[Bancariosdebase] Manifesto de Natal do Movimento dos Proletários Sem Orgia - por Carlos Wellington

Daniel tzitzimitl em terra.com.br
Quinta Dezembro 30 21:40:15 UTC 2010


  
 Olá amig em s
 Reenvio com alguns dias de atraso, porque o natal já passou, mas o
nefasto espírito ainda está no ar, por isso as palavras abaixo
ainda valem.
 Abraços para quem tem coragem, e bom ano novo para quem está na
luta!
 Daniel
 On Qui 23/12/10 20:23 , Carlos Wellington carloswabc em yahoo.com.br
sent:
 		             À Classe Trabalhadora ( excluindo os executivos que
trabalham 25 horas por dia ) e aos Vagabundos ( que por sinal são
também trabalhadores, pois viver sem trabalhar numa sociedade de
exploração é muito trabalhoso! )                      Mensagem de
Natal do Movimento dos Proletários  Sem Orgia                       
                                  por Carlos Wellington          "
Será que vivemos nós os Proletários, será que vivemos? Será que
os remédios suaves que nos dão não são a doença que nos mata? " 
                         Guy Debord, no filme A Sociedade do
Espetáculo    " Ser rico hoje em  dia significa ser possuidor de
maior quantidade de objetos pobres. "                                
                 Raoul Vaneigem em Banalidades Básicas         A
Classe dos burgueses, na ânsia por lucros, transforma uma festa que
era pra ser uma festa pagã em uma pseudo orgia de consumo de objetos
inúteis jogando pra debaixo do tapete o mais essencial que são os
encontros entre os homens, dos quais se extrai as possibilidades mais
diversas de concepções de festas pagãs.   A concepção de festa na
cultura capitalista é extremamente pobre. Ela mataria de tédio um
grego da antiguidade em cinco minutos se o mesmo tivesse a chance de
se por de corpo em uma de nossas festas cristãs ou burguesas.  
Tanto a cultura cristã quanto a burguesa sufocam a possibilidade de
termos momentos realmente de prazer. A primeira pela culpa e a
segunda pela enganação, manipulação ou ilusão, colocando como
festas o que na verdade não passa de passatempo consumista. Com isso
tanto o cristianismo em suas formas degeneradas de neopentecostalismo
e renovação carismática , quanto o capitalismo com sua cultura de
consumo e de lucro se perpetuam por estarem introjetados no modo de
vida de cada um de nós.   Pra um verdadeiro cristão, andar pelas
ruas nesta época de natal constitui-se como uma verdadeira tortura
tanto fisica quanto psicológica. Porém o cristão não poderá nos
apresentar uma saída para o mal estar de viver que se abate sobre
todo ser de sensibilidade em momentos como esse em que o sistema
capitalista apresenta a sua poderosa força ideológica sobre a
classe proletária alienada de si mesma e dos demais, perdida em meio
à um mundo de coisas inúteis e ceias e encontros que matariam de
tédio um romano da antiguidade em menos de 15 minutos. Pois o
cristão autêntico é também um produto desse tédio que é essa
sociedade burguesa que leva as pessoas a buscarem a saída na orgia
dos cartões de crédito ou nas ceias de natal que dão vontade de
já ir direto pro cemitério mais próximo após o término do ritual
cristão-burguês.   Nós, os marxistas, anarquistas e feministas
orgásticos não compactuamos nem com a cultura cristã e muito menos
com a burguesa em termos de festas. Podemos até está em uma
confraternização cristã na nossa militância cotidiana em um
trabalho de militância popular. Mas daí morrermos em vida nos
encerrando nesses ritos que levariam ao suicídio um cidadão de Roma
por não aguentar tanto tédio, já vai uma distância muito grande.  
