<html><head><style type="text/css"><!-- DIV {margin:0px;} --></style></head><body><div style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;font-size:10pt;color:#000000;"><div>Prezados companheiros, manos  e minas.</div><div><br></div><div>Tardamos, mas não falhamos.</div><div><br></div><div>Boa leitura!</div><div><br></div><div>Márcio Cardoso </div><div>Bancarios de Base - SP</div><div>Frente Nacional de Oposição.</div><div>_______________________________________________</div><div><br></div><div><p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">COMBATER O
GOVERNISMO E O PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO DO BANCO DO BRASIL-TESE DO COLETIVO
BANCÁRIOS DE BASE.<o:p></o:p></span></b></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">CONGRESSO
NACIONAL DOS FUNCIONÁROS DO BANCO DO BRASIL 2011<o:p></o:p></span></b></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></b></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">APRESENTAÇÃO<o:p></o:p></span></b></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">A crise econômica iniciada em 2008 tem novos desdobramentos
no início de 2011. Os povos árabes do norte da África e do Oriente Médio
respondem com a derrubada dos governos aos sofrimentos agravados pela crise em
países governados há décadas por servos do imperialismo. Desemprego para quase
metade dos trabalhadores, falta de expectativa de uma vida melhor para a
juventude, temperados pela xenofobia dos países da União Européia, que fecharam
suas fronteiras para a imigração; são alguns elementos que contribuíram para
onda da abertura democrática no mundo árabe. No plano mais geral, vemos a
contradição da desvalorização do dólar empurrando o mundo lentamente para um
cataclismo econômico.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">No plano nacional, o “jeito PT de governar” é aplaudido
pela burguesia nacional e internacional, que, ao mesmo tempo, já engatilhou uma
possível substituta: Marina Silva do PV, que soube muito bem trabalhar o mote
da ecologia entre os trabalhadores. Seria cômico se não fosse trágico e
irônico, pois o PV apóia os transgênicos e também o aumento das áreas apara
desmatamento nas propriedades na Amazônia prevista no projeto do Novo Código
Florestal.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Nesta conjuntura nacional e internacional está inserido o
presente Congresso, inspirado pelos ares de mudança que sopram do Oriente. Este
é um momento muito importante para o sindicalismo bancário brasileiro, pois
devemos discutir os meios de retirar o controle da campanha salarial das mãos
da CONTRAF-CUT, o que só pode ser feito se anteciparmos a preparação da
campanha. Precisamos derrubar a ditadura dos governistas da CONTRAF-CUT, que
são os maiores obstáculos, a serviço do governo e dos banqueiros, para as
conquistas dos bancários públicos e privados. O maior exemplo disso é a tática
“imexível” da mesa única.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">A finalidade da mesa única é evitar o questionamento do
governo do PT, partido dos dirigentes sindicais cutistas, componentes da
CONTRAF-CUT, e também responsável por cargos chaves nos bancos federais. E
assim as necessidades da categoria são colocadas em último plano. É por isso
que não se luta por estabilidade nos bancos privados; não se luta pela
instituição do delegado sindical EM TODA A CATEGORIA; nem se cogita a reposição
das perdas salariais experimentadas principalmente pelos bancários do setor público
por conta de 10 anos de congelamento salarial; também pelo mesmo motivo os
dirigentes cutistas não lutam pela isonomia de direitos entre os bancários
novos e os antigos. Isso só para citar alguns exemplos...<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">1. CONJUNTURA<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">1.1 Internacional<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">1.1.1 Continuidade da crise e crise da alternativa
socialista<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">A crise mundial iniciada em 2008 ainda não está superada no
plano da economia. Há sinais de recuperação da produção e do comércio nos
Estados Unidos e na Europa, mas que ainda não chegaram aos níveis pré-crise.
