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Segue proposta de texto sobre auto-organização para o jornal.<br>
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Daniel<br>
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“So, understand! You waste your time always searching for those wasted years! Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!” <br>
“Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos perdidos! Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos dourados!” <br>
Iron Maiden, “Wasted Years”<br>
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PELA AUTO-ORGANIZAÇÃO DOS BANCÁRIOS<br>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Em todos os bancos, em todos os locais de trabalho, nas agências e departamentos, a situação é a mesma: excesso de serviço, excesso de clientes, cobranças da gerência, assédio moral, ameaças, demissões, adoecimento, stress, insegurança. Esse é o quadro tanto nos bancos privados quanto nos públicos, em que o governo é o patrão.</P>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Enquanto isso, as entidades que “representam” os trabalhadores, sindicatos e associações, se omitem e deixam o massacre acontecer. Esses “representantes” não comparecem aos locais de trabalho, não visitam as agências e departamentos, não fazem reuniões, a não ser eventos “para inglês ver”, para tirar fotografia e colocar na Folha Bancária. Concretamente, não há nenhum enfrentamento contra os bancos em defesa dos nossos direitos e condições de trabalho. </P>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Nas campanhas salariais, os reajustes ficam sempre abaixo das nossas necessidades, mas o sindicato diz que há “aumento real” acima da inflação (mas todos sabem que os índices de inflação não retratam o aumento dos itens mais consumidos pelos trabalhadores, como alimentos, transporte, aluguéis, serviços, etc.). Ou seja, nossa situação está cada vez pior, mas nossos “representantes” só falam em vitórias...</P>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Não podemos contar com esses “representantes”, mas também não podemos continuar nessa situação! A única solução é a auto-organização!</P>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>A auto-organização começa nos próprios locais de trabalho, nas conversas nos corredores, na pausa para o café, na saída do trabalho. É importante que os bancários discutam suas situação, se comuniquem, troquem experiência. Esse é o primeiro passo. A partir de simples conversas, reuniões informais, chegamos à conclusão de que nossos problemas não são individuais, não são culpa desde ou daquele gerente mais “carrasco”, deste ou daquele local, deste ou daquele banco. Os problemas são coletivos, são problemas de uma categoria de trabalhadores. A partir dessa conclusão a auto-organização dá mais um passo quando os trabalhadores decidem coletivamente buscar maneiras de reagir contra essa situação.</P>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Foi desse impulso que surgiu o Coletivo Bancários de Base. Temos esse nome porque somos exatamente isso, bancários e bancárias, de bancos públicos e privados, que estão no dia a dia das agências e departamentos, atendendo clientes, suportando a cobrança de gerentes, lutando contra essas condições de trabalho. Somos de base porque não estamos na cúpula, não temos nem visamos cargos e mandatos de qualquer tipo. Queremos apenas nos organizar coletivamente para lutar contra a situação em que estamos, no dia a dia e nas campanhas salariais. </P>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Fazemos parte da Frente Nacional de Oposição Bancária, porque fazemos parte de uma categoria que é nacional, e os problemas que enfrentamos se repetem em todo o país. Assim como o Coletivo Bancários de Base, existem em todo o país outros coletivos de trabalhadores que se auto-organizaram e que hoje fazem parte da Frente. Coletivos que defendem todo tipo de idéias, desde socialistas, anarquistas ou sem posição política, mas que têm em comum a luta para melhorar nossos salários e condições de vida. A Frente se compõe de diversas visões, mas não é controlada por nenhum partido eleitoral que defenda outros interesses.</P>
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<P style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" class=western align=justify>Não temos a receita pronta nem a solução para todos os problemas. O que temos é a experiência de quem já está há anos lutando para organizar os trabalhadores, contra a direção do sindicato, discutindo de forma autônoma, editando nossos jornais com nossos próprios recursos, elaborando coletivamente as matérias. Trazemos a proposta de auto-organização, porque sabemos que nossas forças são pequenas, e que é preciso que se formem muitos outros coletivos de bancários e bancárias, em cada local de trabalho. A partir disso, precisamos construir um movimento de trabalhadores para juntos encontrarmos coletivamente maneiras de melhorar a situação de nossa categoria.<br>
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