[Bancariosdebase] Enc: [oposicao_bancaria] Reforma da previdência na França e no Brasil: o mesmo objetivo de rebaixar direitos!
Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
marciocarsi em yahoo.com.br
Sábado Novembro 6 22:26:47 UTC 2010
É questão de tempo chegar aqui...
Abraços.
Márcio
----- Mensagem encaminhada ----
De: Sérgio K. <skired em uol.com.br>
Para: OPOSIÇÃO SP <oposicao_bancaria em yahoogrupos.com.br>
Enviadas: Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010 8:47:10
Assunto: [oposicao_bancaria] Reforma da previdência na França e no Brasil: o
mesmo objetivo de rebaixar direitos!
25/10/2010 Internacional www.conlutas.org.br (site provisório da CSP CONLUTAS)
Governo francês parte para ofensiva; trabalhadores e estudantes resistem.
Solidariedade já!
Apesar da aprovação de medidas da Reforma da Previdência, continuam as greves
e mobilizações na França
Apesar da pesquisa de que ampla maioria (79%) apoiava as manifestações do povo
francês contra as medidas do governo de Nicolas Sarkozy, o presidente
desrespeitou a opinião pública e a luta dos trabalhadores, aposentados e
estudantes. Sarkozy fez aprovar no Senado sua Reforma da Previdência. Entre
outras medidas, a reforma inclui o aumento da idade mínima de aposentadoria de
60 para 62 anos e da idade para aposentadoria integral de 65 para 67 anos.
A câmara alta do Parlamento francês aprovou o projeto com o voto de 177
senadores conservadores e centristas, contra os votos 153 votos de oposição.
Agora, o texto do projeto terá de ser ratificado pelas duas câmaras
legislativas e sancionado pelo presidente para entrar em vigor. Tudo deverá
acontecer nesta semana.
Repressão - Para impor seus planos, o governo Sarkozy está tratando das
mobilizações e greves que ocorrem no país em base a forte repressão por tropas
de choque. Um dos casos extremos foi o desbloqueio pela força das refinarias de
petróleo que estavam fechadas há dias causando o desabastecimento de
combustíveis em inúmeras cidades.
Reação - Mas os trabalhadores já afirmaram que não desistirão de defender seus
direitos. Centrais sindicais, sindicatos e organizações estudantis estão
convocando novas manifestações contras as medidas governamentais. Em várias
refinarias, foi prolongada a paralisação, que já dura nove dias, enquanto os
estudantes convocaram uma jornada de mobilização para esta terça-feira (25). Já
para a quinta-feira (28) está marcada nova greve geral no país, além de nova
jornada de lutas no dia 6 de novembro.
Grécia - Os trabalhadores do setor ferroviário da Grécia resolveram cruzar os
braços contra os planos de privatização a companhia férrea OSE, causando a
paralisação dos serviços de trem do país afetando viagens de passageiros e de
carga, no país e internacionais. Os protestos ocorrem até quarta-feira e,
depois, na sexta-feira.
(Com informes de agências internacionais)
Solidariedade - É fundamental a solidariedade dos trabalhadores e movimentos
popular e estudantil do Brasil à luta que vem ocorrendo na França e em outros
países da Europa. Esses trabalhadores estão lutando pela justa defesa de seus
direitos que vêm sendo brutalmente atacados. Seja pela Reforma da Previdência,
como na França, seja pela Reforma Trabalhista, como na Espanha e inúmeras
medidas na Grécia e outros países.
A CSP-Conlutas tem manifestado seu apoio a essas lutas por meio de notas de
solidariedade enviadas à Europa, pelas viagens de representantes da nossa
entidade para participar das mobilizações e levar a solidariedade dos
trabalhadores brasileiros, assim como tem realizado audiências em embaixadas de
países europeus para denunciar a política desses governos.
De acordo com o membro da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas, Dirceu
Travesso, a CSP-Conlutas e suas entidades filiadas defendem a luta dos
franceses e do povo europeu por entenderem que os ataques aos direitos dos
trabalhadores são globais. "É a maneira como os governos encontraram para
amenizar a crise econômica fazendo com que os trabalhadores paguem a conta",
comenta.
Ainda segundo o dirigente, apoiar essas lutas é crucial para o movimento no
Brasil, porque independentemente de quem ganhe as eleições presidenciais, Dilma
Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB), os dois já sinalizaram que farão reformas
que na prática retirarão direitos dos trabalhadores brasileiros. Uma das
reformas será a da previdência. "A vitória da luta dos franceses fortalece a
luta que teremos de enfrentar no Brasil em futuro breve", completa Travesso.
Na semana passada após uma manifestação realizada em Brasília em apoio o
Andes-SN (sindicato nacional dos docentes) e em defesa da liberdade e autonomia
sindical, uma comissão foi até ao Consulado da França entregar uma nota.
Leia a nota divulgada pela CSP-Conlutas após a atividade:
Cerca de 200 pessoas e representação de várias organizações sindicais e
populares brasileiras realizaram uma manifestação de solidariedade e apoio à
luta dos trabalhadores e juventude francesa pela retirada do projeto do governo
Sarkozy que ataca o direito à aposentadoria naquele país.
