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<STYLE> BODY { font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:12px; }</STYLE>
Olá <A href="mailto:comp@s">comp@s</A> bancários de oposição<br>
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Esta mensagem está sendo repassada para o coletivo Bancários de Base-SP e para outros militantes de outras bases do país.<br>
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Estou repassando a mensagem abaixo, do companheiro André, do PCB-RJ, sobre a greve na capital fluminense, e minha resposta a ele.<br>
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Daniel<br>
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<STRONG>On Seg 04/10/10 23:33 , André Lavinas andreuc@bol.com.br sent:<br>
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<BLOCKQUOTE style="BORDER-LEFT: #f5f5f5 2px solid; PADDING-LEFT: 5px; PADDING-RIGHT: 0px; MARGIN-LEFT: 5px; MARGIN-RIGHT: 0px">Caro Daniel,<br>
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Gostaríamos de saber de vocês do Espaço Socialista como anda a greve em SP. Aqui no Rio temos sérios problemas. As agências dos bancos públicos estão em sua maioria fechadas, mas com grande parte, senão a maioria, dos comissionados dentro fazendo negócios a todo vapor. Eu e o camarada Ney temos atuado no centro do Rio, onde está a maior concentração de agências e também a maior concentração de piqueteiros, e o quadro é desolador: várias das principais agências do BB com quase todos os funcis dentro, outras em regime de "contingência", com rodízio de funcionários, ou seja, todos furando greve pelo menos durante alguns dias, e todas, invariavelmente atendendo aos clientes que interessam e deixando o povão de fora. A quantidade de bancários nos piquetes é mínima. Na nossa opinião é a menor participaç ão de bancários que já vimos em greves desde 2003. As assembléias diárias têm tido número irrisório de participantes. A ltima tinha cerca de 100 pessoas sendo que a maioria era de diretores do sindicato. <br>
A condução das assembléias é mais ou menos como conversamos durante o encontro do BB: Direção do sindicato e PSTU tentando monopolizar as discussões. A diretoria é mais do mesmo: informes sobre a "forte" greve nacional e a intransigência dos banqueiros, sobre a necessidade de incorporar mais pessoas à greve e blá blá blá. As intervenções do PSTU estão centradas na necessidade de divulgação do índice de 14% conseguido pelo BRB e na tentativa de fazer com que a greve dos bancários entre na agenda de campanha de DILMA. Para os companheiros do PSTU o fato da eleição ter ido para o 2º turno abre perspectivas para que a greve exerça maior pressão sobre a cúpula do PT o que forçaria uma negociação, particularmente para os bancos públicos , em melhores termos do que os colocados atualmente. O PSTU insiste ainda que a entrega de uma carta aberta ao presidente LULA criará um fato eleitoral favorável aos bancários. <br>
Quanto à diretoria, não há muito que comentar, pois não propõe nada além do que tem feito, com o resultado que já conhecemos. Com relação ao PSTU entendemos que o que propõe não é solução para os problemas que esta greve enfrenta. A conquista dos 14% pelo BRB não foi fruto de uma moblização acirrada dos colegas daquele banco. O reajuste concedido é muito mais consequência das necessidades eleitorais da família Roriz do que da força da greve no BRB. Para nós está claro que alimentar este tipo de espectativa na categoria dando como exemplo uma conquista que não é fruto de uma particular radicalização de uma greve é um equívoco e uma irresponsabilidade. O argumento da eleitoralização da greve como saída para o movimento é outro coelho que o PSTU tirou da c artola que também não tem base na realidade. Sabemos que se a adesão à greve não melhorar em quantidade e qualidade não hav erá processo eleitoral que mude a disposição da FENABAN ou do governo de negociar, até porque não importa muito para os banqueiros se Dilma ou Serra ganharão e, a menos que eu esteja muito enganado sobre o governo Lula e um provável governo Dilma, o interesse dos banqueiros é o que está em jogo, não é verdade?<br>
Na realidade ao PSTU não interessa chamar a categoria à responsabilidade, pois a sua tática consiste em desgastar a direção sindical e, nesse sentido, confrontar os 14% do BRB com o reajuste a ser apresentado pelos banqueiros diante da greve atual é uma boa forma de bater na CONTRAF/CUT. Também não seria mal acusar a Articulação e companhia de não "eleitoralizarem" o suficiente a campanha salarial. A direção do sindicato não quer pôr às claras o problema da baixa adesão à greve, pois isto seria contradit rio com o seu discurso de praxe no final das campanhas: a greve foi vitoriosa, tivemos ganho real etc e tal.<br>
