<div>Nesta tensa (por conta do ataque fascista ao Pinheirinho), agitada (nossos camaradas também estão se deslocando ao Egito) e insuportavelmente quente (sensação de mais de 40 graus) madrugada portoalegrense, folgo em ver o texto dos camaradas do BdB-SP pronto e, na minha opinião, impecável. Nem uma vírgula sequer a reparar, na minha opinião.</div>
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<div>Por mim, talvez apenas com a permissão de colocarmos um "quadradinho" bem pequeno sobre o ataque que está ocorrendo na CEf quanto ao banco de horas, o jornal já está finalizado e pronto para ser diagramado.</div>
<div><br>Saudações revolucionárias<br></div>
<div class="gmail_quote">Em 23 de janeiro de 2012 02:09, Daniel <span dir="ltr"><<a href="mailto:tzitzimitl@terra.com.br">tzitzimitl@terra.com.br</a>></span> escreveu:<br>
<blockquote style="BORDER-LEFT:#ccc 1px solid;MARGIN:0px 0px 0px 0.8ex;PADDING-LEFT:1ex" class="gmail_quote">Olá <a href="mailto:comp@s" target="_blank">comp@s</a> da Frente<br><br>Segue proposta de texto texto sobre Encontro e construção da Frente para o primeiro jornal de 2012<br>
<br>Daniel<br>Bancários de Base - SP<br><br>_________________________________________ <br>“So, understand! You waste your time always searching for those wasted years! Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!” <br>
“Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos perdidos! Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos dourados!” <br>Iron Maiden, “Wasted Years”<br> _________________________________________ <br>
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<p style="MARGIN-BOTTOM:0cm" align="center">O III Encontro da Frente Nacional de Oposição Bancária </p>
<p style="MARGIN-BOTTOM:0cm" align="center">e a construção de uma alternativa combativa, democrática e de base.</p>
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<p style="MARGIN-BOTTOM:0cm" align="justify">Nos dias 17 e 18 de dezembro de 2011 realizou-se em São Luiz, MA, o III Encontro da Frente Nacional de Oposição Bancária, com a presença de dezenas trabalhadores bancários representando os sindicatos do MA, RN, a Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (AEBA, que dirigiu a histórica greve de 77 dias), a Associação Nacional dos Beneficiários do Reg-Replan (ANBERR, da Caixa Econômica Federal), e os grupos de oposição Bancários de Base – SP, Bancários de Base – RS, e Unidade Coletivo Sindical (UCS), PE. Além desses coletivos, que estão diretamente envolvidos na construção da Frente, o Encontro foi aberto também a representantes de outras correntes e entidades e aos trabalhadores da base do Maranhão.</p>
<p style="MARGIN-BOTTOM:0cm" align="justify">O Encontro teve como pauta a situação internacional e nacional em geral, a situação da categoria bancária, o balanço da última campanha salarial e a construção da Frente, com as tarefas que teremos para 2012. Os debates do Encontro tiveram como eixo fundamental a ruptura com a Contraf-CUT e a construção de uma alternativa combativa, democrática e de base. Há décadas a Contraf-CUT, entidade comandada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, dirige as campanhas salariais dos bancários e impede o avanço das nossas lutas. Os bancos seguem tendo lucros bilionários cada vez maiores e os bancários seguem enfrentando sobrecarga de trabalho, assédio moral, adoecimento, demissões, insegurança, em doses também sempre maiores.</p>
<p style="MARGIN-BOTTOM:0cm" align="justify">Nos bancos privados abandonou-se a luta pela estabilidade no emprego, de modo que os trabalhadores não possuem organização para enfrentar os banqueiros a partir de cada local de trabalho, o que se manifesta a cada ano nas campanhas salariais. Nos bancos públicos abandonou-se a luta pela reposição de perdas (que estão entre 90% e 100% desde o plano Real), pela isonomia, contra o sucateamento da saúde e da previdência, e sobretudo contra a gestão privatista. Isso acontece porque a CUT, controlada pelo PT, tem como prioridade impedir o enfrentamento com o governo, que por sua vez é amigo dos banqueiros, um dos setores que mais lucram no país.</p>
<p style="MARGIN-BOTTOM:0cm" align="justify">Diante disso os bancários não têm outra alternativa a não ser construir uma organização independente, que se organize para as lutas e campanhas salariais sem esperar pela burocracia da Contraf-CUT. A Frente surge como projeto, ainda em construção, para contribuir para esse processo de organização da categoria, a partir do eixo fundamental de ruptura com a CUT.</p>
<p style="MARGIN-BOTTOM:0cm" align="justify">É isso que nesse momento nos separa dos demais grupos que se colocam como oposição, como MNOB e Intersindical, que ainda admitem participar dos fóruns de organização da Contraf-CUT e até mesmo compor chapas sindicais com setores cutistas. Os componentes da Frente não se recusam a trabalhar em conjunto com outros coletivos de oposição, nas situações em que a luta contra os banqueiros e o governo assim o exigir, mas temos como diferença fundamental a concepção de que é preciso romper definitivamente com a CUT em todos os níveis.</p>
<p style="MARGIN-BOTTOM:0cm" align="justify">Além disso, temos também diferenças de método. A Frente tem em seu interior, como dissemos, diferentes concepções políticas, mas não é controlada por nenhum partido ou organização que tenha outros interesses. As decisões da Frente são tomadas em seus próprios fóruns, como os Encontros Nacionais, que são abertos e democráticos, e não nos gabinetes dos dirigentes. Os coletivos que compõem a Frente são autônomos e prestam contas aos trabalhadores das suas bases. Os componentes da Frente, estando na diretoria ou na oposição, tiram suas decisões em assembleias e reuniões abertas. Não há na Frente disputa por cargos e aparatos, há a luta para organizar os trabalhadores, em defesa das suas reivindicações históricas. Foram essas as concepções reafirmadas no Encontro de São Luiz e que vão nortear nossas tarefas para 2012.</p>
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