Por isso nós, os marxistas, anarquistas e feministas denunciamos a
cultura cristã e sobretudo a burguesa como propagadoras do tédio e
do mal estar de viver - o que leva as pessoas a desesperadamente
buscarem saídas no consumismo de objetos inúteis, como também no
Corinthians, no Flamengo, no Palmeiras, no Vasco, no São Paulo, no
Fluminense, no consumo do próprio corpo em academias, no consumo de
cultura ( Los hermanos, Vanessa da Mata, Virada Cultural, a
namoradinha do marcelo Camelo etc... )  Tudo vira espetáculo. Um
espetáculo que não cessa de gerar frustrações o que vai gerar
mais necessidade de espetáculo. Ou seja, de consumo.   A
infelicidade reinante absoluta na sociedade capitalista gera um
desepero nas pessoas que porém poe estarem submetidas
ideológicamente à cultura cristã e capitalista só   poderão
encontrar as peseudo saídas estabelecidas pelo mesmo sistema que
como obeservaram muito sabiamente Guy Debord e seus amigos na década
de 60, nos vendem falsas rebeldias ou saídas. No desespero de
encontrar a saída desse mal estar que é viver nas sociedades
contemporâneas burguesas, está aí a resposta de um estudante de
História da USP quando lhes dissemos que aquilo que veio à São
Bernardo do Campo em 2009 era apenas uma caricatura da banda dos anos
60 THE DOORS: " Não! É THE DOORS SIM!      Contra a Cultura do
consumo do Tédio    Se fossem convidados pra uma ceia de natal em
São Paulo um Romano, um Grego e um Egípcio da antiguidade, a
família rsponsável pelo convite deveria se certificar que eles
viessem sem suas espadas, pois certamente iriam considerar as horas
de tédio em que os mesmos foram submetidos à uma verdadeira
declaração de guerra. Ou talvez, tomados por algumas horas de um
asfixiante tédio, em coro os três iriam indagar: " Quando começa a
Festa? Não vai ter orgia? "   Imagine a tal família paulista atolada
na dívida de cartão sem ter a menor condição de explicar que orgia
é coisa só pros executivos e pros burgueses... Imaginem eles sem sem
terem a menor noção do que seja um encontro onde os amigos presentes
começam a fazer sexo entre eles sem pundonorisse? Afinal, se a classe
proletária está atolada atéos fios de cabelo no consumismo é
porque ela não tem mais o que fazer com as suas vidas. Se os jovens
e marmanjos proletários se reunem em locais só pra ficarem bebendo,
bebendo, bebendo, bebendo, bebendo, fumando cigarro, cigarro, cigarro,
mais outro cigarro, mais outro cigarro... E também maconha, maconha,
maconha, maconha... Ouvindo música, música, música, outra
música... é porque os proletários não tem mais nada pra fazer que
serem consumidores de alguma coisa. Aliás, não tem nada pra fazerem,
sobretudo, uns em relação aos outros à não ser se entendiarem uns
diante dos outros, pois os encontro autêntico entre as pessoas fica
proibido mediante o decreto da sociedade espetacular mercantil
burguesa.   Por isso as orgias entre os amigos proletários não
devem acontecer. Até porque não existem encontros entre amigos, mas
entre consumidores, o tempo todo nessa sociedade mercantil. O que nos
resta a fazer é se reunir pra beber cerveja... Ou melhor, consumir
cerveja. Aliás, na sociedade de cultura burguesa, festa está
associada necessariamente à consumo. Não existe festa sem consumo
sob a ideologia do capital. Os povos pagãs já tinham uma relação
diferente com a noção de festa.   Quantos proletários chatos a
cultura burguesa gera? Como conseguem serem tão chatos os
proletários! Quanta baixa estima! Como podem ter a auto estima tão
baixa! Como podem serem tão escravos da cultura da classe inimiga,
que aliás define a noção de festa pra classe proletária sem eles
mesmos se definirem dessa forma em suas festas em seus palacetes?    
