existe uma pequena elevação do salário mínimo, mas um achatamento dos salários maiores do proletariado. O salário médio se mantém estagnado desde o inicio do governo Lula, correspondendo à metade do que era em 1985 no estado de SP. Isso leva a situação de que 75% das famílias chegam ao final do mês faltando salário. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Precisamos fortalecer um campo que se apresente diferente de todas essas candidaturas e defender os interesses da classe trabalhadora, sem a presença de setores da burguesia e que erga nas eleições a bandeira do classismo e do socialismo. Essas candidaturas precisam defender uma plataforma mínima de reivindicações além de bandeiras programáticas que rompam com o imperialismo e com a lógica do capital.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P><FONT color=#666666 size=1 face=Verdana>- </FONT><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO SEM REDUÇÃO DO SALÁRIO!<o:p></o:p></SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">- SALÁRIO MÍNIMO DO DIEESE! RECOMPOSIÇÃO DO VALOR DAS APOSENTADORIAS!<o:p></o:p></SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">- FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO!<o:p></o:p></SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">-DEFESA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS: INVESTIMENTOS NA SAÚDE, EDUCAÇÃO, MORADIA, TRANSPORTE, LAZER ETC!<o:p></o:p></SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">- ABAIXO O PROJETO DE LULA QUE CONGELA SALÁRIOS DO FUNCIONALISMO PÚBLICO!<o:p></o:p></SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">- FORTALECER E UNIFICAR AS CAMPANHAS SALARIAIS!<o:p></o:p></SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">- PELO FIM DA CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS, DA POBREZA E DAS GREVES!<o:p></o:p></SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">- CONTRA A POLÍTICA DE PRIVATIZAÇÃO. ESTATIZAÇÃO DO SISTEMA FINANCEIRO E REESTATIZAÇÃO DAS EMPRESAS PRIVATIZADAS, SOB CONTROLE DOS TRABALHADORES!<o:p></o:p></SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">- UNIFICAR AS LUTAS PARA ENFRENTAR OS GOVERNOS E A BURGUESIA!<o:p></o:p></SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">- NEM DILMA, NEM SERRA, NEM MARINA. NENHUM DELES GOVERNA PARA OS TRABALHADORES!<o:p></o:p></SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">- TODO APOIO ÀS CANDIDATURAS COM UM PROGRAMA CLASSISTA E SOCIALISTA!<BR style="mso-special-character: line-break"><BR style="mso-special-character: line-break"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=3><st1:metricconverter w:st="on" ProductID="2.7 A"><B><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">2.7 A</SPAN></B></st1:metricconverter><B><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"> situação da categoria e dos bancos na atual conjuntura<o:p></o:p></SPAN></B></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">A categoria bancária, apesar ter sido reduzida ao longo do tempo, ainda possui peso significativo na luta de classes nacional. Embora seja um setor da esfera da circulação financeira, quando estão em movimento os bancários impõem um impacto também na esfera da produção, na medida em que os processos de reestruturação produtiva (<I style="mso-bidi-font-style: normal">just in time</I>) não estocam mais os insumos, mas os adquirem conforme a existência de demanda. Para atender a essa demanda permanente, a circulação financeira precisa funcionar de maneira célere e ininterrupta e isso faz com que fortes greves, que atinjam serviços de compensação, por exemplo, provoquem verdadeiros colapsos na economia.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Hoje em dia é muito mais difícil construir uma greve com esse grau de radicalização, pois os processos de automação, contingência de trabalhadores terceirizados e o próprio estágio da luta de classes (não há ascenso) fazem com que as mobilizações na categoria sejam muito limitadas do ponto de vista da sua força. Somado a isso estão também às ilusões que a maioria da categoria ainda mantém na Frente Popular, e óbvio, o papel da burocracia, que tem conseguido desmontar todas as possibilidades de vitória que os bancários ousaram construir.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Fazer essa leitura sobre quem é, como está e como vem reagindo a categoria é muito importante porque nos dá o real cenário das possibilidades mais prováveis na Campanha Salarial. Vai haver greve? Com que força? Será o suficiente para derrotar a burocracia? Que conquistas são possíveis? Quais os setores mais dinâmicos? Essas respostas são importantes para nortear as nossas táticas e, conseqüentemente, nossas tarefas.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">A categoria se subdivide em três grandes campos: o setor público (formado pelos trabalhadores do BB, CEF, BNB, BASA, etc.), o setor privado (trabalhadores dos bancos privados e financeiras) e o setor terceirizado (trabalhadores contratados, com trabalho precarizado, inseridos tanto no setor público, como no privado, como em lotéricas e correspondentes bancários).<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">O setor terceirizado é de longe o mais débil, sem qualquer organização e muitas vezes sem sequer possuir algum sindicato que os defenda. Esse é um setor que tende a crescer muito, principalmente a partir do desmonte e da política de privatização que corre à solta nos bancos públicos e necessitemos atuar sobre esse setor.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">O setor privado é o maior da categoria, que reúne a maior quantidade de bancários e postos de trabalho. É também o setor no qual os patrões mais lucram e onde os trabalhadores são mais explorados, sendo constantemente assediados e ameaçados de demissão, pois não há qualquer garantia de emprego. Por este motivo, mesmo com tamanho grau de ataque, este é um setor da categoria que atualmente não tem respondido com fortes lutas. Todas as ações desses trabalhadores são limitadas pelo medo constante do desemprego e por um nível de consciência bastante brutalizado. A tradição de organização e luta que existia na década de 80, na qual os bancários do setor privado aderiam à greve e saíam dos seus locais de trabalho para fechar outras agências, faz parte do passado.
<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">O nível de politização é muito baixo e as burocracias sindicais fazem questão de aprofundá-la ainda mais, estabelecendo uma relação para lá de clientelista, que são educados a procurar o sindicato apenas quando são demitidos ou quando há um futebol e um churrasquinho. As greves dos bancos privados hoje existem, mas somente quando os sindicatos colocam seu aparato para garanti-la. Não há sintomas de haver uma mobilização nesses setores sem a presença de uma estrutura de piquetes externos, de maneira que sem ela a greve dos privados é uma verdadeira enganação. Isso é muito ruim, pois se trata do maior setor da categoria. Temos organizar contatos, ter informes, saber como a burocracia atua, etc. Sem ter pelo menos alguns companheiros que sejam nossos olhos e nossos
ouvidos nos bancos privados, dificilmente vamos reverter essa situação de ausência quase completa de intervenção.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">O setor público é o mais dinâmico, que possui uma história e uma tradição de lutas, além de garantir uma estabilidade relativa que ajuda na hora de construir as mobilizações. É nele que temos a nossa maior intervenção. Praticamente todo o capital político do MNOB é construído através da experiência destes setores de vanguarda dos bancos públicos com a política governista da Contraf/CUT. Há muito tempo esse setor da categoria vem sendo a locomotiva das greves. Mesmo com um forte descrédito de que a greve pode conquistar algo significativo vêm protagonizando, desde 2004, campanhas salariais importantes. Embora haja uma desigualdade no poder de mobilização, pois normalmente os bancários da Caixa têm estado mais à frente que os do Banco do Brasil.
