<HTML>
<P>
<STYLE> BODY { font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:12px; }</STYLE>
Olá <A href="mailto:comp@s">comp@s</A> do Bancários de Base.</P>
<P>Essa é a proposta de texto que apresentamos para o panfleto da chapa de oposição em São Paulo.</P>
<P>Daniel<br>

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<B>On Seg 23/05/11 09:15 , Daniel tzitzimitl@terra.com.br sent:<br>

</P></B>
<BLOCKQUOTE style="BORDER-LEFT: #f5f5f5 2px solid; PADDING-LEFT: 5px; PADDING-RIGHT: 0px; MARGIN-LEFT: 5px; MARGIN-RIGHT: 0px"><br>

Olá comp@s da chapa de oposição<br>

<br>

Segue a proposta de texto que apresentamos para o próximo panfleto da chapa.<br>

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Pedimos que o texto seja distribuído ao e-mail de todos os integrantes da chapa e que façamos a discussão na comissão de <br>

comunicação e na próxima reunião.<br>

<br>

Saudações<br>

<br>

Daniel<br>

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LUTAR É POSSÍVEL! UM OUTRO SINDICATO É NECESSÁRIO!<br>

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PORQUE SOMOS OPOSIÇÃO<br>

Partimos da realidade que vive hoje a categoria bancária: instabilidade no emprego, ameaça permanente de demissão, <br>

assédio moral como forma de gestão, cobrança constante de metas, adoecimento físico e psicológico, volume excessivo de <br>

trabalho, falta de funcionários nas agências e departamentos, filas enormes e reclamações constantes dos clientes, <br>

terceirização e precarização do trabalho. Tudo isso acontece num setor da economia cujos lucros crescem a taxas <br>

impressionantes, de 30 a 40% ao ano, com os grandes bancos anunciando lucros bilionários a cada ano, a cada semestre, a cada <br>

trimestre. <br>

Por tudo isso discordamos da atual diretoria do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. A diretoria é <br>

composta por um grupo político chamado Articulação, que faz parte do PT. De acordo com a Articulação, tudo vai muito bem e <br>

todo ano temos “aumento real e conquistas”, de acordo com os materiais de campanha da chapa 1. Quem está no dia a dia das <br>

agências e departamentos sabe que a realidade é outra, e se parece mais com a que descrevemos acima. Formamos uma chapa de <br>

oposição porque não aceitamos o discurso da Articulação e precisamos mostrar a realidade como ela é.<br>

<br>

ESTABILIDADE PARA TODOS OS TRABALHADORES!<br>

Os bancos têm condições de conceder estabilidade, melhores condições de trabalho, melhores salários, pois conforme <br>

sabemos, seus lucros são mais do que suficientes, mas para isso teria que haver um trabalho de organização e mobilização <br>

real dos bancários. A Articulação está na diretoria do nosso sindicato há mais de 30 anos. Ao longo de todo esse período não <br>

foi feito o trabalho de organização necessário para conquistar aquilo que seria fundamental: estabilidade no emprego. O <br>

estabelecimento de regras contra demissão imotivada deveria ser uma cláusula prioritária de cada campanha salarial, assim <br>

como o reconhecimento de delegados sindicais eleitos por local de trabalho para fazer a resistência cotidiana contra os <br>

abusos dos gestores.<br>

Esse trabalho nunca foi feito, e por conta disso, os trabalhadores dos bancos privados acompanham a campanha <br>

salarial “de fora”, como algo que é feito por outrém em seu lugar. Não há mobilização real por dentro dos bancos e os locais <br>

de trabalho só param quando há piqueteiros na frente das agências. A responsabilidade por essa situação é da diretoria.<br>

<br>

EM DEFESA DOS DOS BANCOS PÚBLICOS!<br>

Da mesma forma, em relação aos bancos públicos, existe um descrédito muito grande em relação à diretoria. A maior <br>

parte dos trabalhadores do BB e da CEF nem sequer é sindicalizada. Os trabalhadores dos bancos públicos teoricamente têm <br>

estabilidade (na verdade o contrato de trabalho é regido pela CLT), mas mesmo assim têm participado cada vez menos das <br>

campanhas salariais. Isso acontece por conta dos últimos 8 anos, em que tivemos greve anualmente, mas jamais foram colocadas <br>

em pauta as reivindicações específicas dos bancos públicos (reposição das perdas, isonomia, PCS, saúde, previdência, etc.). <br>

Se a greve não serve para conquistar aquilo que interessa, os bancários naturalmente deixam de participar. Fazem greve por <br>

estar “de saco cheio”, por não suportar mais as condições de trabalho, mas não vão às assembléias e muito menos aos piquetes.<br>