 Contra as orgias burguesas, as orgias proletárias: assim um Feliz
Natal!    O proletariado  deve se constituir em volta da sua
vanguarda, as organizações proletárias, como também a classe
carente de muito menos Tédio. O tédio faz parte da vida, mas o que
questionamos nas nossas sociedades capitalistas do prozac, do consumo
excessivo de alcool, de maconha, de crack, de cocaína e sobretudo de
objetos inuteis, é o excesso do mesmo. Não queremos aqui uma
ditadura do gozo, da felicidade, do prazer, mas sim o espaço vital
pros mesmos. Os momentos que desfrutam a burguesia e setores da
pequena burguesia com mediações  do econômico dada a compra de
mulheres proletárias - as chamadas prostitutas de luxo - devem se
colocar em diversos momentos da vida cotidiana dos proletários
quando tiverem reunidos entre amigos do sexo oposto. ( Fiquem à
vontade pra nos chamarem de homofóbicos! Não somos aderentes dos
imbecis que querem empurrar a homossexualidade goela adentro das
discussões de libertação sexual proletária. A Homossexualidade
deve ser opção e não imposição de modismos da sociedade
espetacular mercantil! )    A orgia é realidade na vida da burguesia
e de setores da pequena burguesia. Pro proletariado e restante da
pequena burguesia restam as carolas festas de natal, ano novo,
carnaval ( por sinal muito carola à despeito do que pensem a maioria
de preconceituosos ). Portanto assim como o direito à um teto, à
terra, ao acesso à universidade, à saúde, ao aborto pras mulheres
proletárias e diversas outras demandas da classe proletária, a
orgia também deve constar como um direito básico inalienável e
imprescindível pros proletários. O sorriso quase constante no rosto
de certos burgueses está longe de ser devido aos seus bens materiais,
mas sobretudo ao que esses bens proporcionam pra esses mesmos: orgias
com proletárias tidas como prostitutas de luxo.  Aos proletários
caberia sobrepor à isso experiências muito mais ricas do que essas
pobres experiências mercantilizadas. No plano do qualitativo a
burguesia não pode mais do que caricaturas de divertimento sexual. O
real potencial de prazer sexual está com o proletariado em seus
momentos de encontros com os amigos de classe e de luta. Deixaremos a
ceia de natal pros setores da pequena burguesia que  não desfrutam
das orgias e os proletários cristãs praticantes. Esses serão
então dignos merecedores das compras e ceias de Natal. Cada um
desses terá o tédio que merece. Os demais membros da classe
proletária deverão ser merecedores daquilo que os cidadãos gregos
e romanos da antiguidade exerciam pra si: o direito à momentos de
orgia no seu cotidiano. Mas pra isso terá que abrir mão da indigna
cultura capitalista de consumo do vazio, consumo dos objetos inúteis
da burguesia.   O Movimento dos proletários Sem Orgia chama os
proletários à serem cidadãos em vez de consumidores. E cidadãos
são aqueles que reivindicam seus direitos, e a orgia é um direito.
E direitos se conquistam na luta prática não indo às compras!  
Como alternativa à essa onda consumista gerados por essas pobres
culturas, cristã e burguesa, o encontro entre os amigos. Encontro
abertos pra possibilidades: de orgias.   Queremos POR: Partidos
Orgásticos Revolucionários  Queremos MPO: Movimentos Proletários
por Orgias  Queremos MSPS: Movimentos Socialistas de Proletários e
proletárias safados    A safadeza também deve constar na cultura
anti-capitalista. A safadeza proletária. Da cultura proletária.
Chega de Homo-normalis reprodutores dessa ordem nojenta, escrota.
Chega dessa cultura burguesa nojenta de consumo de objetos inúteis.
Chega também de uma oposição socialista, comunista, feminista  e
anarquista carolas pra caralho!    Abaixo o natal da orgia dos
cartões!   Abaixo as ceias de natal e ano velho de
encontros-desencontros asfixiantes!     Proletários e Proletárias
Percam a vergonha!  A Safadeza é um Direito!       Carlos Wellington
- é militante do Movimento dos Proletários Sem Orgias - orgão
filiado   à CONPUTAS : Coordenação de Operárias Na Putaria
Unificadas com Trabalhadores Adeptos da Safadeza.    É Poeta, porque
esse mundo burguês é um horror...  É Filólogo, porque é
necessário inventar palavras e reinventar outras  É Cientista
Político porque é necessário inventar novas maneiras dos seres
humanos estarem em sociedade  É Arquiteto e Urbanista porque as
cidades devem ser o espaço dos encontros entre os homens e mulheres
e não espaços pra circulação e comercialização da mercadoria. 
É Filósofo porque a maior parte dos militantes da esquerda até
então tem tagarelado  sobre a união da esquerda, é necessário
realizar isso na prática.  É sexólogo porque o ocidente tem tido
um discurso initerrupto sobre a sexualidade. O importante é
realizá-la.  É Biólogo e psicólogo porque Soma e Psiquê são
destruódos por essa cultura critá e burguesa inimigas de mentes e
corpos saudáveis.                                                   
                                   
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