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<STYLE> BODY { font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:12px; }</STYLE>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Olá <A href="mailto:comp@s">comp@s</A> do RN</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
Peço que publiquem o quanto antes no site da Frente os seguintes textos:</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
1. A ditadura do microfone em São Paulo</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>2. A assembléia de 5/10 em SP e a luta por democracia</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>3. Bancários de São Paulo passam por cima da diretoria e vencem assembléia</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Saudações<br>
<br>
Daniel<br>
Bancários de Base – SP<br>
Frente Nacional de Oposição</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
<br>
<br>
"A sociedade que aboliu a aventura tornou a abolição dessa sociedade a única aventura possível” anônimo, pichado nos muros de Paris no maio de 1968 <br>
<br>
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<br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A ditadura do microfone em São Paulo</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Na maior base da categoria bancária em todo o país, com mais de 110 mil trabalhadores, vivemos a ditadura do microfone. A diretoria do sindicato, da corrente Articulação/CUT, não permite que pensamentos divergentes sequer se manifestem em assembléia. Procedimentos elementares da democracia são diariamente pisoteados no nosso movimento.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western>Para começar, as assembléias nem sequer são diárias, acontecem quando a diretoria quer. São marcadas em dias alternados, no menor número possível, para restringir ao máximo os espaços de debate.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>As assembléias acontecem na quadra dos bancários, no centro da cidade, com credenciamento controlado, sendo que a burocracia pode trazer “convidados”, “observadores” e pessoal de “apoio” a seu critério, mas não admite que militantes de outras categorias possam entrar para nos apoiar e contribuir. Há dias em que é até mesmo proibido panfletar dentro da quadra! Só pode circular a Folha Bancária, jornal do sindicato, no qual aliás, só a diretoria escreve.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western>Dentro da quadra, há um palco em que se instala a mesa, cujo acesso é bloqueado por um batalhão de seguranças contratados. Os bancários devem ficar afastados, como uma platéia, cuja única função é levantar o crachá para votar.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western>A diretoria se instala como mesa, ignorando o preceito básico de que, em qualquer fórum dos trabalhadores, a mesa deve ser eleita pelo plenário, com composição proporcional entre as correntes e representação da base.</P>
<P style="FONT-STYLE: normal; MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-WEIGHT: normal; TEXT-DECORATION: none" class=western><br>
</P>
<P style="FONT-STYLE: normal; MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-WEIGHT: normal; TEXT-DECORATION: none" class=western><SPAN style="FONT-FAMILY: Times New Roman, serif; COLOR: #000000; FONT-SIZE: 12pt">Do alto do palco, a diretoria se põe a dar informes infindáveis, sem qualquer conteúdo político ou organizativo, exaltando sua ação na greve, que, na verdade, não existe.</SPAN></P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western>O formato da assembléia é totalmente controlado pela burocracia. Não são acatadas propostas de encaminhamento ou questões de ordem. As votações que acontecem são aquelas que a diretoria determina. A mesa determina se vão haver ou não inscrições, se vão haver ou não votações, etc.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western>Raramente são abertas inscrições, e quando se abrem, dezenas de burocratas se inscrevem. Com isso, em face de um número inviável de falas, a mesa propõe o "sorteio" de um número limitado de inscrições, para "garantir as falas". Invariavelmente os burocratas têm mais falas e sempre falam por último.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western>Na maior parte dos casos, a mesa “concede” falas para as correntes/centrais sindicais/partidos, como se fosse um gesto de boa vontade, e ignorando completamente os bancários que não estão vinculados a nenhuma corrente, que são a maioria. </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western>Lamentavelmente, algumas correntes que se reivindicam oposição, como MNOB e Intersindical, quando têm o direito à fala, não o usam para denunciar esse formato de assembléia e exigir falas para a base. Usam como palanque para agitar as palavras de ordem que são prioridade para a corrente/partido naquele momento. Não se confrontam com a burocracia para propor medidas que possam romper com o roteiro da burocracia e realmente democratizar o movimento.