[Bancariosdebase] Res: Proposta de panfleto

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Quarta Outubro 13 03:33:11 UTC 2010


Prezados companheiros, manos e minas.

As minhas contribuições seguem em azul na parte do BB.

Porém, não posso fazer algumas ponderações acerca deste panfleto. Os bancários 
receberão zilhões de outros materiais. Portanto há muito texto no nosso 
panfleto. Temos que ser certeiros e suscintos ne momenetos como este. Na minha 
opinião, deveria ser conforme a proposta original do Daniel, caso contrário, 
correremos o risco dos bancários não lerem o nosso material.

É só isso.

Um forte abraço.

Márcio




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De: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>
Para: Bancários de Base Novo <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
Enviadas: Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010 0:06:42
Assunto: [Bancariosdebase] Proposta de panfleto


Pessoal, segue proposta de panfleto pra amanhã. Peço celeridade nas 
alterações/sugestões/supressões.  Dentro do que conseguimos discutir, isto é o 
que me foi possível sistematizar. Penso que devemos reforçar/intensificar 
chamado aos grevistas. 

PROPOSTA DE PANFLETO UNIFICADO PARA ASSEMBLÉIA DE 13.10.2010 
  
“A MAIOR GREVE DOS ÚLTIMOS 20 ANOS” E A MENOR PROPOSTA, INSUFICIENTE PARA TODOS 
Primeiro esclarecer que a nossa  greve em 2010, é forte sem duvida nenhuma.  
Fundamentalmente nos  bancos públicos. Porem, ainda que forte não atingiu o 
nível e intensidade de 2004.  Também entendemos que ainda que  todos os 
grevistas (em numero menor nos bancos privados) estão de parabéns., sabemos que 
as paralisações nos privados,são  feitas sempre de fora pra dentro, ( parece não 
existir interesse em mudar o quadro e alterar a cultura favorável aos banqueiros 
de que “banco privado não faz greve” e no caso dos bancos públicos de que 
“gerentes não podem fazer greve”).  A partir disto, a greve nos privados 
continua na maioria dos casos, uma  greve de faz-de-conta, onde a “paralisação” 
ocorre mediante acordos de contingenciamento.  Feito isto, tira-se a foto para o 
jornal do sindicato. Nos bancos públicos por sua vez, a participação existe na 
ausência ao trabalho, porém a maioria dos grevistas se nega a participar dos 
piquetes e atividades porque simplesmente não confiam na entidade e sabem que 
mais cedo ou mais tarde se sentirão como verdadeiros “bois de piranha”, pois 
apenas servirão de ferramenta para que o sindicato garanta sua base social junto 
aos bancos privados, até porque  avaliam,  estes serão os seus eleitores na 
disputa sindical e a partir do instante em que entendem que estes já  estão 
satisfeitos com as “migalhas” da Fenaban, podem abrir mão da “massa” dos bancos 
públicos, afinal estes representam menos de 20% da categoria na base de São 
Paulo. 

DIZER NÃO À PROPOSTA. CONTINUAR A GREVE 
Vivemos  um momento especial na conjuntura política e mais que a oportunidade, 
temos a obrigação de usarmos este fator como0 forma de arrancar uma acordo 
melhor. Ainda recentemente a mídia publicou matéria onde denunciava a pressão do 
governo, ameaçando implodir a mesa da Fenaban, pois a mesma estaria irredutível 
nas negociações e estaria prejudicando o governo duplamente. Primeiro porque, do 
ponto de vista econômico a greve estaria trazendo prejuízos muito menores para a 
banca privada em relação ao governo, dada a paralisação ser muito maior nos 
bancos públicos.  O outro problema, de caráter  político e muito mais 
estratégico para o governo é o empate técnico entre a candidata do governo e a 
candidatura da oposição, pois a candidata governista perde votos em várias 
regiões, mas a perda de votos nas regiões NO e NE é muito mais emblemática pois 
são regiões onde a população recebe em maior numero os benefícios sociais do 
governo e lá além das paralisações nos privados ocorrerem de fato, nos públicos 
ela é de 100% e fica difícil dar resposta apenas com os  correspondente 
bancários e o desgaste político do governo é muito maior Neste instante cabe a 
nós intensificar esta contradição e arrancar um acordo superior ao que nos é 
apresentado.   NÃO PODEMOS ACEITAR QUE FURA-GREVE VOTE EM ALGO QUE NÃO 
CONSTRUIU, DEVEM, PORTANTO, ABSTER-SE DA VOTAÇÃO.  ENTENDEMOS QUE PARA VOTAR O 
PROPOSTO PELA FENABAN E A CONTINUIDADE DA GREVE, A ASSEMBLÉIA SEJA UNIFICADA, 
PUBLICOS  E PRIVADOS. EM SEGUIDA, SEPARADAS  AS  ASSEMBLÉIAS, VOTAMOS AS 
ESPECIFICIDADES E ACEITO OU NÃO O ÍNDICE, A GREVE CONTINUA PELO ESPECÍFICO . 

