[Bancariosdebase] Atitudes antissindicais dos banqueiros e do governo

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Sábado Outubro 2 21:00:49 UTC 2010


 
Prezados companheiros, manos e minas.

A fonte é o saite do Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e Região.

Trata-se de diversas praticas antissindicais dos banqueiros e do governo Lulla. 
O governismo é tanto que os contraficantes não citam o nome dos bancos 
federais,  somente os privados. Mas vocês prestarão atenção e notarão que há 
ameaças de descomissionamento, onde tal prática só existe em bancos públicos 
federais.

Mas fica aí a título de informação sobre a realidade do embate entre capital e 
trabalho.

Um forte abraço.

Màrcio.
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São Paulo - “Agora são 2h30 da madrugada de 30 de setembro de 2010. Estou pronta 
esperando o táxi que obrigatoriamente eu tenho que pegar a fim de chegar antes 
das 4h15 no trabalho... (há) pessoas cumprindo 10 horas, 12 horas e até 15 horas 
de trabalho! Simplesmente desumano.”

O relato é de uma bancária e foi encaminhado por e-mail ao Sindicato. Chegou 
precisamente às 3h04 da madrugada. E é apenas uma das denúncias de 
contingenciamento que chegam diariamente ao Sindicato. Somente pelo e-mail 
site em spbancarios.com.br já são mais de 200 em apenas duas semanas. Uma média de 
15 por dia. E outras tantas chegam diretamente para os dirigentes sindicais.

> Clique aqui e envie sua denúncia para o Sindicato

“Estamos sendo obrigados a entrar às 4h da madrugada. Eu tenho filho e não posso 
sair nesse horário de casa”, relatou um trabalhador.

O Sindicato já apresentou denúncia ao Ministério Público do Trabalho da 2ª 
Região contra este tipo de prática, que fere o direito à greve estabelecido na 
Constituição Federal. O documento pede que seja instaurado processo 
investigatório e que sejam tomadas as providências cabíveis.

Fora da lei – Não é apenas forçando os trabalhadores a entrar de madrugada que 
os banqueiros se armam contra a mobilização. Há também relatos de pressão e 
ameaças, inclusive via telefone e torpedos.

“O gestor ameaçou de descomissionamento o funcionário que fizer greve”, disse 
uma bancária. “O superintendente convocou reunião para coibir e amedrontar os 
funcionários que quisessem aderir à greve. Ele apresentou e mandou todos 
assinarem uma lista onde deslocava os funcionários para trabalhar em diversos 
locais de SP”, conta outro.

As histórias não param e são as mais diversas: “a gerência interceptou 
comunicado de assembleia geral para deflagração da greve e não deu ciência aos 
bancários”. Outro afirma que terá de se virar para trabalhar: “o gerente do 
setor está pedindo aos funcionários que acessem a internet de suas casas ou de 
onde estiverem para dar prosseguimento aos processos”.

E mais: “Recebemos um comunicado dos supervisores que os assistentes terão que 
resistir à greve, tendo de entrar nos prédios de atendimentos. Estamos sendo 
pressionados por nossos superiores”, conta outro.

Pelos ares – No Itaú Unibanco, os bancários sequer podem escolher entre entrar 
ou não nos locais de trabalho, já que são transportados pelos ares, de 
helicópteros, entre concentrações como CAT, CTO e Patriarca.

Para a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, essa é a real postura dos 
banqueiros frente a seus trabalhadores. “Eles tentam vender um mundo fantasioso 
para a sociedade, como se a vida do bancário fosse mil maravilhas. Mas a verdade 
quem conta são os bancários, em seus relatos desesperados, sonhando com uma vida 
digna e condições para que possam trabalhar decentemente.”


      
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