[Bancariosdebase] Enc: Enc: [oposicao_bancaria] Terceirizados irregulares...

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Quinta Agosto 26 17:30:42 UTC 2010







Prezados companheiros, manos e minas.

Nesta repostagem talvez se encontre uma das razões do porquê empresas estatais 
lucram tanto quanto as empresas privadas.

Um forte abraço.

Màrcio

  
São Paulo, quinta-feira, 26 de agosto de 2010   
 
 Estatais terão seis anos para pôr fim a terceirizados irregulares 
Decisão do TCU vale para 134 empresas; número de trabalhadores ilegais não foi 
indicado 

Após identificá-los, as estatais terão de encerrar contratos com as empresas e 
realizar concursos públicos
DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA 

O Tribunal de Contas da União deu prazo de seis anos para que as 134 empresas 
estatais identifiquem seus trabalhadores terceirizados irregulares, encerrem os 
contratos com as empresas e realizem concurso público.
Na decisão, tomada ontem, os ministros deram prazo de seis meses para que as 
estatais e o Ministério do Planejamento definam que tipo de terceirização de mão 
de obra é permitido em cada uma das empresas.
A auditoria não conseguiu apontar quantos são hoje os trabalhadores irregulares 
porque não há critérios claros de contratação estabelecidos pelas empresas.
Após esse prazo de seis meses, as estatais deverão informar quantos 
trabalhadores estão em atividades que devem ser feitas por funcionários 
concursados e remeter um plano para o Planejamento detalhando como vai 
substituir os irregulares.
Em, no máximo, cinco anos após o primeiro ano de estudo, todos os irregulares 
deverão ser substituídos por servidores concursados.
De acordo com o ministro Augusto Nardes, relator do processo, a auditoria 
começou em quatro estatais: Petrobras, BNDES, IRB e Eletrosul. Foram encontrados 
vários indícios de irregularidades em todas elas.

PETROBRAS
Só na Petrobras, que tem 52 mil concursados, o número de terceirizados pode ser 
superior a 300 mil. Considerando apenas os que prestam serviços dentro das 
unidades da empresa, que seriam 172 mil, o TCU acredita que há "em torno de 57 
mil terceirizações no âmbito da Petrobras com risco de se mostrarem 
irregulares".
Na época da auditoria, o Tribunal encontrou 33 contratos em vigor da Petrobras 
com nove diferentes empresas, em que os "objetos apontam para terceirizações 
ilegais". Esses contratos somavam cerca de R$ 650 milhões.
A Petrobras informou aos auditores do TCU que sofreu com a queda do número de 
funcionários na década de 1990, quando foi proibida de fazer concursos e, ao 
mesmo tempo, aumentou a quantidade de operações. A empresa afirmou que já está 
restabelecendo sua mão de obra e contratou 19 mil pessoas por concurso em sete 
anos.
Procurado pela Folha, o Ministério do Planejamento não se manifestou até o 
fechamento desta edição.

 
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