Além disso, a crise que estamos atravessando não é apenas uma crise econômica,
mas uma crise societal, ou seja, uma crise do modo de produção social em suas
várias esferas (ambiental, energética, alimentar, cultural, etc.), a qual se localiza
num contexto geral de crise estrutural do capital. Os impactos sociais,
políticos e culturais da crise econômica são por demais severos para que se
possa dizer que o mundo retornou à “normalidade” pré-crise. Seguiremos
convivendo com esses impactos no próximo período.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">A crise atual já fez com que, numa série de países
fortemente afetados, o grau de insatisfação social chegasse ao ponto de colocar
milhões de pessoas nas ruas para derrubar os governos. A diferença é que, desta
vez, os povos se levantam contra governos muito mais duros, ditaduras que já
duravam décadas, que pareciam sólidas e inquestionáveis, em países com uma
enorme importância estratégica para o imperialismo<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Além disso, no próprio coração do imperialismo, o ataque às
condições de vida dos trabalhadores, necessário para que os governos possam
recompor os orçamentos dilacerados pelo salvamento da burguesia, colocou esses
trabalhadores nas ruas também nos países centrais. A Europa já enfrentou greves
gerais na França, Espanha e Portugal, mobilizações em diversos países, e um
estado quase permanente de enfrentamento na Grécia, em que quase dez greves
gerais fortíssimas se sucederam desde meados de 2010. Agora, a classe
trabalhadora começa a se mover até mesmo nos Estados Unidos, que há décadas,
desde o início do governo Reagan, não assistiam a processos de mobilização tão
grandes como o que está acontecendo nos estados de Wisconsin, Minnesota, Ohio,
Indiana e Pensilvania, com marchas de dezenas de milhares de funcionários,
apoiados pela população.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Assim, por mais que os lucros da burguesia tenham
retornado, e que aos poucos, nos próximos anos, se reinicie um novo ciclo de
crescimento, o que ainda não está claramente colocado, as conseqüências da
crise continuarão provocando um acirramento da luta de classes, com
dificuldades políticas enormes para a burguesia seguir administrando a crise
estrutural. O mundo já não é o mesmo depois do retorno das lutas sociais nos
países imperialistas e da colossal revolução democrática em processo por parte
dos povos árabes. Houve uma mudança de qualidade importante, o retorno das
mobilizações de massa dos povos e da classe trabalhadora, que derrubam governos
e chegam a fazer tremer as estruturas do regime burguês em vários países.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">A questão fundamental, que apesar de estar presente, não
foi devidamente considerada, e que determina a realidade mundial, é a
contradição entre os elementos objetivos e subjetivos, materializada na crise
de alternativa. A falta de resposta política revolucionária do proletariado
permitiu que a situação se estabilizasse logo após a eclosão da crise, no marco
de que a tendência à instabilidade confirmou-se nas lutas que começaram a
espocar e no surgimento de movimentos/ações da ultra-direita.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Desde a queda da URSS e dos Estados do leste europeu, o
socialismo foi alvo de uma violenta campanha política e ideológica de
desmoralização, de tal sorte que a idéia de uma alternativa socialista ao
capitalismo está ausente ou desacreditada na consciência da maioria dos
trabalhadores. Sem um projeto alternativo de sociedade a ser apresentado em
substituição ao capitalismo, a luta acaba se limitando a medidas defensivas que
não rompem com a ordem estabelecida. O discurso dos trabalhadores em
mobilização na Europa, por exemplo, é tão somente contra a “injustiça” das
medidas de austeridade, por meio das quais os governantes querem obrigá-los a
pagar pelos “erros” dos especuladores. Esse discurso não se eleva ao nível da
consciência de que não se trata de erros “acidentais” de gestores
mal-intencionados e de injustiças eventuais, mas de uma lógica social
capitalista que inevitavelmente produz crises. Essa lógica social não pode ser
atenuada ou controlada por medidas parciais, nem muito menos “humanizada”, pois
a alienação está na sua própria essência.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">1.1.2 As revoluções democráticas nos países árabes<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Está em curso no norte da África e Oriente Médio um
processo de revoluções democráticas com a queda de ditaduras de décadas
sustentadas pelo imperialismo e ao mesmo tempo seus agentes na região. Os
elementos desse ciclo, com expressões mais ou menos avançadas de país para
país, são: a) a queda brusca de ditaduras históricas a partir da ação direta e
da organização das massas; b) participação dos setores da classe trabalhadora
no processo; c) crise e divisão das forças armadas com a dificuldade para a
repressão direta aos movimentos; d) a conquista de várias liberdades
democráticas e de organização dos trabalhadores e das massas em geral; e) a
transição mais ou menos rápida para regimes democrático-burgueses com a
realização de eleições (mesmo no caso do Egito, em que as forças armadas
assumem o poder político através da junta militar, estão marcadas eleições para
a constituição de um governo civil e para o parlamento).<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Mesmo estando desprovido de uma consciência socialista e de
direções revolucionárias, esse processo abre uma nova situação nesses países do
Oriente Médio e Norte da África, com melhores condições para a luta e a
organização dos trabalhadores, agora diretamente contra a burguesia e a
dominação imperialista que tende a permanecer. Os problemas estruturais,
contudo, não foram resolvidos. A partir de agora as lutas tendem a se travar
entre os trabalhadores e a burguesia, com a polarização de classe tomando uma
dimensão maior, que combinado às liberdades democráticas conquistadas, tende a
desenvolver um processo de organização da classe trabalhadora e seus organismos
de luta, como sindicatos, etc.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">No entanto, a caracterização de que se trata de revoluções
democráticas ao mesmo tempo busca apontar os limites desse processo. Com a
