[Bancariosdebase] Encontro RJ
Utopia
utopia_s em yahoo.com.br
Terça Julho 27 22:53:43 UTC 2010
Olá Kamaradas,
Passo a relatar aos Comp em s o Encontro do RJ:
A princípio iríamos todos de carro. No último momento resolvemos ir de ônibus junto com a delegação do PSTU, pois o custo seria bem menor, assim como o cansaço. O Daniel como teria de acompanhar alguns membros do ES, professores da oposição APEOESP que participariam de reunião da tal “Nova Central”, e como não foi permitido inclusão de não bancários na mesma comitiva (não entendi o porquê), manteve a viagem de automóvel. Saímos da quadra por volta das 23:40. Fomos bem e chegamos em torno das 5.00 hrs. Como a diária no hotel contaria a partir das 8.00, tivemos que aguardar o momento de nos instalarmos. Houve mudança no horário de início do encontro (Sind. Serv. da Justiça RJ), centro do Rio, próximo à Cinelândia/Lapa, que seria iniciado às 09.00 e começou por volta das 11:30.
Logo no inicio dos trabalhos, comp em s do MR propuseram reunião conosco, SEEb-RN e SEEB-MA à noite. Na aprovação do regimento, destacamos o ponto Organização e estruturação do MNOB, e propusemos substituir MNOB por Oposições como estava redigido no chamado do próprio MNOB, perdemos (é claro!). Desta vez MR, RN E MA votaram conosco e já deu pra sentir a extensão de cada bloco na correlação de forças. Foi deliberado que haveria apresentação do ponto a ser discutido isoladamente e não a apresentação das teses, na íntegra (quinze minutos). O primeiro ponto foi conjuntura. Após as apresentações, abriram-se inscrições para vinte intervenções e não houve grandes diferenciações entre as 03 teses no ponto de conjuntura. Porém no ponto seguinte, Conclat e reorganização do movimento, as avaliações e balanço tiveram diferenças gritantes e aí já se evidenciaram diferenças de fundo entre as teses de ES e
MR/seeb RN e PSTU. As duas primeiras muito mais fiéis ao real ocorrido em todo o processo e a terceira do PSTU, que buscou minimizar a extensão da derrota e suas conseqüências para o conjunto do movimento. Palavras duras de ambos os blocos. Intervimos no ponto enquanto Bancários de Base, mais no sentido de clarificar a extensão da derrota para a necessidade da organização dos trabalhadores e que o resultado impediu que o Conclat cumprisse o objetivo de ser algo superior aos coletivos e organizações que participaram “oficialmente” da “unificação”. Infelizmente o debate ficou mais na busca de encontrar culpados.
Após intervalo para almoço, retomamos com campanha salarial e pautas (BB, CAIXA e Privados). Problemas entre visões diferentes quanto ao índice (PSTU propôs que deveríamos assumir um número próximo de 20%, desde que tal índice unificasse com a Federação do RS e outros sindicatos como SC e ES (a conferencia da contraf- CUT, soubemos depois, aprovou 11% e tudo o mais deliberado no encontro em SP). O outro setor defendeu as perdas dos privados desde o plano real (24%) mais plano de reposição de perdas para os públicos. O PSTU também defendeu a participação nos fóruns da CUT como Conecef e congresso BB, não descartando participação eventual em outros fóruns, desde que havendo unidade com Intersindical e CTB. O outro Bloco nega a participação em fóruns da CUT e questiona inclusive a participação nos encontros de bancos públicos. Acusa o PSTU da opção pela superestrutura e decisão de formar nova Federação.
Farpas pra todo lado e acusações por parte do PSTU de falta de respeito e fraternidade na discussão por parte dos debatedores, em particular RN. Importante destacar que naquilo que diz respeito às questões internas do MNOB, nos abstivemos e inclusive quando fomos “denunciados” de participar da assembléia de SP, refutamos não termos centralismo e que da mesma forma que fomos à tal assembléia na quadra, também estávamos ali, ou seja, defendendo a mesma visão e pontos de vista em ambas as situações (domingo).