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Nós nos colocamos nas assémbléias propondo ações que incorporem os colegas que estão fazendo a paralização de pijamas efetivamente à greve. Entendemos que a medida mais efetiva, face ao esvaziamento das assembléias, seria propor que as próximas assembléias fossem decisivas para avaliação da proposta e não meramente organizativas, pois isto poderia trazer os colegas que estão fazendo greve em casa para a assembléia e desta forma poderíamos fazer a discussão com eles colocando a questão nos termos corretos: ou vocês se incorporam à greve ou teremos que amargar mais um reajuste rebaixado!! <br>
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Estas são algumas das nossas impressões.<br>
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Gostaríamos de saber como vocês estão vendo as coisas por aí.<br>
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Grande Abraço<br>
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André<br>
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<HR style="BORDER-TOP: #ccc 1px solid">
Em 07/10/2010 12:04, <STRONG>Daniel < tzitzimitl@terra.com.br ></STRONG> escreveu:<br>
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<BLOCKQUOTE style="BORDER-LEFT: #f5f5f5 2px solid; PADDING-LEFT: 5px; PADDING-RIGHT: 0px; MARGIN-LEFT: 5px; MARGIN-RIGHT: 0px">
<DIV class=notviscode>BODY { font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:12px; }</DIV>
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OLá André</P>
<P>Desculpe pela demora, tenho tido pouquíssimo tempo para entrar na internet, e ainda por cima fiquei doente ontem e não estou totalmente recuperado.</P>
<P>Nós do Espaço Socialista saímos do MNOB, como você deve ter ficado sabendo, e atuamos apenas no coletivo Bancários de Base, que é composto além de nós por 4 <A href="http://mce_host/compose?to=comp@s" target=_blank>comp@s</A> da CEF, mas tem muitos simpatizantes na base de Osasco, onde o grupo se originou.</P>
<P>Vou repassar a sua mensagem para o Márcio e vamos conversar também com os <A href="http://mce_host/compose?to=comp@s" target=_blank>comp@s</A> do Bancários de Base. Se nos der autorização, podemos repassar sua mensagem também para outros contatos em nível nacional, que tentam fazer um trabalho de oposição, e não são centralizados pelo PSTU, pois acho que contribuiria para o debate.</P>
<P>Pessoalmente acho que a sua análise está perfeita. O quadro de São Paulo é o mesmo. Uma adesão até razoável, aumentou bastante nas agências do BB em relação aos três últimos anos, mas continua não havendo disposição para ir às assembléias e muito menos aos piquetes.</P>
<P>O resultado é que as assembléias são esvaziadas e apáticas, não há debate, até porque nada é colocado em votação, apesar da nossa intensa pressão em cartazes e panfletos.</P>
<P>Também acho que a política do PSTU é muito imediatista, voltada para a conjuntura atual, movimentista, não enfrenta o X do problema, que é a baixa participação, o convencimento do bancário a vir para o movimento, e chega a ser oportunista vender uma solução puramente calcada em cálculos eleitorais.</P>
<P>Temos tido como eixo a democracia e a soberania das assembléias, e hoje vamos novamente exigir que outras formas de encaminhamento da greve (assembléias deliberativas em que as propostas sejam apresentadas e votadas, assembléias unificadas para votar o índice e específicas para as pautas específicas, assembléias no horário dos grevistas para barrar os fura-greves) sejam postas em votação.</P>
<P>Enfim, temos tentado discutir essas propostas com outros coletivos e militantes de oposição no restante do país, mas nos tem faltado, e aí não falo só por nós, mas por todos, uma melhor coordenação, mais comunicação, de forma que pudéssemos ter discutido essas questões na fase de preparação da campanha, trocando impressões e propondo iniciativas em conjunto.</P>
<P>Agora, com a greve já iniciada, temos poucas forças para virar a mesa do processo de condução da campanha, depois que ela foi (des)encaminhada da forma que foi.</P>
<P>De qualquer forma, precisaremos conversar depois da campanha, fazer um bom balanço, e tentar construir um movimento melhor organizado no ano que vem, sem esperar pela greve para nos organizar.</P>
<P>E vamos, é claro, seguir conversando nesta greve, pois enquanto há luta há esperança.</P>
<P>Saudações de luta</P>
<P>Daniel<br>
Bancários de Base, SP<br>
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<B>On Sex 08/10/10 13:29 , André Lavinas andreuc@bol.com.br sent:<br>
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<BLOCKQUOTE style="BORDER-LEFT: #f5f5f5 2px solid; PADDING-LEFT: 5px; PADDING-RIGHT: 0px; MARGIN-LEFT: 5px; MARGIN-RIGHT: 0px">Camaradas,<br>
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Podem repassar a mensagem.<br>
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</BLOCKQUOTE></BLOCKQUOTE><BR></HTML>