mudança para regimes democrático-burgueses combinada com a profunda crise de
alternativas socialistas, tende a haver a divisão dos setores que
protagonizaram essas revoluções democráticas, devido à capacidade da democracia
burguesa de diluir, cooptar e se contrapor às necessidades de luta da classe
trabalhadora contra a burguesia.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">As tarefas democráticas, apesar de conquistadas em boa
medida, não estão consolidadas e nem foram plenamente atingidas, assim como
outras revoluções democráticas na América Latina, por exemplo. Assim,
colocam-se as seguintes tarefas para o próximo período: a) consolidar e
expandir ao máximo o processo de conquistas democráticas a partir da manutenção
da mobilização das massas; b) avançar num processo de lutas e organização
independentes da classe trabalhadora por suas demandas direcionadas contra a
burguesia e o Estado burguês; c) a necessidade de uma nova revolução, desta vez
socialista, sustentada nos organismos da classe trabalhadora.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">As lutas dos trabalhadores contra o capitalismo em crise
precisam passar da defensiva para a ofensiva. Os planos dos governos
capitalistas precisam ser derrotados e revertidos pela ação organizada da
classe trabalhadora. É preciso romper com os limites políticos e os obstáculos
organizativos das atuais direções reformistas e burocráticas dos partidos e
sindicatos. A luta em defesa das condições de vida e contra os ataques da
burguesia precisa se desenvolver em direção a uma alternativa de poder dos
trabalhadores, que apresente um projeto socialista de reorganização da vida
social, contra a barbárie capitalista.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">1.2 Nacional<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">A eleição de Dilma é a vitória do modo petista de governar,
isto é, o governo em favor da burguesia, tendo o controle dos organismos de
luta dos trabalhadores e outros setores oprimidos. O governo Dilma representa
uma continuidade em relação aos dois mandatos de Lula, no sentido de que o PT
segue sendo o instrumento político mais adequado para a aplicação do projeto da
burguesia e do imperialismo para o país. O PSDB-DEM seguirá aparecendo como uma
alternativa de direita e pressionando o PT a ser mais servil à burguesia, pois
essa é a única forma de se manter no controle do aparato do Estado, vital para
sua sustentação enquanto burocracia.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">No entanto, dentro dessa continuidade, manifestam-se alguns
elementos de descontinuidade, que têm a ver com as necessidades do capital para
o próximo período. Essas necessidades se organizam em torno de alguns eixos:<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">- Aumento da competitividade da economia. Dado que o crescimento
mundial deve seguir sendo lento no próximo período e a disputa de mercado mais
acirrada (demanda frágil nos países imperialistas, guerra cambial, medidas
protecionistas, etc.), o capital que opera no Brasil terá que aprofundar
(contra)reformas no sentido de ampliar a competitividade da economia. Deve ser
retomada uma ofensiva ideológica em torno de medidas como: a) ataque sobre a
legislação trabalhista e sindical; b) reforma da previdência; c)
(contra)reforma tributária;<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">- Cortes de gastos para reequilibrar o orçamento. O governo
brasileiro também precisou jogar dinheiro na economia e agora terá que
reequilibrar o orçamento, por meio de cortes nos gastos sociais, atacando o
salário dos funcionários públicos e precarizando os serviços.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">- Reestruturação do Estado, enxugamento do quadro
funcional, meritocracia e avaliações de desempenho como medida de achatamento
salarial do funcionalismo, ataques à estabilidade, etc.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">- Desenvolvimentismo e incentivos às empresas. Com base no
discurso de que “o que é bom para o capital é bom para o Brasil”, o governo
deverá seguir dando incentivos para a burguesia, na forma de: a) renúncias
fiscais; b) empréstimos a juros baixos; c) desregulamentação ambiental; d)
grandes obras de infra-estrutura;<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Na prática trata-se de uma política semelhante à que
acontece nos países imperialistas, em que o Estado transfere dinheiro para o
capital, às custas de ataques sobre os trabalhadores. Mas aqui essa política
aparece mediada pelo fato de que o processo da crise foi muito mais suave sobre
o Brasil, e as medidas são de muito menor porte, tanto no plano dos ataques
como no das concessões à burguesia. Essa política será legitimada pelo discurso
de que o Brasil está no caminho certo, está crescendo de uma forma que
beneficiará a todos, tende a ter um papel de destaque no mundo, o que será
sacramentado pelos mega-eventos da Copa do Mundo e Olimpíadas.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Esses elementos tendem a fazer com que o governo Dilma
apresente um perfil mais à direita do que o de Lula, com um perfil menos
político, demagógico-carismático como era o de Lula, e mais tecnocrático,
gerencial, economicista. Isso se dará pela opção do próprio PT, que seguirá
priorizando o controle do aparato do Estado, das empresas estatais, fundos de
pensão, etc.; e desempenhando o papel de sustentar ideologicamente o governo
através do controle do movimento e das organizações dos trabalhadores.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Está em jogo uma grande operação política e sindical no
sentido de construir-se a imagem de um país que caminha em direção ao futuro
próspero e que para tanto é preciso apostar no crescimento econômico e na
democracia burguesa. Esse projeto está sendo apresentado pelo PT a partir da
exploração do petróleo do Pré-Sal, do crescimento econômico e de um maior peso
do Brasil no plano internacional. Porém tudo isso é apresentado condicionado ao
interesse do capital, ou seja, para que o país cresça, o capital tem que
crescer.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">2. QUESTÕES GERAIS DO SETOR BANCÁRIO<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">2.1 Tendências de concentração do setor bancário<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Ao mesmo tempo em que a burocracia petista no governo
