[Bancariosdebase] Enc: [analistabb] BB lucra R$ 2,6 bilhões, com avanço de 46%

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Quinta Novembro 18 01:34:12 UTC 2010



Mais um recorde de lucro do BB.

Abraços.

Márcio



  
BB lucra R$ 2,6 bilhões, com avanço de 46% 

Qua, 17 de Novembro de 2010 09:23	      O Banco do Brasil anunciou lucro líquido 
recorrente de R$ 2,6 bilhões no  terceiro trimestre de 2010, alta de 46% ante o 
terceiro trimestre do  ano passado. O resultado acumulado nos nove primeiros 
meses deste ano,  descontando efeitos extraordinários, foi de R$ 6,9 bilhões, 
evolução de  39% na comparação com igual intervalo de 2009. 

A alta do lucro é  resultado da expansão das operações de crédito, do aumento da 
receita  com prestação de serviços e da contabilização de ganhos do fundo de  
pensão dos funcionários do BB, a Previ. O retorno anualizado do período  foi de 
25,7%, o maior entre os grandes bancos.
Entre os grandes  bancos, o lucro do BB foi menor apenas que o do Itaú Unibanco, 
que  anunciou ganho recorde de R$ 3,034 bilhões no trimestre. Superou o do  
Bradesco, que lucrou R$ 2,5 bilhões de julho a setembro, e o do  Santander, com 
R$ 1 bilhão (considerando o resultado no padrão contábil  brasileiro).
A carteira total de crédito do BB fechou setembro em  R$ 365,1 bilhões, expansão 
de 4,4% na comparação com o segundo trimestre  e de 21,1% em 12 meses. Os 
empréstimos para pessoas físicas cresceram  25% em 12 meses, puxados por linhas 
como o crédito consignado, que  cresceu 25%, e veículos, com 31%, influenciado 
pela compra dos bancos  Nossa Caixa e Votorantim.
Destaque. O crédito imobiliário foi o  destaque em crescimento, com expansão de 
90% no período. Já nos  empréstimos para empresas, a alta foi de 20,1% em 12 
meses, com destaque  para as operações de micros, pequenas e médias empresas, 
principalmente  capital de giro, que teve expansão de 25%.
O crescimento do  crédito, porém, ficou abaixo do bancos privados. No segundo 
trimestre,  ante o primeiro, a expansão dos empréstimos do BB foi de 6,8%. No  
terceiro ante o segundo, foi de 4,4%, mesmo nível do Bradesco, mas  abaixo do 
Itaú, que cresceu 5,7%, e do Santander, com 5,5%. Em 2009, por  causa da crise 
global, os bancos privados colocaram o pé no freio e  reduziram a liberação de 
empréstimos.
"A competição aumentou  muito. Os bancos privados querem recuperar o espaço 
(perdido durante a  crise)", diz o vice-presidente de Finanças, Mercado de 
Capitais e  Relações com Investidores do BB, Ivan Monteiro. "O objetivo para 
2011 é  não perder nossa participação no mercado e chegar a liderança no crédito  
a pessoa física", completa.
Para o analista do setor financeiro  do Banco Fator Corretora, Fernando Salazar, 
o lucro do BB veio acima das  expectativas, mas o crescimento do crédito ficou 
abaixo do esperado.
No  segmento de micros, pequenas e médias empresas, enquanto o BB cresceu  só 
3,6% no terceiro trimestre, os bancos privados tiveram resultado  melhor, após 
reestruturarem a área, contratando gerentes e criando novos  produtos. No 
Santander, o crescimento foi de 11% e no Itaú, a alta foi  de 8%.
Assim como nos bancos privados, as taxas de inadimplência  do Banco do Brasil 
apresentaram queda no terceiro trimestre e terminaram  com a menor do mercado 
entre os grandes bancos. Considerando o  indicador para atrasos acima de 90 
dias, a taxa total fechou setembro em  2,7%, abaixo dos 3,4% do mesmo período do 
ano passado e estável em  relação ao segundo trimestre deste ano. Com a queda 
dos calotes, o BB  teve redução nas despesas com provisões para devedores 
duvidosos (PDD).  Esses gastos somaram R$ 2,6 bilhões no terceiro trimestre, 
queda de 9,5%  sobre 2009.
O BB terminou o trimestre com ativos totais de R$  796,8 bilhões, expansão de 
16% ante setembro de 2009. O banco ampliou  ainda mais a distância em ativos com 
o Itaú Unibanco para R$ 111  bilhões. Com isso, o banco público se consolida na 
posição de maior  instituição financeira do Brasil e da América Latina.
Estados  Unidos. O BB já encontrou um banco para comprar nos Estados Unidos. A  
aquisição pode ser fechada ainda este ano, disse Monteiro. O banco que  está 
sendo analisado fica na costa leste do país, com rede de agências  nos 
principais pontos onde estão os imigrantes brasileiros que moram nos  EUA. É 
esse o público alvo do banco por lá.
O executivo não  revelou o nome da instituição. Sem dar detalhes, Monteiro diz 
que não é  um banco grande e a operação terá valor menor que o BB desembolsou 
para  comprar o argentino Patagonia, que foi de US$ 480 milhões. Segundo  
Monteiro, o BB chegou a avaliar alguns outros bancos nos EUA, antes de  decidir 
pela negociação com a instituição atual.
Sobre o Banco Panamericano, o executivo descartou interesse do BB em comprar uma 
fatia da instituição.
Resultados
R$ 2,6 bi
é o lucro líquido do Banco do Brasil no 3º trimestre deste ano
R$ 6,9 bi
é o lucro no acumulado de janeiro a setembro deste ano
R$ 3,034 bi
é quanto o Itaú Unibanco lucrou no terceiro trimestre deste ano
R$ 1 bilhão
foi o lucro do Santander
Fonte: O Estado de S.Paulo
 
Diretoria Executiva da CONTEC

  
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