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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Olá <A href="mailto:comp@s">comp@s</A> da Frente Nacional de Oposição</P>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Conforme antecipei em e-mail enviado ontem a este grupo, segue a contribuição do Coletivo Bancários de Base – São Paulo, como pontapé inicial para a construção de resoluções a serem levadas ao Encontro.</P>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Daniel</P>
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“So, understand! You waste your time always searching for those wasted years! <br>

Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!” <br>

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“Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos perdidos! <br>

Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos dourados!” <br>

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Iron Maiden, “Wasted Years” <br>

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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=center>CONTRIBUIÇÃO DO COLETIVO BANCÁRIOS DE BASE – SP </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=center>AO ENCONTRO DA FRENTE NACIONAL DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=center>SÃO LUIZ / MA – DEZEMBRO 2011</P>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>APRESENTAÇÃO</P>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A Frente Nacional de Oposição Bancária ainda está em construção. Essa construção deve incorporar as contribuições de diversos agrupamentos e militantes bancários espalhados pelo país que querem lutar contra a burocracia governista e não estão satisfeitos com as correntes de oposição hoje existentes. A Frente deve estar aberta a receber aportes e concepções desses grupos e buscar uma síntese que seja representativa da situação e das possibilidades da categoria em nível nacional. O que não significa que tenhamos como objetivo uma obra ecumênica. </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A partir das discussões e da experiência que temos acumulado, devemos saber nos defender de propostas e intervenções negativas para nosso objetivo. O domínio cada vez maior da burocracia sobre os movimentos sociais em conjunto com a inoperância da oposição consentida e conveniente de setores de peso nos impõem urgência. Não temos tempo a perder, o momento é mais de ousadia do que de modéstia. O projeto da Frente Nacional de Oposição Bancária é de fato o embrião, a semente, a possibilidade real de trazer vida nova ao movimento sindical, na categoria bancária e em geral. </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A contribuição que apresentamos se coloca como mais um desses aportes iniciais, sem ter a pretensão de se colocar como a síntese definitiva das propostas programáticas necessárias para a construção da Frente. Apresentamos essa contribuição para o debate como forma de somar à discussão, esperando receber as devidas críticas, correções e acréscimos, no espírito do debate democrático e fraterno que deve pautar as organizações dos trabalhadores.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Nessa contribuição partimos de uma visão da realidade mundial que está marcada pela continuidade da crise econômica, que obriga os governos a atacar as condições de vida dos trabalhadores. No Brasil esses ataques ainda são cirúrgicos e preventivos. O governo e os banqueiros contam com os sindicalistas adeptos da conciliação de classe, na CUT, CTB, Força Sindical, na tarefa de desmontar e conter a lutas em curso. Por isso se faz urgente organizar uma alternativa de luta a partir da base, tarefa que deve ser assumida pela da Frente Nacional de Oposição Bancária. Finalizamos esta contribuição com apontamentos sobre o funcionamento e as tarefas da Frente para o próximo período.</P>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>CONTINUIDADE DA CRISE MUNDIAL</P>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A realidade mundial é marcada pela continuidade da crise econômica iniciada em 2008. Uma crise que se manifestou como uma crise financeira, mas que tem raízes muito mais profundas, pois se trata de mais uma fase da crise estrutural do capital, uma crise da sociedade em todas as suas dimensões (econômica, política, ambiental energética, cultural, etc.). Os trilhões de dólares empregados pelos governos do mundo inteiro para salvar os bancos e o mercado financeiro estão sendo cobrados dos trabalhadores na forma de “medidas de austeridade” para “equilibrar o orçamento”. Entretanto, o rombo no orçamento dos Estados capitalistas é impagável e o volume das dívidas é uma ameaça constante para a confiabilidade das moedas como o euro e até mesmo o dólar.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A classe trabalhadora dos países imperialistas está sendo confrontada com ataques que buscam reverter conquistas sociais que são resultado de séculos de lutas. O desemprego, o rebaixamento dos salários, a retirada de direitos e benefícios, o sucateamento dos serviços públicos, estão lançando milhões de trabalhadores na pobreza nos Estados Unidos e Europa. A reação dos trabalhadores ainda é muito insuficiente, pois a classe ainda carece de uma alternativa que dê conta da tarefa de reconstruir a vida social em todas as suas dimensões, devido à crise da alternativa socialista. As lutas ainda defensivas são conduzidas por partidos e sindicatos burocratizados e organicamente integrados ao Estado e à gestão das empresas, de modo que as lutas, apesar de massivas, com greves gerais e grandes mobilizações, não constroem uma resposta à altura. Mesmo com a massiva rejeição popular, os ataques vão sendo aplicados.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Movimentos como o Ocupar Wall Street e os Indignados procuram formas de lutar por fora do controle burocrático das organizações “oficiais” da classe, mas também lhes falta consciência e organização suficiente para perceber que não se trata de enfrentar apenas a “ganância” dos banqueiros e do 1% mais rico da sociedade, mas de que os 99% precisam construir um outro projeto de sociedade alternativo ao capitalismo e voltado para o atendimento das necessidades humanas.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Por outro lado, na periferia do sistema, temos duas situações. A primeira é a de países extremamente empobrecidos por séculos de colonização capitalista, como os do Oriente Médio e norte da África, que funcionavam como fornecedores de petróleo e “commodities” para os países imperialistas, mantidos sob controle por meio de ditaduras ferozes e corruptas. A crise fez com que a população desses países, que hoje é composta majoritariamente por jovens, duramente afetada pelo desemprego e a carestia, se colocasse em luta, num grau crescente de radicalização, capaz de derrubar governos que se sustentavam há décadas, no processo chamado de “Primavera Árabe”. Processo contraditório, pois o imperialismo se relocalizou e se apresentou como “defensor da democracia” para ajudar a descartar militarmente ditadores que até ontem lhe eram caninamente fiéis, possibilidade também aberta pela crise da alternativa socialista, pelo fato de que os povos entraram em luta sem uma alternativa ao capitalismo. Com suas contradições, o processo ainda está em aberto, pois as causas sociais da crise não foram resolvidas, e os povos continuam em luta, numa persistência impressionante, com o foco mudando de um país para o outro.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A persistência da situação de crise socioeconômica que deu origem à crise torna a região um fator permanente de instabilidade geopolítica. A mudança de regime em países que eram aliados de Israel reativou as tensões bélicas entre este país e o também teocrático Irã, inimigo declarado do Ocidente e de Israel e sua situação de possível/provável potência nuclear.</P>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>BRASIL: O PACTO ENTRE OS BANCOS E A BUROCRACIA PETISTA</P>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A segunda situação é a de grandes países periféricos, como Brasil, Rússia, Índia e China, o chamado BRIC, países de grande extensão territorial, grande população e grandes riquezas naturais, que se tornaram a última fronteira do crescimento capitalista nas últimas décadas. A incorporação desses países ao mercado mundial proporcionou às transnacionais capitalistas lucros altíssimos graças aos elevados volumes de mais-valia absoluta, obtida da extensão da jornada de trabalhadores paupérrimos e abundantes, explorados com a parceria de governos dirigidos por partidos ditatoriais, burocráticos e corruptos, conforme a realidade de cada país. Esse processo tem funcionado como uma contra-tendência ao movimento geral de queda da taxa de lucro, e acumula tensões explosivas para o futuro. O mercado interno desses países não pode crescer a ponto de se tornar a principal fonte de dinamismo do sistema, pois os baixos salários são justamente a base da sua atratividade para o capital.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>O Brasil é o último recém-chegado a esse clube e tem sido conduzido de forma bem sucedida, do ponto de vista da burguesia, pelos governos do PT, com Lula e Dilma, que têm como característica a capacidade de representar os interesses do conjunto do capital que opera no país, favorecendo os bancos, o agronegócio, as montadoras, construção civil. O PT consegue contentar todos os setores do capital sem se apoiar em apenas um e com isso consegue legitimidade política e eleitoral para se manter no poder e para aparelhar o Estado, do qual o partido se tornou dependente para obter as rendas da corrupção, cargos nas estatais, fundos de pensão, etc.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>O PT e os partidos de aluguel que compõem a sua base de apoio tornam-se um catalizador dos interesses do Capital que opera no Brasil, seja ele nacional ou estrangeiro, em detrimento de todo o país. Trata-se de um projeto de poder que se pretende um capaz de prolongar-se por décadas.