manobrou os bancos federais como um dos seus instrumentos para a administração
da crise, o conjunto do setor bancário avançou no seu processo de concentração
e monopolização. Toda crise capitalista produz uma espécie de seleção em que
apenas os capitais mais fortes sobrevivem e os menores são absorvidos. Esse
processo se manifesta por meio de fusões de empresas, aquisições e
incorporações.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">No setor bancário, tivemos a compra do Unibanco pelo Itaú
(apresentada como uma fusão) e a compra do ABN Real pelo Santander. A
concentração de capitais tem conseqüências trágicas para os trabalhadores, pois
permite que os capitalistas dispensem mão de obra “excedente” nos setores em
que passa a haver sobreposição de funções. A economia dos gastos com mão de
obra e os ganhos de escala são os objetivos visados pela burguesia no processo
de concentração, de modo que cada fração do capital possa se reposicionar mais
favoravelmente no jogo da concorrência. Os bancos privados tiveram aumento de 24%
nos seus lucros em 2009, em pleno auge da crise.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">A novidade histórica do período recente foi a entrada dos
bancos federais nesse jogo, com as compras do BESC e Nossa Caixa pelo Banco do
Brasil (e de parte da BV Financeira) e a compra de parte do Panamericano pela
Caixa Econômica Federal. Ainda no âmbito dos bancos federais, foi anunciada a
construção da chamada “Cidade Digital” em Brasília, integrando os sistemas de
informação do BB e da CEF. A integração criará uma plataforma comum para os
setores de tecnologia dos dois bancos, o que nos permite vislumbrar no
horizonte uma possibilidade de fusão entre os dois gigantes estatais como
culminação desse processo de concentração.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Ainda dentro deste processo de concentração de capital,
destaca-se o movimento de extinção das áreas-meio dos bancos. Há uma orientação
generalizada de fechar complexos e setores inteiros, demitindo o excedente, ou
terceirizando os serviços. Exemplo disso é o que acontece com o serviço de
compensações dos bancos.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">No Bradesco, os funcionários da compensação no complexo da
Cidade de Deus, em Osasco (maior concentração de trabalhadores bancários do
Brasil, com mais de 10.000 funcionários) já estão sendo deslocados para as
agências, com a promessa (em acordo entre o banco e a burocracia do Sindicato
dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região) de que não vai haver demissões nem
alteração de salários a curto prazo e de que vai ser mantido o adicional
noturno. Os funcionários da compensação estão sendo forçados a se deslocar para
as agências de toda Grande São Paulo para dar treinamento aos funcionários das
agências no uso do sistema de compensação eletrônica. A longo prazo, conforme o
serviço for incorporado pelas agências esse pessoal vai se tornar “supérfluo”
para o banco. O serviço nas agências vai aumentar sem que haja o aumento no
número de trabalhadores.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">No Banco do Brasil as agências já estão municiadas com
“scanners” para digitalização dos documentos, para que seja possível, entre
outras coisas, a compensação de cheques sem a cópia física de documentos. O
banco estatal já sinalizou que pretende fechar o Complexo Andaraí, no Rio de
Janeiro; e o serviço que não puder ser repassado para as agências será
centralizado em São Paulo. Os funcionários teriam que escolher dois caminhos:
procurar realocação na rede de agências, ou trabalharem na mesma função em São
Paulo.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Essas medidas viabilizam a rotatividade da mão de obra,
movimento pelo qual as empresas descartam os bancários com mais tempo de
trabalho e melhores salários para contratar novos trabalhadores com salários
menores. Funcionários qualificados que se dedicaram à empresa por muitos anos
são friamente desprezados. Instala-se uma situação de permanente insegurança
para os trabalhadores, que vão trabalhar de manhã sem saber se continuarão empregados
à tarde. A digitalização da compensação e dos documentos em geral é mais uma
medida do processo geral de automação bancária, que reduz custos e aumenta os
lucros para os banqueiros. É preciso desfazer a ilusão de que medidas desse
tipo podem de alguma forma beneficiar os trabalhadores, diminuir a carga de
serviço, etc. Ao contrário, o que acontece é o aumento do volume de serviço e a
diminuição do número de trabalhadores.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">2.2 Reestruturação dos bancos federais e privatização<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">É nesse contexto que deve ser interpretado o processo de
reestruturação da Caixa Econômica Federal, que está sendo desencadeado pelo
governo cerca de 3 anos depois da reestruturação do Banco do Brasil (a qual por
sua vez segue se aprofundando). A burocracia petista, em seu papel de ocupante
do Estado, não se contenta em ser simples gestora dos interesses da burguesia,
mas procura se comportar ela própria como burguesia, como empresariado, como
ente patronal e personificação do capital voltada para a reprodução ampliada do
valor. Desse modo, a gestão das empresas estatais subordinadas ao governo
federal segue uma estratégia tipicamente empresarial de concorrência e
maximização dos lucros a qualquer custo.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">A transformação de Caixa Econômica Federal e Banco do
Brasil em bancos de mercado deve ser chamada por seu nome, ou seja
privatização. A privatização não consiste apenas numa simples mudança jurídica
da propriedade. O Estado pode continuar sendo o acionista majoritário dessas
empresas, mas o que é decisivo para caracterizar uma empresa privada é a sua
forma de gestão, a sua lógica interna de funcionamento, o seu projeto
essencial. E nesse aspecto, os bancos federais caminham para se transformar em
empresas puramente privadas, desprovidas de qualquer função social. Isso é inteiramente
compatível com a concepção ideológica da burocracia petista e seu projeto geral
de administração do capitalismo brasileiro.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Cabe ainda o adendo de que, em relação ao aspecto da