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western>Quando a oposição consegue falar e fazer propostas para melhor organizar a greve, as propostas não são colocadas em votação. Quando há votação de alguma proposta organizativa, não é dado tempo de fazer defesas, mas a diretoria fala contra as propostas pelo tempo que quiser. Quando se permite fazer defesas, a mesa interpreta as propostas a seu modo e embaralha tudo numa fala só para confundir os bancários, não dando tempo de explicar os detalhes. E o cúmulo do absurdo, há propostas que são votadas, mas que não são encaminhadas pela diretoria!!</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western>Quando é votada a continuidade ou não da greve, a diretoria dá por encerrada a assembléia e desliga o microfone, induzindo à dispersão dos bancários. Com isso, não se discutem as medidas organizativas mínimas para dar força e visibilidade a uma greve, como organização dos piquetes, atos, passeatas, panfletagens, etc.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western><br>
</P>
<P style="FONT-STYLE: normal; MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-WEIGHT: normal; TEXT-DECORATION: none" class=western align=left><SPAN style="FONT-FAMILY: Times New Roman, serif; COLOR: #000000; FONT-SIZE: 12pt">Para completar, na hora de encerrar a greve, a burocracia marca assembléias separadas por banco (BB, CEF e privados, em locais diferentes), no horário das 7 da noite (começando às 8 ou mais), em acordo prévio com a direção dos bancos, que manda os gerentes e fura-greves em massa para votar a favor das propostas rebaixadas, que a burocracia defende desavergonhadamente como "vitória".</SPAN></P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western>Esse tipo de assembléia somente acontece devido ao esvaziamento da vida política do sindicato, que não realiza assembléias preparatórias, plenárias, reuniões de delegados sindicais, etc., de modo que a base se distancia cada vez mais da entidade. Nos bancos privados (85% da base) não há qualquer tipo de trabalho de organização, de modo que os trabalhadores não podem participar das greves e atividades sindicais sem sofrer demissão ou retaliação, e <SPAN style="FONT-FAMILY: Times New Roman, serif; COLOR: #000000; TEXT-DECORATION: none"><SPAN style="FONT-STYLE: normal; FONT-SIZE: 12pt"><SPAN style="FONT-WEIGHT: normal">os poucos que participam são voto cativo da diretoria. </SPAN></SPAN></SPAN></P>
<P style="FONT-STYLE: normal; MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-WEIGHT: normal; TEXT-DECORATION: none" class=western><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western><SPAN style="FONT-FAMILY: Times New Roman, serif; COLOR: #000000; TEXT-DECORATION: none"><SPAN style="FONT-STYLE: normal; FONT-SIZE: 12pt"><SPAN style="FONT-WEIGHT: normal">Os funcionários dos bancos públicos, que já presenciam essa farsa há anos, odeiam a diretoria e se dessindicalizam em massa a cada campanha salarial. </SPAN></SPAN></SPAN>Os que ainda aderem à greve o fazem por puro senso de dignidade, mas em número cada vez maior se recusam a comparecer ao verdadeiro "circo" que são essas assembléias convocadas pela burocracia.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western>Isso só vai mudar quando os bancários tomarem de fato a luta em suas mãos e se tornarem protagonistas do movimento. Essa mudança exige um longo processo de organização e conscientização dos trabalhadores, que deve acontecer o ano inteiro, não apenas nas campanhas salariais.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western>É o que nós do Coletivo Bancários de Base estamos propondo. Durante a greve exigimos democracia nas assembéias, exigimos o direito à fala para todos os bancários, exigimos respeito às decisões coletivas. E apresentamos o projeto da Frente Nacional de Oposição Bancária, que identificamos como um sindicalismo comprometido com a base e as lutas dos trabalhadores.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western>Somente juntos poderemos derrotar os patrões, os governos e seus servidores na CUT e outras centrais governistas!</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Coletivo Bancários de Base – São Paulo</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Frente Nacional de Oposição Bancária</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A assembléia de 5/10 em SP e a luta por democracia</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Na quarta-feira 5 de outubro tivemos a última assembléia até agora na greve dos bancários de São Paulo. A última porque a diretoria, não querendo reconhecer o resultado da votação, encerrou a assembléia sem marcar a próxima.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Mas vamos começar pelo começo.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A falta de democracia é o maior obstáculo para o avanço das nossas lutas. Cada vez mais os trabalhadores estão deixando de comparecer às assembléias e atividades de greve por não acreditar mais na diretoria do sindicato, que de forma autoritária, impede que se discutam e votem democraticamente propostas que possam de fato fazer avançar a luta.