Na parte da manhã, cerca de 2000 pessoas de organizações de todo o país fizeram
uma manifestação em frente ao Ministério do Trabalho em Emprego. Para defender
a liberdade e autonomia sindical e contra os ataques que vem sofrendo o
ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior no Brasil). Os
companheiros do MTST e demais setores dos movimentos populares e luta por
moradia também fizeram uma manifestação em frente ao Ministério do Planejamento
e do Ministério da Justiça exigindo o fim das desocupações e da criminalização
da pobreza e dos movimentos sociais.
Na parte da tarde estudantes e representantes de várias organizações foram até
a embaixada da França onde foi entregue um documento em solidariedade à luta
dos trabalhadores e da juventude e onde exigimos o fim imediato da repressão e
a retirada do projeto de ataque contra as aposentadorias.
Temos a clareza que a vitória dos trabalhadores e juventude francesa neste
momento fortalece a luta de todos os trabalhadores em todo o mundo contra as
tentativas de que os trabalhadores e setores explorados e oprimidos paguem pela
crise imperialista internacional. Por isso vinculamos a nossa solidariedade
internacionalista com cada uma das lutas concretas, do Andes, dos movimentos
populares que estamos desenvolvendo no Brasil.
Não pagaremos pela orgia dos especuladores internacionais.
Toda a ação de unidade e solidariedade que possamos desenvolver neste momento
em que o governo francês mantém a intransigência e aumenta a repressão para
tentar derrotar as mobilizações é decisiva.
Chamamos a todas as organizações de trabalhadores e movimentos sociais que
reproduzam, de acordo com sua realidade e particularidade, ações de apoio e
solidariedade. Em particular no continente europeu, onde lutas com o mesmo
conteúdo acontecem em praticamente todos os países.
CSP – Conlutas
Central Sindical e Popular / Brasil
22 de outubro de 2010.
Leia também a nota enviada pelos estudantes da ANEL (Assembléia Nacional dos
Estudantes - Livre) aos estudantes e trabalhadores franceses:
Estudantes brasileiros apóiam as mobilizações dos estudantes e trabalhadores na
França
No dia 12 de outubro 3,5 milhões de pessoas saíram às ruas em mobilização na
França. As diversas manifestações que tomaram todo o país exigiam o fim da
reforma da Previdência do governo Sarkozy, que tem imposto duros ataques aos
trabalhadores e jovens franceses diante das conseqüências da crise econômica na
Europa. O projeto de Reforma de Sarkozy tem como central o atraso do tempo
mínimo para as aposentadorias que com as sistemáticas crises, o aumento do
desemprego e da informalidade aumenta na prática a idade da aposentadoria de 60
para 67 anos.
Diante desses ataques, a mesma efervescência de luta da juventude francesa que
em 2005 derrubou o projeto de lei que flexibilizava as contratações de jovens
(Lei do Primeiro Emprego) se expressou na atual luta dos trabalhadores
franceses com a adesão de milhares de estudantes. Nessa última quinta-feira as
mobilizações estudantis tomaram o território Francês, paralisando cerca de 600
instituições de ensino, entre escolas e universidades, enfrentando inclusive a
repressão policial. A luta estudantil tem colocado em cheque não só os projetos
de reforma do governo Sarkozy mas também tem apontado a importante perspectiva
da defesa dos direitos a partir da luta lado a lado com os trabalhadores.
Nesse dia 19, terça-feira e sexto dia da greve geral, os estudantes deram mais
um exemplo de ousadia, resistência e rebeldia. Já passam de 850 escolas
paralisadas e as manifestações tem se radicalizado ainda mais. Diante dessa
situação, a saída de Sarkozy foi apelar para a repressão policial para tentar
calar os estudantes: Lyon e Nanterre, periferia de Paris, foi foco da mais
brutal repressão contra os manifestantes.
Frente à crise, os governos de todo o mundo tem imposto aos trabalhadores e a
juventude duros ataque aos direitos sociais, salários e empregos, sempre em
favor dos lucros das empresas e dos poderosos. Porém, a resistência que temos
visto por parte dos trabalhadores europeus, e agora em evidência com a luta dos
estudantes franceses, mostra que a mobilização é o único caminho para derrotar
esses governos e impor uma saída para a crise sob a ótica da classe
trabalhadora e da juventude.
Nesse sentido, a ANEL se solidariza com os milhares de estudantes franceses que
tem ido as ruas com ousadia se enfrentar com os ataques de Sarkozy e exigir
seus direitos ao lado dos trabalhadores. Convidamos os estudantes brasileiros a
apoiarem o conjunto das mobilizações francesas que seguem sacudindo a França
repudiando qualquer ação do governo e dos patrões de se utilizar da repressão
para conter o movimento.
Os trabalhadores e a juventude não pagarão pela Crise! Viva a luta do povo
francês!
ANEL- ASSEMBLEIA NACIONAL DOS ESTUDANTES - LIVRE!__._,_.___
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