<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Nos anos passados, nos deparamos com um fenômeno nacional que foi a “<B style="mso-bidi-font-weight: normal">greve de pijama</B>”. Os bancários (especialmente do setor público) construíram greves fortíssimas em adesão, mas pífia na participação e construção de atividades e do seu caráter político. Os trabalhadores simplesmente não iam trabalhar e ponto. Temos que buscar compreender isto, pois uma greve que tem esse caráter dificilmente poderá derrotar ou atropelar a burocracia.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Num primeiro momento, essa manifestação parece ser resultado de um aumento considerável do ritmo de trabalho, da exploração dos bancários. Isso pode ter determinado que o setor público (justamente o que possui estabilidade relativa) pudesse ver a greve como uma oportunidade para descansar após tanto trabalho. Essa caracterização parece fazer algum sentido na medida em que os trabalhadores estão sempre perguntando “quando será a greve”, mas nunca “o que a greve desse ano pode conquistar”.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Evidentemente, só isso não é o suficiente para determinar essa realidade. O fato dos trabalhadores não terem perspectivas de vitória na greve e não enxergarem alternativas reais de direção do movimento também ajuda nesse sentido. Por isso é importante termos atenção a esses detalhes e aproveitar esse período de pré-Campanha para dialogar com os trabalhadores sobre a necessidade de participação. Mesmo que não os convençamos de imediato, no mínimo saberemos o que estão pensando, qual o motivo real da “greve de pijama” e a partir disso, podemos formular uma política para tal realidade.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Este ano, a campanha salarial possuirá ingredientes a mais, que são os ataques desferidos pelo Governo no setor dos bancos públicos. A intensificação da exploração em todos os setores, o projeto USO no BB e a reestruturação na Caixa são ataques duríssimos. Embora a probabilidade de que não teremos muita diferença na campanha deste ano em relação a 2009, é possível que parte da categoria se movimente de forma mais aberta, para tentar derrotar esses ataques.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Ainda é cedo para afirmar categoricamente que este ano haverá greve, mas até o momento os sinais apontam que sim, e que ela deve ser muito semelhante às de 2006 e 2008: muita dureza e intransigência dos patrões (principalmente do Governo) e bastante dificuldade para impor derrotas à burocracia, que deve estar mais governista que nunca nesse período de eleições presidenciais. Os resultados devem ser também muito parecidos com os dos anos anteriores (reposição da inflação, PLR e mais alguma migalha relacionada à PCS ou PCC nos bancos públicos).<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-bidi-font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-weight: bold">Dentro da lógica da crise e da etapa monopolista que é marcante na fase imperialista, o processo de concentração e centralização de capitais continua a todo vapor. E neste cenário, as fusões de “gigantes do capital” também seguem. O</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-bidi-font-size: 9.0pt"> processo de concentração dos bancos, que já vinha ocorrendo há algum tempo, agudizou-se. As fusões Real/Santander, Itaú/Unibanco e a compra, pelo BB, da Nossa Caixa, do Banco do Estado do Piauí e o BESC, são a demonstração disso. Algumas financeiras fecharam e o banco Votorantim foi salvo, escandalosamente, pelo BB. Isto gerou uma elevação das demissões que se combinam com o fechamento de
agências. Nos bancos públicos a maior consequência é a redução das despesas administrativas e assédio superior em relação às metas de vendas e produtividade. No BB, a luta contra a destruição da Cassi ganha força neste momento. Também está sendo implementada uma reestruturação nas agências, com a criação das PSOs que, por um lado desorganiza os locais de trabalho (dividindo os funcionários em dependências distintas) e, por outro, aumenta a pressão e o controle individualizado das vendas. Na CEF, há uma nova reestruturação nas agências com o fim da terceirização da RET (retaguarda) que aumenta sensivelmente a pressão nos locais de trabalho. Há também a implantação de um PCC/PFG unilateral e a revelia dos funcionários. Junte-se a isso a falta de empregados nas unidades e o aumento do assédio e temos uma situação explosiva.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-bidi-font-size: 9.0pt">A política da direção (Articulação/CUT) é a de facilitar, ao máximo, a vida do governo. A campanha pela candidatura do PT em 2010 começa a ser o centro das preocupações destes dirigentes. A burocracia bancária nunca esteve tão governista, refletindo os elevados índices de popularidade do governo por um lado, e os agraciamentos por outro (cargos na direção dos bancos públicos e comissionamentos de dirigentes sindicais). Esta manobra visa segurar nossas lutas, priorizando os interesses partidários/eleitorais e colocando os interesses da categoria em segundo plano.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-bidi-font-size: 9.0pt">Por outro lado, a crise tende a se agravar, mas até Setembro e <B>os bancos brasileiros seguem com uma situação relativamente estável </B>- sem grandes problemas de liquidez, com uma inadimplência não alarmante e com taxas de juros e spread elevados. Portanto, não há indícios que, nesta campanha salarial já enfrentaremos demissões em massa ou uma pressão por retirada de direitos. Por outro lado, deverá haver um endurecimento na mesa de negociações, pois a Fenaban e o governo Lula sabem que a crise virá e, preventivamente, tentarão impor um acordo com índice rebaixado. Porém a categoria percebe os recordes de lucratividade dos bancos e não estarão dispostos a sacrifícios. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><U><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 12pt">3. SOBRE A CAMPANHA SALARIAL</SPAN></U></B><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold">A campanha salarial em si, na verdade, tem, nos últimos anos, um início anterior a data base com os Congressos dos Funcionários dos Bancos Públicos. Há diferenças de entendimento entre setores do MNOB sobre a participação ou não nestes fóruns. Queremos, fraternalmente, apontar aspectos para debate.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold"><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>É preciso rejeitar entre nós que a participação em qualquer fórum (seja ele da Contraf/CUT ou do que quer que seja) como questão de princípio. Sabemos que há essa dificuldade em fazer esse debate com alguns camaradas, mas ter claro que a participação (ou não) dos revolucionários nos espaços reformistas, burocráticos e mesmo nos reacionários trata-se de uma questão tática, deve ser uma obrigação enquanto militantes que buscam o caminho das massas para se construir.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold">Ao defender a necessidade de participação nos parlamentos, Lênin nos deixou um fabuloso legado, que deve ser reivindicado sempre que surgirem invectivas que coloquem tais participações como uma “capitulação” ou “traição”: “Enquanto não tiverdes força para dissolver o parlamento burguês ou quaisquer instituições reacionárias de outro tipo, tendes a obrigação de trabalhar dentro delas precisamente porque ainda há nelas operários enganados [...].”<A style="mso-footnote-id: ftn3" title="" href="http://br.mg2.mail.yahoo.com/dc/blank.html?bn=420.4&.intl=br&.lang=pt-BR#_ftn3" name=_ftnref3><SPAN class=MsoFootnoteReference><SPAN style="mso-special-character: footnote"><SPAN class=MsoFootnoteReference><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family:
