[Bancariosdebase] Enc: [oposicao_bancaria] Caixa perde R$ 300 milhões

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Quinta Novembro 18 01:38:15 UTC 2010


Isso tem reflexo direto no pagamento da PLR  dos companheiros no ano que vem. E 
aí?

Márcio

  
Caixa perde R$ 300 milhões 


Qua, 17 de Novembro de 2010 09:26 
Com as ações do PanAmericano derretendo desde que estourou o  escândalo de 
fraude nos seus dados contábeis, a Caixa Econômica Federal  (CEF) — dona de 49% 
do capital votante da instituição controlada pelo  Grupo Silvio Santos — perdeu 
mais de 40% dos 

R$ 740 milhões que  aplicou no negócio em dezembro do ano passado. O prejuízo 
estimado  chegou a R$ 300 milhões até ontem e, por medo de ver seus 
investimentos  transformados em pó caso o PanAmericano quebre, a Caixa está 
trabalhando  duramente na recuperação do banco. Para evitar mais perdas, Maria  
Fernanda Ramos Coelho, a presidente da CEF, comandará, a partir deste  mês, o 
Conselho de 

Administração da instituição.

Em dezembro  do ano passado, a Caixa arrematou 36,56% das ações do banco de 
Silvio  Santos — o equivalente a 49% do controle da instituição. Na época,  
segundo analistas, o PanAmericano estava avaliado em aproximadamente R$ 2  
bilhões e o banco público pagou, na média, R$ 8,50 por ação. Quase um  ano 
depois do negócio ser realizado, a cotação das ações do PanAmericano  chegou a 
R$ 4,95 no pregão de ontem, acumulando um derretimento de  41,7% desde então. “A 
Caixa não sabia onde estava entrando. E foi  induzia a erro pelos avaliadores do 
PanAmericano, a auditoria KPMG e o  Banco Fator”, disse um analista de mercado.

A expectativa da  Caixa é de, no máximo em quatro meses, depois de a poeira 
baixar,  conseguir um bom valor pelo PanAmericano — ontem, o mercado dava como  
certa a venda da instituição para o banco mineiro BMG, que atua em um  segmento 
semelhante à instituição de Silvio Santos. Para dar  credibilidade ao 
PanAmericano, a CEF indicou cinco de seus funcionários —  atualmente lotados nas 
superintendências do banco — para cuidar dos  departamentos de crédito, risco, 
financeiro, cartão de crédito e rede da  instituição abalada por fraudes. As 
áreas são consideradas importantes  estrategicamente. 


Prestação de contas
O  apresentador de tevê Silvio Santos foi o que mais perdeu dinheiro com a  
maquiagem contábil promovida pelos seus executivos no PanAmericano. Além  dos R$ 
2,5 bilhões que teve de emprestar do Fundo Garantidor de Crédito  (FGC) para 
cobrir o rombo do banco, apenas com a desvalorização das  ações na bolsa de 
valores perdeu mais R$ 310 milhões. Ele ainda corre o  risco de ficar sem o 
empreendimento que lhe dá mais orgulho e o deixou  famoso: o Sistema Brasileiro 
de Televisão (SBT). A emissora, assim como  outros ativos do empresário, foram 
dados como garantia ao FGC.

Temendo  novas surpresas nas contas do PanAmericano, a Caixa contratou a  
consultoria Pricewaterhouse Coopers (PWC) para fazer uma nova auditoria e  
verificar possíveis problemas. A KPMG e o Banco Fator, responsáveis por  checar 
a contabilidade do banco de Silvio Santos antes de a Caixa  fechar o negócio, 
devem ser interpelados pelo banco público.