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A gestão petista também tem se mostrado eficiente na contenção social, tanto dos setores mais precarizados da classe trabalhadora, por meio do assistencialismo das bolsas, como do setor mais organizado, por meio do controle dos sindicatos e organismos de luta, como CUT, MST, UNE, que sob controle do PT e seus satélites, se tornaram instrumentos de desmonte das lutas. </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Contra os setores ainda minoritários da classe que se colocam em luta, funciona a repressão pura e simples. As iniciativas de luta que se descolam do controle da direção governista são criminalizadas e duramente reprimidas. Ocupações, greves, manifestações de trabalhadores e estudantes enfrentam ataques da polícia, do judiciário, da mídia, dos jagunços da burguesia, cujos crimes a mando da patronal permanecem impunes. O endurecimento da repressão é uma tentativa do governo Dilma/PT/PMDB de blindar preventivamente o país contra a contestação social, antecipando-se à chegada da crise ao país.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Periodicamente, a oposição burguesa tenta desgastar o governo por meio dos escândalos de corrupção, que vêem desde a era Lula e prosseguem no governo Dilma. Entretanto, os presidentes petistas conseguem desassociar sua imagem pessoal da corrupção e beneficiar-se do crescimento que o país tem experimentado, mesmo no cenário de crise mundial. Fundamental para esse crescimento e para a popularidade dos governantes petistas tem sido a ampliação do crédito.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A “cidadania do crédito” anestesia os trabalhadores no endividamento e no consumismo, projetando uma ilusão de prosperidade que se fixa na subjetividade como uma miragem e oculta um horizonte de prestações sem fim, e torna suportável um cotidiano em que aumenta a exploração, a sobrecarga de serviço, o adoecimento, o autoritarismo das chefias, o assédio moral, etc. O trabalhador sofre e é explorado, mas sonha com a TV de plasma para assistir à Copa do Mundo.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>O crédito estimula o consumo e os demais setores da economia, e tem sido o carro chefe do lucro dos bancos. A parceria entre o governo e os bancos se dá de várias formas. Na gestão da economia, os bancos são parceiros estratégicos, beneficiados seja com os juros altíssimos que alimentam a especulação com a dívida pública, seja com a proteção ao oligopólio financeiro que se alimenta predatoriamente da economia nacional, praticando juros extorsivos, tarifas abusivas, venda casada de “produtos”, superexploração dos trabalhadores, etc. No plano dos negócios, as parcerias entre os bancos e os fundos de pensão, como Previ, Funcef, Petros, feudos controlados com mão de ferro por sindicalistas petistas e aliados, são fundamentais para alavancar obras do PAC, da Copa e Olimpíadas, financiamento a grandes empresas, etc.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Paralelamente, às custas de dinheiro público e negociatas, vão avançando os ataques às conquistas e direitos duramente conquistados. No varejo, o Estado e o Capital vão impondo paulatinamente, através de medidas jurídicas e legislativas pontuais e com a colaboração regiamente paga da Mídia, elementos das (contra)reformas Sindical, Trabalhista e da Previdência. As (contra)reformas vão sendo implantadas homeopaticamente. A bola da vez é o Novo Código Florestal, moldado pelo “comunista” Aldo Rebelo bem a gosto de madeireiros, pecuaristas, reis da soja, mineradoras, Cargill, Monsanto e etc. </P>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>BALANÇO DA CAMPANHA SALARIAL</P>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>No plano da relação entre os bancos e seus trabalhadores, os sindicalistas petistas e seus aliados, no papel de representantes dos bancários, funcionam como um braço da patronal, desconstruindo as lutas e mobilizações, desmontando as campanhas salariais, desorganizando, asfixiando e traindo as greves, desmoralizando os bancários a cada ano. Foi o que aconteceu também em 2011.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>O balanço que apresentamos reflete a visão que temos da campanha salarial a partir de nossa base em São Paulo. No principal centro financeiro do país tivemos mais uma campanha salarial que terminou com uma sensação de frustração. Desde o início da campanha até o final da greve o controle férreo da Articulação/PT e seus satélites impediu que os bancários tivessem uma real participação e mudassem os rumos da campanha.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A preparação da campanha acontece em eventos superestruturais, viciados, sem a participação da base. As Conferências são burocratizadas, repletas de dirigentes sindicais afastados há anos dos locais de trabalho, não se submetem a assembléias, aprovam uma pauta rebaixada, não tiram nenhum calendário de luta e constituem um comando de negociação sem representantes de base. A deflagração da greve acontece sem que haja real mobilização, sem que haja envolvimento da base, sem que haja atividades preparatórias, reuniões, plenárias, assembléias, atos. Ao invés disso, a diretoria faz atos tipo “kinder ovo”, ou seja, reúne de surpresa alguns dirigentes na frente das agências para tirar foto e dizer que está “mobilizando a categoria”.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A greve não é realmente organizada, não há piquetes por região e comandos de greve diários em que os ativistas se reúnam e decidam quais locais paralisar. A greve segue sendo de fachada, ou seja, uma faixa do sindicato na frente das agências e os bancários trabalhando no seu interior. Diretores do sindicato negociam com os gerentes em quais agências e quais dias vão passar. Bancários são deslocados dos seus locais para trabalhar em contingências em outros postos. São disponibilizados “links” com sistema do banco para que os pelegos possam furar greve em casa. Há agências em que os gerentes “liberam” caixas e escriturários para a greve, fechando a agência para os clientes de baixa renda, atendendo os de alta renda e batendo metas. </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Essa greve de fachada não afeta os lucros dos bancos. Trata-se de uma greve consentida ou em certos casos organizada pela própria patronal, ou seja, um “lock-out” contra a população. A greve não paralisa os negócios nem as operações via internet, caixas eletrônicos, compensação de cheques, correspondentes bancários, etc. A greve segue tendo um número importante de trabalhadores paralisados nos bancos públicos, pois as condições de trabalho são cada vez piores e o adoecimento avança e qualquer pretexto serve para não ir trabalhar e não enfrentar o dia a dia do banco. A greve acaba sendo uma espécie de folga ou “férias coletivas”.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Como não há confiança nos dirigentes sindicais, os trabalhadores dos bancos públicos aderem à greve e deixam de ir trabalhar, mas seguem participando em número reduzido dos piquetes, assembleias e atividades de greve, pois vêem pouco sentido em participar de uma campanha que, por todos os elementos acima, permanece sob controle da burocracia. Os trabalhadores que participam do movimento, além de enfrentar os banqueiros, o governo, o judiciário, a repressão, a mídia, ainda tem que enfrentar a própria direção do sindicato. As assembleias são burocratizadas, não se abre direito a falas, não se permite fazer propostas, não se coloca as propostas em votação, não se permite defender as propostas e por último, quando as propostas das oposições ganham uma votação, a mesa não reconhece o resultado. </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Na assembleia do dia 5/10, depois de muita insistência e muita luta os bancários da base puderam apresentar propostas, que foram defendidas pelas oposições e ganharam as votações. Foram aprovados encaminhamentos organizativos para fortalecer a greve: assembleias diárias unificadas no horário das 16:00 para barrar os fura-greves, nenhum acordo que tivesse desconto ou compensação das horas, entre outros. Entretanto, a mesa não reconheceu o resultado e encerrou a assembleia de maneira extremamente autoritária, com direito a provocações e tumulto da sua claque contra os grevistas, conforme vídeo no youtube.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Estava surgindo nas assembleias um processo de auto-organização dos bancários, que se reuniam em plenárias com dezenas de ativistas depois que a mesa encerrava a assembleia. Na plenária do dia 5/10 foi tirado um manifesto dos bancários independentes e grupos de oposição denunciando o crime da diretoria contra a democracia operária, entre outros encaminhamentos para garantir o cumprimento do que havia sido votado. Para impedir que novas rebeliões acontecessem, a diretoria somente chamou nova assembleia 12 dias depois, em 17/10, no horário das 18hs e separando BB, CEF e privados, ou seja, desobedecendo expressamente o que havia sido votado no dia 5. Isso permitiu trazer os furas-greve em massa para aprovar uma proposta rebaixada e encerrar a campanha, exatamente como nos anos anteriores. É também tarefa da Frente Nacional de Oposição Bancária, a nosso ver, refletir e debater com precisão e realismo até que ponto este tipo de greve contribui efetivamente pra organização e avanço da consciência de classe. A quem esse tipo de greve tem servido, em particular nos centros como SP e RJ?</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>

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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>CONSTRUÇÃO DA FRENTE NACIONAL DE OPOSIÇÃO</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>

