[Bancariosdebase] PROPOSTA TEXTO JORNAL PARA CAMPANHA SALARIAL 2010.
Utopia
utopia_s em yahoo.com.br
Segunda Setembro 20 03:16:44 UTC 2010
Kamaradas,
Segue proposta de texto.
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UMA OUTRA CAMPANHA É POSSÍVEL (E NECESSÁRIA).
MUDAR O ROTEIRO E CONSTRUIR A PARTIR DOS LOCAIS DE TRABALHO, UMA OUTRA CAMPANHA.
Campanha Salarial de 2009 começou e terminou como as anteriores. As direções sindicais da CUT e seus aliados atentaram mais uma vez contra a inteligência e capacidade de pensar de toda uma categoria. Defenderam e aprovaram com auxilio de gestores e demais furas- greve, a mando do governo e dos banqueiros, mais um acordo rebaixado e o apresentaram como sendo uma vitória. Grande “vitória”. Lutamos por PCS digno, Reposição de Perdas, Isonomia, Plano de Saúde compatível, estabilidade para o setor privado, defesa dos bancos públicos, melhores condições de trabalho, fim das metas abusivas. Importante aqui também destacar e acabar com os suicídios que ocorrem rotineiramente na categoria e dos quais ninguém quer falar. Lutamos também pela denuncia e criminalização dos assediadores e das empresas, delegados sindicais nos bancos privados, pelas conquistas específicas de cada banco (público ou provado), etc.
E nossos representantes, que justificam a mesa única como “materialização” da unidade entre trabalhadore em s de instituições públicas e privadas, vergonhosamente dividiram a categoria no decorrer do processo e o que tivemos mais uma vez foi o sentimento de derrota, muito diferente da “vitória” alardeada pelos nossos “dirigentes”. E como a relação de confiança entre dirigentes e trabalhador em s, ainda que tivéssemos uma adesão expressiva dos bancári em s de bancos públicos, esta legião de grevistas em sua maioria, simplesmente não participaram de piquetes, atos e assembléias, permanecendo alheios e “acompanhando” virtualmente. Uma grande demonstração de insatisfação dupla, contra o governo-patrão e contra uma diretoria na qual o bancário não se sente representado. Importante salientar que em meados de 2011 teremos eleições para a renovação da diretoria do SEEB-SP.
O QUE FAZER?
Para que passemos a ter campanhas com perspectivas de vitória, precisamos que a categoria se auto-organize a partir do seu local de trabalho. Assim entendemos que as discussões sobre salário, condições de trabalho, saúde, isonomia, reposição de perdas, estabilidade, etc devem estar no cotidiano d em s bancari em s e não somente quando os dirigentes da CUT quiserem. Não podemos aceitar que o calendário de lutas de uma categoria fique condicionado à vitoria eleitoral que quaisquer candidatos independente de partido ou coligações. Tampouco as entidades dos trabalhadores e sua estrutura devem estar a serviço de candidaturas, ainda que seus protagonistas jurem de pés-juntos que almejam “ajudar” o povo, e todos sabemos o que realmente representam tais promessas. Nós, do COLETIVO BANCÁRIOS DE BASE vimos alertando pra necessidade de uma campanha que fosse antecipada e organizada desde o inicio do ano. O que tivemos na prática foi a
adequação ao calendário eleitoral e no momento de fechamento deste jornal , “o Comando Nacional dos Bancários””, do alto do olimpo, determina uma assembléia pra 28 de setembro, facilitando a vida do governo e dos patrões, quando o desejo de TODA A CATEGORIA é no sentido de iniciarmos nossa greve ainda nas primeiras semanas de setembro. Um calendário adequado e determinado pelos banqueiros, pelo governo e por “lideranças sindicais” que não têm coragem de dizer que seus maiores interesses estão na política partidária e não no compromisso assumido perante a categoria. Dirigentes sindicais sem autonomia. Nossa greve não pode se mais de fachada. Precisamos de uma paralisação que impacte efetivamente os resultados dos bancos. Não podem haver acordos entre dirigentes e gestores pra garantir “contingenciamentos” que na pratica desloca bancários pra agências próximas e garantem os “negócios” na agência
“fechada” e não afetam o banco em nada. Temos que ter criatividade e viabilizarmos a paralisação das “Tecnologias”, das “Mesas Operadoras”. E os gestores também tem de participar das paralisações.
Precisamos de mecanismos que garantam efetiva participação dos trabalhadores na decisão e condução do movimento. Temos todos que exigir reuniões nos locais de trabalho, encontro de delegados sindicais conjuntos BB e CAIXA, plenárias, assembléias, comandos de greve, eleger representantes na base pra participar das negociações, eleger as mesas diretoras dos trabalhos em encontros e assembléias. Necessitamos organização, participação. Democracia, transparência, diversidade, independência. Não podemos aceitar mais a divisão das assembléias, facilitando a vida de alguns sindicalistas, governo e banqueiros. As clausulas econômicas atreladas à Fenaban via mesa única, que segundo seus defensores da Contraf CUT e aliados “garante” a unidade da categoria, têm que ser votadas pelo conjunto da categoria, pois afeta a todos, em uma assembléia unificada como a assembléia que inicia a greve. Chega de
manipulações. Tomemos nosso destino em nossas mãos. E aí sim, até a VITÓRIA.
-------------- Próxima Parte ----------
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