Ex-diretores teriam derrubado cotações
A  antiga diretoria do PanAmericano, que deixou um rombo de R$ 2,5 bilhões  na 
contabilidade do banco, pode também ter ajudado a derrubar as ações  da 
instituição e, consequentemente impulsionado, o prejuízo de R$ 300  milhões 
imposto à Caixa Econômica Federal. Sabendo da intervenção que o  Banco Central 
estava prestes a fazer no PanAmericano, eles saíram  vendendo os papéis que 
possuíam e ainda teriam dado informação  privilegiada a alguns investidores. A 
denúncia é de operadores do  mercado financeiro.

Para não causar confusão na bolsa de valores,  o BC optou por divulgar os 
problemas no PanAmericano em 9 de novembro,  após o fechamento do mercado. 
Porém, quase um mês antes, as ações do  banco já estavam em queda em função de 
vendas expressivas no pregão da  BM&FBovespa. “Desde 14 de outubro até o dia do 
anúncio das fraudes, o  mercado como um todo ainda não sabia dos problemas, mas 
as ações já  haviam derretido 23%”, explicou um dos operadores ouvidos pelo 
Correio.  “Isso mostra que já havia pessoas negociando com uso de informação  
privilegiada, sabendo que o banco estava ruim. Mas também os  ex-diretores 
estavam operando para se livrarem dos papéis que detinham,  pois ainda havia 
espaço para embolsar lucros”, acrescentou outro  profissional.

Adiamento
Com tanta  irregularidade envolvendo o PanAmericano e as críticas quanto a uma  
possível demora do Banco Central para agir, o presidente da autoridade  
monetária, Henrique Meirelles, e a presidente da Caixa, Maria Fernanda  Ramos 
Coelho, trabalharam pesado nos bastidores para adiar o depoimento  que ambos 
dariam hoje na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do  Senado. Eles foram 
convocados para abrir a caixa preta do PanAmericano.

Segundo  informações do Senado, a audiência foi adiada para a quarta-feira da  
próxima semana, 24 de novembro, a pedido dos depoentes. A sabatina com  
Meirelles e Maria Fernanda deve ser longa, já que a Comissão de Assuntos  
Econômicos (CAE) também havia convocado o presidente do BC, no mesmo  dia 24, 
para fazer um balanço trimestral das ações de política  monetária. Agora, as 
duas comissões ouvirão Meirelles em conjunto.

Justiça
O  caso PanAmericano deve ficar mais definido, porém, após a primeira  quinzena 
de dezembro, quando acaba o prazo de conclusão do inquérito na  Polícia Federal. 
A contar de ontem, a PF tem 30 dias para enviar o que  apurou aos procuradores 
da República especializados em crimes  financeiros, Rodrigo Fraga Leandro de 
Figueiredo e Anamara Osório Silva.  No último dia 11, o Ministério Público 
Federal (MPF) abriu Procedimento  Investigatório Criminal para apurar as 
supostas irregularidades  contábeis denunciadas pelo BC, que evidenciaram um 
rombo gigantesco na  instituição. 


A denúncia criminal só será feita à Justiça após o  MPF receber a apuração da 
PF. Somente após a chegada dos documentos, os  procuradores decidirão quem 
responsabilizarão criminalmente. Daí, o caso  passará para as mãos de um 
magistrado federal, que decidirá as punições  a serem aplicadas. Até lá, segundo 
analistas, o PanAmericano estará  mais fortalecido. Os fluxos de depósitos e 
investimentos na instituição  já começam a voltar ao normal após uma onda de 
saques quando estourou o  escândalo.

BB não tem interesse
O  vice-presidente de Finanças do Banco do Brasil, Ivan Monteiro, disse que  a 
instituição não tem interesse em comprar a participação acionária do  Grupo 
Silvio Santos no PanAmericano. Segundo ele, o interesse do BB está  voltado para 
os Estados Unidos, onde assumirá um banco com rede de  agências nos principais 
pontos em que vivem imigrantes brasileiros. O  executivo não revelou o nome da 
instituição. O BB chegou a avaliar  alguns bancos nos EUA, mas optou por apenas 
um, por enquanto.
Fonte: Correio Braziliense
 
Diretoria Executiva da CONTEC 


  
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