'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-font-weight: bold">[3]</SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></A> Ou seja, se nós nos dispomos a intervir no parlamento burguês (que é o que há de mais reacionário), que questão de princípio pode nos determinar que não participemos dos fóruns da burocracia sindical? Nenhuma! É claro, por se tratar de uma questão tática, a participação ou não depende daquilo que melhor ajuda a classe (no nosso caso, a categoria) a se movimentar em direção à nossa política e estratégia. Nossa política continua sendo a de destruir a burocracia e construir uma direção revolucionária para a categoria. Discutindo aqui que meios são melhores para concretizar isso e não podemos definir de antemão que não vamos participar e ponto.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold">No Congresso dos funcionários da CEF tivemos votações em que se emblocaram todas as forças políticas contra a Articulação. Para exemplificar, uma das votações foi para desvincular o Conecef da Conferência Nacional da Categoria. No BB houve uma votação parecida. A articulação tentou polemizar todo o Congresso na proposta de apoio a Dilma. Em ambas perdemos por pouco. <SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Ou seja, num esforço um pouco maior do MNOB, poderíamos ter tirado mais delegados e ganho votações importantes nos Congressos do BB e da Caixa.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold">Mas, o maior problema está mesmo na confusão que se estabeleceu em nossas fileiras, com alguns companheiros defendendo que esses congressos são fóruns da Contraf/CUT e que não devemos participar deles por isso. Por esta razão, temos que ter sempre calma para discutirmos nossas diferenças e, caso não seja possível essa discussão pelos atropelos dos movimentos, caminharmos unificadamente para fazer um balanço depois.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold">Opinamos que aqui se cometem dois erros: um de caracterização e outro de política.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold">É errado afirmar que os congressos da Caixa e do BB são da Contraf/CUT. Isso não é verdade, tanto quanto os Encontros e Congressos do BASA, BNB, Banrisul, Nossa Caixa, etc., ainda que essa entidade possa dirigir esses fóruns por ser maioria neles. Por isso, nossa participação nesses fóruns é uma tática para defendermos uma política em acordo aos anseios da categoria.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold">Segundo, é preciso avaliar cada situação concreta e ver as possibilidades de intervirmos para mudar os rumos desses fóruns, ou disputar posição ou ainda para construir nossas fileiras.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold">A decisão de alguns de não ir aos Congressos é uma decisão justa, mas errada. Justa porque reflete uma indignação com todo o peleguismo da CUT, mas errada porque enfraquece a atuação do MNOB. Ainda que os companheiros considerassem equivocada a participação nos Congressos da Caixa e do BB seria muito importante estarmos todos juntos naqueles congressos, apresentando o MNOB com toda nossa força. Estamos há anos construindo esse projeto e não podemos deixar de apresentá-lo em sua plenitude nos momentos em que há disputa na base, seja nesses fóruns ou nas assembléias que definem os delegados a eles.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>3.1 Congressos burocráticos que definem política anti-trabalhador numa dinâmica de crise</FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Os congressos foram montados para dar legitimidade à política da Articulação de negociação permanente com os bancos. O congresso da CEF e do BB esteve muito burocratizado. Houve muitos atropelos à democracia, com manobras grosseiras e truculência, onde se decidia que propostas não iriam para debate e ponto final. Teve grupo que para considerar que as propostas tinham os 20% de aprovação para ir a plenário, contou-se até as abstenções, deformando completamente o quorum.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Isso causou muita irritação em nossos companheiros e alguns podem até ter concluído que não temos o que fazer nesses fóruns. Isso é um equivoco, pois toda a burocracia utilizada por eles não foi mais do que o reflexo de quem está muito enfraquecido, debilitado para convencer a maioria e precisa usar de truculência para se impor. Os novos burocratas das correntes não têm autoridade para convencer e controlar a maioria dos delegados, por isso é mais burocrático ainda.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Por terem maioria dos delegados, foram aprovando toda a política da Articulação. Mas, tiveram muitos escorregões, fruto da crise que vive essa burocracia decadente, e acabaram-se aprovando questões importantes nos congressos. No dos funcionários do </SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-size: 7.5pt">BB, por exemplo, aprovou-se </SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">exigir que o procedimento de concessão de licença maternidade de 180 dias seja automático; exigir o fim da co-participação com abertura de negociação com o BB e Cassi e a implantação do Plano odontológico via Cassi, custeado pelo BB; e</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt;
mso-bidi-font-family: TTE152C950t00; mso-bidi-font-size: 7.5pt">statização do sistema financeiro;</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Verdana,Italic'; mso-bidi-font-size: 7.5pt"> criar tabela única de PCS, com incorporação do anuênio nos interstícios; </SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 7.5pt">buscar a elevação do interstício para 12% e 16%, </SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Verdana,Italic'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">g</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Verdana; mso-bidi-font-size: 7.5pt">arantindo a incidência do interstício do BB no VCP de Salário dos funcionários egressos de bancos incorporados; isonomia para funcionários novos, antigos e incorporados,
pautando-se pela manutenção do maior benefício;</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Não houve possibilidades de revertermos a eleição dos membros da Comissão de Empresa (foi mantida a formula de indicação pelas Federações e Centrais Sindicais) e também a política de Mesa Única da Fenaban.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Desde esse ponto de vista, qualquer um poderia afirmar que nossa participação foi em vão, e que manteve tudo o que a Articulação queria, inclusive com nosso envolvimento. Nada mais falso. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Queremos destacar dois aspectos: um pela esquerda e outro pela direita: 1) Nós fomos fundamentais por ter colocado o debate sobre a natureza do governo Lula: um governo dos patrões. Fomos fundamentais no combate a Mesa Única da Fenaban cuja luta ficou apenas por nossa conta. As demais bandeiras políticas e econômicas que defendemos junto com os setores centristas também foram importantes, pois nos aproximou desses setores que são estratégicos para rompê-los das amarras da Artban; 2) A crise da direção majoritária é causada pela reorganização no movimento. Esse processo é capaz de produzir uma luta intestinal na própria Articulação, que se combina com as crises do centrismo e que, com nossa política, potencializa o processo de rupturas e reorganização do movimento.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">O que precisamos entender é que o <B style="mso-bidi-font-weight: normal">processo de reorganização segue se aprofundando e poderá dar um salto no próximo período com a Crise Econômica.</B> Somos um setor consciente desse processo e temos que agir como tal, tendo política para fortalecer essa reorganização e direcioná-la para a construção de uma alternativa real.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Por isso, é muito importante mantermos a política de sermos contra a Mesa Única, não pelo fato de ser uma política da Articulação ou uma questão de principio para nós, mas por sabermos que essa política tem uma repulsa na base dos bancos públicos que, embora não seja simplesmente uma vanguarda, mas um setor minoritário de massas. Dizemos isso porque todos sabem que não fazemos política para a vanguarda, mas sim para as massas e, a partir dessa política, podemos dar uma batalha para a aproximação dos setores centristas. A Intersindical está em ruptura com este setor (chapas conjuntas em Brasília, Pará, CE, PI, Cassi, Funcef, plebiscito para desfiliação no ES etc.) que abre uma possibilidade de construir um projeto de uma Federação Alternativa em médio prazo e que potencializaria nossa política na categoria. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>3.2 Política e perspectivas: manter uma alternativa para a campanha salarial, aproximar setores para a construção de uma direção nacional dos bancários e fortalecer o MNOB e os Sindicatos<o:p></o:p></FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">A Contraf/CUT manterá a mesma prática dos últimos anos. Apostando na mesa única para esconder o governo, definem as pautas de reivindicações e a estratégia da campanha com mais de 90% de dirigentes sindicais, sem a participação da base. Ignorando as perdas reais da categoria, votam um índice rebaixado e, depois de protocolada a pauta, apostam nas negociações sem mobilização, priorizando a PLR em detrimento do reajuste salarial. É fato que a categoria está colocando no bolso um volume de dinheiro muito maior que qualquer outra categoria. A PLR das montadoras, por exemplo, é em torno de R$ 2.000,00. Nos bancos privados tem uma variação de R$ 3.800,00 até R$ 14.000,00 e nos bancos públicos, com variações diferentes, tem o BB que vai de cerca de R$ 4.000,00 até R$ 35.000,00 (a maior PLR da categoria). Esse elemento não é