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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>O comportamento da diretoria do principal sindicato do país, que dá a linha para toda a categoria nacionalmente, não é acidente, engano, omissão ou pura incompetência, mas o resultado deliberado de um projeto, que consiste em perpetuar o cupulismo, a colaboração de classe com os banqueiros e o governo, exatamente pelo fato de que a direção sindical está subordinada a um partido político e não aos trabalhadores, tudo isso alicerçado numa estrutura sindical arcaica e estatizada.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Todos os elementos desse tipo de campanha de fachada tem sido insistentemente denunciados e combatidos pelo Coletivo Bancários de Base desde os anos anteriores, nos nossos panfletos e nas nossas intervenções. Entretanto, os outros coletivos que se reivindicam como oposição (Avesso-Intersindical e MNOB-Conlutas), aceitam acordos com a diretoria para fazer uso do microfone, mas ao falar se omitem na denúncia dos elementos que poderiam questionar o controle da burocracia sobre a campanha. Inclusive na assembleia final esses grupos fizeram uso da palavra, mas não denunciaram o desrespeito às deliberações do dia 5/10, conforme manifesto que esses mesmos grupos haviam assinado. Além do Coletivo Bancários de Base apenas os companheiros que se organizaram em torno do piquete da Ag. CEF da rua 7 de abril, no centro, batalharam por um funcionamento democrático das assembleias que desse aos bancários o controle da campanha.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Para impedir que nas campanhas futuras sejamos retirados da luta sem que tenhamos lutado de verdade, precisamos começar desde já a preparação da próxima campanha salarial. Não há outra forma de termos uma campanha salarial de verdade que não seja com a participação dos bancários e a sua organização a partir dos locais de trabalho, o que tem que acontecer o ano inteiro, não apenas as vésperas da data-base.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Apesar desse quadro em São Paulo, a campanha salarial de 2011 apresentou um diferencial, que foi a atuação da Frente Nacional de Oposição Bancária. Construída a partir dos Encontros de Natal, em março, e Recife, em maio, a Frente buscou construir uma campanha salarial alternativa, com uma pauta de reivindicações que representa as verdadeiras necessidades dos bancários, publicando dois jornais de distribuição nacional, divulgando as atividades da greve na internet, sustentando a luta quando por toda a parte a Articulação e seus aliados a desmontava. A Frente foi a grande novidade em 2011, mas é preciso avançar na sua construção para termos um instrumento de luta mais aperfeiçoado para as campanhas salariais futuras. </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A construção da Frente apresenta de saída uma grave contradição: a sua base social está nos bancos públicos, como Banco do Brasil, Caixa Federal, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, bancos estaduais, onde está o grosso dos grevistas, ativistas e militantes, mas a linha das campanhas salariais é ditada pelos sindicalistas dos bancos privados, ou seja, a direção do sindicato de São Paulo. Em São Paulo está o centro financeiro do país e o maior contingente da categoria, com cerca de 120 mil bancários, dos quais os trabalhadores dos bancos privados são uma esmagadora maioria de 80%. Os trabalhadores dos bancos privados não tem organização interna e acompanham as campanhas salariais como algo feito por outrém em seu lugar. Ao mesmo tempo, constituem a base eleitoral da Articulação e seus aliados, que se mantém no poder graças ao tipo mais rebaixado de sindicalismo, assistencialista, baseado em convênios, etc. (na eleição de 2011 a Articulação e seus aliados ganhou por 83% a 17% da chapa de oposição). A Articulação e seus aliados, a partir do sindicato de São Paulo, controla o Comando Nacional e determina os rumos da campanha de toda a categoria.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Por outro lado, nos estados do norte, nordeste e em outras regiões do país em que os trabalhadores dos bancos públicos estão numa relação numérica mais favorável, existe uma base social que, caso seja organizada, pode disputar os rumos do movimento e inclusive a direção dos sindicatos</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Essa configuração da categoria determina dois focos fundamentais de atuação para a Frente:</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- fortalecer a oposição em São Paulo, principal base da categoria e principal centro financeiro do país. Para as lutas imediatas e campanhas salariais, não há qualquer possibilidade de sucesso sem uma oposição forte e organizada em São Paulo e outros grandes centros, como Rio de Janeiro e Brasília. A derrota da Articulação e seus aliados em algum desses centros é fundamental para que os trabalhadores tenham o controle sobre suas lutas;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- construir grupos de oposição capazes de disputar eleições e resgatar os sindicatos para a luta nas bases dos estados em que há uma correlação numérica mais favorável aos bancos públicos, como norte e nordeste, e outros. Evidentemente, quando falamos em disputar eleições, não se trata de disputar o controle do aparato apenas pelo aparato, mas construir um processo de organização e participação da base que possibilite a formação de uma chapa vitoriosa, baseada no avanço da combatividade e da consciência dos trabalhadores. </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Não basta “participar’ montando chapa para marcar posição e dizer que há contraditório simplesmente. Não basta “dar o nome” e passar os próximos anos esperando a próxima derrota nas urnas, cada vez menos favoráveis a nós nos grandes centros. A nossa participação como alternativa de direção só é válida se estivermos CREDENCIADOS pela postura militante cotidiana e coerente num processo real de intervenção e construção permanente, principalmente pela ação direta.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>

</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>TAREFAS IMEDIATAS</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>

