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<STYLE> BODY { font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:12px; }</STYLE>
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Olá amig@s<br>

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Reenvio com alguns dias de atraso, porque o natal já passou, mas o nefasto espírito ainda está no ar, por isso as palavras abaixo ainda valem.<br>

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Abraços para quem tem coragem, e bom ano novo para quem está na luta!<br>

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Daniel<br>

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<B>On Qui 23/12/10 20:23 , Carlos Wellington carloswabc@yahoo.com.br sent:<br>

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<BLOCKQUOTE style="BORDER-LEFT: #f5f5f5 2px solid; PADDING-LEFT: 5px; PADDING-RIGHT: 0px; MARGIN-LEFT: 5px; MARGIN-RIGHT: 0px">
<TABLE border=0 cellSpacing=0 cellPadding=0>
<TBODY>
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<DIV> À Classe Trabalhadora ( excluindo os executivos que trabalham 25 horas por dia ) e aos Vagabundos ( que por sinal são também trabalhadores, pois viver sem trabalhar numa sociedade de exploração é muito trabalhoso! ) </DIV>
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<DIV>      <STRONG>Mensagem de Natal do Movimento dos Proletários  Sem Orgia</STRONG></DIV>
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<DIV><STRONG>                                                       por Carlos Wellington</STRONG></DIV>
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<DIV>  " Será que vivemos nós os Proletários, será que vivemos? Será que os remédios suaves que nos dão não são a doença que nos mata? " </DIV>
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<DIV>                       Guy Debord, no filme A Sociedade do Espetáculo</DIV>
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<DIV> " Ser rico hoje em  dia significa ser possuidor de maior quantidade de objetos pobres. "</DIV>
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<DIV>                                               Raoul Vaneigem em Banalidades Básicas</DIV>
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<DIV>  A Classe dos burgueses, na ânsia por lucros, transforma uma festa que era pra ser uma festa pagã em uma pseudo orgia de consumo de objetos inúteis jogando pra debaixo do tapete o mais essencial que são os encontros entre os homens, dos quais se extrai as possibilidades mais diversas de concepções de festas pagãs. </DIV>
<DIV> A concepção de festa na cultura capitalista é extremamente pobre. Ela mataria de tédio um grego da antiguidade em cinco minutos se o mesmo tivesse a chance de se por de corpo em uma de nossas festas cristãs ou burguesas. </DIV>
<DIV> Tanto a cultura cristã quanto a burguesa sufocam a possibilidade de termos momentos realmente de prazer. A primeira pela culpa e a segunda pela enganação, manipulação ou ilusão, colocando como festas o que na verdade não passa de passatempo consumista. Com isso tanto o cristianismo em suas formas degeneradas de neopentecostalismo e renovação carismática , quanto o capitalismo com sua cultura de consumo e de lucro se perpetuam por estarem introjetados no modo de vida de cada um de nós. </DIV>
<DIV> Pra um verdadeiro cristão, andar pelas ruas nesta época de natal constitui-se como uma verdadeira tortura tanto fisica quanto psicológica. Porém o cristão não poderá nos apresentar uma saída para o mal estar de viver que se abate sobre todo ser de sensibilidade em momentos como esse em que o sistema capitalista apresenta a sua poderosa força ideológica sobre a classe proletária alienada de si mesma e dos demais, perdida em meio à um mundo de coisas inúteis e ceias e encontros que matariam de tédio um romano da antiguidade em menos de 15 minutos. Pois o cristão autêntico é também um produto desse tédio que é essa sociedade burguesa que leva as pessoas a buscarem a saída na orgia dos cartões de crédito ou nas ceias de natal que dão vontade de já ir direto pro cemitério mais próximo após o término do ritual cristão-burguês. </DIV>
<DIV> Nós, os marxistas, anarquistas e feministas orgásticos não compactuamos nem com a cultura cristã e muito menos com a burguesa em termos de festas. Podemos até está em uma confraternização cristã na nossa militância cotidiana em um trabalho de militância popular. Mas daí morrermos em vida nos encerrando nesses ritos que levariam ao suicídio um cidadão de Roma por não aguentar tanto tédio, já vai uma distância muito grande. </DIV>
