<span style="font-family: arial;"><span class="yiv1066988629" style="font-family: arial; font-size: x-small;">Olá Comp@s, </span>
<div style="font-family: arial; font-size: 10pt;"></div>
<div style="font-family: arial; font-size: 10pt;">Resumi o texto da tese do ano passado e acrescentei poucas frases.</div>
<div style="font-family: arial; font-size: 10pt;">Deixo para o Coletivo avaliar se vale a pena acrescentar na Tese ou não.</div>
<div style="font-family: arial; font-size: 10pt;"></div>
<div style="font-family: arial; font-size: 10pt;">Abraços,</div>
<div style="font-family: arial; font-size: 10pt;"></div>
<div style="font-family: arial; font-size: 10pt;">Sandra.</div>
<div style="font-family: arial; font-size: 10pt;">____________________________________________________________________________</div>
<div style="font-family: arial; font-size: 10pt;"><strong><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></strong></div>
<div style="font-family: arial; font-size: 10pt;"><strong><span style="font-size: 12pt;">CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – O PAPEL DO BANCO PÚBLICO</span></strong></div>
<div style="font-family: arial; font-size: 10pt;"><strong><span style="font-size: 12pt;"><br /></span></strong></div>
<p class="yiv1066988629MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0px; text-align: justify; line-height: normal; font-family: arial; font-size: 10pt;"><span style="font-size: 12pt;">A Caixa Econômica Federal vem implementando diversas políticas, na mesma linha dos bancos privados, para otimizar seus recursos (inclusive humanos) e obter lucros estrondosos, com a vantagem de utilizar o marketing de banco público e social.</span></p>
<p class="yiv1066988629MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0px; text-align: justify; line-height: normal; font-family: arial; font-size: 10pt;"><span style="font-size: 12pt;">As estratégias para promover a lucratividade da empresa extrapolam o discurso ético que o banco imprime, por exemplo, em suas “belas propagandas” exibidas nos horários nobres. Os funcionários se desdobram para dar conta do atendimento ficando expostos, por um lado, à justa indignação da população e, por outro, ao descaso da empresa. A organização dos trabalhadores na base tem sido o principal alvo das políticas de “recursos-desumanos”. A punição dos que lutaram para a melhoria deste quadro vai além da ameaça de desconto dos dias de greve. Algumas “conquistas” das lutas dos trabalhadores são revertidas de acordo com os interesses da empresa gerando consequências ainda não previstas.</span></p>
<p class="yiv1066988629MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0px; text-align: justify; line-height: normal; font-family: arial; font-size: 10pt;"><span style="font-size: 12pt;"><span> </span>A antiga estratégia de dividir para dominar implantada com o consentimento das entidades sindicais que não se dão ao trabalho de consultar a base antes de assinar em baixo do que a empresa quer, em nome dos trabalhadores. Ao banco público cabe um papel diferenciado junto à sociedade.<span> </span>Não se pode cobrar deste banco a mesma prática e resultados dos bancos privados.<span> </span>O trabalho do banco público tem que estar calcado na tarefa de possibilitar desenvolvimento econômico com o foco no social.<span> </span>Não se pode exigir do Banco Público critérios de desempenho e atuação calcados nas “Leis de Mercado”. E também não podemos abrir mão do debate com a classe trabalhadora e a sociedade em geral sobre a
estatização do sistema financeiro.</span></p>
<p class="yiv1066988629MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0px; text-align: justify; line-height: normal; font-family: arial; font-size: 10pt;"><span style="font-size: 12pt;">A mudança nas regras de funcionamento e principalmente a defesa e aplicação da substituição do caráter de benefício definido proporcionaram ao governo-patrão, no caso dos associados da Funcef, a migração “espontânea” daqueles que optaram pelo saldamento do Reg-Replan para o novo plano.<span> </span>E como não conseguiram acabar com o plano antigo, passaram a ter um discurso contrário à discriminação dos associados do Reg-Replan não saldado, mas na prática nada fizeram <span> </span>para mudança real neste tratamento e conjuntamente com a direção da empresa, estimulam e defendem novas aberturas de saldamento em ressonância com a CAIXA.<span> </span>Aos associados do plano não saldado oferecem aumento indiscriminado das contribu
ições, impossibilidade de acesso ao novo PCS, assédio continuo para saldamento/mudança do plano antigo e impossibilidade de participação em PSI(s).</span></p>
<p class="yiv1066988629MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0px; text-align: justify; line-height: normal; font-family: arial; font-size: 10pt;"><span style="font-size: 12pt;">Infelizmente para os bancários e bancárias da CAIXA, no final dos anos 90, o setor que ainda hoje dirige formalmente o movimento sindical, defendeu e assinou Acordos Coletivos, que previam o fim da paridade entre ativos e aposentados.<span> </span>Junto houve a institucionalização dos empregados de segunda linha, com a introdução da “carreira’’ de Técnico Bancário na empresa. A criação da chamada Tabela Única do PCS, vendido como virtual solução para a questão da tão sonhada Isonomia, não trouxe sequer a incorporação das VPs (vantagens pessoais) como no caso dos escriturários, o que reduziria a perda dos novos colegas.</span></p>