insignificante, uma vez que na situação de sufoco que vive a categoria, receber valores como o descrito acima ajuda bastante. Mas, há outro elemento determinante aí: o papel da burocracia. A Contraf trabalha de forma estratégica o acordo sobre Remuneração Variável deixando o índice completamente secundarizado.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Mas, nesta campanha haverá um agravante: a articulação priorizará as eleições e o apoio a Dilma. Há duas hipóteses aqui: 1) enrolarem a campanha salarial para dar desfecho após o calendário eleitoral ou 2) fazer uma campanha rápida, impedindo grandes mobilizações com um pré-acordo com os bancos. Achamos que a primeira hipótese é a mais provável, inclusive, porque estarão apoiando também seus candidatos a proporcionais nos estados. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Da nossa parte, é necessário fortalecer o MNOB e Sindicatos a partir do que já acumulamos até aqui. A tática que com pauta própria e disputá-la nas assembléias foi extremamente acertada. Isso deu visibilidade ao MNOB/Conlutas e ampliou nossos sindicatos como referência nacional ao se constituírem como elemento fundamental da denúncia e disputa política com a direção governista no movimento. Se hoje o MNOB tem uma audiência superior ao que tinha antes, deve-se a essa política, que, longe de ser autoproclamatória, tem grande influência na categoria.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">A política deste Encontro Nacional deve ser a elaboração das pautas alternativas, a defesa e a aprovação das minutas nas bases e disputa em todas as assembléias do país, a eleição de um Comando Nacional para organizar a campanha, a entrega das pautas, a defesa da mobilização em contraposição à burocracia.</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt"> Além disso, precisamos ter debates mais de fundo, e atentar para a questão da PLR, abonos e outras remunerações variáveis, que influenciam negativamente em nossa campanha, atuando sobre a consciência dos ativistas. Um problema ideológico que precisa ser enfrentado.</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman';
mso-bidi-font-size: 7.5pt"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Também é necessário evitarmos os erros de campanhas passadas e fortalecê-la desde o início. Devemos formar um Comando Nacional que realmente atue como tal. Sabemos que falhas são absolutamente normais, mas precisamos avançar em nossa organização. Construir um Comando na campanha salarial é vital em função da necessidade em se responder politicamente a tudo e, na maior parte das vezes, de forma rápida. Isso é necessário, pois a maioria dos nossos militantes não tem liberação e estão submetidos a um alto nível de exploração nos bancos, o que impede de termos iniciativas e responder politicamente a contento as necessidades da categoria no movimento. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Além disso, é importante avançarmos na compreensão que nosso movimento é nacional e, portanto, uma ação, uma atitude, uma política qualquer que seja aplicada em determinado local, acaba tendo repercussões nacionais. Como a categoria é nacional, a nossa organização de frente única (o MNOB) também deve ser e não podemos sucumbir, por exemplo, a muitas pressões regionais. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-RIGHT: -1.4pt"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Sabemos que a única coisa que pode gerar uma mudança de qualidade na Campanha, é uma rebelião generalizada, um grande levante da categoria que desmoralize por completo a direção burocrática da Contraf/CUT e que permitisse que as bases determinassem os rumos do movimento. Mesmo se não conseguirmos alterar qualitativamente os desdobramentos da Campanha Salarial, vamos disputar nossa política em todas as bases. Para além do economicismo e corporativismo devemos praticar um sindicalismo classista e socialista e continuar nosso trabalho paciente, nos fortalecendo na base e construindo-se como alternativa de direção para a categoria.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>3.2.1 Relação com os companheiros da Intersindical<o:p></o:p></FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">No Encontro do MNOB construiremos uma pauta de reivindicações para disputarmos no movimento. Contudo, devemos procurar construir uma Frente Nacional com os companheiros da Intersindical em torno dos eixos de agitação na campanha: pela Reposição das Perdas em negociações especificas; contra a dinâmica/calendário da campanha dos governistas em priorizar a campanha de Dilma e as eleições; campanha pela Isonomia nos bancos públicos e contra o acordo de 2 anos. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Além da importância que tem essa unidade para a luta da categoria, isso busca fazer um debate a fundo sobre a formação de uma frente nacional bancária que não se limite a Campanha Salarial, mas que possa reunir os sindicatos do MNOB e da Intersindical para construir ações conjuntas (jurídicas, mobilizações, materiais próprios com assinatura de todos os sindicatos da Frente, etc.), mantendo a autonomia do MNOB (inclusive em relação aos encontros) e da própria Intersindical.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><B><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 11pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'">3.2.2 A estratégia de uma Federação Nacional dos Bancários <o:p></o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'">A categoria bancaria tem uma característica peculiar de ser nacional e ter um Acordo Coletivo Nacional. Isso dificulta muito a luta de sindicatos de maneira isolada.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Em que pese os sindicatos do MNOB terem uma política diferente da CUT e da <SPAN class=ecxspelle>Contec</SPAN> e estarem atuando na base de forma diferente, isso não rompe o limite da “cultura de movimento nacional”. Os sindicatos do MNOB não conseguem fazer <SPAN class=ecxgrame>uma greve sozinhos</SPAN>, não conseguem se impor para uma mesa de negociação própria, não conseguem ter Acordos próprios.</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Esses “limites” são mais subjetivos que objetivos e o processo para superá-los será difícil e de longo prazo. Os trabalhadores precisam ser convencidos, a partir de uma política paciente e persistente, de que é preciso, e é possível, fazer um movimento de base independente dos grandes centros, um movimento que imponha aos banqueiros e ao governo as reivindicações da categoria.</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Porém, esse processo pode ser “acelerado” se houver um movimento de outros sindicatos que denotem uma união de outras bases “pequenas”. Por isso é importante a ação conjunta dos três sindicatos como uma forma de fortalecer o ânimo de luta numa base.</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Essa é a razão pela qual deveremos trabalhar pela construção de uma Federação Nacional de sindicatos que não apóiam o governo Lula e que defendem um programa de luta. Tal Federação tem possibilidade de ser construída a partir da união dos três sindicatos (MA, RN e Bauru) com os sindicatos de Santos, ES, Florianópolis e Blumenau.</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">O MNOB tem que fazer um chamado nacional a esses sindicatos para a construção da Federação que dará condições de fortalecer a luta independente dos grandes centros e até de se conquistar uma 3ª mesa de negociação, com uma pauta de reivindicações equivalente aos anseios da categoria. </SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Resoluções:<o:p></o:p></FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Sobre Estratégia da Campanha Salarial<o:p></o:p></FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo3; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpFirst><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">1.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Reafirmar a política contra a Mesa Única da Fenaban.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo3; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">2.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Agitar e construir a campanha pela Isonomia nos Bancos Públicos.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo3; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">3.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Construir as pautas de reivindicações alternativas e defende-las nas assembléias, incluindo o cumprimento da jornada de seis horas sem redução salarial e implantação de Planos de Cargos e Salários em todos os bancos.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo3; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">4.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Entregar as pautas aos Bancos.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo3; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">5.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Defender a eleição de representantes de base em assembléias, para compor o Comando Nacional de Mobilização e Negociação.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo3; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">6.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Procurar construir unidade de ação com outros sindicatos, em particular os da Intersindical, com eixos: pela Reposição das Perdas em negociações especificas, se contrapor a dinâmica/calendário da campanha dos governistas em priorizar a campanha de Dilma e as eleições e contra o acordo de 2 anos.