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Desde o início da greve (na verdade, desde as campanhas anteriores) nós do coletivo Bancários de Base lutamos para que os bancários da base de São Paulo, independente de serem vinculados ou terem simpatia por qualquer grupo organizado de oposição, tenham o direito de falar nas assembléias e fazer propostas.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Isso parece ser o mínimo que se pode esperar de democracia e deve parecer inacreditável para quem está em outras bases e outros estados, onde ainda vigoram práticas mais condizentes com a democracia. Mas em São Paulo isso é motivo de uma verdadeira guerra!</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Nesse ponto temos uma profunda divergência com os demais coletivos que se reivindicam como oposição, o MNOB/Conlutas e Avesso/Intersindical, que aceitam o formato da assembléia quando a mesa lhes oferece a palavra com o critério de uma fala para cada corrente/partido/central sindical. Ora, a grande maioria dos bancários não é filiada a nenhuma corrente/partido/central sindical, nem se sente contemplada pelas suas propostas! Não é correto que o direito à palavra seja cassado aos bancários que estão na base!</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Esses coletivos aceitam a palavra como “concessão” da mesa e não fazem uso das falas para denunciar esse formato de assembléia, nem para exigir que sejam abertas falas para os demais bancários, nem para colocar propostas organizativas que se choquem com o controle da burocracia e permitam uma real participação e controle da base sobre o movimento. A prioridade desses coletivos é usar as falas como uma espécie de palanque para divulgar as palavras de ordem que são prioridade para o seu partido no momento. Para isso, não se chocam com o controle que a burocracia exerce, pois nesse caso, não poderiam mais falar. Ou seja, contentam-se com essa migalha que são as falas concedidas pela mesa, e colocam o seu direito à fala acima da necessidade da categoria de se organizar para lutar!</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Nas plenárias que se seguem às assembléia já apresentamos essa posição, de que não concordamos com esse critério de falas para as correntes, critérios que os companheiros das oposições insistem em defender, sem garantir o compromisso de fazer a crítica ao formato das assembléias. Em nome das necessidades da luta, buscamos permanentemente a unidade e apresentamos propostas em conjunto com os demais coletivos, pois a base sente que a unidade é necessária e se afasta ainda mais quando as oposições se dividem, mas não podemos deixar de apresentar nossa crítica ao comportamento omisso e conivente das correntes no que se refere à questão democrática. </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Depois de muita insistência de nossa parte desde a assembléia anterior, e também no próprio dia 5/10, por meio de massiva panfletagem, cartazes e palavras de ordem, a mesa finalmente “concedeu” 5 falas por meio de “sorteio”, de modo que dois companheiros da base que simpatizam com as oposições puderam falar e apresentar propostas.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Uma das propostas colocadas por um companheiro de base é apresentada insistentemente por nós: assembléias unificadas para deliberar sobre as cláusulas econômicas e separação das assembléias apenas para votar as cláusulas específicas.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>O sentido dessa proposta é barrar a manobra da burocracia para desmontar a greve em São Paulo: separar as assembléias por banco, BB, CEF e privados em locais separados, e marcar as assembléias para as 7 da noite (na verdade começam depois das 8) para, com a presença massiva de gerentes e fura-greves, em acordo com a direção dos bancos, encerrar a greve aprovando uma proposta rebaixada.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Esse é o método usado pela burocracia para encerrar a greve em São Paulo há vários anos. Por isso exigimos assembléias unificadas. Essa é a forma de desmontar na prática a nefasta estratégia da “mesa única” da Fenaban, que na verdade não é única, pois na hora de se votar as cláusulas econômicas, as assembléias são separadas!</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A única forma de barrar essa manobra é exigir a marcação de assembléias unificadas para deliberar sobre as cláusulas econômicas, ou seja, o índice da Fenaban e a regra da PLR. A partir daí, decidindo em conjunto o que é comum a toda a categoria, vota-se em separado as questões específicas. E na votação em separado, os trabalhadores do BB, CEF e privados podem decidir ou não continuar a greve. Não é justo que a assembléia dos bancos privados, que aprova o índice da Fenaban, determine que nós dos bancos públicos vamos encerrar a greve! A votação do índice da Fenaban deve ser separada da votação da continuidade da greve! Os bancários de cada banco devem ter o direito de continuar em greve pelas questões específicas de cada banco!