<html><head><style type="text/css"><!-- DIV {margin:0px;} --></style></head><body><div style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;font-size:10pt;color:#000000;"><div>Prezados companheiros, manos e minas.</div><div><br></div><div>Segue a proposta da parte relativo ao BB para a nossa tese do Encontro das Oposições.</div><div><br></div><div>Lembrando que o prazo fatal é no sábado, dia 26, para fecharmos a tese como um todo.</div><div><br></div><div>Um forte abraço.</div><div><br></div><div>Márcio.</div><div><br></div><div><p class="MsoNormal"><span style="font-family:"Times New Roman","serif""><span style="mso-spacerun:yes"> </span>O FUNCIONALISMO DO BANCO DO BRASIL<o:p></o:p></span></p>

<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><o:p> </o:p></p>

<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="mso-tab-count:1">            </span>Ano
após ano o funcionalismo do BB sofre diversos ataques do governo federal por
meio da direção do banco. É bom lembrar que há diretores do Banco oriundos do
movimento sindical<span style="color:red">, </span><span style="mso-spacerun:yes"> </span>que nada fizeram para melhorar as condições de
trabalho. Pelo contrário, implementam uma política que deteriora ainda mais as
condições de trabalho via <span style="mso-spacerun:yes"> </span>medidas como o
avanço da terceirização, com as conseqüentes fraudes aos direitos trabalhistas.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="mso-tab-count:1">            </span>Em
2007, o governo aplicou uma reestruturação administrativa no banco que:<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="mso-tab-count:1">            </span>-
provocou o desligamento de mais de 7.000 funcionários por meio do PAA; <o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="mso-tab-count:1">            </span>-
impôs a “lateralidade”, acabando com a remuneração das substituições, o que na
prática significa o império o desvio de função, já que os Assistentes de
Negócios, que não são administradores, passaram a ter responsabilidades de
gerente, sem, no entanto, ganharem para isso;<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="mso-tab-count:1">            </span>-
deteriorou o ambiente de trabalho dos Caixas Executivos ao reduzir pela metade
a quantidade destes profissionais na rede de agências nas grandes cidades;<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="mso-tab-count:1">            </span>-
fechou prédios inteiros do banco, como a GERIE Campinas, cujos funcionários
trabalham na capital, a 100 km de seus lares (o Banco se recusa a pagar
vale-transporte para os companheiros);<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="mso-tab-count:1">            </span>-
precarizou as relações trabalhistas através da terceirização das
atividades-fins do Banco, como é o caso do processamento de envelopes e de
malotes (USO-PSO); e das transações no cartão de crédito via central de
atendimento telefônico, e também (pasmem) abertura de contas. Destacamos aqui a
luta dos companheiros trabalhadores da Central de Atendimento de Cartões da
empresa terceirizada “Montana” de São Paulo, que fizeram greve no início de
2009 pelo recebimento de seus direitos;<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt">- implantação
do “Projeto BB 2.0”, que nada mais é do que mais um plano de reestruturação
(privatização) do BB, que visa, entre outras coisas, o fechamento e redução de
pessoal na área meio e realoca-los na rede de atendimento ao público;
reconfigurar a ambiência das agências com o absurdo da retirada da porta
giratória; além de submeter o funcionalismo ao terror do descomissionamento nas
dependências em que ficou com dotação excedida.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="mso-tab-count:1">            </span>Todas
essas medidas da reestruturação foram implantadas com a chancela dos nossos
sindicatos, da CONTRAF e da CUT. Não podemos esquecer o lamentável papel destas
mesmas entidades sindicais na campanha pelo “sim”, para a aprovação da proposta
do Banco e do governo de mudança estatutária da CASSI (Caixa de Assistência dos
Funcionários dos Banco do Brasil). O governo queria (e conseguiu) com isso
transferir o ônus das péssimas condições de trabalho (fonte de doenças
ocupacionais) para os trabalhadores, por meio da co-participação nos exames, da
contribuição para a CASSI sobre o 13º salário e do não questionamento dos
mais<span style="mso-spacerun:yes">  </span>de 500 milhões de reais de dívidas
que o Banco tem junto à CASSI por conta do calote que o governo FHC deu em
