[Bancariosdebase] Enc: Partido da boquinha

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Quarta Dezembro 29 02:32:26 UTC 2010



Prezados companheiros, manos e minas.

Mais uma vez fica provado o que nós já falávamos muito antes das eleições: A 
 vitória do PT era uma questão de vida ou morte para burocracia da CUT  e seus 
aliados. O esforço dos dirigentes sindicais em promover a candidatura Dilma não 
teve nada a  ver com um pretenso programa mais avançado do que o dos tucanos, 
(que, aliás, é o mesmo), mas a manutenção de condição de parasitas do aparato 
estatal.

De mais a mais, não podemos deixar de ser hipócritas e não assumirmos que tal 
apego a "boquinhas" também prevalece na dita "esquerda combativa"

Um forte abraço.

Márcio



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Assunto: [oposicao_bancaria] Partido da boquinha

  
Eu não ajudei a manter essa        boquinha...
 
São Paulo, segunda-feira, 27 de dezembro de        2010  
 
 PRESIDENTE 40 A TRANSIÇÃO 

Sindicalistas detêm 43% da        elite dos cargos de confiança

Sem vínculo        com sindicalismo, Dilma terá de administrar pressões por 
espaço

CUT e Força Sindical admitem "apreensão",        mas elogiam escolha de Gilberto 
Carvalho para fazer a interlocução 


SILVIO NAVARRO
DE SÃO PAULO 

Ao receber a faixa das mãos do presidente        Lula, no próximo dia 1º, Dilma 
Rousseff herdará a máquina federal com        quase a metade da cúpula dos 
cargos de confiança, sem concurso público,        tomada por sindicalistas.
Sem vínculo umbilical com o sindicalismo, ao        contrário do antecessor, 
Dilma terá de administrar a pressão das centrais        sindicais para manter e 
ampliar a cota desses cargos, os chamados DAS 5 a        6 (Direção e 
Assessoramento Superiores) e NES (Natureza Especial).
De        acordo com dados do Ministério do Planejamento, há hoje 1.305 cargos 
dessa        natureza. A remuneração chega a R$ 22 mil mensais.
O controle da        maioria dos cargos é atribuição da Casa Civil, que será 
chefiada por        Antonio Palocci.
Segundo estudo da cientista política Maria Celina        D'Araújo, da PUC-RJ, 
autora de "A Elite Dirigente do Governo Lula", quase        metade (42,8%) dos 
ocupantes desses cargos atualmente são filiados a        sindicatos. Desse 
total, 84,3% são petistas.
Os principais ramos que        conseguiram cargos são os bancários, a área dos 
professores e os        petroleiros.
"Esse negócio de república sindical é bobagem porque o PT        e a CUT 
[Central Única do Trabalhador] têm a mesma raiz. O próprio Palocci        foi 
dirigente da CUT e ninguém fala dele", diz o presidente da central,        Artur 
Henrique. "Seria absurdo se fossem tucanos", emendou.
Ao todo, o        governo federal tem cerca de 22 mil cargos de confiança, mas 
esses 1.305        são a elite do batalhão de comissionados.

PETROBRAS
Desde        o início do primeiro governo do presidente Lula, vários dirigentes        
sindicais ganharam cargos.
Wilson Santarosa, ex-presidente do Sindicato        dos Petroleiros de Campinas, 
por exemplo, tornou-se gerente de comunicação        da Petrobras e é membro do 
Conselho Deliberativo da Petros (fundo de        pensão da estatal).
Em Itaipu Binacional, dois representantes da CUT        detêm cargos influentes: 
João Vaccari Neto, atual tesoureiro do PT, é        membro do conselho de 
administração. Assessor da central para assuntos        internacionais, Gustavo 
Codas tem assento na diretoria-geral        paraguaia.
Fernando Paes de Carvalho, dirigente do Sindipetro do Norte        Fluminense, é 
coordenador do gabinete da presidência da        Petrobras.
Também houve crescimento do domínio "cutista" nos três        principais fundos 
de pensão: Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e        Funcef (Caixa 
Econômica).
No segundo mandato de Lula, 66,6% dos        indicados para chefias e conselhos 
nos fundos são sindicalistas.
No        meio sindical, outro alvo é conseguir assento em conselhos de        
administração, numa espécie de complementação salarial.
A remuneração        varia de acordo com o órgão, mas raramente é inferior a R$ 
3.000. CUT e        Força Sindical, por exemplo, têm espaço no conselho do BNDES 
(Banco        Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

ABC
O        grupo de ex-dirigentes do ABC paulista também assumiu postos, como é o        
caso do presidente do Conselho Nacional do Sesi, Jair Meneguelli, e do        
presidente do Sebrae, Paulo Okamoto.
Amigo de Lula, esse último deverá        seguir para o instituto que levará o 
nome do presidente em São        Paulo.
Tanto Força como CUT admitem relativa "apreensão" com a nova        gestão. 
Ambas, entretanto, elogiam a escolha de Gilberto Carvalho, atual        chefe de 
gabinete de Lula, para a Secretaria-Geral da Presidência, canal        de 
diálogo com as centrais. 

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