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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Apesar de estar ainda em construção, a Frente Nacional de Oposição Bancária já nasce com uma série de tarefas de grande porte. A partir do que apresentamos acima, entendemos que se colocam como tarefas imediatas:</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Antecipar a preparação da campanha salarial 2012, organizando um Encontro no 1º semestre do ano para preparar uma pauta alternativa e iniciar a agitação dessa pauta na base;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Desenvolver uma campanha alternativa, com atividades, reuniões e mobilizações na base, com calendário próprio, antecipando-se à burocracia para criar, junto com a base, o clima e as condições organizativas da greve;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Romper com os fóruns da Contraf-CUT, em especial a Conferência Nacional dos Bancários, que se tornou um espaço viciado em que os burocratas sindicais encenam a farsa da campanha unificada e “oficial”, e participar apenas de atividades e assembleias que envolvam a base, para levá-la a refletir e romper com a direção governista (conforme a realidade de cada base, isso pode significar a participação ou não nos encontros nacionais bancos públicos);</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Lutar contra a estratégia da mesa única da FENABAN, defendendo a campanha unificada com mesas separadas de negociação. A campanha unificada se organiza em torno da defesa da convenção coletiva como patamar mínimo ou piso de reivindicação. As mesas separadas são o canal para o atendimento das pautas específicas dos trabalhadores do setor privado e do setor público;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Construir uma lista de discussão na internet para socializar com os ativistas das diversas bases as notícias, informes, idéias, debates de interesse dos trabalhadores bancários;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Lutar pelo aprimoramento da OLT, por Conselhos de Delegados Sindicais de caráter deliberativo e com funcionamento regular, pela democracia no movimento, pelo fim dos comandos nacionais de tipo “biônico”;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Lutar por mudanças estatutárias nas entidades sindicais e associativas para criar mecanismos democráticos de funcionamento, como assembleias e plebiscitos frequentes para deliberar sobre as ações mais importantes, funcionamento democrático das assembleias e fóruns do movimento (eleição da mesa, garantia do direito a fala, etc.), proporcionalidade direta nas eleições, rodízio obrigatório de parte da diretoria a cada eleição, limitação do número de eleições, escolha dos liberados em assembleia, prestação de contas transparente e regular, etc.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Intervir nas eleições para os sindicatos, associações e entidades apoiando grupos que se dispuserem a lutar pelo programa da Frente aqui exposto. Essa disputa não deve ser feita com o objetivo de ganhar a qualquer custo, portanto não se pode aceitar alianças com setores da burocracia governista e seus satélites (Articulação, DS, CTB, etc.). O objetivo deve ser sempre o de avançar na organização dos trabalhadores, de modo que as campanhas eleitorais, independente do resultado, sirvam para construir núcleos de ativistas e militantes que se mantenham organizados regularmente para lutar cotidianamente pelo programa da Frente, não apenas em período de campanha salarial ou eleição;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Desenvolver estudos sobre o sistema financeiro, estudando seus efeitos sobre a sociedade: a formação de um oligopólio, a cartelização que avançou durante os governos Lula/Dilma, as fusões e a concentração no setor bancário, os mecanismos de formação dos lucros dos bancos, a especulação com a dívida pública, os juros extorsivos, tarifas abusivas, venda casada e práticas antiéticas, terceirização e precarização do trabalho através de correspondentes bancários, etc. Precisamos entender o projeto estratégico do sistema financeiro nacional que vem sendo aplicado pelos banqueiros e pelo Estado (uma possível fusão de BB e CEF visando sua privatização? Sucateamento e privatização dos bancos regionais e estaduais restantes? Parcerias entre bancos, fundos de pensão e empresas em projetos estratégicos para a burguesia – obras que interessam ao agronegócio, construção civil, etc. - etc.). Esses estudos devem servir para: a) subsidiar iniciativas de formação dos trabalhadores bancários, como cursos, seminários, cartilhas e outras publicações, e b) lançar o debate na sociedade em torno do papel dos bancos, a partir da iniciativa dos trabalhadores bancários, recolocando em pauta a perspectiva da estatização do sistema financeiro;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Desenvolver atividades unificadas com outras categorias durante a campanha salarial, tais como lutar por um calendário unificado de campanha, nas perspectiva de que as greves aconteçam na mesma data, construir assembleias, atos e passeatas unificadas, etc.;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Resgatar nas campanhas salariais e nas eleições as reivindicações históricas da categoria tais como:</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Gerais</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Estabilidade para todos os bancários, sobretudo do setor privado, contra a demissão imotivada;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Eleição de delegados sindicais em todos os bancos, como forma de se iniciar um processo de organização e mobilização dos bancários do setor privado, com as prerrogativas da inamovibilidade, estabilidade, etc., não só nas concentrações, como também nas agências; </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- PCS para toda a categoria bancária;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Licença-maternidade de 6 meses automática para toda a categoria;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Vigência do plano de saúde após a aposentadoria;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Fim das terceirizações e dos correspondentes bancários; </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Incorporação dos terceirizados ao quadro funcional dos bancos: quem trabalha em banco, bancário é;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Contratação de mais funcionários para atender a demanda de serviços bancários;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Fim da segmentação e da discriminação na prestação de serviços bancários; abertura das agências destinadas ao público de alta renda para o atendimento de toda a população, sem distinção;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Redução da jornada de trabalho, sem redução de salários, para 5 horas diárias; </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Expediente bancário de 10 horas, com dois turnos de 5 horas cada, como forma de contratar mais bancários e garantir o atendimento de qualidade para todos, sem distinção;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Fim das metas e do assédio moral;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Banco do Brasil</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Reposição de todas as perdas salariais acumuladas desde o início do plano real até os dias atuais. Visto que essas perdas estão em torno de 100%, patamar que não é considerado realista pelos próprios bancários, defendemos um plano de reposição escalonado;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Isonomia de direitos entre os bancários pré-98 e pós-98, mantendo-se o que for mais vantajoso para os trabalhadores. Deve-se também levar em consideração os direitos dos bancários das instituições incorporadas pelo BB, como o Banco do Estado do Piauí (BEP), Banco do Estado de Santa Catarina (BESC), e Nossa Caixa Nosso Banco, aplicando-se o que for mais vantajoso para o funcionalismo;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Fim do programa de PSO;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Por um Banco do Brasil que volte a ter uma gestão pública, voltada para o atendimento das necessidades de bancarização dos trabalhadores excluídos do sistema financeiro;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Respeito à jornada de 6 horas, extensível para a gerência média;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Fim da lateralidade e volta do pagamento das substituições;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Volta das concorrências, com critérios objetivos para comissionamento;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Fim da co-participação na CASSI, pela cobrança da dívida do Banco para com a Caixa de Assistência; que o Banco se responsabilize pela saúde dos funcionários;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Implantação do plano odontológico sem prejuízo do atual PAS, para todo funcionalismo, à cargo do banco. Que o plano odontológico seja prestado pela própria e CASSI e não por uma empresa terceirizada;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Reajuste para os aposentados pelo mesmo índice concedido ao pessoal da ativa, de modo a que possam a que possam se incorporar às mobilizações e lutas dos bancários.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Caixa Econômica Federal</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Plano de Reposição de Perdas;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Isonomia plena entre novos e antigos, com Licença Prêmio e ATS (Adicional por Tempo de Serviço) para todos;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Implantação de novo PCC/PFC (Plano de Funções Comissionadas) e PSI (Processo Seletivo Interno) com critérios objetivos e pré-definidos, conquistado na última greve e que apresenta objetividade apenas no papel. Na prática prevalece o subjetivo.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Fim da terceirização e dos correspondentes bancários;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Respeito à jornada, às condições de trabalho e à saúde do trabalhador;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Fim da discriminação na FUNCEF e do ônus para os que não abriram mão do benefício definido;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Paridade na FUNCEF e fim do voto de minerva da empresa;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>- Contra o sucateamento e encarecimento do SAÚDE CAIXA.</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify></P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>FUNCIONAMENTO DA FRENTE</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>

</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Para além das tarefas imediatas, a Frente Nacional de Oposição Bancária deve buscar construir um projeto que se paute por um conjunto de princípios comuns aos agrupamentos que a compõem, a partir de um funcionamento regular, democrático e transparente. Entre esses princípios e métodos de funcionamento apresentamos as seguintes propostas:</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>– Ser um espaço de organização dos trabalhadores bancários para lutar por seus interesses imediatos (salário, condições de trabalho, etc.), e seus interesses históricos como parte da classe trabalhadora;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>– Fazer oposição ao governo, que é patrão da metade da categoria bancária e ajuda a promover os ataques para os bancários do setor privado;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>– Lutar contra o sindicalismo de conciliação e negociação, organizar a luta contra a exploração dos trabalhadores bancários, contra as demissões em massa, arrocho de salários, precarização das condições de trabalho, retirada de direitos, adoecimento físico e mental, etc.;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>– Lutar contra a Articulação e seus aliados, que são instrumentos do governo e da patronal no interior do movimento;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>– Construir mecanismos democráticos de funcionamento e respeito à vontade da base, como forma de reconstruir a subjetividade da categoria bancária, retomando a condição dos trabalhadores como autores do seu destino;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>– Funcionar com independência em relação aos governos, patrões e partidos. Tudo que diz respeito à Frente (linha política, conteúdo dos materiais, finanças, etc.) deve ser discutido e decidido nos fóruns da própria Frente, que são soberanos sobre suas questões internas. </P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>– Se sustentar por meio da contribuição dos seus integrantes e por campanhas financeiras impulsionadas pela própria Frente junto aos trabalhadores, não aceitando qualquer tipo de contribuição do governo, da patronal, de ONGs, etc.;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>– Praticar a transparência na prestação de contas e no balanço político das atividades realizadas, como forma de evitar a burocratização e de educar a base para exercer o controle sobre a Frente, que é um instrumento a seu serviço. Pelo menos em uma reunião do mês haverá o ponto de finanças. A prestação de contas estará disponibilizada, por escrito, para qualquer integrante que a solicitar em qualquer tempo;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>– Desenvolver ação permanente e regular sobre a base por meio de panfletagens, atividades de propaganda e formação, seminários, cartilhas, etc., de modo a fazer avançar a consciência da categoria bancária, a partir de iniciativas organizadas pela própria Frente;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>– A Frente estará aberta a todos os agrupamentos e militantes que tiverem acordo com esses princípios gerais, preservando-se a autonomia dos grupos locais em relação às táticas específicas da sua realidade e da sua base de atuação, sua identidade, materiais próprios, funcionamento interno, etc.;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>– A Frente terá como máxima instância deliberativa os Encontros nacionais abertos, a serem realizados indicativamente no mínimo duas vezes por ano, um antes e um depois de cada campanha salarial;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>– A Frente terá uma coordenação indicada pelos agrupamentos locais que a constituem, que será a responsável executiva pela aplicação das resoluções votadas nos seus Encontros nacionais, bem como pelas tarefas de cuidar da comunicação e finanças;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>– A Frente apoiará indicativamente, no interior dos coletivos e entidades que a compõem, medidas que permitam o controle da base sobre os dirigentes, por meio da revogabilidade dos mandatos, rodízio na composição da sua Coordenação e proibição das reeleições indefinidas;</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>

</P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify></P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify></P>
<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify><br>

</P><br>

<br>

<B>On Sáb 10/12/11 11:20 , Evandro Agnoletto evandroagnoletto@yahoo.com.br sent:<br>

