[Bancariosdebase] Enc: Unidade Coletivo Sindical - UCS-PE / Campanha 2010

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Quinta Novembro 4 10:46:00 UTC 2010


Parece quu não é somente eu e o Daniel que achamos que a mesa única é um entrave 
para bancos públicos e privados.

Um forte abraço.

Márcio



----- Mensagem encaminhada ----
De: Everton Sostenes <evertonebb em yahoo.com.br>
Para: marciocarsi em yahoo.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010 19:41:22
Assunto: Unidade Coletivo Sindical - UCS-PE / Campanha 2010


Prezado Márcio,
 
Segue abaixo a Nota Política da UCS-PE acerca da Campanha Salarial 2010.
 
Everton do Egito.
UCS-PE
 
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UNIDADE COLETIVO SINDICAL – UCS 
NOTA POLÍTICA Nº 18
 
CAMPANHA SALARIAL DOS BANCÁRIOS 2010 – AVALIAÇÃO
 
A campanha salarial dos bancários 2010 foi marcada por uma sucessão de erros de 
condução pelo Comando Nacional da Contraf, resultando num acordo de avanços 
pífios, onde, mais uma vez, as negociações nas mesas específicas não avançaram.
 
 Novamente as negociações acerca do índice na mesa da Fenaban consumiram todo o 
potencial de mobilização do movimento em detrimento das questões mais 
conseqüentes como às relativas à recomposição da remuneração e da qualidade de 
vida do trabalhador bancário nas mesas específicas: PCS, Isonomia, jornada de 6 
horas para comissionados, perdas salariais e o fim da lateralidade e das metas 
abusivas. 

 
Apesar do cenário favorável (greve forte, lucros recordes dos bancos, eleições 
presidenciais) o comando nacional da Contraf desprezou a disposição de luta dos 
bancários e bancárias do país capitulando servilmente aos banqueiros nas mesas 
de negociações específicas.
 
Na condução da campanha 2010 o comando nacional mostrou à base a quem serve e 
“presenteou” os bancários com 03 ações qualificadas como “fura greve” para o 
movimento:
1-     Orientou, de partida, a deflagração de greve por tempo indeterminado;
2-     Orientou os sindicatos à aceitação da 1ª proposta apresentada nas mesas 
específicas;
3-     Orientou à segmentação por Banco das assembléias na votação da proposta 
da Fenaban.
 
    A deflagração da greve por tempo indeterminado como a primeira ação foi um 
erro estratégico. O vazio das ações do sindicato ao longo do ano junto à base 
não propiciou à mobilização necessária da categoria. Tampouco ocorreu acúmulo 
para definir um horizonte de greve por tempo indeterminado. Resultado: 
convivemos com um sem número de agências “em greve”, porém com vários 
funcionários em seu interior trabalhando.
 
    Após digladiarmos na mesa da Fenaban e avançarmos dos 4,29% aos 7,5% de 
índice, o comando da Contraf, numa postura submissa, orientou a aceitação da 
primeira e única proposta apresentada pelos Bancos em suas respectivas mesas 
especificas. Essa atitude do comando, em meio a uma conjuntura favorável aos 
bancários, rebelou o movimento em Pernambuco que se contrapôs à orientação, 
deliberando a continuidade da greve neste estado por mais um dia. Dia seguinte, 
pesou a unidade nacional do movimento e Pernambuco, responsavelmente, decidiu 
pelo retorno ao trabalho.
 
   Quanto à segmentação por Banco das assembléias deliberativas da proposta da 
Fenaban, a contradição: Os ardorosos defensores da Mesa Única orientaram os 
sindicatos para que realizassem as assembléias de votação da proposta da 
Fenaban, separando-as por banco. Ou seja, a mesa única serve aos banqueiros, não 
aos bancários. Com essa atitude, o próprio comando nacional da Contraf concluiu 
o enterro da Mesa Única materializando e ilustrando, neste momento, a serviço de 
quem ela está. 

 
   Nesta paisagem de desilusões políticas e econômicas dos bancários, a 
diretoria do sindicato de PE, possuidora de voz e voto no comando nacional da 
Contraf, se manteve inerte, sem esboçar qualquer reação diante de mais uma 
campanha salarial de lesa-bancários. Como marionetes, seus diretores se 
mostraram asseclas de uma acefalia sem igual quando o assunto é luta de classes.
 
   No entanto, sob o foco dialético, essa contradição das atuais diretorias dos 
sindicatos ligados à Contraf permite aos bancários dizer não às ilusões, 
favorecendo o amadurecimento político e fazendo crescer as resistências e a 
consolidação da oposição da categoria em todo o país. 

 
Estarmos certos de que os bancários e bancárias irão recompor o caráter 
classista das nossas Entidades. De forma determinada e serena, construiremos um 
movimento sindical transparente, autônomo e independente de governos e patrões.
Outubro/2010
 
UCS


      
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