[Bancariosdebase] Versão revisada Texto CEF PFG
Ana Paula Lima Freire
anipa.freire em yahoo.com.br
Segunda Setembro 20 01:38:22 UTC 2010
Segue uma versão revisada pelo Jura, com quebras-subítens no texto para
facilitar a leitura.
Caixa Econômica Federal
Reestruturação, Novo Modelo de Atendimento e PFG
Caixa: pública ou privada?
Mais uma vez a direção da Caixa dá um golpe contra seus trabalhadores. Já
há alguns anos temos visto nossas “conquistas” de campanhas salariais serem
revertidas em ataques aos bancários desse banco que, sendo público (?), deveria
prezar minimamente por boas condições de trabalho para aqueles que o constroem
diariamente e pelo bom atendimento da população em geral, especilmente um bom
atendimento para os trabalhadores que necessitam dos serviços do banco público.
Mas é o revés disso que temos visto ser friamente aprimorado. A lógica da
lucratividade vigora e modelos “modernos” de gestão e funcionamento vão sendo
implementados. O novo PFG (plano de funções gratificadas), que em tese foi uma
“conquista” dos trabalhadores o poder de negociá-lo, foi unilateralmente imposto
e tem se revelado um dos instrumentos para a implementação de uma “nova
estrutura” onde o objetivo central é a realização de “negócios” e o maior
controle e segmentação do atendimento para a “otimização” deste, do ponto de
vista da lucratividade.
Distorções e perda de direitos
Isso tem causado muitas incertezas para os trabalhadores. Além das
distorções do novo PFG como a discriminação dos funcionários que permaneceram
no REG REPLAN e os que não migraram para a nova estrutura salarial do PCS
(plano de cargos e salários), discriminação àqueles que recorreram a justiça
para exigir o que lhes foi tirado, a redução de salário para os trabalhadores
com jornada de oito horas, a redução do número de cargos comissionados, acúmulo
de atribuições para diversas novas funções, quebra de vínculos, manutenção de
critérios subjetivos para o comissionamento e descomissionamento, etc. Além
disso houve redução salarial para diversas funções na transição para o “Novo
Plano de Funções”, o que em tese foi equanimizado pela verba “salarial”
denominada APPA (adicional pessoal e provisório de adequação) mas que, como o
próprio nome diz, é PESSOAL e PROVISÓRIO, isto significa que do ponto de vista
do conjunto dos trabalhadores estamos perdendo salário já que os futuros
comissionados não terão esse direito.
Quebra de vínculos, conflitos e medo de perder funções
Uma atmosfera de temor paira. O golpe que muitos de nós sofremos com a
extinção de setores, transferências, quebra de vínculos, etc, se aprofunda com a
não garantia dos atuais comissionados manterem seus cargos. A troca de
subordinação dos antigos funcionários das RETPVs (retaguardas dos pontos de
vendas) tem significado conflitos, pois havia uma grande incompreensão entre os
gestores das agências sobre o papel das retaguardas que “conferiam” e
asseguravam o bom procedimento das tarefas das agências. A CEF colocou colegas
como inimigos e a nova chefia oferece um risco aos novos comissionados e
técnicos bancários"reestruturados" pela CEF. Isso é apenas mais uma passo...
Para onde vamos? Fica a pergunta... Onde está nosso sindicato? Qual o papel do
banco público??? Nossa única forma de nos fortalecermos é participando do debate
coletivamente e organizando nós mesmos a luta por melhores condições de trabalho
e em defesa do banco público.
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