[Bancariosdebase] Informe e reunião
Utopia
utopia_s em yahoo.com.br
Segunda Julho 12 21:54:05 UTC 2010
Olá a tod em s!!!
Durante todo o final de semana permaneci na dúvida sobre escrever sobre a última assembléia e os fatos correlatos. A dúvida se deu em função do risco de se “esticar chiclete” sobre o assunto e virar mais uma falsa polêmica. Mas como fui interpelado, não há como ignorar. Quando a proposta de panfleto foi colocada, ela era apenas isto, uma proposta. De inicio apenas para o coletivo. Quando fui consultado sobre a possibilidade de outros setores também assinarem, não me opus. Não me opus inclusive a retirar o que seria polêmico, a tal mesa única. Desde que o panfleto fosse assinado enquanto coletivos. E digo que “seria” polêmico, porque salvo engano meu, os dois cºs que se opunham frontalmente ao fim da mesa única, já haviam a muito deixado o coletivo, e se não formalizaram sua saída, é porque assim decidiram. Tínhamos por outro lado outros dois cºs que eram radicalmente contra a mesa única. Os demais
entendiam a mesa como sendo algo tático e o que importava de fato seria a real unidade da categoria, independente do tipo de mesa. E mesmo assim não me confrontei com a proposta de retirar o fim da mesa única, se (como disse antes), houvesse acordo de outros coletivos assinarem conosco, fortalecendo. E mais, as pessoas que se manifestaram sobre o panfleto foram ouvidas. Infelizmente não foi possível a tod em s se manifestarem, até porque a proposta foi colocada apenas na manhã do dia da assembléia, reconheço. Porém foi a única proposta apresentada.
Kamaradas, sei que ninguém é obrigado a aceitar as posições de outros. Porém penso ser importante entender como se dá o mecanismo da mesa única e o quanto ela vem sendo negativa aos trabalhadores bancários de conjunto e não apenas aos de bancos “públicos”. É preciso entender porque, por exemplo, a Intersindical que é direção em SP e outros estados , defende a mesa única. Ela defende porque a sobrevivência política desta corrente em SP, principalmente, depende da mesa única. Sem a mobilização, ainda que insuficiente nos públicos, em particular na CAIXA, nada aconteceria nos privados, pois a organização de massa é zero. Na prática a mesa é ora uma coisa, ora outra. Depende do momento e conveniência. E cerca de 80% da categoria em SP é de particulares. A mesa única serve para mandar “bois de piranha” para a greve da “categoria unificada”. Até os banqueiros cederem as migalhas para os privados. Aí, com
uma “proposta defensável” para os privados, cuja mobilização é zero e se aceita quase qq coisa. Neste momento acaba-se a mesa única e “unidade” da categoria. A mesa única serve à patronal, à burocracia e ao governo (enrolação permanente), não aos bancari em s. Imaginem qual seria a perspectiva de campanha em privados, sem nada acontecendo na categoria. Como a burocracia iria se explicar? E o risco de um novo 2005? Não esquecer que em 2011 haverá eleições para o SEEB SP. Dizer que mesa separada rompe com a unidade da categoria, pra mim, é utilizar-se de retórica no sentido negativo. É dar eco ao discurso falacioso da burocracia. Como romper com algo que na real não existe? Importante clarificar que ninguém mais do que nós vem dando a batalha da real unificação pra luta. Espero haver explicado o ocorrido. Espero também não gerar a partir disto, outros debates que podem não contribuir para o
nosso projeto.
Por falar em projeto, proponho que estando juntos no inicio da próxima campanha (2011), façamos de maneira diferente e antes de iniciativas isoladas, ou não, procuremos acumular durante o próximo período para termos bancari em s de verdade e em bom número na quadra. Entendo que também somos responsáveis pela baixa freqüência de pessoas nos fóruns. E não pessoas apenas enquanto números ( como fomos cobrados por aqueles que entronizados no aparato, tiveram a cara de pau de insinuar que se os quiséssemos batendo chapa, teríamos NÓS que trazer “bastante gente” pra garantir o percentual mínimo). Claro, afinal eles não podem correr o risco de ficarem de “fora do debate”. Pra não me alongar mais e mudando de assunto, ainda que tenha acordo na necessidade de firmarmos algo de caráter mais programático para uma mudança de qualidade no nosso coletivo, chamo a atenção para um risco que creio toca a todos. Ainda que
tenhamos que nos programar em calendário, creio estar longe do mínimo desejado, realizarmos um seminário esvaziado, por mais qualitativa que seja a nossa sistematização programática enquanto grupo. Também sinto necessidade de construirmos certa disciplina quanto a nossa formação independente do seminário. Pra pensar.
Saudações !!!!
P.S. Caso no “Ay Carmela” não seja possível, proponho reunião de amanhã para a Oeste (Ana Paula?) às 20Hrs. Poderia ser Tb Em Osasco, aqui em casa. No Aguardo. Valeu !!!!
-------------- Próxima Parte ----------
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