propriedade jurídica, o governo anunciou a oferta pública de mais um lote de
ações do Banco do Brasil, ou seja, um avanço na sua privatização formal. Esse
anúncio foi feito um dia antes do Congresso dos Funcionários do Banco em 2010,
um Congresso em que a burocracia sindical da Articulação aprovou o apoio à
candidatura de Dilma Roussef-PT, precisamente sob a alegação de que em seu
governo não haveria privatização...<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Definido esse caráter geral do projeto de privatização em
curso, resta ulteriormente determinar o encaminhamento objetivo que terá o
processo, ou seja, por quanto tempo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal
vão concorrer entre si (com as suas respectivas camadas gerenciais querendo
mostrar ao patrão-governo quem é mais eficiente no mercado e a burocracia
petista assistindo de camarote), quanto tempo vai transcorrer até que sejam
fundidos num só empresa, se vai haver desmembramento da Caixa Econômica Federal
e repartição de suas funções sociais, etc.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Qualquer que seja o formato objetivo do projeto, os
trabalhadores dos dois bancos precisam ter consciência do que está em jogo e
organizar uma luta de resistência contra a privatização. Não há qualquer
aspecto positivo possível nas reestruturações dos bancos federais, não há o que
negociar e muito menos o que especular em relação a esse projeto, que precisa
ser combatido duramente em sua totalidade. Com ou sem transferência jurídica
formal da propriedade, a privatização trará mudanças negativas em todos os
aspectos da vida dos trabalhadores, desde as demissões, descomissionamentos,
fechamento dos setores, transferências forçadas, aumento da exploração e da
carga de trabalho, assédio moral sistemático, obstrução da organização no local
de trabalho.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">2.3 O funcionalismo do Banco do Brasil<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Ano após ano o funcionalismo do BB sofre diversos ataques
do governo federal por meio da direção do banco. É bom lembrar que há diretores
do Banco oriundos do movimento sindical, que nada fizeram para melhorar as
condições de trabalho. Pelo contrário, implementam uma política que deteriora
ainda mais as condições de trabalho via medidas como o avanço da terceirização,
com as conseqüentes fraudes aos direitos trabalhistas.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Em 2007, o governo aplicou uma reestruturação
administrativa no banco que:<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">- provocou o desligamento de mais de 7.000 funcionários por
meio do PAA;<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">- impôs a “lateralidade”, acabando com a remuneração das
substituições, o que na prática significa o império o desvio de função, já que
os Assistentes de Negócios, que não são administradores, passaram a ter
responsabilidades de gerente, sem, no entanto, ganharem para isso;<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">- deteriorou o ambiente de trabalho dos Caixas Executivos
ao reduzir pela metade a quantidade destes profissionais na rede de agências
nas grandes cidades;<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">- fechou prédios inteiros do banco, como a GERIE Campinas,
cujos funcionários trabalham na capital, a 100 km de seus lares (o Banco se
recusa a pagar vale-transporte para os companheiros);<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">- precarizou as relações trabalhistas através da
terceirização das atividades-fins do Banco, como é o caso do processamento de
envelopes e de malotes (USO-PSO); e das transações no cartão de crédito via
central de atendimento telefônico, e também (pasmem) abertura de contas.
Destacamos aqui a luta dos companheiros trabalhadores da Central de Atendimento
de Cartões da empresa terceirizada “Montana” de São Paulo, que fizeram greve no
início de 2009 pelo recebimento de seus direitos;<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">- implantação do “Projeto BB 2.0”, que nada mais é do que
mais um plano de reestruturação (privatização) do BB, que visa, entre outras
coisas, o fechamento e redução de pessoal na área meio e realoca-los na rede de
atendimento ao público; reconfigurar a ambiência das agências com o absurdo da
retirada da porta giratória; além de submeter o funcionalismo ao terror do
descomissionamento nas dependências em que ficou com dotação excedida.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Todas essas medidas da reestruturação foram implantadas com
a chancela dos nossos sindicatos, da CONTRAF e da CUT. Não podemos esquecer o
lamentável papel destas mesmas entidades sindicais na campanha pelo “sim”, para
a aprovação da proposta do Banco e do governo de mudança estatutária da CASSI
(Caixa de Assistência dos Funcionários dos Banco do Brasil). O governo queria
(e conseguiu) com isso transferir o ônus das péssimas condições de trabalho
(fonte de doenças ocupacionais) para os trabalhadores, por meio da co-participação
nos exames, da contribuição para a CASSI sobre o 13º salário e do não
questionamento dos mais de 500 milhões de reais de dívidas que o Banco tem
junto à CASSI por conta do calote que o governo FHC deu em nossa Caixa de
Assistência em 1998 (na ocasião, o governo contribuía com 4,5% sobre a folha de
salários e depois passou a recolher apenas 3 %), e principalmente pela política
de congelamento salarial de 10 anos do funcionalismo enquanto as despesas
médicas não pararam de crescer. O argumento que a direção sindical utilizava
para “convencer” os bancários (que foi o mesmo usado pelo governo) era de que
se o estatuto não fosse alterado, o Banco acabaria com a nossa Caixa de
Assistência, e de que Banco se comprometeria a liberar 300 milhões de reais para
a CASSI sair do colapso financeiro.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Na PREVI, são cada vez mais freqüentes as ingerências do BB
nos recursos dos funcionários. Em 2010 o governo abocanhou R$ 7,5 bilhões da
PREVI numa “ação entre amigos”, ou seja, entre o governo e as entidades sindicais
ligadas politicamente à CUT. Nos últimos anos veio se consolidando tal
“tungada” como forma do BB maquiar o seu balanço para estar entre os bancos que
