[Bancariosdebase] Res: Encontro RJ

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Terça Julho 27 23:50:50 UTC 2010


Prezados companheiros, manos e minas.

O relato é essencialmente isso. só Farei algumas observações para para facilitar 
o entendimento.

1-Ao final dos trabalhos do sábado, combinamos com os manos de RN e MA uma 
reunião no hotel deles. O resto é como o o Messias relata.

2-apostando numa reconfiguração da Oposição em nível nacional a partir da 
relação política estabelecida entre nós, MR, RN  e MA, combinamos troca de 
contatos (lista de e-mail será disponibilizado logo mais), reunião virtual e 
possível reunião dos setores de oposição "rebeldes" após a campanha salarial. De 
nossa parte, incluídos os manos de Pernambuco e Brasília, que não compareceram 
ao Encontro.

3-Não foi proibido a entrada dos manos professores do ES no ônibus. O que 
ocorreu é que os camaradas teriam que dispender o dobro que pagamos para ir de 
busão. Diante disso, constatou-se ser mais vantajoso ir de carro, tendo em vista 
que o alojamento seria no vasco. 


4-O ES formalizou a sua saída do MNOB ao final dos trabalhos com o plenário 
ainda instalado.

É isso.

Abraços.

Márcio




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De: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>
Para: Bancários de Base Novo <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
Enviadas: Terça-feira, 27 de Julho de 2010 19:53:43
Assunto: [Bancariosdebase] Encontro RJ


Olá Kamaradas, 
Passo a relatar aos Comp em s o Encontro  do RJ:      
A princípio iríamos todos de carro. No último momento resolvemos ir de ônibus 
junto com a delegação do PSTU, pois o custo seria  bem menor, assim como o 
cansaço.  O Daniel como teria de acompanhar alguns membros do ES, professores da 
oposição APEOESP que participariam de reunião da tal  “Nova Central”, e como não 
foi permitido  inclusão de não bancários na mesma comitiva (não entendi o 
porquê), manteve a viagem de  automóvel.  Saímos da quadra por volta das 23:40.  
Fomos bem e chegamos em torno das 5.00 hrs.  Como a diária no hotel contaria a 
partir das 8.00, tivemos que aguardar o momento de nos instalarmos.  Houve 
mudança no horário de início do encontro (Sind. Serv. da Justiça RJ), centro do 
Rio, próximo à Cinelândia/Lapa, que seria iniciado às 09.00 e começou por volta 
das 11:30.  

Logo no inicio dos trabalhos, comp em s do MR  propuseram reunião conosco, SEEb-RN 
e SEEB-MA à noite. Na aprovação do regimento, destacamos o ponto Organização e 
estruturação do MNOB, e propusemos substituir MNOB por Oposições como estava 
redigido no chamado do próprio MNOB, perdemos (é claro!). Desta vez  MR, RN E MA 
votaram conosco e já deu pra sentir a extensão de cada bloco na correlação de 
forças. Foi deliberado que haveria  apresentação do  ponto  a ser discutido 
isoladamente e não a apresentação das teses, na íntegra (quinze minutos).  O 
primeiro ponto foi conjuntura. Após as  apresentações, abriram-se inscrições 
para vinte intervenções e não houve grandes diferenciações entre as 03 teses no 
ponto de conjuntura.    Porém no ponto seguinte, Conclat e reorganização do 
movimento, as avaliações e balanço tiveram diferenças gritantes e aí já  se 
evidenciaram diferenças de fundo entre as teses de ES e MR/seeb RN e PSTU. As 
duas primeiras muito mais fiéis ao real ocorrido em todo o processo e a terceira 
do PSTU, que buscou minimizar a extensão da derrota e suas conseqüências para o 
conjunto do movimento. Palavras duras de ambos os blocos. Intervimos no ponto 
enquanto Bancários de Base, mais no sentido de clarificar a extensão da derrota 
para a necessidade da organização dos trabalhadores e que o resultado impediu 
que o Conclat cumprisse o objetivo de ser algo superior aos coletivos e 
organizações que participaram  “oficialmente” da “unificação”.  Infelizmente o 
debate ficou mais na busca  de encontrar culpados. 

Após intervalo para almoço, retomamos com campanha salarial e pautas (BB, CAIXA 
e  Privados).   Problemas entre visões diferentes quanto ao índice (PSTU propôs 
que deveríamos assumir um número próximo de 20%, desde que tal índice unificasse 
com a Federação do RS e outros sindicatos como SC e ES (a  conferencia da 
contraf- CUT, soubemos depois, aprovou 11% e tudo o mais deliberado  no encontro 
em SP). O outro setor defendeu as perdas dos privados desde o plano real (24%) 
mais plano de reposição de perdas para os públicos.  O PSTU também defendeu a 
participação nos fóruns da CUT como Conecef e congresso BB, não descartando 
participação eventual em outros fóruns, desde que  havendo unidade com 
Intersindical e CTB. O outro Bloco nega a participação em fóruns da CUT e 
questiona inclusive a participação nos encontros de bancos públicos.  Acusa o 
PSTU da opção pela superestrutura e decisão de formar nova Federação. Farpas pra 
todo lado e acusações por parte do PSTU de falta de respeito e fraternidade na 
discussão por parte dos debatedores, em particular RN.  Importante destacar que 
naquilo que diz respeito às questões internas do MNOB, nos abstivemos e 
inclusive quando fomos “denunciados” de participar da assembléia de SP, 
refutamos não termos centralismo e que da mesma forma que fomos à tal assembléia 
na quadra, também estávamos ali, ou seja, defendendo a mesma visão e pontos de 
vista em ambas as situações (domingo). 