</B>
<BLOCKQUOTE style="BORDER-LEFT: #f5f5f5 2px solid; PADDING-LEFT: 5px; PADDING-RIGHT: 0px; MARGIN-LEFT: 5px; MARGIN-RIGHT: 0px"><DEFANGED_BODY>
<DIV style="BACKGROUND-COLOR: #fff; FONT-FAMILY: bookman old style, new york, times, serif; COLOR: #000; FONT-SIZE: 12pt">
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<DIV id=yiv730136108yui_3_2_0_17_132352001712343><SPAN id=yiv730136108yui_3_2_0_17_1323520017123123><VAR id=yiv730136108yui-ie-cursor></VAR>Obrgado Daniel pelo apoio e a compreensão de minha sugestão, e tu tens razão: todos estamos dispostos a construir uma frente de base, uma entidade que seja diferente do que está aí, com atuação diversa do que está aí, pois o que aí está, contrfcut, não serve ou atende às expectativas da classe bancária.</SPAN></DIV>
<DIV><SPAN id=yiv730136108yui_3_2_0_17_1323520017123132>Amigas e amigos, estamos cientes que se começarmos a aprofundar as discussões sobre nossas convicções políticas logo alie, em frente, inevitavelmente divergiremos em algum ou vários pontos, e vejam que isto nem deveria ser um problema, pelo contrário, faria parte do necessário e saudável debate dialético relevante para aprendermos, avançarmos e melhorarmos na solidificação do movimento dos bancários, e fico pensando a razão disto se transformar em cisões irremediáveis e fratricidas, quando deveríamos ter a maturidade de, se vencidos dentro da argumentação, convencidos pela razão, simplesmente não apreendermos e trabalharmos em uma só direção.</SPAN></DIV>
<DIV><SPAN id=yiv730136108yui_3_2_0_17_1323520017123139>Creio que podemos fazer isto, creio que podemos fazer uma discussão em alto nível, desarmados, afinal todos estão aqui para trabalhar pelo conjunto dos bancários, para que aluta e a conscientização avance e se recupere o terreno já perdido nestes últimos dez anos.<br>

Considero legítimo e absolutamente válido que um grupo, ou grupos divirjam sobre política, e mais, que eles trabalhem para tentar convencer aos demais e, de forma respeitosa e equilibrada, tentem convencer aos demais que suas propostas são as melhores para a coletividade, até aí tudo bem, só que a frente nasceu ara uma causa maior e não pode e nem deve ter como ponto central o debate sobre concepções particulares que a coloquem sob risco de fragmentá-la e enfraquecê-la.</SPAN></DIV>
<DIV><SPAN id=yiv730136108yui_3_2_0_17_1323520017123148>Não há saída pessoal, pois teremos que ter um mínimo de unidade para alcançarmos o objetivo da frente, cumprir com a finalidad primeira dela, os trabalhadores e a defesa de seus direitos. É hora de colocarmos nossas concepções políticas em stand by, ou aprendermos a discutí-las e debatê-las de forma tranquila e no sentido de beneficiar a frente e sua unidade.<br>

Política não é religião, pois ultrapassa a mera crença. <br>

Discordância política não é uma ofensa pessoal, pois ela se dá no terreno das idéias, e pelo o que eu sei e já vivi, jamis vi qualquer grupo que tenha detido a verdade absoluta neste campo.<br>

Quando deixamos de ouvir aos outros ou deixamos de considerar o que les dizem, refletir sobre o que eles discordam, atingimos aquele estágio divino de detentores de uma sabedoria integral, que a tudo abrange e a tudo responde, normalmente respostas prontas e automáticas. Deixamos de aprender, estacionamos, na verdade regredimos pois possuir a pretensão de tudo saber é o primeiro passo para a ignorância ilustrada, e este estágio divino pode servir para quem quer se candidatar a papa.</SPAN></DIV>
<DIV><SPAN id=yiv730136108yui_3_2_0_17_1323520017123163>Deixemos os tacapes e os escudos em casa. Façamos as discussões de forma a buscar um avanço verdadeiro para a frente, e tenhamos a coragem de colocar nossas convicções à mesa, para que elas sejam confirmadas, se este for o caso, e refutadas , se assim a maioria entender e demonstrar. Ninguém morrerá por discutir suas idéias sobre as coisas do mundo, morrerá sim a frente se elas não forem discutidas respeitosamente.</SPAN></DIV>
<DIV>Saudemos a divergência fundamentada e inteligente e a política se estabelecerá de maneira saudável e elevada.</DIV>
<DIV>Abraços<VAR id=yui-ie-cursor></VAR> </DIV>
<DIV><BR id=yiv730136108yui_3_2_0_17_132352001712345></DIV>
<DIV style="FONT-FAMILY: bookman old style, new york, times, serif; FONT-SIZE: 12pt" id=yiv730136108yui_3_2_0_17_132352001712349 class=yiv730136108ms__id9504>
<DIV style="FONT-FAMILY: times new roman, new york, times, serif; FONT-SIZE: 12pt" id=yiv730136108yui_3_2_0_17_1323520017123127 class=yiv730136108ms__id9506><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">
<DIV style="BORDER-BOTTOM: rgb(204,204,204) 1px solid; BORDER-LEFT: rgb(204,204,204) 1px solid; PADDING-BOTTOM: 0px; LINE-HEIGHT: 0; MARGIN: 5px 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; HEIGHT: 0px; FONT-SIZE: 0px; BORDER-TOP: rgb(204,204,204) 1px solid; BORDER-RIGHT: rgb(204,204,204) 1px solid; PADDING-TOP: 0px" class="yiv730136108hr yiv730136108yui-non yiv730136108yui-skip"></DIV><B><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">De:</SPAN></B> Daniel <TZITZIMITL@TERRA.COM.BR><br>

<B><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Para:</SPAN></B> Evandro Agnoletto <EVANDROAGNOLETTO@YAHOO.COM.BR><br>

<B><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Cc:</SPAN></B> rgilmar@uol.com.br; MATHEUS DA SILVA CRESPO <M.CRESPO@IG.COM.BR>; marcostinoco@oi.com.br; peduardox@bol.com.br; juva@digi.com.br; beatrizpoliveira@yahoo.com.br; liceucarvalho@yahoo.com.br; gilfm@uol.com.br; ediarasil@ig.com.br; ucs.pernambuco@gmail.com; primozemaria@yahoo.com.br; marciocarsi@yahoo.com.br; evandroagnoletto@yahoo.com.br; kannerb@ig.com.br; martaturra@hotmail.com <br>

<B><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Enviadas:</SPAN></B> Sábado, 10 de Dezembro de 2011 2:00<br>

<B><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Assunto:</SPAN></B> Re: Frente Bancária de Oposição CE rompe com LBI.<br>

</SPAN><br>


<DIV id=yiv730136108>Olá <A rel=nofollow target=_blank ymailto="mailto:comp@s">comp@s</A> da Frente Nacional de Oposição Bancária<br>

<br>

Concordo com o espírito da mensagem do Evandro no sentido de que a construção da Frente como instrumento para a categoria bancária deve ser colocada como prioridade acima dos interesses, projetos, propostas, idéias, concepções de qualquer um dos grupos que a compõem. Somos pequenos ainda e por isso nossa unidade é ainda mais fundamental.<br>

<br>

Alguns dos companheiros com os quais pude conversar ao longo dessa semana consideram importante que todos aqueles que tem acordo com a construção da Frente se apresentem com posições minimamente unificadas em torno do projeto e das tarefas que devem ser aprovadas no Encontro. É preciso sinalizar para aqueles que tem dúvidas ou resistência quanto à construção da Frente a importância e a viabilidade desse projeto, o que torna ainda mais importante a unidade entre nós.<br>

<br>

O ideal seria que estivéssemos fazendo essa discussão preparatória já há algum tempo, mas por uma série de razões isso não foi possível. Com maior antecedência teríamos podido preparar um conjunto de propostas de resoluções minimamente unitárias que representasse melhor uma possível síntese das posições dos vários agrupamentos.<br>

<br>

Apesar do pouco tempo, nós do Coletivo Bancários de Base de São Paulo estaremos discutindo na nossa reunião deste sábado dia 10 um texto de contribuição ao Encontro. Assim que for fechado, o texto será disponibilizado para este grupo, como uma contribuição inicial ao debate. <br>

<br>

Teremos que trabalhar bastante entre todos os grupos durante esta última semana para superar as divergências em torno das questões secundárias e de forma nas propostas de cada agrupamento e para resguardar o que existe o conteúdo comum ao projeto, que é o mais importante.<br>

 <br>

Precisamos viabilizar um grande e vitorioso Encontro e impulsionar a construção da Frente.<br>