mais lucram no país. Por “ironia”, os funcionários do BB são responsáveis por
duas vezes pelo lucro. Uma vez com as suas forças e outra com a poupança que o
funcionalismo faz para garantir uma velhice segura. Os diretores da Previ
oriundos do movimento sindical não organizaram a base para lutar contra mais
este abuso do governo. Não há lutas para acabar com o Plano 2 e unificar todos
os funcionários no Plano 1.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">A PREVI tem assento de decisão em diversas empresas, entre
as quais, a EMBRAER, e também não fez nada no sentido de evitar os cortes de
pessoal naquela empresa. Fica aqui mais uma vez a evidência de que lado o
movimento sindical cutista está.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Não podemos esquecer a condução pela CONTRAF-CUT do
processo de incorporação do BESC e da Nossa Caixa ao BB. No primeiro caso, os
funcionários foram obrigados a optar pelo plano de carreira do BB, pior que o
do banco catarinense, como condição para continuar empregados no BB, e a
confederação nada fez para evitar o assédio. No caso da Nossa Caixa, a atuação
do sindicato foi ainda mais vergonhosa, pois o Sindicato dos Bancários de São
Paulo, Osasco e Região fez campanha pela incorporação do banco estadual
paulista ao BB, ao invés de organizar os bancários da Nossa Caixa para lutar
pela manutenção do último banco público paulista e pela manutenção de seus
empregos.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Em 2010, as entidades sindicais ligadas à CUT aprovaram uma
espécie de “indenização” aos funcionários egressos da Nossa Caixa pelo fato de
terem prejuízo por optarem pelo plano de carreira do Banco do Brasil (que não
existe). Porem tal pagamento só se refere aos últimos 5 anos de serviço. Assim,
quem optou pela carreira do BB e tem mais de 5 anos na categoria ficou no
prejuízo com relação ao saldo acima dos 5 anos.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">2.4 Pauta específica dos funcionários do BB<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Diante de todo o exposto no geral para a categoria
bancária, há de se construir uma pauta de reivindicações para o funcionalismo
do BB. Ocorre, porém, que não adianta apenas uma pauta que atenda os interesses
do funcionalismo, mas sim que a campanha salarial seja ANTECIPADA, isto é, que
as mobilizações por reajuste dos salários e melhores condições de trabalho
ocorram ANTES do termo final de nossa data-base (31 de agosto). Esta campanha
ainda deve ser conduzida com independência frente ao governo e aos patrões. Os
representantes dos trabalhadores tem que estar a serviço dos trabalhadores e
não do seu partido político. Por isso, o comando de negociação deve ser eleito
em assembléias de base.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l1 level1 lfo1"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">Comando de negociação eleito em assembleias de base!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l1 level1 lfo1"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">Que a campanha salarial comece de fato antes da data base!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">1 - Remuneração e Jornada.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Entra ano e sai ano ... e o Banco do Brasil bate recordes
de lucratividade. No entanto, a riqueza produzida por meio da exploração sobre
os bancários não lhes é repassada, pois a direção cutista sempre assina acordos
rebaixados que mal repõem a inflação. Ainda no que diz respeito à remuneração,
os salários do funcionalismo estão profundamente defasados, pois o poder de
compra dos salários está abaixo dos proventos recebidos até julho de 1994,
quando o governo federal (na época, era o PSDB) impôs o congelamento salarial
que perduraria até agosto de 2003. Mesmo após 7 anos seguidos de reajustes
nominais, os proventos do funcionalismo ainda representam praticamente a metade
do que valiam antes do período do congelamento. É mais do que urgente a
aplicação de um plano de reposição de perdas salariais para recompor o poder de
compra perdido.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Em 2007, o governo do PT impôs ao funcionalismo a lateralidade,
isto é, acabou com a remuneração por substituição, oficializando o desvio de
função. Neste caso, os bancários assumiam responsabilidades de suas chefias,
sem, no entanto, receberem por isso. É necessária a volta das substituições
como forma de fazer justiça ao funcionalismo e para que o governo arque com os
ônus da falta de funcionários.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Em 2010, os dirigentes cutistas, no afã de encerrar a
greve, apresentaram a proposta do governo de Plano de Comissionamento e
Remuneração (PCR) como uma vitória do movimento. Ocorre que o “vitorioso” plano
é pior do que o PCS na época existente, pois exclui os escriturários e os
caixas do plano de promoção por mérito; beneficia os administradores (pois
quanto maior for o salário, mais rápido é promovido por “mérito”). Trata-se de
um prêmio justamente para o o setor do funcionalismo que comparece às
assembléias para votar o fim das greves e encerrar as campanhas salariais a
pedido do governo e em acordo com a complacência da CONTRAF-CUT, que marca as
assembléias em horários adequados aos fura-greves. São também os promotores
diretos do individualismo nos locais de trabalho e aplicadores do assédio
moral.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">A reivindicação histórica do funcionalismo é o retorno do
PCS antes de 1998, isto é, o retorno do anuênio e dos interstícios de 12 e 16%
a cada 3 anos de empresa. Também deve ser incorporado ao salário 10% da
comissão por ano do efetivo exercício da função para evitar ser refém das
comissões. É esta bandeira que o movimento deve erguer para atender os anseios
do funcionalismo. O Banco tem condições de atender tais reivindicações se
considerarmos os bilionários lucros obtidos na última década. Pelos mesmos
motivos, nenhum bancário deve receber menos do que o piso do DIEESE, que está
em torno de R$ 2.200,00.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Vários sindicatos de luta, ou ainda aqueles pressionados
pelas suas bases, conquistaram no Judiciário o respeito à jornada legal de 6
horas para os bancários. No entanto, são movimentos difusos e ainda dentro da
lógica burguesa, que pode sair do controle dos trabalhadores à qualquer