As reivindicações específicas dos bancos públicos não são discutidas nas campanhas salariais porque para isso seria <br>

preciso enfrentar o governo Lula/Dilma/PT. A Articulação dirige o sindicato a serviço do seu partido e não dos bancários, por <br>

isso jamais vai enfrentar o PT e manobra as campanhas salariais para que não avancem. O PT se converteu num grupo de <br>

burocratas que sobrevive às custas de cargos no aparato do Estado, mandatos parlamentares, assessorias, diretorias de <br>

estatais, fundos de pensão, participação em empresas, corrupção, etc. <br>

Com o discurso de que o que é bom para as empresas é bom para o país, o PT busca viabilizar os lucros dos <br>

empresários, ao invés de defender os trabalhadores. Em nome do “crescimento”, os trabalhadores são obrigados a suportar a <br>

superexploração, os serviços públicos são sucateados e os funcionários públicos enfrentam arrocho. O governo do PT, tal qual <br>

o do PSDB, está transformando os bancos públicos em bancos de mercado que concorrem com os bancos privados, superexplorando <br>

seus funcionários e extorquindo os clientes. Vive-se a mesma realidade de assédio moral, cobrança constante de metas, <br>

adoecimento físico e psicológico, volume excessivo de trabalho, falta de funcionários, filas, etc. Sabemos que os bancários, <br>

como todos os trabalhadores, têm suas preferências eleitorais e muitos inclusive votam no PT, mas não podemos ignorar a <br>

realidade que estamos vivendo.<br>

<br>

POR UM SINDICATO INDEPENDENTE E DE LUTA!<br>

A conseqüência de termos no sindicato uma diretoria vinculada a um partido que defende o governo é a degeneração <br>

dessa diretoria e da própria vida da entidade. Os diretores do sindicato vinculados à Articulação há muito deixaram de ser <br>

trabalhadores, viraram burocratas profissionais. Alguns estão há décadas na diretoria e vão se aposentar <br>

como “sindicalistas”. Para outros o sindicato é a porta de entrada nos cargos parlamentares, assessorias, diretorias de <br>

estatais, fundos de pensão, participação em empresas, corrupção, etc., que são hoje a fonte de renda do PT. Há muito tempo <br>

esses “sindicalistas” deixaram de viver a realidade do trabalhador, de sofrer as cobranças diárias dos gestores e as demandas <br>

dos clientes.<br>

Quanto mais afastados estão dos bancários, mais a diretoria da Articulação se comporta como se o sindicato fosse sua <br>

propriedade. Transformaram o sindicato num conglomerado, com gráfica (Bangraf), cooperativa habitacional (Bancoop, alvo de <br>

denúncias de corrupção veiculadas na imprensa), cooperativa de crédito (Bancredi), que movimentam fortunas, administradas de <br>

forma pouco transparente. Nas nossas campanhas salariais, não vemos o aparato do sindicato mobilizado a nosso favor para <br>

enfrentar os banqueiros.<br>

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POR DEMOCRACIA NO SINDICATO!<br>

As próprias campanhas salariais são feitas de modo a afastar os bancários. A começar pela definição da pauta de <br>

reivindicações, através de uma pesquisa via internet, sobre cujo resultado não se tem o menor controle. A Articulação prefere <br>

uma campanha virtual na internet ao invés de uma campanha real, que comece por reuniões nos locais de trabalho (para quê <br>

servem mais de 80 diretores liberados?), plenárias por banco e por região, assembléias, em que os bancários possam se <br>

manifestar e apresentar suas propostas, suas reivindicações, suas idéias, discutir formas de mobilização, de modo a ir <br>

criando força para uma eventual greve, que afete de fato o lucro dos bancos.<br>

Nas próprias assembléias de greve, os poucos espaços em que os bancários podem se encontrar e discutir como coletivo, <br>

há pouco debate, pois a diretoria fala durante horas e pede aos trabalhadores que apenas levantem o crachá. Não são abertas <br>

inscrições para falas, não há tempo para defender propostas de como organizar a greve, as propostas que são feitas não são <br>

colocadas em votação, etc. A diretoria está tão distanciado da base que na hora de encerrar a greve e aprovar os acordos são <br>

marcadas assembléias à noite, combinadas com os bancos, para que os gerentes e fura-greves compareçam em massa.<br>

As regras elementares da democracia são pisoteadas pela atual diretoria Não há espaço na Folha Bancária para <br>

manifestações dos trabalhadores e de outros pensamentos que não os da Articulação. Nessa própria campanha eleitoral, os <br>

funcionários, a gráfica e os recursos do sindicato, que pertencem a todos os bancários, são usados para fazer a campanha da <br>

chapa da situação.<br>

<br>

SÓ COM ORGANIZAÇÃO E LUTA PODEMOS MUDAR!<br>

Nós que estamos na oposição só contamos com nossas próprias forças. Não temos funcionários liberados para fazer <br>

campanha, não temos recursos além dos que nós mesmos arrecadamos, como trabalhadores que acreditam na necessidade de lutar <br>

por uma forma diferente de conduzir o sindicato e nossas demandas.<br>

Não há outra forma de mudar essa realidade além de continuarmos organizados, entre uma eleição e outra, entre uma <br>

campanha salarial e outra, num movimento permanente, que reúna todos os bancários que, independentemente de sua forma de <br>

pensar, estejam de acordo com a necessidade de lutar.<br>

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Daniel Menezes Delfino<br>

Banco do Brasil, Ag. Vila Alpina<br>

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Márcio Cardoso da Silva<br>

Banco do Brasil, Ag. Fórum Ibirapuera (Santo Amaro)<br>

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