<br>

Saudações<br>

<br>

Daniel<br>

Bancários de Base - São Paulo<br>

<br>

<br>

_________________________________________ <br>

“So, understand! You waste your time always searching for those wasted years! <br>

Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!” <br>

<br>

“Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos perdidos! <br>

Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos dourados!” <br>

<br>

Iron Maiden, “Wasted Years” <br>

_________________________________________ <br>

<br>

<br>

<br>

<B>On Qua 07/12/11 17:32 , Evandro Agnoletto evandroagnoletto@yahoo.com.br sent:<br>

</B>
<BLOCKQUOTE style="BORDER-LEFT: rgb(245,245,245) 2px solid; PADDING-LEFT: 5px; PADDING-RIGHT: 0px; MARGIN-LEFT: 5px; MARGIN-RIGHT: 0px">
<DIV style="BACKGROUND-COLOR: rgb(255,255,255); FONT-FAMILY: bookman old style, new york, times, serif; COLOR: rgb(0,0,0); FONT-SIZE: 12pt" class=yiv730136108ms__id9514>
<DIV>Prezadas amigas e prezados amigos, peço licença para manifestar-me pela primeira vez neste grupo e, também já requeiro que todos sejam generosos com o que eu escreverei, uma vez que não acompanho as discussões e, por conseguinte, não as conheço como todos os demais.</DIV>
<DIV>Penso que todo e qualquer projeto de união, frente ou como queiram chamar, que se propõe como tarefa fundamental combater a atual condução sindical exercida pela contrafcut, condução que se caracteriza pela tentaiva de amortecer os conflitos e retirada de direitos de nossos colegas bancários, deveria estabelecer princípios necessários que todos concordariam, princípios que nos são tão caros que mesmo as correntes ideológicas mais diversas entre si mesmas abraçariam, e sei que podemos contruí-los utilizando de bom senso e boa vontade, e, também, por mais que estejamos convictos que nossa forma de ver e conceber o mundo é a correta, e por mais que estejamos absolutamente convencidos de que a política e a forma de luta que julgamos ser as mais indicadas, penso que agora, neste momento, elas devem ser colocadas em um segundo plano e devemos nos concentrar em construir o básico, as fundações de uma alternativa sólida, respeitável e viável para os bancários e trabalhadores em geral.</DIV>
<DIV>Creio que se nos aprofundarmos em questões ideológicas e políticas na atual conjuntura e no presente estágio da Fnob, correremos o sério risco de sermos extraordinários defensores e teóricos de noossas concepções, porém poderemos ter que manifestá-las em um deserto e para um público bastante restrito.</DIV>
<DIV>Isto quer dizer então que devemos esquecer nossos princípios e convicções que nos são tão caras, que fazem parte de nossa própria identidade enquanto indivíduos e sujeitos políticos? Não, não quer dizer isto, só quer sugerir que para podermos discutir convicções e idéia progressistas precisamos de duas coisas necessárias:</DIV>
<DIV>1 -  Ter uma categoria de classe que acredita em nossos esforços e, portanto, está preparada e disposta a nos ouvir;</DIV>
<DIV>2 - Não esquecermos das necessidades e apuros reais do quotidiano desta categoria.</DIV>
<DIV>Para avançarmos na discussão política ou elevarmos a consciência política de nossa categoria (não gosto de considerar os meus colegas como inconscientes, mas vá lá), primeiro, antes de tudo temos que atacar as coisas mais urgentes e depois precisaremos de tempo para fazer esta discussão com muita calma e tolerância para com aqueles que pensam de forma diversa, afinal, dogmas caem muito bem em religiões e nunca em uma discussão dialética ou dialógica, como queiram.</DIV>
<DIV>Precisamos de tempo e muito trabalho, coerência, transparência e uma grande dose de boa vontade e tolerância ao diverso, enfim, precisamos reaprender a aprender e para isto, precisamos ouvir mais do que fazemos hoje.</DIV>
<DIV>A anberr começou com sete celerados, hoje tem cerca de 25% dos reg e replan não saldados, sócios de todas as ideologias possíveis e imaginárias, e como a anberr consegue implementar as suas atividades? Consegue porque tudo é decidido pelos próprios sócios, exaustivamente discutido e votado, com respeito e tolerância. Foi assim a decisão de participar na Fnob, uma discussão de três meses, um debate acirrado, e na votação a proposta de paticipar venceu com cerca de 92%. E o que os outros 8% que não queriam fizeram? Nada, acataram a decisão e hoje trabalham como se tivessem votado pela participação, e por quê? Porque tiveram todas as oportunidades de se manifestarem e por todas as vezes que quiseram. Foram contrariados, contraditados, mas com respeito e com argumentos.</DIV>
<DIV>O que pretendo dizer é que se não tivéssemos feito este processo, se não tivéssemos esperado ou respeitado o tempo que as pessoas precisavam, se não tivésemos feitos discussões importantes e tão necessárias antes de propor uma participação na Fnob, certamente a participação seria amplamente rejeitada, e ao sê-la, não poderíamos ter avançado tanto na elucidação do que hoje representa a contrafcut e seus sindicatos no movimento dos bancários. Tempo, paciência e ouvir, considerar a divergência, quando honesta e sincera, legítima e digna de ser avaliada e debatida, por fim, contrargumentar com respeito e claramente.<br>

Depois que conseguirmos isto, depois que entendermos que política não é religião, e que portanto ultrapassa o terreno do sagrado e da crença meramente sensitiva, poderemos pensar em construir algo que resista as mais acirradas discussões e discordâncias.</DIV>
<DIV>Não se constrói nada sozinho ou querendo impor um pensamento hegemônico através da força, coação ou retaliação.O vice-presidente da anberr, Jorge Nascimento, estará presente no encontro da Fnob com uma sugestão clara e sincera para todos: façamos esta união em nome de uma classe de trabalhadores, afinal, esta é a verdadeira razão de qualquer entidade existir. O resto veremos depois, com muito respeito, honestidade e tolerância.<br>

Abraço para todos</DIV>
<DIV>evandro <VAR id=yiv730136108yui-ie-cursor></VAR></DIV>
<DIV><br>

</DIV>
<DIV style="FONT-FAMILY: bookman old style, new york, times, serif; FONT-SIZE: 12pt" class=yiv730136108ms__id9515>
<DIV style="FONT-FAMILY: times new roman, new york, times, serif; FONT-SIZE: 12pt" class=yiv730136108ms__id9516><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt" class=yiv730136108ms__id9517>
<DIV style="BORDER-BOTTOM: rgb(204,204,204) 1px solid; BORDER-LEFT: rgb(204,204,204) 1px solid; PADDING-BOTTOM: 0px; LINE-HEIGHT: 0; MARGIN: 5px 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; HEIGHT: 0px; FONT-SIZE: 0px; BORDER-TOP: rgb(204,204,204) 1px solid; BORDER-RIGHT: rgb(204,204,204) 1px solid; PADDING-TOP: 0px" class=yiv730136108hr></DIV><B><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">De:</SPAN></B> "rgilmar@uol.com.br" <br>

<B><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Para:</SPAN></B> MATHEUS DA SILVA CRESPO <br>

<B><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Cc:</SPAN></B> marcostinoco@oi.com.br; peduardox@bol.com.br; juva@digi.com.br; beatrizpoliveira@yahoo.com.br; liceucarvalho@yahoo.com.br; gilfm@uol.com.br; ediarasil@ig.com.br; ucs.pernambuco@gmail.com; primozemaria@yahoo.com.br; marciocarsi@yahoo.com.br; tzitzimitl@terra.com.br; evandroagnoletto@yahoo.com.br; kannerb@ig.com.br; martaturra@hotmail.com <br>

<B><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Enviadas:</SPAN></B> Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011 2:04<br>

<B><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Assunto:</SPAN></B> Re: Frente Bancária de Oposição CE rompe com LBI.<br>

