[Bancariosdebase] Reunião
Utopia
utopia_s em yahoo.com.br
Domingo Abril 17 04:17:48 UTC 2011
Rosana/Ana Paula,
Por favor, se posicionem sobre reunião.
Saudações
--- Em sáb, 16/4/11, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br> escreveu:
De: Daniel <tzitzimitl em terra.com.br>
Assunto: Re: [Bancariosdebase] Reunião
Para: "bdbase lista" <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
Data: Sábado, 16 de Abril de 2011, 0:55
#yiv228479483 {font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:12px;}
Olá comp em s do Bancários de Base
Voltei ao trabalho nesta sexta-feira e só pude entrar na internet ao fim do dia, por isso só agora vi esta mensagem.
Não posso participar de reunião neste sábado. Segunda e terça-feira também é impossível, portanto a próxima data é a quarta-feira. Se a maioria do coletivo puder se reunir em outra data, podem se reunir sem mim, e acato o que for decidido.
Não concordo com o método de marcar reuniões por e-mail. Acho que devemos ter um calendário indicativo de reuniões quinzenais, cujas modificações, seja para mudar de data ou acrescentar reuniões extraordinárias, fossem discutidas em cada reunião para definir a reunião seguinte.
Seja quando for a reunião e quando for marcada, precisamos ir adiantando a discussão, pois temos vários temas urgentes a tratar, e por isso apresento alguns pontos.
1 – Jornal
Tínhamos indicado alguns textos para o próximo jornal. Foram escritos três textos:
a) degradação do trabalho bancário
b) a campanha salarial já começou
c) eleições sindicais 2011 – porque é preciso mudar
Os três estão sendo enviados novamente em anexo. O texto sobre campanha salarial já menciona a realização do Encontro de Natal e a formação da Frente Nacional das Oposições
Precisamos agora deliberar como trabalharemos com essas matérias, se de fato lançaremos um jornal, qual tiragem ele teria e onde ele seria distribuído, de acordo com as nossas condições financeiras.
2 – Eleições
Precisamos ter informe das atividades da chapa da APCEF e da reta final da campanha.
Precisamos também definir que posição teremos em relação à eleição do sindicato. Defendo que assim, como fizemos em relação à APCEF, participemos da discussão em torno da formação de uma chapa, apresentemos um programa em uma convenção e façamos o debate com a categoria.
A eleição do sindicato é mais importante até do que a da APCEF, porque envolve toda a categoria e permite discutir um programa mais geral. Existem muitos bancários descontentes com o sindicato, com os quais precisamos dialogar e apresentar o nosso projeto. Se estivermos ausentes desse processo de discussão, o único projeto a se apresentar como oposição será o do PSTU.
Nessa eleição vão estar demarcados dois projetos, o da Articulação e o da oposição. A Articulação é um braço da patronal no movimento. O projeto da oposição está sendo usurpado pelo PSTU, que é formado por lutadores, mas com uma concepção equivocada. Por isso precisamos apresentar para a categoria um outro projeto e uma outra forma de fazer oposição.
Seria um erro estar de fora desse processo, pois seríamos vistos como aqueles que só criticam, mas na hora de pôr a mão na massa, ficam de fora. Seria um erro optar por não dialogar com as pessoas que acreditam no PSTU, pois o PSTU jamais deixará de apresentar o seu discurso às pessoas que poderiam acreditar em nós. Os bancários que estão sendo massacrados nos locais de trabalho olham para o sindicato e não gostam, mas olham para o outro lado e só vêem o PSTU. Antes de serem alcançadas por nós, as pessoas estão sendo desestimuladas a participar do movimento.
O PSTU não vai deixar de existir num passe de mágica e também não vai se convencer que está errado por conta dos nossos belos argumentos. A única forma de superar os equívocos do PSTU é levando mais pessoas do que eles ao movimento, e para isso precisamos ir ao movimento buscar essas pessoas, inclusive as pessoas que acreditam no PSTU. Esse processo será muito lento e trabalhoso, mas não há outro caminho, não há atalho para que uma outra concepção derrote o PSTU a não ser convencendo pessoas a lutar por essa outra concepção. E as pessoas não estão onde nós queremos, esperando para serem convencidas, elas já estão vivendo, e atuando, ou indo para casa, de acordo com as concepções que não concordamos. São com os bancários de carne e osso que precisamos dialogar e não com bancários ideais que já vem prontos para concordar conosco.