BANCÁRIOS DE PRIVADOS DEVEM DIZER NÃO. 
- O índice de 7,5 é do ponto de vista relativo infinitamente inferior ao obtido 
pelos metalúrgicos (10,8%) e petroleiros (09,00%). 

- O BRB Banco regional de Brasília acordou 12,00 % nos salários além de aumentos 
nas várias outras cláusulas econômicas e sociais acima da Fenaban. 

- O INPC, base de calculo para reajuste dos salários é um índice falseado, na 
medida em  que não abrange vários itens de consumo do dia-a-dia. 

-Os bancários e bancarias de bancos privados acumulam perdas de 24% desde o 
plano real, portanto não há que se falar em aumento real (pura falácia). 

-Não se toca no ponto de estabilidade  no emprego para os privados. 
-A reivindicação histórica de delegados sindicais eleitos e/ou comissão de banco 
eleita não é objeto nem ao menos de especulação por parte de nossos 
“representantes”. 

BANCÁRIOS  DA CAIXA DEVEM DIZER NÃO. 
-Como um greve forte não consegue garantir o não desconto/compensação da greve. 
-Não há nada que verse sobre não punição/retaliação aos grevistas. 
-O ano deveria ser da ISONOMIA, só que ....., ninguém sabe, ninguém viu. 
-O índice de reajuste do salário de ingresso  na CAIXA deve no mínimo de 16%, 
como na Fenaban. 

-A CAIXA assinou  compromisso de contratar 5.000 novos bancários. Não se sabe ao 
certo quantos contratou, mas sabe-se que antes de contratar, 
antecipou/incentivou quase 3000 aposentadorias sem substituição. 

-O PCS e suas distorções, como as VPs “surrupiadas” vão pra ”mesa de enrolação 
permanente” 

-O PFG, suas distorções e as mazelas da reestruturação terão o mesmo caminho; As 
enrolações permanentes já duram dez anos na CAIXA. 

-Permanece a discriminação aos bancários do REG-REPLAN não saldado, inclusive a 
proposta feita não esclarece devidamente a que teriam direito. 

-Cadê os tickets dos aposentados???? E as promoções futuras por merecimento?? E 
o controle real da Funcef pelos trabalhadores?? E o câncer chamado CAIXA 
SEGUROS? E o PSI  ?? etc 

BANCÁRIOS DO BB DEVEM DIZER NÃO. 
- Porque a PLR não é linear. Ademais, a proposta é menor do que a última 
recebida pelo funcionalismo. Se a última PLR fosse linear, cada bancário 
receberia mais de R$ 8000,00; 

- Não contempla reposição de perdas salariais do período de FHC, permanecendo 
assim a "herança maldita" do congelamento salarial de 9 anos; 

 -Porque não comtempla a isonomia, o retorno do anuênio e os interstícios de 12 
e 16%; 

 -Porque não se deve punir o exercício de um direito como a greve; 
-Porque não prevê o retorno do pagamento das substituições; 
-Porque nada fala sobre o respeito da jornada de 6 horas para todos os 
bancários; 

-Porque a nova proposta de PCCS (PCR) será discutida nas mesas de "enrolação" 
permanente, podendo virar um "mico" como o plano odontológico (do Bradesco) e a 
comissão de ética (quatro representantes do banco e um eleito no fucionalismo) 

- 
Só a luta muda a vida.  Um outro sindicato, combativo, democrático, que não se 
renda a interesses alheios à categoria, que não priorize as eleições partidárias 
é possível e necessário.Temos que promover greves diferentes, que causem maior 
impacto aos patrões. Tudo pode ser desde que estejamos organizados e preparados 
ao longo dificar o chamado aos grevistas. 


      
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