[Bancariosdebase] Reunião

Daniel tzitzimitl em terra.com.br
Sábado Abril 16 03:55:16 UTC 2011


  
	Olá comp em s [1] do Bancários de Base 
	Voltei ao trabalho nesta sexta-feira e só pude entrar na internet
ao fim do dia, por isso só agora vi esta mensagem. 
	Não posso participar de reunião neste sábado. Segunda e
terça-feira também é impossível, portanto a próxima data é a
quarta-feira. Se a maioria do coletivo puder se reunir em outra data,
podem se reunir sem mim, e acato o que for decidido. 
	Não concordo com o método de marcar reuniões por e-mail. Acho que
devemos ter um calendário indicativo de reuniões quinzenais, cujas
modificações, seja para mudar de data ou acrescentar reuniões
extraordinárias, fossem discutidas em cada reunião para definir a
reunião seguinte. 
	Seja quando for a reunião e quando for marcada, precisamos ir
adiantando a discussão, pois temos vários temas urgentes a tratar, e
por isso apresento alguns pontos. 
	1 – Jornal 
	Tínhamos indicado alguns textos para o próximo jornal. Foram
escritos três textos: 
	a) degradação do trabalho bancário 
	b) a campanha salarial já começou 
	c) eleições sindicais 2011 – porque é preciso mudar 
	Os três estão sendo enviados novamente em anexo. O texto sobre
campanha salarial já menciona a realização do Encontro de Natal e a
formação da Frente Nacional das Oposições 
	Precisamos agora deliberar como trabalharemos com essas matérias,
se de fato lançaremos um jornal, qual tiragem ele teria e onde ele
seria distribuído, de acordo com as nossas condições financeiras. 
	2 – Eleições 
	Precisamos ter informe das atividades da chapa da APCEF e da reta
final da campanha. 
	Precisamos também definir que posição teremos em relação à
eleição do sindicato. Defendo que assim, como fizemos em relação
à APCEF, participemos da discussão em torno da formação de uma
chapa, apresentemos um programa em uma convenção e façamos o debate
com a categoria. 
	A eleição do sindicato é mais importante até do que a da APCEF,
porque envolve toda a categoria e permite discutir um programa mais
geral. Existem muitos bancários descontentes com o sindicato, com os
quais precisamos dialogar e apresentar o nosso projeto. Se estivermos
ausentes desse processo de discussão, o único projeto a se
apresentar como oposição será o do PSTU. 
	Nessa eleição vão estar demarcados dois projetos, o da
Articulação e o da oposição. A Articulação é um braço da
patronal no movimento. O projeto da oposição está sendo usurpado
pelo PSTU, que é formado por lutadores, mas com uma concepção
equivocada. Por isso precisamos apresentar para a categoria um outro
projeto e uma outra forma de fazer oposição.  
	Seria um erro estar de fora desse processo, pois seríamos vistos
como aqueles que só criticam, mas na hora de pôr a mão na massa,
ficam de fora. Seria um erro optar por não dialogar com as pessoas
que acreditam no PSTU, pois o PSTU jamais deixará de apresentar o seu
discurso às pessoas que poderiam acreditar em nós. Os bancários que
estão sendo massacrados nos locais de trabalho olham para o sindicato
e não gostam, mas olham para o outro lado e só vêem o PSTU. Antes
de serem alcançadas por nós, as pessoas estão sendo desestimuladas
a participar do movimento. 
	O PSTU não vai deixar de existir num passe de mágica e também
não vai se convencer que está errado por conta dos nossos belos
argumentos. A única forma de superar os equívocos do PSTU é levando
mais pessoas do que eles ao movimento, e para isso precisamos ir ao
movimento buscar essas pessoas, inclusive as pessoas que acreditam no
PSTU. Esse processo será muito lento e trabalhoso, mas não há outro
caminho, não há atalho para que uma outra concepção derrote o PSTU
a não ser convencendo pessoas a lutar por essa outra concepção. E
as pessoas não estão onde nós queremos, esperando para serem
convencidas, elas já estão vivendo, e atuando, ou indo para casa, de
acordo com as concepções que não concordamos. São com os
bancários de carne e osso que precisamos dialogar e não com
bancários ideais que já vem prontos para concordar conosco. 
	Precisamos fazer política onde ela acontece. Precisamos discutir
com a categoria nos espaços que se oferecem. Se o espaço é uma
assembléia de greve, façamos propostas de assembléia. Se o espaço
é uma eleição, façamos um programa de chapa. Se o espaço é o dia
a dia, façamos propostas para o cotidiano. E assim por diante. Não
temos como escolher onde vamos atuar ou não. A luta de classes não
nos dá esse privilégio. Ao contrário, nos impõe o desafio de
sermos persistentes e criativos, de nos renovarmos constantemente, e
de manter a coerência em todos os momentos. O que defendemos é o
mesmo antes, durante e depois das eleições. 
	O debate da eleição do sindicato seria o momento de fazer o
balanço da campanha da APCEF. Todo o esforço que fizemos para
construir a chapa e a campanha poderia ser usado para mostrar aos
bancários, por meio de exemplos, como age o PSTU. Podemos chegar numa
convenção e dizer “queremos fazer a unidade porque é importante
para a categoria, mas queremos alertar os trabalhadores para os
métodos com os quais não concordamos, como aconteceu na campanha da
APCEF, em que os companheiros do MNOB fizeram isso, isso, isso, etc.,
etc., etc.”. Não precisamos fazer a mesma baixaria que a LBI e a
ultra-esquerda fazem, com discursos sectários que não constróem
nada. Podemos concluir o discurso acima dizendo que “achamos que
esses erros não podem se repetir e precisamos encontrar outras formas
de agir para que o movimento possa avançar”, agindo de forma
pedagógica, construtiva, sem deixar de ser crítico. Esse é um
exemplo de como se faz política dentro das condições existentes e
não das condições ideais 
	3 – Encontro nacional das oposições 
	Como todos têm acompanhado, foi formada uma Frente Nacional das
Oposições em Natal. Essa Frente deliberou editar um jornal nacional
a ser distribuído em todo o país, cujo conteúdo dá destaque para a
própria formação da Frente, com a política de antecipar a
preparação da campanha salarial, política que nós defendemos.
Também foi deliberado um novo Encontro em Recife, dia 18 de junho,
para fechar os detalhes da pauta e calendário de preparação da
campanha. O PSTU foi contra essas duas propostas e perdeu. 
	Mas para não corrermos o risco de “ganhar mas não levar”,
precisamos garantir a concretização da Frente, ou seja, garantir que
saia o jornal e ele seja distribuído em São Paulo. O jornal não foi
escrito por nós, mas contempla parte da nossa política. Todos os
coletivos que formaram a Frente e investiram em sua construção
fizeram concessões para que se realizasse a unidade. Mesmo que
tenhamos várias discordâncias parciais com os demais coletivos, a
unidade entre os que estão na luta é mais importante para a
categoria do que as nossas vaidades. Não podemos esperar até
convencer todos das nossas idéias para atuar em conjunto, temos que
convencê-los das nossas idéias na atuação e por meio da atuação.

