<html><head><style type="text/css"><!-- DIV {margin:0px;} --></style></head><body><div style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;font-size:10pt"><DIV>Segue a minha avaliação pessoal da greve na lista da Oposição.</DIV>
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<DIV>Um forte abraço.</DIV>
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<DIV>Márcio</DIV>
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<DIV>Prezados companheiros manos e minas.</DIV>
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<DIV>Depois de ter lido as diversas manifestações dos camaradas dos diversos estados e bases, junto da forma como foi conduzida a greve em São Paulo, cheguei a uma conclusão, que podería sintetizar numa frase: Precisamos mudar o NOSSO sindicalismo, pois a Articulação e seus capangas não vão mudar. Ou se mudarem serão para pior (para nós, é claro.</DIV>
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<DIV>O que justifica a maior greve dos últimos 20 anos ser conduzida à mãos de ferro pela Articulação? Por que os bancários não passsaram por cima da burocracia opinião ? Preocupa-me as caracterizações que beiram ao ufanismo, dando a sensação de que a burocracia está para ser derrubada, quando é exatamente o contrário. Aqui em São Paulo, a Articulação garantiu as eleições do ano que vem com esta proposta que esta muuuiiito acima das expectativas e da mobilização dos bancários do bancos privados, a base social deles, que são levados como gado para votarem na chapa do patrão e do governo. É certo que os bancários dos banco públicos saíram mais putos com o sindicato, mas esta puteza não será canalizada para organização, mas para a ampliação da greve de pijama se não mudarmos o nosso sindicalismo.</DIV>
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<DIV>A nossa política tem vencimento até a próxima eleição (muitas vezes formando chapas com grupos questionáveis, pois o angariamento de votos é mais importante que qualquer plataforma política coerente) até a próxima assembléia. Nunca tivemos uma política de longo prazo, visando a disputa de consciência. No Banco do Brasil começa a ingressar colegas que NUNCA ouviram falar de comunismo, socialismo ou quelaquer coisa semelhante. Nas agências é muito comum que quases todos os bancários nunca tiveram alguma história de luta sindical...nasceram após a queda do Muro de Berlim. Já aqueles que já tem algum histórico na greve se sentem manipulados, umaa vez que já sabem o teatro que éa nossa campanha salarial.</DIV>
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<DIV>Falta de consciência combinado com a puteza de com a degradação do ambiente de trabalho dá nisso. Na periferia chamamos isso de "cavalo doido", isto é, u movimento caótico coletivo, em que cada um "atira", ou "corre" para onde o nariz aponta, ou para onde dá, dentro da compreenão da realidade de cada um.. E aí fica facil para a pelegada manipular o que quiser. Podem até passar um pouco apertado,como aconteceu aqui em São Paulo, na assembléia do BB, em que eu só consegui falar por que os bancários ali presentes votaram para que eu falasse e fizesse questão de ordem da não separação das assembléias (que depois se mostrou inócua, pois os privados e CEF ja haviam aceitado a proposta), que qualquer bancários poderia falar, fazer perguntas sobre a proposta apresentada pelo banco (a pelegada fez uma extensa e cansativa apresentação da proposta do banco, que na verdade não passava de uma defesa da proposta), e finalamente que aquela
assembléia pertencia aos BANCÁRIOS, e mais, que somente quem tinha construído a greve é que tinham de decidir por ela. Mas isso ainda não foi o suficiente. depois de muita batalha, dentre mais de 1000 presentes na assembléia,perdemos por diferença de aproximadamente 60 votos. Fora este momento de "rebeldia" a base tinha até simpatia pelas propostas das oposições, mas não se dispunham para isputar politicamente a assembléia e nem a condução da campanha.</DIV>
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<DIV>Se a adesão da campanha foi excepcional, os piquetes foram os de sempre. O pijamão mudou a vestimenta dos bancários, pois queriam um tempo de um ambiente degradado de péssimas condições de trabalho. Para isso contribuiram as fusões e incorporações do BB pela Nossa Caixa, do Real pelo Santander, do Unibanco pelo Itaú e pela reestrturação corporativa na CEF. Os bancos estavam como panela de pressão prestes a explodir....e explodiu, porém na hora que a articulação quis.</DIV>
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<DIV>Voltando a questão que nos cabe na fatura...antes gostaria que lessem estas palavras como corma de contribuição para o debate sobre a nosso campanha salarial e não procurar culpados. </DIV>
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<DIV>Não tenho dúvidas da abnegação com que os companheiros deste fórum se entregaram para construir a greve...,mas se a Articulação leva todas todos os anos é porque nós, das oposições agimos a mesma forma. Falamos tanto que o problema é a falta de direção. ...Mas não agimos desta forma. Parece-me que estamos esperando tomar formalmente os sindicatos nas urnas para, aí sim, colocar em prática um "sindicalismo revolucionário"...mas enquanto isso não chega, o nosso programa tem validade até a próxima assembléia, a ap´roxima eleição para algum aparato.</DIV>
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<DIV>No ano passado houve a proposta de que se adiantasse a campanha salarial, diante do calendário conturbado que teríamos com copa do mundo e eleições de mais diversos matizes. Mas qual foi a escollha feita por nós? Que é mais importante a "reorganização sindical " que acabou com um racha pela questão importante do....nome, preferimos fazer "unidade na luta" a qualquer preço e depepois de perder as eleições ficamos nos vangloriando porque em local "X" ganhamos da pelegada, pois no complexo "Y" ganamos da burocracia. Mas quando isso acontece quem perde são os bancários de modo geral e em todos os organismos de luta da categoria.</DIV>
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<DIV>Os sindicatos governistas e os oportunistas não vão fazer a tarefa de disputar a conciência dos trabalhadores, aliás, até o fazem....à favor da ideologia da colaboração de classes. E não farão de outra forma, pois subsistem do aparato, estão pouco se lixando para as condições de vida do trabalhador.</DIV>
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<DIV>Se por um lado os sindicatos pelgos não fazem o que ter de fazer, não precisamos ingressar no aparato do sinidcato para fazer o que temos de fazer. A disputa de consciências vai além de simples panfletagens. As oposições tem de assumir para si a tarefa de formação política e teórica da classe para que os bancarios saibam quem é de fato o nosso nimigo que que o colega do lado é tão explorado quanto ele, e não um adversário a ser batido numa luta de todos contra todos nos locais de trabalho.</DIV>
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<DIV>Se é certo que esta greve foi a mais forte dos últimos 20 anos , com certeza foi a mais desorganizada. A base aderiu a seu modo. Há um sentimento de revolta nos bancários. Temos que canalizar esta revolta para algo consequente, caso contrário JAMAIS os bancários se livrarão da pelagada.</DIV>
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<DIV>Sinceramente espero que aprendamos com nossos errros, que as oposições tenham ações coordenadas nacionalemente e localmente que assumamos um trabalho de inserção da bese que deveria ser dos sindicatos, mas não o fazem, pois é conveniente não fazê-lo.</DIV>
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<DIV>Espero que haja mais um encontro nacional das opoições para fazermos este balanco com amsi profundidade.</DIV>
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<DIV>Desculpe por ter me alongado.</DIV>
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<DIV>Um forte abraço.</DIV>
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<DIV>Márcio </DIV>
<DIV>Bancários De Base</DIV>
<DIV>Espaço Socialista</DIV>
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