<p class="yiv1066988629MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0px; text-align: justify; line-height: normal; font-family: arial; font-size: 10pt;"><span style="font-size: 12pt; color: black;">O cotidiano de trabalho nas agências e departamentos<span> </span>que sempre foi <span> </span>extenuante para a grande maioria dos bancários da CAIXA tornou-se ainda mais nocivo após reestruturação e novo modelo de atendimento. <span> </span>Como sempre, a empresa se diz com autoridade para promover as mudanças necessárias, mas não possui planejamento adequado e, novamente, lesa <span> </span>seus trabalhadores. Com a reestruturação, centenas de bancári@s ficaram sem local de trabalho e muitos deles precisaram se auto realocar, pois a empresa não estava fazendo sua parte que era<span> </span>realocar os funcionários das áreas reestruturadas. Vários trabalhadores precisaram mudar de cidade diante da necessidade de manter s
eus cargos e salários. Funções importantes e cruciais para a transparência dos processos bancários foram, simplesmente, extintas. O novo modelo de atendimento, outro mal planejado, não levou em consideração o prévio treinamento, a precariedade de sistemas e a falta de funcionários para o correto desempenho das novas tarefas. Nós, bancários e bancárias da CEF carregamos o peso da incompetência dos gestores, extrapolando ordinariamente a jornada de trabalho afim de dar conta do recado.</span></p>
<p class="yiv1066988629MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0px; text-align: justify; line-height: normal; font-family: arial; font-size: 10pt;"><span style="font-size: 12pt; color: black;">A segmentação nos moldes dos bancos privados é tratada naturalmente pelo banco que ironicamente enfatiza seu caráter público e voltado às demandas da sociedade nos seus pronunciamentos oficiais e propagandas corporativas, televisivas e outras mídias. Os atendimentos sociais são empurrados para fora das agências, difundindo-se uma cultura de hostilidade ao cidadão comum que necessita dos serviços do banco público. De acordo com um estudo geral do Dieese, exposto para os delegados sindicais na ocasião de um encontro ocorrido na sede do Seeb-SP em 2008, revelou-se ínfimo o impacto da venda desses produtos no balanço da empresa. No 26º </span><span style="font-size: 12pt;">Congresso Nacional dos empregados da CEF (que é ou deve
ria ser a instância máxima de deliberação dos bancari@s da Caixa) foi deliberado a im</span><span style="font-size: 12pt; color: black;">plantação de auditoria independente para mensurar o real impacto da parceria CAIXA/GRUPO CAIXA SEGUROS E FENAE-PAR CORRETORA no resultado contábil-financeiro da CAIXA e não implementado. As nossas entidades sequer tocam no assunto.</span></p>
<p class="yiv1066988629MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0px; text-align: justify; line-height: normal; font-family: arial; font-size: 10pt;"><span style="font-size: 12pt; color: black;">A sobrecarga de trabalho, o stress, a falta de contato humano e solidariedade, a fragmentação do trabalho, a pressão dos gestores por um lado e dos clientes por outro, criam um ambiente de trabalho insalubre que condena grande parte dos bancários a perda de saúde e qualidade de vida. Tudo somado; intensificação do assédio moral, cobrança descabida de metas com imposição de vendas casadas, situações crônicas de insalubridade, jornadas expandidas e inclusive sem marcação correta da jornada de trabalho. Doentes potenciais (os novos, bem novos na empresa) e doentes crônicos. Os aposentados de hoje passam o seu tempo “livre” em consultas e tratamentos médicos.</span></p>
<p class="yiv1066988629MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0px; text-align: justify; line-height: normal; font-family: arial; font-size: 10pt;"><span style="font-size: 12pt;">Os trabalhadores da CAIXA tiveram grande derrota ao perder por iniciativa da empresa e sem força do conjunto da categoria para responder. É necessário que conquistemos a supremacia do cuidado com a vida e impor ao banco, cuidados com a pessoa (seqüestros, mortes, seqüelas, punições por ocasião de sinistros) acima do cuidado com o patrimônio do banqueiro, ainda e principalmente se este banqueiro é o governo. 2010 foi propagado como o ano da Isonomia pelas entidades que dizem nos representar, não podemos deixar esta bandeira de lado. Todos os anos será “O Ano da Isonomia” até que está seja conquistada!</span></p>
<p class="yiv1066988629MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0px; text-align: justify; line-height: normal; font-family: arial; font-size: 10pt;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></p>
</span>