momento. Não há um movimento nacional organizado neste sentido. A situação hoje
é somente os trabalhadores das bases que obtiveram vitória nos tribunais gozam
desse direito. É necessário que se estenda o benefício para toda a categoria pela
força da mobilização organizada e independente do governo<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><span style="mso-spacerun:yes">      </span>• <b style="mso-bidi-font-weight:normal">Piso salarial do DIEESE !</b><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><span style="mso-spacerun:yes">      </span>• <b style="mso-bidi-font-weight:normal">Pontuação de Carreira e Mérito de forma
clara, objetiva e sem privilégios para administradores!<o:p></o:p></b></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l1 level1 lfo1"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">Retorno do antigo PCS, isto é, reajuste de 12 e 16% a cada
três anos de empresa!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l1 level1 lfo1"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">Incorporação de 10% da comissão por ano efetivo na função!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l1 level1 lfo1"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">Respeito à jornada de 6 horas para todas as funções, sem
distinção!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l1 level1 lfo1"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">Isonomia entre os funcionários pré e pós 1998!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l1 level1 lfo1"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">Volta do anuênio!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l1 level1 lfo1"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">Plano de reposição de perdas a fim de recuperar o poder de
compra do funcionalismo de julho de 1994!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">2 - Saúde:<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">O tema “saúde” não é apenas o acesso ao atendimento médico de
uma ampla rede credenciada de médicos e hospitais. A saúde compreende toda uma
totalidade como o estilo de vida, alimentação, as condições de trabalho, etc. E
principalmente sobre este último quesito, a direção petista do Banco do Brasil
tem contribuído de duas formas: 1-precarização do ambiente de trabalho
diminuindo o número de funcionários, assédio moral para cumprimento de metas,
ameaças de descomissionamento, sobretrabalho, etc; e 2-transferência da
responsabilidade pela saúde dos funcionários para os próprios funcionários,
quando deveria ser assumida pelo patrão-governo. Os colegas afastados por
motivos de saúde, seja por doenças ocupacionais, seja por acidente de trabalho
são ainda mais penalizados com perdas do vale alimentação e vale refeição, além
de perderem a função com a consequente diminuição do salário, tornando a vida
do bancário insuportável.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Este ambiente altamente insalubre foi estendido para os
bancários dos bancos incorporados do BESC, Nossa Caixa e do Banco do Estado do
Pará. No caso específico dos bancários do BNC, o acesso à rede credenciada fora
do Estado do São Paulo causou a morte de uma colega que se encontrava a serviço
do Banco em Brasília.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Todos os bancários incorporados estão sob as mesmas
condições insalubres de trabalho, mas têm tratamentos diferentes. É necessário
que a melhor assistência médica seja estendida para todos os bancários sem
exceção e em todo o território nacional, sem co-participação e que o o Governo
Federal quite a dívida de mais de 500 milhões de reais em face a nossa Caixa de
Assistência.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">O sucateamento da CASSI é mais uma prova de que o governo
petista não tem responsabilidade com a saúde do funcionalismo. Porém o que mais
chama atenção deste processo de sucateamento é o apoio das “entidades
representativas” da CONTRAF-CUT às medidas do governo. Foi assim na reforma
estatutária da CASSI em 2007 em que a CUT fez campanha para que o funcionalismo
aceitasse a proposta do governo de mudança estatutária da CASSI, onerando ainda
mais o funcionalismo, instituindo a co-participação e esquecendo do calote de
mais de 500 milhões de reais que o banco tem com a Caixa de Assistência<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Ainda sobre a desoneração da responsabilidade do Banco com
o funcionalismo, o governo faz parceria com o Bradesco sob a alegação de
estarem atendendo uma reivindicação antiga de plano odontológico. O que surgiu
deste “acordo” foi a criação de mais um produto para que os bancários “vendam”
no balcão, que é o engodo do “Brasil Dental”, que só cobre serviços elementares
de limpeza e obturação. Qualquer outro procedimento um pouco mais complexo
deverá ser pago pelo bancário por meio da co-participação.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Para reverter o atual estado é necessário que o plano
odontológico seja feita pela CASSI e sob responsabilidade integral do Governo,
sem a co-participação.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l3 level1 lfo2"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">Que a melhor assistência médica seja estendida para o
funcionalismo em geral e sem distinção!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l3 level1 lfo2"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">Fim da co-participação em exames e procedimento médicos!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l3 level1 lfo2"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">Fim do consórcio entre o governo e o Bradesco, isto é, fim
do Brasil Dental e que a assistência odontológica seja prestada pela operadora
da saúde do funcionalismo!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l3 level1 lfo2"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">Que o banco pague o calote de mais de 500 milhões de reais
com a Caixa de Assistência!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l3 level1 lfo2"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">Que o governo assuma todos os ônus dos afastamentos
médicos, seja por doenças ocupacionais, seja por acidente de trabalho! </span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l3 level1 lfo2"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">Fim do BB 2.0, que instaura um clima de pânico e