Encerrados os trabalhos no sábado, houve certa dispersão e iniciamos a reunião com MR, RN E MA por volta das 21:30. Iniciamos com parte do MA, depois os demais se somaram. RN foi enfático nas críticas e posições assumidas. Cortar verbas regulares para MNOB e contribuir apenas quando houver algo de concreto (jornais, panfletos, viagens, participação em eleições, etc). Também sinalizaram não mais serem centralizados por uma organização que na prática não exerce a democracia da mesma forma que discursa e que instrumentaliza o movimento para construção do seu partido. Pelo menos cinco membros do coletivo do RN mais o MR se posicionaram. Tive a nítida sensação que alguns estão prontos pra romper organicamente (a maioria), porém como ainda não é consenso e o Cº “J” é um dos que entende não ser ainda o momento. Apesar de sinalizar que acontecerá mais cedo ou mais tarde. Decidimos então estimular o corte do
cordão umbilical, mas não forçamos. Até porque o cº “Mts” do MR, também não tem certeza (do ponto de vista dele) de já ser o momento. Importante salientar que MA, ainda que tb tenha críticas veementes, nos pareceu o setor um pouco mais distante de ruptura a curto prazo, também com diferenciações entre seus membros. Propusemos então aos Comp em s, a possibilidade de um encontro entre todos nós, após a campanha deste ano (mas ainda em 2010) para discutirmos não só a própria campanha e outros assuntos da classe. Mas também (se for consenso entre nós), buscar construir a possibilidade de atuarmos enquanto frente ou algo parecido (unidade na ação direta) resguardado a autonomia de cada coletivo/entidade. Foi uma discussão fraterna e que pode render bons frutos. É a expectativa, mesmo sabendo que temos diferenças.
O domingo também foi acalorado. Momento de balanço foi “porrada” para todo lado. Mais uma vez, críticas contundentes, exasperações, etc. Balanço negativo por um lado e positivo por outro, tentando “dourar a pílula” e minimizar falhas, inclusive numa questão chave: finanças. Intervimos na medida em que somos também fundadores do MNOB, porém numa outra concepção no seu nascedouro (Ascenso bancário de 2004) e fomos duros e incisivos na crítica. Foram elementos do debate: onde está e qual o papel da vanguarda, mecanismos de dominação e ideologia do sistema, alienação, a burocracia, OLT versus superestrutura, dedicação maior aos privados, necessidade de mudanças de qualidade nas posições (forma e conteúdo - essência e aparência - discurso e prática, etc). Importante dizer aqui que ainda perdendo as votações principais, entendo que houve uma certeza; a hegemonia decantada pelo setor majoritário ficou desmascarada e
o golpe foi sentido. Pra ter uma idéia, imaginei que teríamos um encontro com não menos de 100 bancários, mas as votações principais apresentaram placar médio de ora, 45 a 28 votos, ora 43 a 30, nesta média. Ou seja, havia cerca de 70 bancários no encontro, cerca de 10 que eram não ativistas ou dirigentes, talvez menos. Só BU trouxe base de privados (3 comp em s). No ponto sobre eleições sindicais praticamente não acompanhei, pois tinha que “fechar” a estadia no hotel (Os comp em s têm mais elementos para relatar). Nas lutas específicas (PFG, Reestruturação PCS NS CX, Lateralidade BB, “privatização” BANEB/BNB, isonomia, Capitalização BB (ações na bolsa) e Bancos Privados (estabilidade, Del sindic, fusões), toda nossa delegação interveio.
Bom, penso que a atividade não fugiu muito do exposto. Peço aos demais kamaradas pra complementarem e retificar possíveis equívocos.
PS : Kamaradas, pedimos a quem eventualmente não tenha depositado a contribuição, que o faça, pois já tivemos o segundo cheque compensado.
Saudações a tod em s e nos vemos na quinta.
-------------- Próxima Parte ----------
Um anexo em HTML foi limpo...
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