</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Na hora de encaminhar essa votação, a mesa embaralhou a proposta de assembléias unitárias com a do horário das assembléias. Mesmo assim, nossa proposta foi vencedora! A mesa se recusou a reconhecer o resultado por contraste, se recusou a contar os votos e encerrou a assembléia! Enquanto exigíamos a contagem dos votos e o respeito à democracia, os integrantes da burocracia partiram para a agressão física, precipitando um empurra-empurra em frente ao palco. Repudiamos a postura daqueles que se consideram donos do microfone e donos do sindicato!</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Nossa luta agora é para garantir que o resultado da assembléia seja respeitado. Mesmo porque, juntamente com a questão das assembléias unificadas e do horário também foi votada uma proposta das oposições, de que não se aceite de forma alguma qualquer acordo com o desconto dos dias ou compensação das horas. Essa questão é fundamental, pois se trata de garantir que aqueles que lutaram por todos não sejam punidos por fazer greve. A punição aos grevistas é parte de uma ofensiva do governo, que quer impedir as lutas a qualquer custo, para não perturbar a gestão capitalista do país em meio a um aprofundamento da crise global do sistema.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Por isso vamos lutar para garantir que o resultado das assembléias seja mantido. Participamos da plenária conjunta que se seguiu à assembléia, com presença massiva da base e dos setores de oposição, onde foram propostas iniciativas conjuntas. Acatando o resultado da plenária, assinamos a nota conjunta sobre a assembléia, e buscamos garantir os encaminhamentos. Fomos até a assembléia dos Correios para tentar construir um ato conjunto, mas lá a palavra também nos foi negada pela CTB. A ditadura do microfone não é exclusividade da nossa categoria! </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A luta para resgatar a democracia dos trabalhadores se torna cada vez mais vital e urgente. A assembléia é o fórum máximo de deliberação dos trabalhadores. Trata-se de uma questão de princípio do movimento operário desde sua origem. Não podemos aceitar jamais que o resultado de uma assembléia seja desrespeitado, porque a direção do sindicato não concorda.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Assim que tivermos assembléia em São Paulo, vamos lutar para que as votações da assembléia de 5/10 sejam reconhecidas:</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt">- Não ao desconto dos dias parados ou sua compensação!</SPAN></P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt">- Assembléias sempre às 16h! Assembléia conjunta para deliberar sobre a proposta da Fenaban e assembléia específica para os acordos específicos!</SPAN></P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Bancários de Base – SP</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Frente Nacional de Oposição Bancária</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
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</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>BANCÁRIOS DE SÃO PAULO PASSAM POR CIMA DA DIRETORIA E VENCEM A ASSEMBLÉIA</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Direção do sindicato manobra e encerra assembleia para não reconhecer derrota em votação.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify></P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Depois de 8 dias de greve e de muita insistência, os bancários de São Paulo conseguiram, na assembléia de 05/10, apresentar propostas que expressassem a vontade da base. </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A diretoria do sindicato, majoritariamente composta pela Articulação/CUT, usualmente se esconde atrás de um pelotão de seguranças, e do alto do palco da quadra dos bancários, se arroga o direito de abrir ou não inscrições, encaminhar ou não as propostas. Quando são abertas inscrições, dezenas de diretores se inscrevem, e diante de um número “inviável” de falas, a mesa “sorteia” 5 felizardos para falar. Os componentes da CUT sorteados usam o tempo para repetir as mesmas orientações já veiculadas exaustivamente pela mesa.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Os bancários que estão na base, no dia a dia dos piquetes, usaram seu tempo para fazer propostas para que o movimento avance. </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>1) Carta à presidenta Dilma pedindo abertura de negociações. Hoje o governo federal é o principal empecilho para as negociações tanto dos bancários como dos correios. A carta à Dilma é uma forma de pressionar o governo a voltar à mesa de negociação para atender as demandas dos trabalhadores. </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>2) Passeata conjunta com outros setores em greve como correios e judiciário federal. O objetivo é utilizar esta unidade para ampliar a pressão sobre o governo, repetindo o sucesso da passeata de sexta-feira passada.