Precisamos fazer política onde ela acontece. Precisamos discutir com a categoria nos espaços que se oferecem. Se o espaço é uma assembléia de greve, façamos propostas de assembléia. Se o espaço é uma eleição, façamos um programa de chapa. Se o espaço é o dia a dia, façamos propostas para o cotidiano. E assim por diante. Não temos como escolher onde vamos atuar ou não. A luta de classes não nos dá esse privilégio. Ao contrário, nos impõe o desafio de sermos persistentes e criativos, de nos renovarmos constantemente, e de manter a coerência em todos os momentos. O que defendemos é o mesmo antes, durante e depois das eleições.
O debate da eleição do sindicato seria o momento de fazer o balanço da campanha da APCEF. Todo o esforço que fizemos para construir a chapa e a campanha poderia ser usado para mostrar aos bancários, por meio de exemplos, como age o PSTU. Podemos chegar numa convenção e dizer “queremos fazer a unidade porque é importante para a categoria, mas queremos alertar os trabalhadores para os métodos com os quais não concordamos, como aconteceu na campanha da APCEF, em que os companheiros do MNOB fizeram isso, isso, isso, etc., etc., etc.”. Não precisamos fazer a mesma baixaria que a LBI e a ultra-esquerda fazem, com discursos sectários que não constróem nada. Podemos concluir o discurso acima dizendo que “achamos que esses erros não podem se repetir e precisamos encontrar outras formas de agir para que o movimento possa avançar”, agindo de forma pedagógica, construtiva, sem deixar de ser crítico. Esse é um exemplo de como se faz
política dentro das condições existentes e não das condições ideais
3 – Encontro nacional das oposições
Como todos têm acompanhado, foi formada uma Frente Nacional das Oposições em Natal. Essa Frente deliberou editar um jornal nacional a ser distribuído em todo o país, cujo conteúdo dá destaque para a própria formação da Frente, com a política de antecipar a preparação da campanha salarial, política que nós defendemos. Também foi deliberado um novo Encontro em Recife, dia 18 de junho, para fechar os detalhes da pauta e calendário de preparação da campanha. O PSTU foi contra essas duas propostas e perdeu.
Mas para não corrermos o risco de “ganhar mas não levar”, precisamos garantir a concretização da Frente, ou seja, garantir que saia o jornal e ele seja distribuído em São Paulo. O jornal não foi escrito por nós, mas contempla parte da nossa política. Todos os coletivos que formaram a Frente e investiram em sua construção fizeram concessões para que se realizasse a unidade. Mesmo que tenhamos várias discordâncias parciais com os demais coletivos, a unidade entre os que estão na luta é mais importante para a categoria do que as nossas vaidades. Não podemos esperar até convencer todos das nossas idéias para atuar em conjunto, temos que convencê-los das nossas idéias na atuação e por meio da atuação.
Precisamos também consolidar a vitória fortalecendo o Encontro de Recife. A derrota política do PSTU só irá se confirmar por meio da nossa ação política, ou seja, da presença física de militantes que defendam uma política diferenciada. Política não se faz com palavras e intenções, mas com a ação material de pessoas de carne e osso nos cenários que a luta de classes coloca, que não são necessariamente os que gostaríamos em nossos sonhos. Por isso precisamos discutir que intervenção teremos no Encontro de Recife.
4 – Organização, calendário, finanças, listas de contatos.
São esses os pontos em que pude pensar e que gostaria que fossem discutidos, e também as posições que defendo. Como eu disse, se a reunião acontecer sem mim e discutir outros pontos, e tirar outras deliberações, acatarei o que for decidido.
Saudações
Daniel
"A sociedade que aboliu a aventura tornou a abolição dessa sociedade a única aventura possível”
anônimo, pichado nos muros de Paris no maio de 1968
On Sex 15/04/11 00:45 , SANDRA BASTOS sandrarbastos em bol.com.br sent:
Olá Comp em s,
Precisamos nos reunir com urgência. Não estamos conseguindo um dia em que tod em s possam participar. Já houve indicação de terça ou quarta-feira, sem sucesso. Agora indico sábado e se for complicado para a Rosana, sugiro que seja na casa dela.
Por favor, se posicionem por mensagem para que todos saibam a disponibilidade de cada um. Aliás, proponho que as reuniões sejam marcadas sempre por e-mail, quem puder, comparece. Nunca esquecendo que a ausência de um pode impossibilitar o desenvolvimento de tarefas.
Abraços,
Sandra.
-----Anexo incorporado-----
_______________________________________________
Bancariosdebase mailing list
Bancariosdebase em lists.aktivix.org
https://lists.aktivix.org/mailman/listinfo/bancariosdebase
-------------- Próxima Parte ----------
Um anexo em HTML foi limpo...
URL: <https://lists.aktivix.org/pipermail/bancariosdebase/attachments/20110416/d4fe036c/attachment-0001.htm>
Mais detalhes sobre a lista de discussão Bancariosdebase