</SPAN><br>


<DIV id=yiv730136108>Camaradas, 
<DIV></DIV>
<DIV>Concordo com Mateus a respeito da conjuntura internacional e brasileira. O velho continente enfrenta graves crises e o império americano se treme nas bases. Penso que em 2012 a luta será Ã¡rdua. Já se percebe que neste final de ano os bancários estão sendo obrigados a tirar leite de pedra e explorar até a alma dos correntistas. Os superintendentes estão tratando seus gerentes como fantoches, obrigando-os a cumprirem metas inatingíveis e ainda mandam cartas de cobranças para os demais bancários, tendo ao final um ditado Ã¡rabe que diz "quando se quer fazer alguma coisa se faz, quando não se quer, inventa uma desculpa".</DIV>
<DIV></DIV>
<DIV>O terror tende a ser maior no ano que vem. Â O cenário Ã© preocupante. Os trabalhadores precisam discutir alternativas para se defender dos descomissionamentos, redução de quadro e demissões.</DIV>
<DIV></DIV>
<DIV>Diante desse quadro, pergunta-se: _ Quem poderá nos salvar?</DIV>
<DIV>Claro que não será Chapolin Colorado, o personágem do humor infantil de Chaves. Â Mas, nós mesmos, que teremos que enfrentar os leões, combater os ursos para não sermos engolhidos por eles. Para isso, somente a união dos camaradas, mesmo com as suas divergências políticas.</DIV>
<DIV></DIV>
<DIV></DIV>
<DIV>A FNOB aponta para o caminho do fortalecimento da categoria bancária. O Encontro no Maranhão pode servir de laboratório para se produzir o antídoto contra o veneno que o capital injeta na veia do trabalhador. Ã? preciso somais mais do que dividir com expulsões porque o outro discordou de algo que não Ã© relevante.</DIV>
<DIV></DIV>
<DIV></DIV>
<DIV>Eu não estarei fisicamente nesse encontro. Preferi dar oportunidade para os mais jovenes. Eles já são maioria no meio bancário e precisam se envolver nessa luta. Espiritualmente estarei criando expecitativas de que será um grande centro de debates e preparação para as ações que farão a categoria amadurecer e se fortalecer mais.</DIV>
<DIV></DIV>
<DIV>Gilmar</DIV>
<DIV><br>

<br>

<br>


<DIV style="BORDER-BOTTOM: rgb(204,204,204) 1px solid; BORDER-LEFT: rgb(204,204,204) 1px solid; PADDING-BOTTOM: 0px; LINE-HEIGHT: 0; MARGIN: 5px 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; HEIGHT: 0px; FONT-SIZE: 0px; BORDER-TOP: rgb(204,204,204) 1px solid; BORDER-RIGHT: rgb(204,204,204) 1px solid; PADDING-TOP: 0px" class=yiv730136108hr></DIV>Em 06/12/2011 18:39, <B>MATHEUS DA SILVA CRESPO < m.crespo@ig.com.br ></B> escreveu:<br>


<DIV>Camaradas,</DIV>
<DIV></DIV>
<DIV>Devo confessar a vocês que muitas outras coisas me preocupam muitíssimo mais nestes dias do que esta polêmica do Ceará e as escaramuças entre PSTU e LBI. A revolução popular que segue sendo travada nas ruas do Egito, Líbia, Iêmen e Líbia, com divisões internas entre os revolucionários deste país e setores inteiros repudiando a saída democrático-burguesa do governo que assumiu no lugar do Kadafi; a crise polítca do governo Dilma e seu 7o ministro demitido; mas PRINCIPALMENTE A EUROPA QUEBRADA, com Itália, Espanha e Portugal (todos muito maiores que a Grécia) completamente falidos, colocam a luta de classes num patamar nunca visto nas Ãºltimas décadas!</DIV>
<DIV></DIV>
<DIV>Vai vir porrada, arrocho, recessão e o diabo no Brasil! O 3o trimestre já foi de PIB zero! Vem demissão, recessão, mais aumento da inadimplência por aí... E a luta contra a burocracia vai ficar ainda mais encarniçada. A FNOB nunca foi tão necessária e nosso encontro tem a responsabilidade de responder a isso.</DIV>
<DIV></DIV>
<DIV>Como se não bastasse, a greve do BASA, os ataques no BB e CEF, etc. Muitas coisas e muito mais graves que a disputa interna ao MOB do CE...</DIV>
<DIV></DIV>
<DIV>Mas, mesmo assim, não poderia deixar passar em branco este relato do que se passa lá. Por parecer que "não Ã© conosco" ou por todos acharmos um pouco que "com a LBI não dá para lidar mesmo", o assunto tende a passar batido, mas ele Ã©, sim, grave e abre um precedente perigoso.</DIV>
<DIV></DIV>
<DIV><B>O PSTU</B> (vamos ser claros! Não Ã© MNOB CE, MAIS, independentes ou quem seja;  Ã© o PSTU quem organizou e definiu a expulsão) <B>acaba de expulsar um grupo de uma Frente Ãšnica que ele dirigia por este grupo expressar diferenças políticas!</B> A LBI Ã© ultraesquerdista, Ã© sem método, etc., etc.: tudo isso. Tanto Ã© assim que o PSTU e qualquer outro tem todo o direito de não querer compor Frente Ãšnica nenhuma com eles ou com quem mais entederem não ser adequado. Mas que digam dessa forma e que cheguem a esta conclusão: "a LBI Ã© ultra, não aguentamos mais suas críticas e não queremos mais atuar num mesmo organismo com eles". Beleza. Cada um faz outro grupo independente, ou até que se digladiem para ver quem herda o espólio do nome, etc. Tudo se poderia aceitar.</DIV>
<DIV></DIV>
<DIV>Mas o PSTU, ao invés de fazer isso, coloca as polêmicas políticas no terreno moral, sendo eles mesmo contra a moral proletária por isso, despolitizando o debate e tratando todo mundo por caluniador, quando faz críticas políticas. No episódio da ocupação e desocupação da reitorioa da USP, a LER, o PCO e grupos estudantis variados de SP foram chamados de caluniadores e acusados de atentar contra a moral operária, etc. pelo PSTU. Antes disso, foram, acho que nesta ordem, os companheiros do MR, GAS e Espaço Socialista a sofrer a mesma desqualificação. A Anberr também já passou pelo mesmo. Ou seja, ninguém tem moral para o PSTU. Só eles. Porque tratam como "calúnias" as críticas de que eles capitularam numa greve, entregaram uma luta, se aliaram a um pelego, estão adaptados Ã  democracia burguesa, etc. Mas eles podem chamar a própria LBI de ultraesquerdista, o PSOL de reformista, nós todos de divisionistas, porque isso não Ã© calúnia; Ã© a verdade! </DIV>
<DIV></DIV>
<DIV>Um absurdo! Minhas críticas políticas e adjetivações podem, porque são corretas; as dos outros não, porque são mentira... Que método e que moral são esses?</DIV>
<DIV></DIV>
<DIV>Pode-se não concordar com nenhuma das críticas da LBI, e quem me conhece minimamente, ou ao MR, sabe que nós divergimos deles em quase tudo, mas dizer que eles não podem fazer críticas ou polêmicas pois isto Ã© caluniar Ã© uma vergonha, um método stalinista! Nós mesmo poderíamos nos sentir "caluniados" pela LBI, DUAS VEZES! 1o porque, na crítica Ã  condução da greve, quando eles criticam o MNOB e os 3 sindicatos da oposição, por ignorância desconhecendo a FNOB, as críticas também servem para nós e certamente estamos incluídos naquele balanço dos que "capitularam". Em 2o lugar,  porque, segundo eles, também estamos entre os que são contrarrevolucionários e militaram junto com a OTAN na Líbia, já que nossa posição Ã© quase 100% a mesma do PSTU.</DIV>
<DIV></DIV>
<DIV>Mas o que isso tem a ver com calúnia moral? Calúnia moral Ã© o que fez o PSTU ao dizer que os dirigentes do RN estavam saindo do partido deles para manter privilégios e a liberação sindical (os "degenerados"!). Calúnia moral Ã© chamar aos que foram expulsos e construiram o Movimento Revolucionário de "entristas a serviço de outra organização", sem provas, sem cabimento e sem dignidade alguma, inventando uma fábula ridícula para assustar seus militantes. Por outro lado, calúnia moral contra o PSTU seria dizer que há caixa 2 em algum sindicato deles, em congressos da Conlutas, etc. Isso sim justificaria esse termo e seria algo que realmente exigiria provas ou um repúdio completo. A Ãºnica coisa de todos os textos da LBI que chega a 1% disso Ã© a passagem que cita "corrupção política e material", em um Ãºnico dos materias e timidamente, sendo 99% as críticas polítcas (desvairadas ou não). Mas longe dos ataques e campanhas difamatórias e stalinistas q ue tanto já vimos partir do próprio PSTU.</DIV>
<DIV></DIV>
<DIV>Por isso, a não ser que se demonstrem outros elementos, a expulsão da LBI com este argumento moral Ã© vergonhosa! Dividir o MOB para mim Ã© compreensível. Não tem nada demais chegar Ã  conclusão que uma Frente não pode mais continuar. Mas travestir isso de uma disputa entre os portadores da moral revolucionária e os hereges Ã© uma barbaridade. Daqui para a frente, quem serão os próximos "caluniadores" merecedores de expulsão? Todos os que rompem politicamente com um partido, o fazem por diferenças que, se forem expressas, por este critério do PSTU, Â serão consideradas calúnias. O mesmo para qualquer organização que lhes aponte traições (reais ou não, mas que expressam a OPINIÃO POLÃ�TICA de um grupo ou pessoa). esse método de considerar quem discorda como inimigo de classes é o que partidos stalinistas fazem, inclusive "punindo" quem rompe consigo.</DIV>
<DIV></DIV>
<DIV>Por este critério, nenhuma organização ou grupo que compõe a FNOB escapa, pois dentro do MNOB as polêmicas que fazíamos eram desse estilo, hoje denunciadas como "calúnias" pelos promotores e juízes, ao mesmo tempo, da moral revolucionária, do PSTU. Algo, sem dúvida, muito complicado! Ainda mais quando estamos discutindo justamente a necessidade de atuar em comum ,mas sabendo respeitar as diferenças, sem hegemonismos, tratoramentos e imposições ou coações. Fica para pensarmos...</DIV>
<DIV></DIV>
<DIV>Abraço a todos, e tomei a liberdade de, concordando com o aspecto da segurança e não publicização desta discussão - como sugeriu a Marta -, acrescentar o Márcio, o Daniel, o Sílvio e o Evandro, camaradas da FNOB e que, mais cedo ou mais tarde,  também vão se deparar com estas discussões.</DIV>
<DIV></DIV>
<DIV>Matheus Crespo</DIV>
<DIV>P.S.: O encontro vai ser produtivo, independente disso. Temos uma polítca acertadas até agora e estamos apostando na base e não nas cúpulas para ter uma alternativa. A guerra de correntes não vai nos contaminar se mantivermos isso bem claro.</DIV>
<DIV class=yiv730136108gmail_quote>Em 2 de dezembro de 2011 16:49, marta turra <SPAN dir=ltr><<A href="http://mce_host/compose?to=martaturra@hotmail.com" rel=nofollow target=_blank>martaturra@hotmail.com</A>></SPAN> escreveu:<br>


