[Bancariosdebase] Enc: Res: [analistabb] Res: Comitê de ética - uma reflexão

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Quinta Agosto 26 17:33:51 UTC 2010


Prezados companheiros manos e minas.

Segue uma discussão pública quanto a participação do comitê. O diálogo é longo, 
mas contribui para pensarmos mais a respeito deste comitê.

Um forte abraço.

Márcio



----- Mensagem encaminhada ----
De: Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva <marciocarsi em yahoo.com.br>
Para: analistabb em yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010 13:12:28
Assunto: Res: [analistabb] Res: Comitê de ética - uma reflexão


Prezados companheiros, manos  minas.

Ser contra a codja da qual você apóia, Iacilton, não significa ser a favor dos 
DEMO, e do PSDB, aliás, estes aloprados de sua chapa mantiveram toda a "herança 
maldita" destes mesmos PSDB e DEMO. Ser PT é ser PSDB  e DEMO.

Agora, quanto a participação das candidaturas comprometidas com os bancários. 
Penso que temos de participar, mas sem ter ilusões de qu algo poderá fazer, pois 
tal comitê não tem nada de paritário. Penso que a nossa atuação deve ser de 
denúncia deste modelo e mapear melhor as formas de de abusos da administração. A 
forma de como está este comitês de ética se deve à conivência conveniente do 
sindicalismo govrenista da CUT da qual o Iacilton faz parte.E aquilo que deveria 
ser uma conquista do funcionalismo se tornou um elemento para nos atacar. No 
Rio, eleger a chapa da qual faz parte o Iacilton, significa que TODA composição 
do comitê de RJ sera patronal.

É isso aí.

Um forte abraço.

Màrcio




________________________________
De: iacilton b.mattos <iacilton em gmail.com>
Para: analistabb em yahoogrupos.com.br; MRB - Movimento de Reconstrução Bancária RJ 
<mrbancaria em grupos.com.br>; Grupo - Funcionários-BB 
<bbfuncionarios em yahoogrupos.com.br>
Enviadas: Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010 12:25:00
Assunto: Re: [analistabb] Res: Comitê de ética - uma reflexão

  
Com uma política tradicional de desconstrução, nada muito diferente do esperado. 
Não surpreende. Era o esperado. Mas não o que se gostaria que fosse. A crítica 
da candidata , pelo viés da inoperância da criação dos Comitês de Ética, nos 
leva a concluir que a sua participação no processo não pode ser incluído no 
campo da seriedade. A ausência de uma percepção mais próxima da realidade a 
impede de constatar que a base do funcionalismo do BB, hoje, é de comissionados. 
Já foi o tempo em que os escriturários predominavam. A política de pessoal do 
sistema bancário foi se alterando e a lógica atual é comprometer o bancário com 
a instituição financeira através de comissões e com isso o desdobramento 
decorrente, num efeito cascasta. Quem está acima pressiona o debaixo. A 
candidata é gerente no GECOI e isto não muda a sua percepção de mundo e nem 
deixa de se submeter a definições dos seus superiores. Como todo mundo faz. Não 
cabe fazer distinções e com isso esfacelar a mobilização dos bancários. 
Historicamente, quando há unidade, as negociações passam por outro patamar e os 
ganhos são contabilizados. O conceito de que todos estão no mesmo barco deve 
prevalecer.  Está lógica sectária não constrói. Para constar, o segmento 
politico do qual faz parte discursa na mesma linha de um PSDB e DEM, sem nenhum 
pudor.    


Iacilton 

Em 25 de agosto de 2010 22:04, vania gobetti <vaniagobetti em yahoo.com.br> 
escreveu:

