[Bancariosdebase] Utilidade pública: ser de direita pode não ser virtude (1)

Discussões sindicais dos bancários da grande são paulo bancariosdebase em lists.aktivix.org
Quinta Fevereiro 11 21:57:18 UTC 2010


  Comentário do companheiro Marcelo, do BB, sobre a tentativa de
reabilitar a direita perante a opinião pública.
 Daniel
 On Qui 11/02/10 01:27 , Marcelo Ricardo Carmo Casado de Lima
marcelo_ricardoccl em yahoo.com.br sent:
   Pessoas:   Há, hoje, uma tentativa de se reabilitar o termo
"direita" na política. Sumiram do noticiário e da mídia citações
negativas à direita. Porém, se é uma situação que envolva algum
indivíduo ou grupo de esquerda, isso é ressaltado.   Por exemplo,
quando se fala em Colômbia, a mídia fala das FARC como "guerrilha
comunista", "narco-terroristas", etc. Porém, o termo "paramilitares
de direita" (os inimigos das FARC, na maioria membros das Autodefesas
Unidas da Colômbia) sumiu do noticiário. Já notaram isso? 
 Alguns chegam a associar "direita" com virtude, defesa de valores
familiares, cristãos, etc. Parece que não é bem assim, a julgar
pela notícia que segue. Pra ler e pensar antes de achar que
"direita" é tudo de bom...   Abraços.       
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16373
[1]    

	Internacional| 30/01/2010 

	Descoberta vala com dois mil corpos na Colômbia  

	Segundo as primeiras estimativas, o número de corpos enterrados sem
identificação em uma vala comum na pequena cidade de Macarena pode
chegar a 2 mil. Segundo relato de moradores, desde 2005, o exército
colombiano teria depositado ali centenas de cadáveres sem
identificação. Seria o maior sepultamento de vítimas de um
conflito de que se tem notícia no continente. Exército diz que os
corpos são de guerrilheiros mortos, mas população da região
relata desaparecimento de muitos líderes sociais, camponeses e
comunitários. 

	Redação (*) 

	No pequeno povoado de Macarena, 200 quilômetros ao sul de Bogotá,
uma das zonas mais quentes do conflito colombiano, foi descoberta a
maior fossa comum de cadáveres da história recente da América
Latina. Segundo as primeiras estimativas, o número de corpos
enterrados sem identificação pode chegar a 2 mil. Segundo relato de
moradores, desde 2005, o exército colombiano teria depositado ali
centenas de cadáveres sem identificação. Seria o maior
sepultamento de vítimas de um conflito de que se tem notícia no
continente. O jurista Jairo Ramírez, secretário do Comitê
Permanente pela Defesa dos Direitos Humanos na Colômbia, acompanhou
uma delegação de parlamentares espanhóis ao local há algumas
semanas, quando se começou a descobrir a magnitude da vala de
Macarena.
 A delegação foi composta pelos deputados Jordi Pedret (PSOE),
Inês Sabanés (IU), Francesc Canet (ERC), Joan-Josep Nuet (IC-EU),
Carles Campuzano (CiU), Mikel Basabe (Aralar) e Marian Suárez
(Eivissa pel Canví)... “O que vimos foi arrepiante”, declarou
Ramírez ao jornal Público. “Uma infinidade de corpos e na
superfície centenas de placas de madeira de cor branca com a
inscrição NN (sem identificação) e com datas de 2005 até
hoje”. E acrescentou: “O comandante do Exército nos disse que
eram guerrilheiros mortos em combate, mas o povo da região nos falou
de muitos líderes sociais, camponeses e comunitários que
desapareceram sem deixar rastro”. O governo anunciou
investigações “a partir de março”, depois das eleições
legislativas e presidenciais.
 A descoberta em Macarena atualizou um dado macabro na história
recente da Colômbia. Calcula-se que há mais de mil fossas comuns
com cadáveres sem identificação no país. Até o final de 2009,
foram descobertos cerca de 2.500 cadáveres, sendo que destes apenas
600 foram identificados e entregues aos seus familiares. A
localização destes cemitérios clandestinos foi possível graças a
relatos de integrantes de grupos paramilitares de extrema direita,
beneficiados pela polêmica Lei de Justiça e Paz que lhes atribuiu
uma pena simbólica em troca da confissão de seus crimes. Um deles,
John Jairo Rentería, admitiu que ele e seus homens enterraram pelo
menos 800 pessoas. “Era preciso desmembrar essa gente. Todos (nos
grupos paramilitares) tinham que aprender isso e muitas vezes isso
era feito com as pessoas ainda vivas”, confessou.
 Segundo um dos colunistas mais influentes da Colômbia, o sociólogo
e escritor Alfredo Molano, o governo Uribe não tem nenhum interesse
em investigar o tema das valas comuns. Molano cruzou o país
pesquisando e escrevendo sobre a violência, o que lhe custou muitas
ameaças de militares e grupos paramilitares e, por fim, o exílio.
“Há cemitérios clandestinos enormes na Colômbia. Também é
possível que tenham feito desaparecer muitos restos como nos fornos
crematórios dos nazistas”, relata. Ainda segundo Molano, muitos
civis foram assassinados por militares e paramilitares e apresentados
como “guerrilheiros mortos em combate”. Foram enterrados
clandestinamente pelo exército. Boa parte deles em valas comuns como
a descoberta agora em Macarena.
 (*) Com informações do jornal Público [2], da Espanha.  
-------------------------
 