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo3; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpLast><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">7.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Defender que as assembléias sejam democráticas, debatam e deliberem por tudo que a categoria desejar, lutando para que tenham assembléias nas bases dos sindicatos da CUT.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Sobre as reivindicações centrais da Campanha Salarial<o:p></o:p></FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l1 level1 lfo4; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpFirst><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">1.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Lutar pelas perdas do Plano Real, defendendo mesas especifica dos bancos públicos.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l1 level1 lfo4; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">2.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">PLR de 25% do lucro liquido distribuído linearmente<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l1 level1 lfo4; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">3.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Piso do DIEESE<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l1 level1 lfo4; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">4.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Estabilidade no emprego: contra demissões imotivadas e contratação de mais bancário (as)<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l1 level1 lfo4; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">5.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Fim do assedio moral e das metas<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l1 level1 lfo4; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">6.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Contra a terceirização<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l1 level1 lfo4; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">7.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Contra o acordo de 2 anos.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l1 level1 lfo4; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">8.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Nenhum privilégio aos dirigentes sindicais! Contra a remuneração adicional e as comissões/cargos especiais para dirigentes sindicais. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l1 level1 lfo4; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">9.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Estatização do sistema financeiro.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt 18pt; mso-add-space: auto" class=PargrafodaListaCxSpLast><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Sobre organização da Campanha Salarial<o:p></o:p></FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l3 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpFirst><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">1.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Montar um Comando que organize e busque a negociação das Pautas, com mobilidade entre Brasília e São Paulo, a depender das necessidades da campanha.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l3 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">2.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Realizar a Campanha Nacional com confecções de jornais nacionais e adesivos do MNOB e dos Sindicatos que apóiem a Pauta Alternativa e divulgando o site do MNOB para referenciá-lo junto à categoria.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l3 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">3.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Manter reuniões periódicas do Comando Nacional, com as Oposições, através de chat ou telefone, para manter uma linha nacional de atuação com periodicidade das reuniões definida pelo Comando.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l3 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">4.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Formar um fundo de Campanha com cotização dos três Sindicatos para garantir a realização da Campanha Nacional do MNOB com o aporte R$ 12.000,00, sendo três parcelas de R$ <st1:metricconverter w:st="on" ProductID="4.000,00 a">4.000,00 a</st1:metricconverter> partir de Agosto.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l3 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR"><SPAN style="mso-list: Ignore">5.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">O Fundo será controlado pelo Comando Nacional.</SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt 18pt; mso-add-space: auto" class=PargrafodaListaCxSpLast><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><U><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 12pt">4. SOBRE ATIVIDADES E A ESTRUTURAÇÃO DO MNOB E OPOSIÇÕES<o:p></o:p></SPAN></U></B></P>
<P><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: black; FONT-SIZE: 11pt">4.1 As atividades do primeiro semestre de 2010<o:p></o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">O MNOB vem se fortalecendo como alternativa nacional na categoria. Os resultados nos embates contra a burocracia mostram que o desgaste dos governistas e a experiência da base aumentam. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">No início do ano tivemos a eleição do Seeb Bauru/SP onde a chapa 1/Conlutas obteve 77,5, aumentando o percentual da eleição passada, assim como no RN onde a chapa da situação ganhou com 82,82% dos votos. Estes resultados demonstram o que afirmamos da experiência e inserção da nossa política na base.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Na eleição de Brasília se deu com polarização entre a oposição e a atual diretoria. Os números finais do processo foram: Chapa 1, 5066 votos (59%), chapa 2 (PCO) 561 votos (6,5%) e chapa 3, 2932 votos (34%) mesmo com uma sindicalização<SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>baixa, chegando a 30% em muitos bancos públicos. A chapa 3 foi formada essencialmente entre a Conlutas e a Intersindical, tendo também um setor de independentes de delegados sindicais e novos ativistas. Durante a campanha, foram distribuídos mais de 60 mil boletins na base. Ganhamos bem na Caixa e na Tecnologia do BB, locais de trabalho da Conlutas. Foi majoritária também a votação no BRB, local antes vencido pela articulação. Essa referência ajudará a fortalecer o MNOB. <SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Por outro lado, o PCO lançou a chapa 2, o
que favoreceu a articulação pela confusão em ter duas chapas de oposição. Outro fator de aumento da votação da chapa 1 foi o crescimento de sindicalizados nos bancos privados e cooperativas de crédito (cerca de mil sócios). Vale ressaltar que os três sindicatos do MNOB contribuíram financeiramente num total de 12 mil reais e a chapa sairá sem dívidas e fortalecida da campanha. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-size: 7.5pt">No Pará, </SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">com duas chapas inscritas, a chapa 1 do PT (DS e Artsind) que se reunificaram depois das eleições de 2007 e a Chapa 2 da oposição. A oposição foi formada por 4 setores: Conlutas, a diretoria da Associação dos Empregados do Banpará que rompeu faz um ano com a Articulação no processo de luta pelo PCS do Banpará, quando a diretoria do sindicato propôs adiar a implementação de um plano que a categoria conquistou na greve. A Associação comprou a briga e bancou na justiça, mobilizando a categoria para fazer assembléias sem a presença da direção do Sindicato; 2. Dois ex-militantes da CSD que romperam com muitas críticas a direção do sindicato da qual faziam
parte e independentes. Esta campanha foi vitoriosa e a direção do Seeb PA/AM fraudou, escandalosamente. Mesmo assim, a chapa 2 perdeu por uma diferença de apenas 200 votos. O caso está sob “judice”. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Tahoma">A chapa 2, Sindicato Independente Bancários em Luta, para concorrer às eleições para a renovação da diretoria do SEEBF/PI, que ocorreu no dia 22/06/2010, obteve 25,22% dos votos. A chapa foi composta por militantes e simpatizantes da Conlutas, da Intersindical e independentes sendo este último segmento o majoritário na chapa. Para a Oposição Bancária do PI, ter conseguido registrar a chapa, já é uma vitória, considerando que no pleito passado, não conseguiram reunir em tempo hábil, bancários(as) suficiente para disputar. Ressalta-se que o decisivo </SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-bidi-font-size: 7.5pt; mso-bidi-font-weight: bold">apoio material</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt;