Encerrados os trabalhos no sábado, houve certa dispersão e iniciamos a reunião 
com  MR, RN E MA por volta das 21:30.  Iniciamos com parte do MA, depois os 
demais se somaram. RN foi enfático nas críticas e posições assumidas. Cortar 
verbas regulares para MNOB e contribuir apenas quando houver algo de concreto 
(jornais, panfletos, viagens, participação em eleições, etc).  Também 
sinalizaram não mais serem centralizados por uma organização que na prática não 
exerce a democracia da mesma forma que discursa e que instrumentaliza o 
movimento para construção do seu partido.  Pelo menos cinco membros do coletivo 
do RN mais o MR se posicionaram.  Tive a nítida sensação que alguns estão 
prontos pra romper organicamente (a maioria), porém como ainda não é consenso e 
o Cº  “J” é um dos que entende não ser ainda o momento.  Apesar de sinalizar que 
acontecerá mais cedo ou mais tarde.  Decidimos então estimular o corte do cordão 
umbilical, mas não forçamos.  Até porque  o cº  “Mts” do MR, também  não tem 
certeza (do ponto de vista dele) de já ser o momento.  Importante salientar que 
MA, ainda que tb tenha críticas veementes, nos pareceu o setor um pouco  mais 
distante de ruptura a curto prazo, também com diferenciações entre seus 
membros.  Propusemos então aos Comp em s,  a possibilidade de um encontro entre 
todos nós, após a campanha deste ano (mas ainda  em 2010) para discutirmos não 
só a própria campanha e outros assuntos da classe. Mas também  (se for consenso 
entre nós), buscar construir a possibilidade de  atuarmos enquanto frente ou 
algo parecido (unidade na ação direta) resguardado a autonomia de cada 
coletivo/entidade. Foi uma discussão fraterna e que pode render bons frutos. É a 
expectativa, mesmo sabendo que temos diferenças. 

O domingo também foi acalorado. Momento de balanço foi “porrada” para todo lado. 
Mais uma vez, críticas contundentes, exasperações, etc.  Balanço negativo por um 
lado e positivo por outro, tentando “dourar a pílula” e minimizar falhas, 
inclusive numa questão chave: finanças. Intervimos na medida em  que somos 
também fundadores do MNOB, porém numa outra concepção no seu nascedouro (Ascenso 
bancário de 2004) e fomos duros e incisivos na crítica. Foram elementos do 
debate:  onde está e qual o papel da vanguarda, mecanismos de dominação e 
ideologia do sistema, alienação, a burocracia, OLT versus superestrutura, 
dedicação maior aos privados, necessidade de mudanças de qualidade nas posições 
(forma e conteúdo - essência e aparência - discurso e prática, etc). Importante 
dizer aqui que ainda perdendo as votações principais, entendo que houve uma 
certeza; a hegemonia decantada pelo setor majoritário ficou desmascarada e o 
golpe foi sentido. Pra ter uma idéia, imaginei que teríamos um encontro com não 
menos de 100 bancários, mas as votações principais apresentaram placar médio de 
ora,  45 a 28 votos, ora 43 a 30, nesta média. Ou seja, havia cerca de 70 
bancários no encontro, cerca de 10 que eram  não ativistas ou dirigentes, talvez 
menos.  Só BU trouxe base de privados (3 comp em s). No ponto sobre eleições 
sindicais praticamente não acompanhei, pois tinha que “fechar” a estadia no 
hotel (Os comp em s têm mais elementos para relatar).  Nas lutas específicas (PFG, 
Reestruturação PCS NS CX, Lateralidade BB, “privatização” BANEB/BNB, isonomia, 
Capitalização BB (ações na bolsa) e Bancos  Privados (estabilidade, Del sindic, 
fusões), toda nossa delegação interveio. 

Bom, penso que a atividade não fugiu muito do exposto. Peço aos demais  
kamaradas pra complementarem e retificar possíveis equívocos.       

PS : Kamaradas, pedimos a quem eventualmente não tenha depositado a 
contribuição, que o faça, pois já tivemos o segundo cheque compensado. 

Saudações a tod em s e nos vemos na quinta. 


      
-------------- Próxima Parte ----------
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