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/nao-vai-dar-no-jornal-nacional/
[3]      

NãO VAI DAR NO JORNAL NACIONAL

 Atualizado em 29 de janeiro de 2010 às 13:08 | Publicado em 29 de
janeiro de 2010 às 13:03 Aparece uma vala comum na Colômbia com 2
mil cadáveres Os corpos sem identificação foram depositados pelo
Exército a partir de 2005 do jornal espanhol Público [4], por
Antonio Albiñana, Bogotá, 26/01/2010
 No pequeno povoado de Macarena, região de Meta, 200 quilômetros ao
sul de Bogotá, uma das zonas mais quentes do conflito colombiano,
está sendo descoberta a maior vala comum da história recente da
América Latina, com uma cifra de cadáveres enterrados sem
identificação, que poderia chegar a 2.000 segundo diversas fontes e
os próprios residentes. Desde 2005 o Exército, cujas forças de
elite estão baseadas nos arredores, depositou atrás do cemitério
local centenas de cadáveres com a ordem para que fossem enterrados
sem nome. Trata-se do maior túmulo de vítimas de um conflito de que
se tem notícia no continente. Seria preciso ir ao Holocausto nazista
ou à barbárie de Pol Pot no Camboja para encontrar algo desta
dimensão. O jurista Jairo Ramírez é o secretário do Comitê
Permanente pela Defesa dos Direitos Humanos na Colômbia e acompanhou
uma delegação de parlamentares ingleses ao lugar faz algumas
semanas, quando começou a se descobrir a magnitude da cova de
Macarena. "O que vimos foi estarrecedor", declarou ao Público.
"Infinidade de corpos e na superfície centenas de placas de madeira
de cor branca com a incrição NN e com datas desde 2005 até hoje".
Desaparecidos Ramírez acrescenta: "O comandante do Exército nos
disse que eram guerrilheiros, baixas em combate, mas as pessoas da
região dizem que são líderes sociais, camponeses e defensores
comunitários que desapareceram sem deixar rastro".
 Enquanto a Promotoria anuncia investigações "a partir de março",
depois das eleições legislativas e presidenciais, uma delegação
parlamentar espanhola integrada por Jordi Pedret (PSOE), Inés
Sabanés (IU), Francesc Canet (ERC), Joan-Josep Nuet (IC-EU), Carles
Campuzano (CiU), Mikel Basabe (Aralar) e Marian Suárez (Eivissa pel
Canví) chegou ontem à Colômbia para estudar o caso e fazer um
informe para o Congresso e a Eurocâmara. Para investigar a
situação da mulher como vítima e os sindicalistas (somente em 2009
foram assassinados 41), também vão trabalhar em outras regiões do
país. Mais de mil covas O horror de Macarena trouxe de volta o
debate sobre a existência de mais de mil covas comuns de cadáveres
sem identificar na Colômbia. Até o final do ano passado, os
legistas haviam contados cerca de 2.500 cadáveres, dos quais haviam
conseguido identificar 600 para entregar os corpos a seus familiares.
A localização destes cemitérios clandestinos foi possível graças
a declarações dos chefes de médio escalão dos paramilitares
desmobilizados, anistiados pela controvertida Lei de Justiça e Paz
que garante a eles pena simbólica em troca da confissão de seus
crimes. A últimas destas declarações foi de John Jairo Rentería,
o Betún, que acaba de revelar à Promotoria e aos familiares das
vítimas que ele e seus sequazes enterraram "mais ou menos 800
pessoas" na fazenda Villa Sandra, em Porto Asís, região de
Putumayo. "Era preciso esquartejar as pessoas. Todas as Autodefesas
[grupo paramilitar] tinham que aprender isso e muitas vezes se fazia
com as pessoas vivas", confessou o chefe paramilitar ao promotor de
Justiça e Paz.   Fontes: http://www.viomundo .com...br/voce-
escreve/nao- vai-dar-no- jornal-nacional/ [5] 
-------------------------
 Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10
[6] - Celebridades [7] - Música [8] - Esportes [9]     
  __._,_.___   [10]| através de email [11] Mensagens neste tópico
[12] (1)  Atividade nos últimos dias:  
 Visite seu Grupo Adicionar um novo tópico  As mensagens publicadas
neste grupo não podem ser repassadas a outras listas ou pessoas sem
a expressa concordância do autor.     Apartamentos de 2 dormitórios
a partir de R$ 65 mil  [13]  
-------------------------
 Solteira não! O lugar perfeito para encontrar um namorado [14]   
Trocar para: Só Texto, Resenha Diária • Sair do grupo •
Termos de uso    .  
 __,_._,___   
-------------------------
 Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10
[15] - Celebridades [16] - Música [17] - Esportes [18] 
-------------- Próxima Parte ----------
Um anexo em HTML foi limpo...
URL: <https://lists.aktivix.org/pipermail/bancariosdebase/attachments/20100211/44c65db0/attachment-0001.htm>


Mais detalhes sobre a lista de discussão Bancariosdebase