	Precisamos também consolidar a vitória fortalecendo o Encontro de
Recife. A derrota política do PSTU só irá se confirmar por meio da
nossa ação política, ou seja, da presença física de militantes
que defendam uma política diferenciada. Política não se faz com
palavras e intenções, mas com a ação material de pessoas de carne
e osso nos cenários que a luta de classes coloca, que não são
necessariamente os que gostaríamos em nossos sonhos. Por isso
precisamos discutir que intervenção teremos no Encontro de Recife. 
	4 – Organização, calendário, finanças, listas de contatos. 
	São esses os pontos em que pude pensar e que gostaria que fossem
discutidos, e também as posições que defendo. Como eu disse, se a
reunião acontecer sem mim e discutir outros pontos, e tirar outras
deliberações, acatarei o que for decidido. 
	Saudações 
	Daniel 
 "A sociedade que aboliu a aventura tornou a abolição dessa
sociedade a única aventura possível” 
 anônimo, pichado nos muros de Paris no maio de 1968 
 On Sex 15/04/11 00:45 , SANDRA BASTOS sandrarbastos em bol.com.br sent:
	Olá Comp em s, 

	Precisamos nos reunir com urgência. Não estamos conseguindo um dia
em que tod em s possam participar. Já houve indicação de terça ou
quarta-feira, sem sucesso. Agora indico sábado e se for complicado
para a Rosana, sugiro que seja na casa dela. 

	Por favor, se posicionem por mensagem para que todos saibam a
disponibilidade de cada um. Aliás, proponho que as reuniões sejam
marcadas sempre por e-mail, quem puder, comparece. Nunca esquecendo
que a ausência de um pode impossibilitar o desenvolvimento de
tarefas. 

	Abraços, 

	Sandra.
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