nossa Caixa de Assistência em 1998 (na ocasião,<span style="mso-spacerun:yes"> 
</span>o governo contribuía com 4,5% sobre a folha de salários e depois passou
a recolher apenas 3 %), e principalmente pela política de congelamento salarial
de 10 anos do funcionalismo enquanto as despesas médicas não pararam de
crescer. O argumento que a direção sindical utilizava para “convencer” os
bancários (que foi o mesmo usado pelo governo) era de que se o estatuto não
fosse alterado, o Banco acabaria com a nossa Caixa de Assistência, e de que
Banco se comprometeria a liberar 300 milhões de reais para a CASSI sair do
colapso financeiro.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="mso-tab-count:1">            </span>Depois
de 4 votações e de muito terrorismo (com a circunstância peculiar de que a
votação foi feita por meio do SISBB, isto é, no próprio sistema de informações
do BB, que era parte interessada no assunto), acabou-se aprovando a alteração
do estatuto e avançou-se <span style="mso-spacerun:yes"> </span>em mais um
degrau em direção ao total sucateamento da CASSI e à desoneração das
responsabilidades do governo com o funcionalismo do Banco do Brasil. Hoje o que
temos é uma sistemática diminuição da rede credenciada de profissionais e
laboratórios. Há também obstáculos para a realização dos trabalhos do Conselho
de Usuários. É curioso o fato de que a CASSI apresenta superávit por dois anos
consecutivos, mas isso às custas redução de sua estrutura através de uma gestão
de mercado e da colaboração com o BB para que se isente de suas responsabilidades.
Os módulos não têm as equipes médicas completas e ultimamente a CASSI tirou os
nutricionistas dos módulos. A nossa Caixa de Assistência passa por uma
reestruturação nos moldes daquela que o BB fez com o funcionalismo em 2007,
isto é, um desastre. No entanto, nas eleições para a CASSI em 2010, o
funcionalismo da ativa repudiou a reforma estatutária votando, em sua maioria,
na chapa 3 da Oposição.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="mso-tab-count:1">            </span>Na
PREVI, são cada vez mais freqüentes as ingerências do BB nos recursos dos
funcionários. <span style="mso-spacerun:yes"> </span>Em 2010 o governo
abocanhou R$ 7,5 bilhões da PREVI numa “ação entre amigos”, ou seja, entre o
governo e as entidades sindicais ligadas politicamente à CUT. Nos últimos anos
veio se consolidando tal “tungada” como forma do BB maquiar o seu balanço para
estar entre os bancos que mais lucram no país. Por “ironia”, os funcionários do
BB são responsáveis por duas vezes pelo lucro. Uma vez com as suas forças e
outra com a poupança que o funcionalismo faz para garantir uma velhice segura.
Os diretores da Previ oriundos do movimento sindical não organizaram a base
para lutar contra mais este abuso do governo. Não há lutas para acabar com o
Plano 2 e unificar todos os funcionários no Plano 1. <o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="mso-tab-count:1">            </span>A
PREVI tem assento de decisão em diversas empresas, entre as quais, a EMBRAER, e
também não fez nada no sentido de evitar os cortes de pessoal naquela empresa.
Fica aqui mais uma vez a evidência de que lado o movimento sindical cutista
está.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="mso-tab-count:1">            </span>Não
podemos esquecer a condução pela CONTRAF-CUT do processo de incorporação do
BESC e da Nossa Caixa ao BB. No primeiro caso, os funcionários foram obrigados
a optar pelo plano de carreira do BB, pior que o do banco catarinense, como
condição para continuar empregados no BB, e a confederação nada fez para evitar
o assédio. No caso da Nossa Caixa, a atuação do sindicato foi ainda mais
vergonhosa, pois o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região fez
campanha pela incorporação do banco estadual paulista ao BB, ao invés de
organizar os bancários da Nossa Caixa para lutar pela manutenção do último
banco público paulista e pela manutenção de seus empregos. Em 2010, as
entidades sindicais ligadas à CUT aprovaram uma espécie de “indenização” aos
funcionários egressos da Nossa Caixa pelo fato de terem prejuízo por optarem
pelo plano de carreira do Banco do Brasil (que não existe). Porem tal pagamento
só se refere aos últimos 5 anos de serviço. Assim, quem optou pela carreira do
BB e tem mais de 5 anos na categoria ficou no prejuízo com relação ao saldo
acima dos 5 anos<o:p></o:p></p></div><div style="position:fixed"></div>


</div><br>



       </body></html>