  
>Branquinho
>
>Agradeço pelo reconhecimento da sua confiança e concordamos que a participação 
>nestes Comitês de Ética é algo muito delicado. Justamente por isto, nossa 
>campanha, como mínimo no Rio e em São Paulo ( com as candidaturas de Belela e 
>Maria Fernanda ) tem sido a de denúncia sobre o seu caráter, no formato criado 
>pelo Banco.
>
>Não nos propomos a avalizar um Comitê que tem a maioria de representação 
>patronal e que pressupõe concordância com o Código de Ética do BB.
>
>Mas gostaria de alertá-lo que o Iacilton , infelizmente, é candidato a suplente 
>na chapa do Sindicato/Contraf CUT, que também é apoiada por setores da direção 
>do BB. 
>
>
>E, conforme está expresso em um dos vários materiais que o Sindicato publicou 
>com o seu apoio, Joáo Guilherme ( que é gerente geral de agência e candidato 
>efetivo da chapa de Iacilton ) tem críticas pontuais ao Comitê. 
>
>
>Nos panfletos de campanha, Joáo Guilherme/Iacilton afirmam que as Gepes/Banco 
>têm se preocupado com a questáo do assédio, mas têm sido tímidas nas suas 
>ações... Não é uma chapa de enfrentamento com a empresa. Não é uma chapa que 
>denuncia a hipocrisia da empresa. É uma chapa de diálogo  . Ou seja, Iacilton 
>está ajudando a que, no Rio, o representante dos funcionários seja mais um 
>gestor.
>
>Isto seria inadmissível anos atrás . Creio que você continue achando isto 
>inadmissível...
>
>
>
________________________________
De: fernando ayres branquinho <fernando.branquinho em ig.com.br>
>Para: Analista BB <analistabb em yahoogrupos.com.br>; AEABB 
><aeabb em yahoogrupos.com.br>; Banco do Brasil <bancodobrasil em yahoogrupos.com.br>; 
>Oposição Bancária <oposicao_bancaria em yahoogrupos.com.br>
>Enviadas: Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010 12:27:56
>Assunto: Comitê de ética - uma reflexão
>
>
>Hoje começam as votações para eleger os representantes dos funcionários nos 
>conselhos estaduais de ética, criados pelo BB como fôro no julgamento de 
>questões disciplinares de menor vulto. Gostaria de tecer algumas considerações 
>sobre esse assunto, porque muita gente boa envolvida em algo que considero 
>confuso.
>
>O BB é uma empresa de economia mista, com controle do Tesouro Nacional. Deve 
>satisfações, antes de mais nada, aos órgãos fiscalizadores como CGU, TCU, 
>Ministério da Fazenda, entre outros. Em todo órgão da administração pública 
>federal, estão sendo implantadas ouvidorias para investigar casos de quebra de 
>postura ética. Assim sendo, o BB segue essa linha ao estabelecer sua Divisão de 
>Ética Corporativa, que no foco político do governo pode significar a prevenção 
>de escândalos. No DNIT, por exemplo, a Ouvidoria recebe as denúncias internas e 
>também as captura do ambiente externo, como na mídia. No BB a Ouvidoria é 
>interna, na área de recursos humanos, mais restrita, e não analisa casos de 
>maior vulto.
>
>O mercado também tem suas exigências de governança, com transparênca para os 
>acionistas e cada vez mais responsabilidades sócio-ambientais. A implantação de 
>um sistema de fortalecimento da ética também favorece os resultados, à medida 
>que menos prejuízos haverá por conta de condutas lesivas ao patrimônio. Ética 
>onde o trabalhador faz tudo direitinho também é lucro.
>
>Para o trabalhador, que tem um contrato com a empresa e a ela vende sua 
>mão-de-obra, o ambiente ético também é desejável para que não seja oprimido por 
>todo o instrumental que o patrão e seus representantes nos locais de trabalho 
>dispoem. Fora dessa análise está a maior infração aos princípios éticos, que é a 
>apropriação indébita do trabalho realizado pelo patrão, a conhecida mais-valia. 
>
>
>O modelo de gestão de ética do BB reserva para julgamento exclusivo pela 
>administração os casos que envolvem gestores e danos ao patrimônio. Para os 
>Conselhos de Ética ficarão os assuntos iniciados pela Ouvidoria. Denúncias 
>falsas trarão punição aos delatores de má-fé. Os casos julgados podem ter uma 
>graduação de sanções que vão desde a absolvição, a advertência e até a abertura 
>de processo disciplinar. O escopo dos Conselhos Estaduais, portanto, estará 
>restrito a questões de relações interfuncionais, como assédios moral e sexual e 
>condutas inconvenientes  (aí cabe tudo, desde desídia, tipo de roupa, cabelo, 
>piercing, falta de educação, atitudes preconceituosas, descorteses, etc).
>
>A comissão terá representantes da Gepes, da Super e de órgão de apoio como Gecoi 