<DIV> Por isso nós, os marxistas, anarquistas e feministas denunciamos a cultura cristã e sobretudo a burguesa como propagadoras do tédio e do mal estar de viver - o que leva as pessoas a desesperadamente buscarem saídas no consumismo de objetos inúteis, como também no Corinthians, no Flamengo, no Palmeiras, no Vasco, no São Paulo, no Fluminense, no consumo do próprio corpo em academias, no consumo de cultura ( Los hermanos, Vanessa da Mata, Virada Cultural, a namoradinha do marcelo Camelo etc... )</DIV>
<DIV> Tudo vira espetáculo. Um espetáculo que não cessa de gerar frustrações o que vai gerar mais necessidade de espetáculo. Ou seja, de consumo. </DIV>
<DIV> A infelicidade reinante absoluta na sociedade capitalista gera um desepero nas pessoas que porém poe estarem submetidas ideológicamente à cultura cristã e capitalista só </DIV>
<DIV> poderão encontrar as peseudo saídas estabelecidas pelo mesmo sistema que como obeservaram muito sabiamente Guy Debord e seus amigos na década de 60, nos vendem falsas rebeldias ou saídas. No desespero de encontrar a saída desse mal estar que é viver nas sociedades contemporâneas burguesas, está aí a resposta de um estudante de História da USP quando lhes dissemos que aquilo que veio à São Bernardo do Campo em 2009 era apenas uma caricatura da banda dos anos 60 THE DOORS: " Não! É THE DOORS SIM! </DIV>
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<DIV>  Contra a Cultura do consumo do Tédio</DIV>
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<DIV> Se fossem convidados pra uma ceia de natal em São Paulo um Romano, um Grego e um Egípcio da antiguidade, a família rsponsável pelo convite deveria se certificar que eles viessem sem suas espadas, pois certamente iriam considerar as horas de tédio em que os mesmos foram submetidos à uma verdadeira declaração de guerra. Ou talvez, tomados por algumas horas de um asfixiante tédio, em coro os três iriam indagar: " Quando começa a Festa? Não vai ter orgia? " </DIV>
<DIV> Imagine a tal família paulista atolada na dívida de cartão sem ter a menor condição de explicar que orgia é coisa só pros executivos e pros burgueses... Imaginem eles sem sem terem a menor noção do que seja um encontro onde os amigos presentes começam a fazer sexo entre eles sem pundonorisse? Afinal, se a classe proletária está atolada atéos fios de cabelo no consumismo é porque ela não tem mais o que fazer com as suas vidas. Se os jovens e marmanjos proletários se reunem em locais só pra ficarem bebendo, bebendo, bebendo, bebendo, bebendo, fumando cigarro, cigarro, cigarro, mais outro cigarro, mais outro cigarro... E também maconha, maconha, maconha, maconha... Ouvindo música, música, música, outra música... é porque os proletários não tem mais nada pra fazer que serem consumidores de alguma coisa. Aliás, não tem nada pra fazerem, sobretudo, uns em relação aos outros à não ser se entendiarem uns diante dos outros, pois os encontro autêntico entre as pessoas fica proibido mediante o decreto da sociedade espetacular mercantil burguesa. </DIV>
<DIV> Por isso as orgias entre os amigos proletários não devem acontecer. Até porque não existem encontros entre amigos, mas entre consumidores, o tempo todo nessa sociedade mercantil. O que nos resta a fazer é se reunir pra beber cerveja... Ou melhor, consumir cerveja. Aliás, na sociedade de cultura burguesa, festa está associada necessariamente à consumo. Não existe festa sem consumo sob a ideologia do capital. Os povos pagãs já tinham uma relação diferente com a noção de festa. </DIV>
<DIV> Quantos proletários chatos a cultura burguesa gera? Como conseguem serem tão chatos os proletários! Quanta baixa estima! Como podem ter a auto estima tão baixa! Como podem serem tão escravos da cultura da classe inimiga, que aliás define a noção de festa pra classe proletária sem eles mesmos se definirem dessa forma em suas festas em seus palacetes? </DIV>
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<DIV>  Contra as orgias burguesas, as orgias proletárias: assim um Feliz Natal!</DIV>
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<DIV> O proletariado  deve se constituir em volta da sua vanguarda, as organizações proletárias, como também a classe carente de muito menos Tédio. O tédio faz parte da vida, mas o que questionamos nas nossas sociedades capitalistas do prozac, do consumo excessivo de alcool, de maconha, de crack, de cocaína e sobretudo de objetos inuteis, é o excesso do mesmo. Não queremos aqui uma ditadura do gozo, da felicidade, do prazer, mas sim o espaço vital pros mesmos. Os momentos que desfrutam a burguesia e setores da pequena burguesia com mediações  do econômico dada a compra de mulheres proletárias - as chamadas prostitutas de luxo - devem se colocar em diversos momentos da vida cotidiana dos proletários quando tiverem reunidos entre amigos do sexo oposto. ( Fiquem à vontade pra nos chamarem de homofóbicos! Não somos aderentes dos imbecis que querem empurrar a homossexualidade goela adentro das discussões de libertação sexual proletária. A Homossexualidade deve ser opção e não imposição de modismos da sociedade espetacular mercantil! ) </DIV>