incertezas!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l3 level1 lfo2"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">Manutenção da porta giratória como instrumento
indispensável para a segurança dos funcionários e dos clientes!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l3 level1 lfo2"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">Que os exames periódicos retratem as reais condições do bancário!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">3 – Previdência<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Os fundos de previdência, sobretudo a PREVI não tem servido
aos interesses do funcionalismo e sim do governo, como fonte de desfalques para
turbinar o lucro do banco, maquiando o balanço da empresa e colocando-a entre
os bancos mais rentáveis do país. O governo, nos últimos anos, abocanha parte
do superávit da PREVI, ao invés de beneficiar os participantes. Os fundos de
previdência têm sido uma fonte de lucros para os acionistas e para o governo
para compor o montante do Superávit primário, que é o esforço que o país faz
para pagar juros da dívida pública.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Para reverter esta situação é necessário que o Plano 1 da
PREVI seja extensível para TODOS os bancários incorporados. Deve-se também
impedir que o governo faça cada vez mais saques do patrimônio que é do
funcionalismo para o funcionalismo.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l2 level1 lfo3"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">FIM DOS SAQUES QUE O GOVERNO FAZ NO PATRIMÔNIO DO
FUNCIONALISMO!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l2 level1 lfo3"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">Que os superávits sejam revertidos em benefício dos
próprios bancários!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l2 level1 lfo3"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">Que todo o funcionalismo seja integrado ao plano 1 da PREVI
sem distinção!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">4 - Banco Público<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">O Banco do Brasil já é um banco privado em sua
administração, ainda que o Tesouro seja o acionista majoritário. Como em
qualquer banco privado, os funcis são massacrados por metas e a população pobre
é expulsa das agências, direcionada para os correspondentes bancários.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Há 20 anos o Banco do Brasil passa por um processo
ininterrupto de privatização. O governo assedia os funcionários para baterem
metas de vendas cada vez mais altas, segmenta os clientes com a intenção de
atender apenas os clientes mais endinheirados, ao mesmo tempo que empurra o
trabalhador para ser atendido pelos correspondentes bancários. Mesmo assim, há
funções terceirizadas dentro das dependências do banco no que diz respeito às
funções tipicamente bancária como abertura de conta, processamento de envelopes
de depósito, compensação de cheques etc.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Com o real sobrevalorizado, isso permitiu que o BB se
internacionalizasse comprando bancos estrangeiros, ou fazendo associações com
bancos privados para aquisições no exterior, como no continente africano (em
associação com o Bradesco).<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">O banco está cada vez mais crescendo, mas este crescimento
não é aproveitado pelos trabalhadores e nem pelos funcionários. Muito pelo
contrário. Cada vez mais o banco abandona o seu papel de fomentador e social,
para ser mais um banco comercial como qualquer outro, se valendo dos mesmos
métodos de exploração do setor privado.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black">Todos os problemas do funcionalismo, como as perdas salariais
acumuladas, a falta de um plano de carreira, o desvio de função, ausência de
isonomia, a discriminação aos funcionários incorporados, a degradação do
ambiente de trabalho, as metas, o assédio moral, o adoecimento físico e
psicológico, etc., não são resultado de incompetência e maldade dos gestores,
mas de um projeto deliberado de transformação de um banco público em um banco
privado. Ainda que a propriedade do Banco continue sendo formalmente pública, a
empresa já é usada como fonte de lucros astronômicos para o governo. Esses
lucros, como boa parte do que o governo arrecada, é jogado no ralo da dívida
pública fraudulenta que consome centenas de bilhões de reais todo ano. Como
recompensa pela efetivação desse saque, os dirigentes do Banco são premiados com
PLRs milionárias, enquanto os funcionários suportam um cotidiano de trabalho
cada vez mais desumano. O papel da CONTRAF-CUT tem sido o de manter essa
situação exatamente como está e impedir que os trabalhadores se organizem para
lutar. A saída para essa situação só pode ser a organização independente e a
luta dos trabalhadores.<o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l0 level1 lfo4"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">FIM DO PROJETO BB 2.0!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l0 level1 lfo4"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">VOLTA DA REMUNERAÇÃO POR SUBSTITUIÇÃO – FIM DA LATERALIDADE!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l0 level1 lfo4"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">FIM DAS METAS !</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm;
margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt;
mso-list:l0 level1 lfo4"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;
mso-fareast-font-family:Symbol;mso-bidi-font-family:Symbol;color:black"><span style="mso-list:Ignore">·<span style="font:7.0pt "Times New Roman"">        
</span></span></span><!--[endif]--><b style="mso-bidi-font-weight:normal"><span style="color:black">FIM DE TODA E QUALQUER TERCEIRIZAÇÃO. QUEM TRABALHA EM
BANCO, BANCÁRIO É!</span></b><span style="color:black"><o:p></o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="western" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"><span style="color:black"><o:p> </o:p></span></p>

<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="font-size:12.0pt;
line-height:115%;font-family:"Times New Roman","serif""></span><o:p> </o:p></p></div><div style="position:fixed"></div>


</div></body></html>