[Bancariosdebase] informe reunião BdB

Daniel tzitzimitl em terra.com.br
Quinta Agosto 4 12:48:23 UTC 2011


  Olá comp em s [1] do Bancários de Base
 Seguem as anotações que fiz da reunião do último sábado, dia 30
 Desculpem-me pelo atraso.
 Daniel
 "A sociedade que aboliu a aventura tornou a abolição dessa
sociedade a única aventura possível” anônimo, pichado nos muros
de Paris no maio de 1968 
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	Reunião 30 de julho de 2011 
	1. Informes 
	Reunião do conselho da APECEF. Três dos quatro conselheiros eleitos
pelo BdB levaram para a reunião propostas de organização da
campanha (caixas e tesoureiros, assédio moral, assembléia, balanço
do Conecef), que não passaram. 
	Denúncia de fraude no ponto eletrônico: não há unidade na
agência quanto a apresentar a denúncia por parte do conjunto dos
caixas. 
	Houve descomissionamento de vários gerentes na Caixa por não
cumprimento de metas. Trata-se de um setor que não hesita em detonar
com funcionários e se colocam contra o movimento, assediando
grevistas, forçando as agências a abrir, etc. Paradoxalmente, a
burocracia está defendendo esse setor, pois constituem a sua base
social. O descomissionamento de caixas e ativistas é rotineiro, mas a
burocracia só se mexe quando se trata de gerentes. 
	Houve mudança na gerência na agência da Ana Paula, que
aparentemente está permitindo um diálogo melhor. Ana Paula deve saiu
como candidata para delegada sindical. 
	O Márcio vai trabalhar no prédio da Verbo Divino em Santo Amaro, no
horário das 13:00 às 22:00, com a função de assistente. Essa
localização é provisória, até que o setor se transfira para outro
prédio, provavelmente na mesma região, quando passará a ter os
horários de 7:00, 8:00 e 9:00. 
	2. Balanço dos Congressos de bancos públicos 
	2.1 BB – Os Congressos tiveram o formato tradicional, com o
controle total da burocracia. A Articulação usa o Congresso para
fazer a defesa do governo Lula /Dilma/PT. Cabe o registro da presença
nefasta de Ricardo Berzoini como um dos oradores principais da mesa de
abertura (que consumiu metade do Congresso). Houve atrasos monumentais
para impedir o debate político. Os grupos de discussão foram
esvaziados e eram mal-organizados, para que não houvesse debate real.
A Articulação eventualmente leva diretores de base de sindicatos
pequenos, sem liberação, ou delegados de base que vão honestamente
e sem vinculação política. Esse setor eventualmente votava com a
oposição, que era muito minoritária. Com a maioria de burocratas
sindicais “duros” e oportunistas que vão para passear, a
Articulação tinha maioria folgada no Congresso, e aprovou tudo o que
queria e vetou tudo o que a oposição propôs. Nas plenárias gerais
não foram aprovadas as reivindicações que correspondem às
verdadeiras necessidades, de modo que a campanha já está armada para
ser derrotada. 
	2.2 – CEF. A representação da Articulação varia de 60% a 70%
dos Congressos da CEF, desde a assembléia de São Paulo, o Congresso
estadual e o CONECEF. A Articulação usa de subterfúgios e manobras
para inflar a sua representação (colocando os aposentados na
votação dos delegados da ativa). A oposição leva uma minoria, que
eventualmente consegue arrastar setores centristas e oportunistas
(Intersindical, CTB, etc.) em uma ou outra votação. Os
diretores/delegados de base que passam pelo filtro da Articulação
sem serem politicamente fechados pela burocracia e querem honestamente
organizar o movimento se chocam com a postura dos dirigentes e votam
algumas vezes com a oposição, mas tendem também para o ceticismo. O
Congresso foi propositalmente desorganizado para impedir o debate.
Não houve a possibilidade da oposição realizar plenárias e
reuniões durante o Congresso para organizar a intervenção. O
Bancários de Base elegeu uma representação significativa,
considerando que não se trata de uma corrente organizada, que conta
com um partido, etc. O coletivo mobilizou um setor razoável de
ativistas, mas não conseguiu levá-los ao congresso. Apresentamos
tese e fizemos intervenções que acabaram pautando o debate. De modo
geral o congresso não serviu para armar a campanha. As propostas da
oposição não foram aprovadas e a Articulação aprovou o que quis. 
	3. Campanha/jornal 
	A campanha tende a ser mais curta e com menos participação. A
burocracia não quer gastar tempo e dinheiro com a campanha e quer
encerrar o acordo o mais rapidamente possível. A base dos bancos
públicos tende a fazer greve, mas por estar de saco cheio, não por
acreditar no movimento, por isso faz a greve de pijama. A
articulação não organiza de fato a greve e coloca apenas a faixa na
frente das agências. A greve não afeta de fato o lucro dos bancos e
não tem condições de arrancar concessões reais. 
	O coletivo deve trabalhar com uma cartilha de greve, que possa ser
usada tanto nas assembléias como nos piquetes e nos locais em que
não há paralisação. A cartilha deve contemplar os seguintes
pontos: 
	- crítica da burocracia: não há organização para a greve; 

	- a greve só tem desgastado a vanguarda; 

	- dialogar com os clientes e a população em geral; 

	- a greve é necessária porque ninguém agüenta mais; 

	- é necessário participação dos bancários; 

	- medidas que seriam necessárias para a greve: organização
prévia, reuniões nos locais de trabalho, aquecimento para a greve; 

	- falta de organização nos locais de trabalho; delegados sindicais
com reuniões periódicas e deliberativas; 

	- assembléias para organizar a greve; 

	- falta de democracia nas assembléias: direito a fala, fora
seguranças na quadra; 

	- assembléias as 16:00hs; 

	- comando de greve aberto; 

	- representantes eleitos em assembléia; 

	- crítica dos dirigentes sindicais ligados ao governo 

	- reivindicações principais (reposição das perdas, isonomia, PCS,
etc.); 

	- assembléias unificadas para votar o índice; 

	- separar a votação do índice da continuidade da greve; 
	Apresentar para a Frente a proposta da cartilha e propostas para o
jornal da Frente. Propor-se a contribuir politicamente e
financeiramente com o jornal da Frente. Caso não haja acordo com o
pessoal da Frente, garantir a impressão da cartilha com nossos
próprios recursos. 
	Propostas de título: “cartilha de greve”, “a greve que
precisamos”, “a greve que não queremos”  
	verso: “propomos essa cartilha porque as últimas greves não tem
funcionado...” 
	4. Delegados sindicais Caixa 
	Está sendo feito o esforço para eleger o maior número de delegados
sindicais da Caixa na região de Osasco. O banco tem adotado a
prática de apresentar candidatos da gerência contra o candidato do
movimento. 
	O companheiro Vinicius rompeu com a Liga Comunista e se propõe a
atuar com Bancários de Base, mas ainda não tem uma data definida
para uma reunião que formalize a entrada no coletivo. 
	A agência em que o companheiro Vinícius trabalha já está se
organizando, com delegado sindical que também é combativo. 
	5. Blog/listas 
	Todos os materiais produzidos pelo Bancários de Base, como teses e
panfletos, será publicado no blog. 
	A lista de contatos da Caixa Econômica preparada por Messias e
Sandra já foi enviada para a lista interna do Bancários de Base. A
proposta é criar um grupo de discussão com simpatizantes e uma lista
de divulgação externa, juntamente com os contatos do BB. 
	6. Finanças 
	Foram feitos os acertos das cotizações até o mês de julho 
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