[Bancariosdebase] panfleto p/ BB
Daniel
tzitzimitl em terra.com.br
Segunda Março 22 21:30:01 UTC 2010
Olá comp em s [1]
Segue o texto do panfleto que nós bancários do Espaço Socialista
estaremos distribuindo em nossa base do Banco do Brasil de São Paulo
Daniel
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ESPAÇO BANCÁRIO
www.espacosocialista.org Março 2010 espacosocialista em hotmail.com
PUBLICAÇÃO DOS BANCÁRIOS DO ESPAÇO SOCIALISTA – EDIÇÃO BANCO
DO BRASIL
O GOVERNO LULA X FUNCIONÁRIOS DO BB
A CHANTAGEM DA PRIVATIZAÇÃO
O presidente Lula, acompanhado dos ministros Mantega e Dilma
(pré-candidata do PT à sucessão presidencial), esteve reunido com
a cúpula do BB por ocasião da divulgação dos lucros de 2009, e no
seu discurso os três destacaram a importância do banco como
instrumento de combate à crise, enfatizando que "graças a Deus o BB
não foi privatizado pelos tucanos".
Se a crise foi resolvida ou apenas contornada discutiremos em outra
oportunidade, pois queremos contestar aqui a chantagem que está
sendo feita aos trabalhadores do BB. O PT quer nos transformar em
cabos eleitorais de Dilma, com a ameaça de que Serra vai privatizar
o BB. Sabemos o quanto foi catastrófico o governo FHC para o BB e
para o país de modo geral. Entretanto, o governo Lula deu
continuidade às mesmas políticas: privatização (concessões do
uso de florestas, reservas de petróleo, rodovias, bancos estaduais,
etc.), pagamento da dívida externa, juros estratosféricos, etc.
No BB, o governo deu continuidade à gestão privatizante, ao modelo
de banco comercial voltado para a concorrência com os bancos
privados, aplicando a reestruturação de 2007, a reforma
estatutária da Cassi, mantendo as metas e o assédio moral, o
projeto BB 2.0, etc. Não foram atendidas nossas reivindicações
históricas (reposição das perdas, isonomia, PCC/PCS, volta das
substituições, etc.) e chegamos ao cúmulo de ter que pagar horas
de greve. Só isso já demonstra que o governo e o PT não estão do
nosso lado, pois têm praticado uma privatização disfarçada.
Mas isso não é melhor do que uma privatização escancarada ao
estilo do PSDB? Consideramos que a alternativa para os trabalhadores
do BB não está entre a privatização disfarçada (PT) e a
escancarada (PSDB), e sim em se organizar para lutar CONTRA QUALQUER
TIPO DE PRIVATIZAÇÃO.
Somos oposição ao governo Lula não por considerar que o PSDB é a
alternativa, mas porque achamos que a alternativa está na
organização independente dos trabalhadores para lutar por seus
interesses. Por isso somos oposição à diretoria petista e
governista do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Um sindicato
jamais pode ser aliado do patrão, que no nosso caso é o governo,
seja ele de que partido for. Patrão é sempre patrão, por mais que
um dia tenha vestido o macacão de operário.
PARA QUÊ SERVE O LUCRO DO BB?
O Banco do Brasil teve um lucro de R$ 10 bilhões em 2009. Se a
parcela dos lucros reservada para pagamento da PLR referente ao 2º
semestre fosse distribuída igualmente, de maneira linear, cada
funcionário deveria receber mais de R$ 8 mil (já incluídos os
funcionários da Nossa Caixa). Ora, a grande maioria dos
funcionários, PEs, caixas e assistentes, recebeu um valor muito
menor, enquanto a cúpula ficou com a parte do leão. Isso serve como
mais uma evidência da gestão privatizante, que está fazendo dos
gestores parceiros da exploração dos funcionários.
Indo mais longe, se todo o lucro fosse dividido em partes iguais
para os 100 mil funcionários, daria 100 mil reais para cada um. Isso
seria o certo, já que toda a riqueza que existe na sociedade foi
produzida pelos trabalhadores, e deveria pertencer aos trabalhadores.
Mas isso não acontece porque as empresas são propriedade privada de
uma pequena minoria de capitalistas.
Mas e quanto ao BB, que é uma empresa de economia mista, cujo
acionista majoritário é o Estado? Para onde vai o lucro gerado pelo
banco? Vai para o caixa do Tesouro, onde se junta com o restante da
arrecadação e entra no ralo dos pagamentos da interminável dívida
pública, que em última análise vai parar nos bolsos dos
especuladores do mercado financeiro. Por isso defendemos:
- reestatização das empresas privatizadas;
- que os lucros das empresas públicas sejam revertidos em melhoria
dos serviços públicos para a maioria da população;
- que a parte dos resultados a ser distribuída aos funcionários
seja paga em parcelas iguais para todos;
- por um BB que financie os trabalhadore e não as empresas.