<DIV>  A orgia é realidade na vida da burguesia e de setores da pequena burguesia. Pro proletariado e restante da pequena burguesia restam as carolas festas de natal, ano novo, carnaval ( por sinal muito carola à despeito do que pensem a maioria de preconceituosos ). Portanto assim como o direito à um teto, à terra, ao acesso à universidade, à saúde, ao aborto pras mulheres proletárias e diversas outras demandas da classe proletária, a orgia também deve constar como um direito básico inalienável e imprescindível pros proletários. O sorriso quase constante no rosto de certos burgueses está longe de ser devido aos seus bens materiais, mas sobretudo ao que esses bens proporcionam pra esses mesmos: orgias com proletárias tidas como prostitutas de luxo.</DIV>
<DIV> Aos proletários caberia sobrepor à isso experiências muito mais ricas do que essas pobres experiências mercantilizadas. No plano do qualitativo a burguesia não pode mais do que caricaturas de divertimento sexual. O real potencial de prazer sexual está com o proletariado em seus momentos de encontros com os amigos de classe e de luta. Deixaremos a ceia de natal pros setores da pequena burguesia que  não desfrutam das orgias e os proletários cristãs praticantes. Esses serão então dignos merecedores das compras e ceias de Natal. Cada um desses terá o tédio que merece. Os demais membros da classe proletária deverão ser merecedores daquilo que os cidadãos gregos e romanos da antiguidade exerciam pra si: o direito à momentos de orgia no seu cotidiano. Mas pra isso terá que abrir mão da indigna cultura capitalista de consumo do vazio, consumo dos objetos inúteis da burguesia. </DIV>
<DIV> O Movimento dos proletários Sem Orgia chama os proletários à serem cidadãos em vez de consumidores. E cidadãos são aqueles que reivindicam seus direitos, e a orgia é um direito. E direitos se conquistam na luta prática não indo às compras! </DIV>
<DIV> Como alternativa à essa onda consumista gerados por essas pobres culturas, cristã e burguesa, o encontro entre os amigos. Encontro abertos pra possibilidades: de orgias. </DIV>
<DIV> Queremos POR: Partidos Orgásticos Revolucionários</DIV>
<DIV> Queremos MPO: Movimentos Proletários por Orgias</DIV>
<DIV> Queremos MSPS: Movimentos Socialistas de Proletários e proletárias safados</DIV>
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<DIV> A safadeza também deve constar na cultura anti-capitalista. A safadeza proletária. Da cultura proletária. Chega de Homo-normalis reprodutores dessa ordem nojenta, escrota. Chega dessa cultura burguesa nojenta de consumo de objetos inúteis. Chega também de uma oposição socialista, comunista, feminista  e anarquista carolas pra caralho!</DIV>
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<DIV> Abaixo o natal da orgia dos cartões! </DIV>
<DIV> Abaixo as ceias de natal e ano velho de encontros-desencontros asfixiantes! </DIV>
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<DIV> Proletários e Proletárias Percam a vergonha!  A Safadeza é um Direito! </DIV>
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<DIV> Carlos Wellington - é militante do Movimento dos Proletários Sem Orgias - orgão filiado </DIV>
<DIV> à CONPUTAS : Coordenação de Operárias Na Putaria Unificadas com Trabalhadores Adeptos da Safadeza.</DIV>
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<DIV> É Poeta, porque esse mundo burguês é um horror...</DIV>
<DIV> É Filólogo, porque é necessário inventar palavras e reinventar outras</DIV>
<DIV> É Cientista Político porque é necessário inventar novas maneiras dos seres humanos estarem em sociedade</DIV>
<DIV> É Arquiteto e Urbanista porque as cidades devem ser o espaço dos encontros entre os homens e mulheres e não espaços pra circulação e comercialização da mercadoria.</DIV>
<DIV> É Filósofo porque a maior parte dos militantes da esquerda até então tem tagarelado </DIV>
<DIV>sobre a união da esquerda, é necessário realizar isso na prática.</DIV>
<DIV> É sexólogo porque o ocidente tem tido um discurso initerrupto sobre a sexualidade. O importante é realizá-la.</DIV>
<DIV> É Biólogo e psicólogo porque Soma e Psiquê são destruódos por essa cultura critá e burguesa inimigas de mentes e corpos saudáveis.</DIV>
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