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>3) Utilização da Folha Bancária (jornal do sindicato) como instrumento para organizar e fortalecer nossa luta, divulgando todas as propostas feitas pelos diversos bancos, bem como os acordos fechados nas assembléias pelo país. BRB, Banrisul e Banpará já fizeram propostas, em muitos aspectos superiores até mesmo à pauta apresentada pela CONTRAF-CUT à Fenaban, mas elas não são divulgadas pelo sindicato, nem na Folha Bancária, nem no site da entidade. Devemos utilizar este jornal também para denunciar os gerentes assediadores, citando seus nomes, começando pelo gerente-geral do CSL (Banco do Brasil), Sr. Leonel, já famoso pela prática de assédio sistemático (na Folha Bancária de 06/10, já está estampado o nome deste gerente).</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>4) Não aceitar propostas que tragam o desconto dos dias parados ou sua compensação. O governo Dilma decidiu atropelar o direito de greve e, frente a qualquer greve, está pressionando pelo desconto dos dias parados para desmoralizar os grevistas. Foi o que tentou fazer nos correios, mas as assembléias não aceitaram. Por isso esta questão se transformou em estratégica para nossa luta hoje e nos anos vindouros.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>5) Estabelecer o horário de 16h para as assembléias, e apreciar a proposta econômica da FEBANAN em assembléia unificada. O objetivo é dificultar a vinda de setores que não estão em greve e que só aparecem para votar pela aceitação da proposta. Também o objetivo é que lutemos e decidamos juntos sobre a proposta da FENABAN.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A diretoria do sindicato, por pressão da base, aceitou as três primeiras propostas, mas se opôs às duas últimas e perdeu as duas votações. Gostaríamos de reafirmar a importância destas duas propostas. Na verdade o que está em jogo é o direito de greve. O desconto dos dias parados que o governo quis impor nos correios, o interdito proibitório que o BB foi o primeiro a utilizar, o envio de centenas de fura-greves para as assembléias para terminar com as greves são práticas anti-democráticas que temos que combater.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Na votação da proposta sobre o desconto dos dias parados, a mesa retirou sua oposição após perder a votação. No entanto, na segunda, sobre o horário das assembléias e sua unificação, a diretoria perdeu a votação mas não reconheceu o resultado, e se recusou a contar os votos. E, de forma absurdamente anti-democrática, encerrou a assembléia.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A falta de democracia acabou levando a um conflito ao final da assembléia. O conflito era desnecessário. A melhor forma de garantir nossa unidade é discutir as propostas, votá-las e, se há dúvidas, contar os votos. Que vença a melhor. Atropelar o processo democrático por perder uma votação só leva à divisão e ao enfraquecimento.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Os bancários presentes, dando mostras de disposição de luta e organização, permaneceram reunidos para garantir o cumprimento das propostas votadas! Bancários independentes em conjunto com as correntes de oposição discutiram democraticamente e de forma unitária as tarefas necessárias para fortalecer a greve. Os trabalhadores tomaram a luta em suas mãos!</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A vitória da greve é uma necessidade de todos nós. Continuaremos a ir às assembléias após os piquetes para lutarmos por um espaço democrático onde todos possamos discutir e decidir os rumos do nosso movimento. Chamamos todos os bancários em greve a fazer o mesmo. A próxima assembléia ainda não está marcada. Devemos permanecer em alerta e, quando convocada a assembléia, comparecermos todos para fazer valer a nossa vontade! </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Pela vitória dos bancários! Pelo atendimento de todas as reivindicações!</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Vamos encaminhar a passeata conjunta dos setores em greve!</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Não ao desconto dos dias parados ou sua compensação!</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Assembléias sempre às 16h!</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Assembléia conjunta para deliberar sobre a proposta da Fenaban e assembléia específica para os acordos específicos!</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Assinam esta nota:</P>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Bancários independentes</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Coletivo Avesso</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Coletivo Bancários de Base / Frente Nacional de Oposição Bancária</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB / CSP-Conlutas)</P>
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