>ou CSL ou CSO, e um dos funcionários. Três da confiança do patrão e um eleito 
>pelos funcionários, que pode ser também alguém ligado à administração.
> 
>Serão eleitos por UF um efetivo e um suplente, com mandato de dois anos, e 
>relativa estabilidade até 1 ano após o fim do mandato, que pode ser perdido por 
>transferência ou falta disciplinar. Não poderão ser usados os meios de 
>comunicação internos do banco. A posse será em 01/09. De tudo que se tratar é 
>exigida a mais total confidencialidade. Essas são as regras unilaterais do jogo 
>colocadas aos postulantes às vagas nos conselhos.
>
>Análise
>
>Cachorro só entra em igreja porque encontra a porta aberta. Mesmo não entendendo 
>nada do que tem dentro, ele vai lá e fica até que alguém o enxote. Esse 
>comportamento é seguido por boa parte da militância sindical, menos por 
>fisiologismo e mais por boas intenções de participar das oportunidades 
>oferecidas ou pseudo-conquistadas, no sentido de ocupar espaços e fazer a luta 
>avançar, ainda mais quando se trata de assuntos de funcionalismo. 
>
>
>O patrão convidou os trabalhadores para compor um tribunal onde a investigação 
>contra um trabalhador foi feita por ele, a promotoria é dele, o juiz é dele e o 
>trabalhador eleito será um de quatro jurados, sendo três jurados também da 
>empresa. Não é uma instância justa. Qual o papel do eleito, para minimizar o 
>prejuízo? As opções são poucas, todas ruins, porque o eleito não é um advogado, 
>ou seja, sua atuação poderá, além de deixá-lo mal visto perante o patrão, também 
>rejeitado pelos colegas. O advogado pode defender até acusados de crimes 
>hediondos, contra a humanidade, etc, e sair dali sem nenhum problema, porque faz 
>parte da sua profissão. Para o conselheiro, que deve guardar confidencialidade, 
>será impossível explicar coisas que serão visiveis, como por exemplo a punição a 
>um colega que certamente o culpará por mancomunar-se com o patrão para 
>prejudicá-lo, tenha ele feito isso ou não. Se o assunto subir de alçada, pior 
>ainda a falta de explicações.
>
>Dentro desse "modelo de negócio", o que o eleito pode fazer, se não terá 
>praticamente tempo para examinar nada, nem terá o apoio necessário ao 
>julgamento, para evitar maiores prejuízos? Considero algumas posturas básicas 
>que deverão acontecer no Conselho:
>- Sindical pura: sempre haverá dúvidas nos processos, e, nesses casos, o réu 
>deve ser inocentado ou o mais fraco deve ser protegido, sem aceitar qualquer 
>prova ou argumento favorável ao empregador, votando sempre contra com base em 
>argumentos de classe;
>- Nossa Senhora, do Auto da Compadecida: na estória de Ariano Suassuna, a mãe de 
>Jesus sempre pede clemência para aqueles que o demônio quer arrastar para o 
>inferno, não importando os pecados, sempre justificáveis pelas condições a que o 
>réu esteve submetido, devendo o eleito votar depois de imenso esforço para 
>atenuar a punição, até em acordos parciais;
>- Anti-sindical : por crenças e valores, tenderá a assumir os valores defendidos 
>pelo patrão em cada caso;
>- Jurado : votará de acordo com os argumentos do processo, de acordo com os seus 
>valores. Ora votará no interesse do patrão, ora no do funcionário.
>- Oportunista : para fazer média e se cacifar com o patrão, sempre se 
>posicionará em sintonia com os representantes da administração.
>
>Dessas opções principais, os únicos que não terão muitas satisfações a dar serão 
>os sindicalistas puros (não pelegos), porque mesmo que não digam nada, 
>respeitando a confidencialidade,  todo mundo sabe que serão a favor dos 
>funcionários mais oprimidos em qualquer caso. Sobre os demais sempre haverá 
>suspeitas de cooptação pelo patrão. 
>
>
>Em suma, o que se está criando é uma espécie de Comissão de Conciliação Previa 
>interna do BB, para evitar que assuntos disciplinares cheguem às últimas 
>conseqüências na empresa ou gerem demandas trabalhistas e mesmo danos à imagem 
>da empresa. Eu não participaria de um negócio desses, mas entre os candidatos há 
>pessoas que certamente estarão ao lado dos funcionários nos casos onde haja 
>conflito com o patrão. Dentre os que tive conhecimento, acho que têm perfil o 
>Iacilton e a Vânia Gobetti, no Rio e o Antônio Reges e o Sérgio Remaclo, no DF, 
>entre outros que certamente devem estar escritos e que não tive conhecimento. Se 
>é isso que querem, boa sorte!
>
>  

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