A DECADÊNCIA DO SINDICALISMO PETISTA: O CASO BANCOOP
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região já foi
exemplo de combatividade, quando liderou grandes greves na década de
1980, época de avanço nas lutas dos trabalhadores e de construção
da CUT e do PT como referência de organização da classe. Na
década de 1990, sob o pretexto de que o fim da URSS representava o
fim do socialismo, essas entidades abandonaram o campo da luta e se
tornaram instrumentos auxiliares da gestão do capitalismo.
Acompanhando essa trajetória, o nosso sindicato se converteu ao
peleguismo e se transformou numa espécie de “conglomerado
empresarial”, com ramificações como a Bangraf (gráfica
equivalente à de um jornal de grande porte), a Bancredi (que faz
empréstimos para bancários, num seríssimo conflito de interesses
para uma entidade que deveria ter como finalidade lutar pelo aumento
dos nossos salários) e também a Bancoop, cooperativa habitacional
envolvida há anos num escândalo policial.
A Bancoop está sendo acusada de arrecadar dinheiro dos cooperados e
não entregar os apartamentos, e ainda por cima cobrar valores
adicionais sob o pretexto de aumento dos custos. Está em curso uma
investigação por conta da suspeita de que o dinheiro tenha sido
desviado para campanhas do PT. Três dirigentes da entidade morreram
num acidente de carro no interior de Pernambuco em 2004, o que
dificulta o esclarecimento e a punição de possíveis crimes (o
processo aberto pelo Ministério Público está em:
http://www.scribd.com/doc/11291599 [2]).
Aproveitando-se do escândalo, os partidos rivais do PT querem fazer
uso eleitoral do caso Bancoop para desgastar a candidatura Dilma. Para
nós bancários não interessa a disputa entre partidos acostumados a
governar para os poderosos e sim a disputa para recuperar o nosso
sindicato para a luta. O caso Bancoop é mais um exemplo de como o
sindicalismo petista degenerou e desmoralizou a entidade, depois de
30 anos no seu controle. Por isso defendemos:
- rodízio dos dirigentes sindicais, com a proibição de
reeleições indefinidas;
- transparência na gestão financeira, nas prestações de contas e
nas decisões sobre gastos;
- fim do imposto sindical e de qualquer financiamento da patronal e
do Estado;
- proporcionalidade na composição da diretoria conforme a
votação das chapas;
- reuniões periódicas e deliberativas de delegados sindicais e
representantes de base.
A DECADÊNCIA DO SINDICALISMO PETISTA: O CASO MARCEL
O dirigente da ContrafCUT Marcel J. Barros, coordenador da Comissão
de Empresa, que representa os funcionários nas negociações com o
BB, foi agraciado no início de 2009 com uma comissão equivalente a
AP6. Que empenho terá um dirigente sindical em lutar pelo nosso
salário quando o seu problema pessoal foi resolvido?
O comissionamento de dirigentes sindicais é um atentado contra a
organização independente dos trabalhadores. Por isso defendemos a
escolha dos representantes dos trabalhadores nas negociações
diretamente em assembléias de base, contra a sua indicação
“biônica” por burocratas sindicais que estão há anos afastados
do dia a dia do trabalhador.
Como parte da luta pela organização independente dos
trabalhadores, defendemos na reunião dos Delegados Sindicais do BB
de São Paulo, Osasco e Região, em 24/02/2010, a seguinte moção,
que foi assinada por 20 representantes de base:
“Queremos que o senhor Secretário Geral da CONTRAF-CUT, MARCEL
JUVINIANO BARROS deixe qualquer fórum que envolva negociação dos
interesses dos bancários frente aos banqueiros e ao governo tendo em
vista que o sindicalista, sem estar trabalhando, foi nomeado a cargo
de confiança (AP6) do Banco do Brasil.”
QUEM SOMOS
O Espaço Socialista é uma organização formada por trabalhadores
para a intervenção na luta de classes e tem como objetivo a
construção do socialismo. Consideramos que “a emancipação dos
trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores” (Marx) e
defendemos a necessidade de elevar a consciência dos trabalhadores,
resgatar os métodos da democracia operária, garantir a
participação das bases, retomar a formação teórica e política,
e combater a burocratização dos sindicatos e outros organismos de
luta. Para conhecer em detalhe nossas idéias, visite
[3]www.espacosocialista.org [4]ou escreva para
[5]espacosocialista em hotmail.com [6]. Venha conosco construir uma
sociedade socialista! Venha construir o Espaço Socialista!
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