<BLOCKQUOTE style="BORDER-LEFT: rgb(204,204,204) 1px solid; MARGIN: 0px 0px 0px 0.8ex; PADDING-LEFT: 1ex" class=yiv730136108gmail_quote>
<DIV>
<DIV dir=ltr>Puta que o pariu! Problemas! Queremos construir e tem estes entraves. Muita calma nesta hora! Não podemos transformar este encontro numa guerra. Ajudem please! Este email está limitado a poucas pessoas. Avaliem muito bem. Até o MA<br>

<SPAN style="FONT-FAMILY: cursive" class=yiv730136108ms__id9526><B><I>Marta Turra<IMG alt="" src="http://gfx2.hotmail.com/mail/w3/pr01/emoticons/rose.gif"></I></B><br>

<B><I>Saudações com lutas!</I></B></SPAN><br>


<DIV><br>


<DIV style="BACKGROUND-COLOR: rgb(255,255,255); FONT-FAMILY: verdana, helvetica, sans-serif; COLOR: rgb(0,0,0); FONT-SIZE: 10pt" class=yiv730136108ms__id9527>
<DIV style="FONT-FAMILY: verdana, helvetica, sans-serif; FONT-SIZE: 10pt" class=yiv730136108ms__id9528>
<DIV>
<DIV style="BACKGROUND-COLOR: rgb(255,255,255); FONT-FAMILY: verdana, helvetica, sans-serif; COLOR: rgb(0,0,0); FONT-SIZE: 10pt" class=yiv730136108ms__id9529>
<DIV>Companheiros, estamos enviando anexo e colado abaixo, a ata redigida após a Reunião da Frente Bancária de Oposição realizada em 26.11.2011 em Fortaleza que resolveu excluir da Frente Bancária de Oposição a TRS/LBI/MOB em consequencia das notas divulgadas e caracterizadas como desrespeitosas e prejudiciais a boa convivência do agrupamento de Oposição.<br>

A Frente Bancária de Oposição segue em frente em sua composição na qual participam o MNOB CE, o MAIS (Movimento de Autonomia e Independência Sindical) e vários bancários de atuação independentes que levam um combate contra a direção do Sindicato dos Bancários do Ceará e a Contraf/CUT e pretendem formar uma chapa de Oposição para disputar a eleição do sindicato no próximo ano.</DIV>
<DIV>Fernando Saraiva<br>

<br>

obs. Seguem também anexas as duas notas da LBI que provocaram o rompimento.</DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: center"><B><SPAN lang=PT-BR>Ata reunião da Frente Bancária de Oposição â€“ 26.11.2011</SPAN></B></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: center"><B><SPAN lang=PT-BR><br>

</SPAN></B></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>Presentes 13 membros: Ailton, Fernando Saraiva, Daniel Welton, Adroaldo, Carlos Alberto e Afonso do Banco do Brasil; Assis, Henrique, Idelfo, Dorisval do Banco do Nordeste; Januario e Augusto Cezar da Caixa EconÃ?mica; Hyrlanda do Bradesco.</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR><br>

</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>Início: 10hs</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR><br>

</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>Mesa: Henrique BNB</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR><br>

</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>Pauta da reunião:</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>1. </SPAN><SPAN lang=PT-BR>Informes</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>2. </SPAN><SPAN lang=PT-BR>Balanço da Frente Bancária de Oposição</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR></SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>OBS.: Carlos Alberto propÃ?s incluir o ponto Balanço da Greve. Houve manifestação contrária do Ailton. Após defesa das propostas, foi encaminhada votação. Foi aprovada a pauta acima sem o balanço da greve por 6 x 3 com 1 abstenção. </SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR></SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>1. </SPAN><SPAN lang=PT-BR>Informes</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR></SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>Henrique: Campanha 10% do PIB para a educação Pública Já</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR><br>

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<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>Hyrlanda: Encontro da Frente Nacional de Oposição Bancária - FNOB no SEEB - Maranhão nos dias 17 e 18 de dezembro de 2011.</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR></SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>2. </SPAN><SPAN lang=PT-BR>Balanço da Frente Bancária de Oposição</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR></SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>Em função do teto de 11h30, a mesa encaminhou 13 intervenções de 4 minutos. </SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR></SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>Ailton solicitou questão de ordem propondo a leitura das notas â€œBalanço do MOB â€“ Greve dos Bancáriosâ€� e â€œTraição! PSTU na Líbia se une a OTAN e aqui se junta a Cid Gomes e aos pelegos da APEOC para acabar com a nossa greve!â€� de autoria da LBI/MOB. A Mesa propÃ?s a leitura das notas com cópias distribuídas na reunião e foi indicado que a leitura fosse realizada pela Hyrlanda representante da LBI, responsável pelas notas que se negou a fazê-lo, sendo encaminhada em seguida a leitura da primeira nota pelo Fernando Saraiva do MNOB CE e a segunda pelo Ailton do MAIS bancário. </SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR></SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>Após a leitura, foi encaminhada 13 intervenções de 4 minutos sobre a questão em pauta.</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR></SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>Ailton e Hyrlanda solicitaram direito de resposta Ã  mesa após as falas por terem se sentidos ofendidos nas intervenções. A mesa concedeu 2 minutos para ambos.</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR></SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>Encaminhamentos:</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR></SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>A) Proposta 1 â€“ Henrique/Ailton: Continuidade da Frente Bancária de Oposição sem a LBI/MOB em virtude das calúnias apresentadas nas notas acima descritas.</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR></SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>Proposta 2 â€“ Irlanda/Augusto Cezar: Nova reunião para aprofundar a discussão.</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR><br>

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<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>Com a plenária esclarecida das propostas, foi encaminhada a votação. A proposta 1 vence de 8 votos a 4 com 1 abstenção.</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR></SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=PT-BR>B) Reunião da Frente Bancária de Oposição para iniciar a discussão de programa no dia 03 de dezembro (sábado), as 9hs, no Sintsef.</SPAN></DIV>
<DIV style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 0in"><SPAN lang=PT-BR></SPAN></DIV></DIV></DIV></DIV></DIV></DIV></DIV></DIV></BLOCKQUOTE></DIV><br>

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