mso-bidi-font-family: Tahoma"> humano e financeiro dos </SPAN><B><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-bidi-font-size: 7.5pt">SEEBs</SPAN></B><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Tahoma">.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Já nas eleições específicas por banco, na Funcef o resultado final foi: Chapa 1 da Contraf com 45% (21.218 votos), chapa 2 com 09% (4.250 votos), </SPAN><STRONG><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Tahoma">chapa 3 (Conlutas/Intersindical e CTB) com 30% (14.196 votos) </SPAN></STRONG><STRONG><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; FONT-WEIGHT: normal; mso-bidi-font-family: Tahoma; mso-bidi-font-weight: bold">e a </SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">chapa 4 com 12% (5831 votos) brancos e nulos, 9% (1255 votos). Nota-se o desgaste da situação, pois a soma das chapas de oposição
soma 3059 votos a mais que a chapa da situação. Na Cassi, a oposição venceu com mais de três mil votos na ativa (52,6%), perdendo por fraude nos aposentados. Na Previ, onde a eleição tem característica de “segurança nacional” pela importância estratégica que este fundo de pensão tem, a chapa Uma Nova Previ, do MNOB com ativistas da Tecnologia de Brasília obteve, nos funcionários da ativa, 20.213 votos contra 33.636 votos da Articulação/Anabb que obteve no final 71% com a votação expressiva de mais de 20 mil aposentados.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Esses resultados demonstram o espaço político que se abre, principalmente nos bancários de bancos públicos, e da inserção da nossa política em consonância com a categoria.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P><st1:metricconverter w:st="on" ProductID="4.2 A"><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: black; FONT-SIZE: 11pt">4.2 A</SPAN></B></st1:metricconverter><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: black; FONT-SIZE: 11pt"> luta contra a burocratização:</SPAN></B><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 11pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"> O MNOB precisa aprofundar a organização de base<o:p></o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'">Partindo desses processos de eleições e lutas que geram uma vanguarda em torno dos sindicatos e das oposições, com</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt"> reuniões periódicas das oposições que devem ser o momento para construir uma política alternativa e elaboração de uma resposta contra os ataques que os ativistas poderão levar para seus locais de trabalho.</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">As Oposições de Brasília, PA e PI, bem como as oposições que fizeram campanha pelas Cassi, <SPAN class=ecxspelle>Funcef</SPAN> e Previ, puderam sair com uma franja de ativistas que se empolgaram com a possibilidade de vitória e viram o profundo desgaste que vive a <SPAN class=ecxspelle>Artban</SPAN>. Agora, é preciso dar uma organicidade a esses ativistas, colocando materiais e uma política que ajude a eles na organização e resistência em seus locais de trabalho.</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Neste sentido, os sindicatos que estão no MNOB têm mais condições ainda de ajudar na organização dos locais de trabalho. É preciso construir “centros de poder” junto aos locais onde a base está, para decidir sobre a luta, sobre a organização do movimento, sobre o funcionamento do sindicato, etc. O sindicato tem que ser a categoria e não uma instituição apartada. O esforço para romper essa cultura é enorme e deve ser perseguido com perseverança pelos militantes da <SPAN class=ecxspelle>Conlutas</SPAN>, afinal esta é a única forma de construirmos um sindicalismo classista e de luta que rompa com o modelo sindical atual. </SPAN><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: black; FONT-SIZE: 11pt"><o:p></o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-RIGHT: -1.4pt"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">A burocratização do movimento sindical implica uma usurpação da <?xml:namespace prefix = st2 ns = "schemas-houaiss/mini" /><st2:verbetes w:st="on">representação</st2:verbetes> e do <?xml:namespace prefix = st3 ns = "schemas-houaiss/acao" /><st3:hm w:st="on">poder</st3:hm> <st2:verbetes w:st="on">que</st2:verbetes> os <st2:verbetes w:st="on">trabalhadores</st2:verbetes> concedem a uma <st2:verbetes w:st="on">diretoria</st2:verbetes> eleita <st3:dm w:st="on">para</st3:dm> <st3:hm w:st="on">dirigir</st3:hm> a <st2:verbetes w:st="on">entidade</st2:verbetes>. Os <st2:verbetes w:st="on">trabalhadores</st2:verbetes> esperam <st2:verbetes w:st="on">que</st2:verbetes> esta <st2:verbetes w:st="on">diretoria</st2:verbetes> respeite a <st2:verbetes w:st="on">vontade</st2:verbetes> da <st2:verbetes w:st="on">categoria</st2:verbetes> e
utilize a <st2:verbetes w:st="on">representação</st2:verbetes> e o <st3:hm w:st="on">poder</st3:hm> <st2:verbetes w:st="on">que</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">lhe</st2:verbetes> foram concedidos <st3:dm w:st="on">para</st3:dm> <st3:hm w:st="on">defender</st3:hm> os <st2:verbetes w:st="on">interesses</st2:verbetes> da <st3:dm w:st="on">classe</st3:dm> de <st3:dm w:st="on">forma</st3:dm> <st2:verbetes w:st="on">geral</st2:verbetes>. <st2:verbetes w:st="on">Em</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">um</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">sindicato</st2:verbetes> burocratizado <st2:verbetes w:st="on">isto</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">não</st2:verbetes> acontece, a <st2:verbetes w:st="on">representação</st2:verbetes> é utilizada de <st3:dm w:st="on">forma</st3:dm> <st2:verbetes w:st="on">antidemocrática</st2:verbetes> e <st2:verbetes w:st="on">em</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">função</st2:verbetes> dos <st2:verbetes
w:st="on">interesses</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">materiais</st2:verbetes> e/<st2:verbetes w:st="on">ou</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">políticos</st2:verbetes> da <st2:verbetes w:st="on">diretoria</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">ou</st2:verbetes> de <st2:verbetes w:st="on">dirigentes</st2:verbetes> da <st2:verbetes w:st="on">entidade</st2:verbetes>, <st2:verbetes w:st="on">em</st2:verbetes> <st3:dm w:st="on">prejuízo</st3:dm> dos <st2:verbetes w:st="on">trabalhadores</st2:verbetes>. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-RIGHT: -1.4pt"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">O <st3:dm w:st="on">combate</st3:dm> a <st2:verbetes w:st="on">este</st2:verbetes> <st3:dm w:st="on">processo</st3:dm> é <st2:verbetes w:st="on">um</st2:verbetes> dos <st2:verbetes w:st="on">desafios</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">mais</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">importantes</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">que</st2:verbetes> temos <st2:verbetes w:st="on">pela</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">frente</st2:verbetes> na <st3:dm w:st="on">construção</st3:dm> da <st2:verbetes w:st="on">organização</st2:verbetes> unificada. <st2:verbetes w:st="on">Ou</st2:verbetes> superamos o <st3:dm w:st="on">processo</st3:dm> de burocratização <st2:verbetes w:st="on">que</st2:verbetes> atinge as entidades ou <st2:verbetes w:st="on">este</st2:verbetes> <st3:dm w:st="on">processo</st3:dm> vai <st3:hm
w:st="on">acabar</st3:hm> <st2:verbetes w:st="on">por</st2:verbetes> <st3:hm w:st="on">incidir</st3:hm> <st2:verbetes w:st="on">sobre</st2:verbetes> o <st2:verbetes w:st="on">nosso</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">projeto</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">político</st2:verbetes>, levando ao <st2:verbetes w:st="on">abandono</st2:verbetes> de <st2:verbetes w:st="on">bandeiras</st2:verbetes> e ao <st2:verbetes w:st="on">seu</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">completo</st2:verbetes> comprometimento. <st2:verbetes w:st="on">Por</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">isto</st2:verbetes> a CUT <st2:verbetes w:st="on">ou</st2:verbetes> a <st2:verbetes w:st="on">Força</st2:verbetes> Sindical <st2:verbetes w:st="on">não</st2:verbetes> tem nenhuma <st2:verbetes w:st="on">contradição</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">com</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">sindicatos</st2:verbetes> burocratizados, reformista e de <st2:verbetes
w:st="on">colaboração</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">com</st2:verbetes> o capital, pelo <st2:verbetes w:st="on">contrário</st2:verbetes>, precisam <st2:verbetes w:st="on">que</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">eles</st2:verbetes> sejam assim para manter o controle dos aparatos e do movimento. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-RIGHT: -1.4pt"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Nos sindicatos e mesmo nas oposições, não se pode substituir o <st3:dm w:st="on">papel</st3:dm> da <st2:verbetes w:st="on">vanguarda</st2:verbetes> e <st3:hm w:st="on">concentrar</st3:hm> <st2:verbetes w:st="on">em</st2:verbetes> nossas <st2:verbetes w:st="on">mãos</st2:verbetes> as <st2:verbetes w:st="on">tarefas</st2:verbetes> e <st2:verbetes w:st="on">decisões</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">tomadas</st2:verbetes> no cotidiano, <st2:verbetes w:st="on">mesmo</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">nos</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">momentos</st2:verbetes> de <st2:verbetes w:st="on">luta</st2:verbetes>. Muitas vezes, quando fazemos uma greve, a <st2:verbetes w:st="on">preocupação</st2:verbetes> é <st2:verbetes w:st="on">sobre</st2:verbetes> o <st2:verbetes w:st="on">resultado</st2:verbetes> <st2:verbetes
w:st="on">econômico</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">que</st2:verbetes> obteremos <st2:verbetes w:st="on">com</st2:verbetes> a <st2:verbetes w:st="on">luta</st2:verbetes>, <st2:verbetes w:st="on">mas</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">não</st2:verbetes> há <st2:verbetes w:st="on">preocupação</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">com</st2:verbetes> o <st2:verbetes w:st="on">saldo</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">em</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">termos</st2:verbetes> de <st2:verbetes w:st="on">organização</st2:verbetes> dos <st2:verbetes w:st="on">ativistas</st2:verbetes>, <st2:verbetes w:st="on">em</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">organização</st2:verbetes> de <st2:verbetes w:st="on">base</st2:verbetes>, <st2:verbetes w:st="on">dentro</st2:verbetes> dos <st2:verbetes w:st="on">locais</st2:verbetes> de <st3:dm w:st="on">trabalho</st3:dm>. Da <st2:verbetes w:st="on">mesma</st2:verbetes> <st3:dm
w:st="on">forma</st3:dm>, menosprezamos as possibilidades de estabelecermos <st2:verbetes w:st="on">relações</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">sociais</st2:verbetes> e, a <st3:hm w:st="on">partir</st3:hm> daí, políticas, com os <st2:verbetes w:st="on">trabalhadores</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">através</st2:verbetes> de atividades culturais e sociais. <B style="mso-bidi-font-weight: normal"><o:p></o:p></B></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-RIGHT: -1.4pt"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Assim devemos avançar no <st3:dm w:st="on">processo</st3:dm> de <st2:verbetes w:st="on">organização</st2:verbetes> nos <st2:verbetes w:st="on">locais</st2:verbetes> de trabalho. Além disso, será decisiva <st3:dm w:st="on">para</st3:dm> <st3:hm w:st="on">combater</st3:hm> o burocratismo uma <st2:verbetes w:st="on">política</st2:verbetes> de <st2:verbetes w:st="on">formação</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">permanente</st2:verbetes> dos <st2:verbetes w:st="on">dirigentes</st2:verbetes> e <st2:verbetes w:st="on">ativistas</st2:verbetes> do <st2:verbetes w:st="on">movimento</st2:verbetes>. Ela deve se <st3:hm w:st="on">orientar</st3:hm> <st3:dm w:st="on">pelo</st3:dm> <st2:verbetes w:st="on">princípio</st2:verbetes> do classismo, da <st3:dm w:st="on">independência</st3:dm> e <st2:verbetes w:st="on">autonomia</st2:verbetes>,
do <st2:verbetes w:st="on">internacionalismo</st2:verbetes> e <st2:verbetes w:st="on">solidariedade</st2:verbetes> de <st3:dm w:st="on">classe</st3:dm>, do <st2:verbetes w:st="on">socialismo</st2:verbetes>. Deve <st3:hm w:st="on">ser</st3:hm> <st2:verbetes w:st="on">ampla</st2:verbetes> e <st2:verbetes w:st="on">plural</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">dentro</st2:verbetes> destes <st2:verbetes w:st="on">princípios</st2:verbetes> e <st3:hm w:st="on">dotar</st3:hm> <st2:verbetes w:st="on">nossa</st2:verbetes> militância <st2:verbetes w:st="on">com</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">ferramenta</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">teórica</st2:verbetes> <st3:dm w:st="on">para</st3:dm> <st3:hdm w:st="on">enfrentar</st3:hdm> o <st2:verbetes w:st="on">capital</st2:verbetes> e dificultar as <st2:verbetes w:st="on">pressões</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">que</st2:verbetes> os aparatos exercem <st2:verbetes w:st="on">sobre</st2:verbetes>
<st2:verbetes w:st="on">nossa</st2:verbetes> classe.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><B><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 11pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'">4.3</SPAN></B><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 11pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"> O fortalecimento da nova Central que fundamos no <SPAN class=ecxspelle>Conclat</SPAN> deve ser uma das tarefas centrais de nosso movimento<o:p></o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">O processo de reorganização deve seguir se aprofundando uma vez que a CUT assume cada vez mais a defesa do modo de produção capitalista e retrocede completamente na organização e luta dos trabalhadores em detrimento de uma política de conciliação. Os movimentos que surgem de resistência aos ataques do capital se enfrentam com a CUT e causam rupturas de ativistas com essa direção.</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">A construção da nova Central é estratégica para os ativistas que lutam de maneira conseqüente e coerente contra o capital e seus agentes, como o governo de Frente Popular de Lula. Essa construção só será possível se houver um envolvimento da categoria, uma ação consciente dos trabalhadores no sentido de apoiar esse processo de construção da nova entidade. Um exemplo foram as Oposições que fizeram campanha de arrecadação financeira nas bases para garantir a participação dos delegados ao <SPAN class=ecxspelle>Conclat</SPAN>, realizando debates nos locais de trabalho e pedindo o apoio dos trabalhadores.</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Toda a discussão na base, das políticas e das deliberações e propostas da nova Central serão a verdadeira edificação de um novo sindicalismo. O MNOB deverá permanecer apoiando essa nova Central e contribuindo militante, política e financeiramente com a entidade.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-RIGHT: -1.4pt"><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 11pt">4.4 Sobre a organização do MNOB<o:p></o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-size: 7.5pt">Mas, como o marxismo revolucionário já acumulou que a teoria sem a prática não tem nenhum valor, nós precisamos estabelecer a construção desse processo dentro de nosso trabalho no MNOB. O <st2:verbetes w:st="on">funcionamento</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">burocrático</st2:verbetes> das entidades não é <st2:verbetes w:st="on">um</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">problema</st2:verbetes> de <st2:verbetes w:st="on">ordem</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">puramente</st2:verbetes> organizativa. <st2:verbetes w:st="on">Ela</st2:verbetes> é a <st2:verbetes w:st="on">expressão</st2:verbetes> organizativa de <st2:verbetes w:st="on">um</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">projeto</st2:verbetes> político. Em <st2:verbetes w:st="on">que</st2:verbetes> pese nossos acertos, há debilidades nesse
processo e devemos também corrigir o caráter organizativo para melhor avançar na política. Já temos uma experiência muito rica sobre o funcionamento da Conlutas votada para ser implantado agora na nova Central nascida no Conclat. Essa <st2:verbetes w:st="on">experiência</st2:verbetes> de funcionamento, ao <st3:hm w:st="on">trazer</st3:hm> a <st2:verbetes w:st="on">representação</st2:verbetes> das <st2:verbetes w:st="on">entidades</st2:verbetes> filiadas <st2:verbetes w:st="on">diretamente</st2:verbetes> <st3:dm w:st="on">para</st3:dm> a <st2:verbetes w:st="on">sua</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">Coordenação</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">Nacional</st2:verbetes>, eleva a <st2:verbetes w:st="on">concepção</st2:verbetes> de <st2:verbetes w:st="on">frente</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">única</st2:verbetes> e <st2:verbetes w:st="on">democracia</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">operária</st2:verbetes> e pode servir
de modelo organizativo para o MNOB.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-RIGHT: -1.4pt"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Dessa forma, podemos adotar esta estrutura de organização que teria o envolvimento mais efetivo dos Sindicatos e das Oposições no cotidiano do MNOB:<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><STRONG><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Coordenação Nacional</SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt"> – As reuniões ordinárias acontecem a cada 60 (sessenta) dias, ou extraordinariamente conforme necessidade, mediante convocação a cargo da secretaria da Coordenação. A reunião da Coordenação Nacional é convocada ordinariamente com um mês de antecedência em relação à data de sua realização. A convocação da reunião é feita através de edital enviado diretamente via e-mail a todas as entidades e oposições. A Coordenação Nacional é composta por representantes indicados pelas entidades, em seus fóruns deliberativos. A cada reunião, as entidades indicam seus representantes para compô-la, podendo, a seu critério, manter os mesmos representantes para todas as reuniões ou substituí-los sempre que julgarem adequado.
Para a reunião da Coordenação, com direito a voto, pode ser indicado 1 representante por entidade mais um a cada 5 mil na base. Para as oposições leva-se em conta o percentual da última eleição sindical.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><B><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">Secretaria Executiva</SPAN></B><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#666666> - </FONT></SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10pt">A eleição da Secretaria Executiva da Coordenação Nacional do MNOB será feita sempre na própria reunião da Coordenação Nacional. Esta Secretaria Executiva ficará subordinada à Coordenação Nacional, será composta por 06 membros e com mandato podendo ser revogado (no todo ou parcialmente) pela Coordenação Nacional quando a esta parecer necessário. Quando houver mais de uma proposta para composição da Secretaria, será utilizado o critério da proporcionalidade direta e qualificada para sua escolha. Esta Secretaria executaria as tarefas das políticas deliberadas na reunião da Coordenação Nacional.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3>Resoluções sobre Organização do MNOB<o:p></o:p></FONT></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l2 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpFirst><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">1.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Manter o MNOB como uma organização autônoma e fluida, sem um centralismo e calçada nos seguintes princípios: a) Soberania dos Fóruns deste Movimento; b) Autofinanciamento: dos integrantes e Sindicatos aliados; c) Ação permanente e regular na base: panfletagem, formação, seminários e reuniões; d) <st2:verbetes w:st="on">Autonomia</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">em</st2:verbetes> <st2:verbetes w:st="on">relação</st2:verbetes> aos governos, patrões e <st2:verbetes
w:st="on">partidos</st2:verbetes> políticos; e) <st2:verbetes w:st="on">Democracia</st2:verbetes> e unidade na ação.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l2 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">2.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Ratificar o MNOB como organização apoiadora da construção da Central Sindical e Popular, ainda que no seu interior contenha integrantes que não reivindicam esta entidade. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l2 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">3.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Manter a atual forma de sustentação do MNOB com a contribuição mensal de 2% da arrecadação de cada entidade sindical, além de contribuições dos integrantes das oposições no valor mínimo de R$10,00 cada.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l2 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">4.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Manter a estratégia de construir uma Federação Nacional, para fortalecer a busca por uma mesa de negociação própria (3ª mesa), partindo, nesta campanha salarial, de um chamado a uma Frente Nacional de atuação com os companheiros da Intersindical em base a um manifesto comum de ação.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l2 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">5.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Manter a sede da organização do MNOB <st1:PersonName w:st="on" ProductID="em S ̄o Paulo">em São Paulo</st1:PersonName> que auxilie na execução das tarefas de organização nacional do MNOB e da campanha salarial. Isto facilita a confecção e distribuição de materiais com a agilidade que a campanha necessita.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l2 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">6.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Realizar reuniões bimensais da Coordenação Nacional, formada por integrantes (representantes) de cada Oposição organizada e Sindicatos, eleitos em fóruns de suas entidades. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l2 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpMiddle><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">7.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Votar uma Secretaria Executiva eleita na Coordenação Nacional com mandato podendo ser revogado pela Coordenação Nacional a qualquer tempo. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt 36pt; mso-list: l2 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpLast><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">8.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Ficam definidas as principais atividades da Secretaria Executiva do MNOB:<o:p></o:p></SPAN></P>
<OL type=1 start=8>
<OL type=a>
<LI style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-add-space: auto; mso-list: l2 level2 lfo2; tab-stops: list 72.0pt" class=MsoNormalCxSpFirst><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Edição de um boletim eletrônico mensal.<o:p></o:p></SPAN></LI>
<LI style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-add-space: auto; mso-list: l2 level2 lfo2; tab-stops: list 72.0pt" class=MsoNormalCxSpMiddle><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Preparação-divulgação das deliberações das reuniões bi-mensais da Coordenação.<o:p></o:p></SPAN></LI>
<LI style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-add-space: auto; mso-list: l2 level2 lfo2; tab-stops: list 72.0pt" class=MsoNormalCxSpLast><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Divulgação mensal das prestações de contas.<o:p></o:p></SPAN></LI></OL></OL>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l2 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpFirst><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">9.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Fazer orçamento anual, para prever as aplicações dos recursos, a cargo da Coordenação Nacional e prestação de contas a serem divulgadas mensalmente até dez dias do mês subseqüente, a cargo da Secretaria Executiva.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: -18pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt 36pt; mso-list: l2 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt" class=PargrafodaListaCxSpLast><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: Arial"><SPAN style="mso-list: Ignore">10.<SPAN style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"> </SPAN></SPAN></SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Fica sugerida para a Coordenação Nacional a criação de secretarias por tema (saúde, previdência, condições trabalho e Cipa, organização por local de trabalho etc.)<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<DIV style="mso-element: footnote-list"><BR clear=all>
<HR align=left SIZE=1 width="33%">
<DIV style="mso-element: footnote" id=ftn1>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoFootnoteText><A style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://br.mg2.mail.yahoo.com/dc/blank.html?bn=420.4&.intl=br&.lang=pt-BR#_ftnref1" name=_ftn1><SPAN class=MsoFootnoteReference><SPAN style="mso-special-character: footnote"><SPAN class=MsoFootnoteReference><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 14.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA">[1]</SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></A><FONT face="Times New Roman"> Dados do jornal Folha de São Paulo.</FONT></P></DIV>
<DIV style="mso-element: footnote" id=ftn2>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoFootnoteText><A style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://br.mg2.mail.yahoo.com/dc/blank.html?bn=420.4&.intl=br&.lang=pt-BR#_ftnref2" name=_ftn2><SPAN class=MsoFootnoteReference><SPAN style="mso-special-character: footnote"><SPAN class=MsoFootnoteReference><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 14.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA">[2]</SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></A><FONT face="Times New Roman"> Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).</FONT></P></DIV>
<DIV style="mso-element: footnote" id=ftn3>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoFootnoteText><A style="mso-footnote-id: ftn3" title="" href="http://br.mg2.mail.yahoo.com/dc/blank.html?bn=420.4&.intl=br&.lang=pt-BR#_ftnref3" name=_ftn3><SPAN class=MsoFootnoteReference><SPAN style="mso-special-character: footnote"><SPAN class=MsoFootnoteReference><SPAN style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 14.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA">[3]</SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></A><FONT face="Times New Roman"> <SPAN style="FONT-SIZE: 8pt">LENIN, V. I. <I style="mso-bidi-font-style: normal">Obras completas: A doença infantil do “esquerdismo” no comunismo</I>. Vol. 3. 2ª ed. São Paulo: Editora Alfa-Omega, 2004. p. 306, grifos do autor.</SPAN></FONT></P></DIV></DIV></DIV></div><br>
</body></html>