[Bancariosdebase] Contribuição BdB - SP ao Encontro da Frente Nacional de Oposição Bancária
Daniel
tzitzimitl em terra.com.br
Domingo Dezembro 11 10:14:24 UTC 2011
Olá comp em s [1] da Frente Nacional de Oposição
Conforme antecipei em e-mail enviado ontem a este grupo, segue a
contribuição do Coletivo Bancários de Base – São Paulo, como
pontapé inicial para a construção de resoluções a serem levadas
ao Encontro.
Daniel
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“So, understand! You waste your time always searching for those
wasted years!
Face up! Make your stand! And realize your living in the golden
years!”
“Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles
anos perdidos!
Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos
anos dourados!”
Iron Maiden, “Wasted Years”
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CONTRIBUIÇÃO DO COLETIVO BANCÁRIOS DE BASE – SP
AO ENCONTRO DA FRENTE NACIONAL DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA
SÃO LUIZ / MA – DEZEMBRO 2011
APRESENTAÇÃO
A Frente Nacional de Oposição Bancária ainda está em
construção. Essa construção deve incorporar as contribuições de
diversos agrupamentos e militantes bancários espalhados pelo país
que querem lutar contra a burocracia governista e não estão
satisfeitos com as correntes de oposição hoje existentes. A Frente
deve estar aberta a receber aportes e concepções desses grupos e
buscar uma síntese que seja representativa da situação e das
possibilidades da categoria em nível nacional. O que não significa
que tenhamos como objetivo uma obra ecumênica.
A partir das discussões e da experiência que temos acumulado,
devemos saber nos defender de propostas e intervenções negativas
para nosso objetivo. O domínio cada vez maior da burocracia sobre os
movimentos sociais em conjunto com a inoperância da oposição
consentida e conveniente de setores de peso nos impõem urgência.
Não temos tempo a perder, o momento é mais de ousadia do que de
modéstia. O projeto da Frente Nacional de Oposição Bancária é de
fato o embrião, a semente, a possibilidade real de trazer vida nova
ao movimento sindical, na categoria bancária e em geral.
A contribuição que apresentamos se coloca como mais um desses
aportes iniciais, sem ter a pretensão de se colocar como a síntese
definitiva das propostas programáticas necessárias para a
construção da Frente. Apresentamos essa contribuição para o debate
como forma de somar à discussão, esperando receber as devidas
críticas, correções e acréscimos, no espírito do debate
democrático e fraterno que deve pautar as organizações dos
trabalhadores.
Nessa contribuição partimos de uma visão da realidade mundial que
está marcada pela continuidade da crise econômica, que obriga os
governos a atacar as condições de vida dos trabalhadores. No Brasil
esses ataques ainda são cirúrgicos e preventivos. O governo e os
banqueiros contam com os sindicalistas adeptos da conciliação de
classe, na CUT, CTB, Força Sindical, na tarefa de desmontar e conter
a lutas em curso. Por isso se faz urgente organizar uma alternativa de
luta a partir da base, tarefa que deve ser assumida pela da Frente
Nacional de Oposição Bancária. Finalizamos esta contribuição com
apontamentos sobre o funcionamento e as tarefas da Frente para o
próximo período.
CONTINUIDADE DA CRISE MUNDIAL
A realidade mundial é marcada pela continuidade da crise econômica
iniciada em 2008. Uma crise que se manifestou como uma crise
financeira, mas que tem raízes muito mais profundas, pois se trata de
mais uma fase da crise estrutural do capital, uma crise da sociedade
em todas as suas dimensões (econômica, política, ambiental
energética, cultural, etc.). Os trilhões de dólares empregados
pelos governos do mundo inteiro para salvar os bancos e o mercado
financeiro estão sendo cobrados dos trabalhadores na forma de
“medidas de austeridade” para “equilibrar o orçamento”.
Entretanto, o rombo no orçamento dos Estados capitalistas é
impagável e o volume das dívidas é uma ameaça constante para a
confiabilidade das moedas como o euro e até mesmo o dólar.
A classe trabalhadora dos países imperialistas está sendo
confrontada com ataques que buscam reverter conquistas sociais que
são resultado de séculos de lutas. O desemprego, o rebaixamento dos
salários, a retirada de direitos e benefícios, o sucateamento dos
serviços públicos, estão lançando milhões de trabalhadores na
pobreza nos Estados Unidos e Europa. A reação dos trabalhadores
ainda é muito insuficiente, pois a classe ainda carece de uma
alternativa que dê conta da tarefa de reconstruir a vida social em
todas as suas dimensões, devido à crise da alternativa socialista.
As lutas ainda defensivas são conduzidas por partidos e sindicatos
burocratizados e organicamente integrados ao Estado e à gestão das
empresas, de modo que as lutas, apesar de massivas, com greves gerais
e grandes mobilizações, não constroem uma resposta à altura. Mesmo
com a massiva rejeição popular, os ataques vão sendo aplicados.
Movimentos como o Ocupar Wall Street e os Indignados procuram formas
de lutar por fora do controle burocrático das organizações
“oficiais” da classe, mas também lhes falta consciência e
organização suficiente para perceber que não se trata de enfrentar
apenas a “ganância” dos banqueiros e do 1% mais rico da
sociedade, mas de que os 99% precisam construir um outro projeto de
sociedade alternativo ao capitalismo e voltado para o atendimento das
necessidades humanas.
Por outro lado, na periferia do sistema, temos duas situações. A
primeira é a de países extremamente empobrecidos por séculos de
colonização capitalista, como os do Oriente Médio e norte da
África, que funcionavam como fornecedores de petróleo e
“commodities” para os países imperialistas, mantidos sob controle
por meio de ditaduras ferozes e corruptas. A crise fez com que a
população desses países, que hoje é composta majoritariamente por
jovens, duramente afetada pelo desemprego e a carestia, se colocasse
em luta, num grau crescente de radicalização, capaz de derrubar
governos que se sustentavam há décadas, no processo chamado de
“Primavera Árabe”. Processo contraditório, pois o imperialismo
se relocalizou e se apresentou como “defensor da democracia” para
ajudar a descartar militarmente ditadores que até ontem lhe eram
caninamente fiéis, possibilidade também aberta pela crise da
alternativa socialista, pelo fato de que os povos entraram em luta sem
uma alternativa ao capitalismo. Com suas contradições, o processo
ainda está em aberto, pois as causas sociais da crise não foram
resolvidas, e os povos continuam em luta, numa persistência
impressionante, com o foco mudando de um país para o outro.
A persistência da situação de crise socioeconômica que deu origem
à crise torna a região um fator permanente de instabilidade
geopolítica. A mudança de regime em países que eram aliados de
Israel reativou as tensões bélicas entre este país e o também
teocrático Irã, inimigo declarado do Ocidente e de Israel e sua
situação de possível/provável potência nuclear.
BRASIL: O PACTO ENTRE OS BANCOS E A BUROCRACIA PETISTA
A segunda situação é a de grandes países periféricos, como
Brasil, Rússia, Índia e China, o chamado BRIC, países de grande
extensão territorial, grande população e grandes riquezas naturais,
que se tornaram a última fronteira do crescimento capitalista nas
últimas décadas. A incorporação desses países ao mercado mundial
proporcionou às transnacionais capitalistas lucros altíssimos
graças aos elevados volumes de mais-valia absoluta, obtida da
extensão da jornada de trabalhadores paupérrimos e abundantes,
explorados com a parceria de governos dirigidos por partidos
ditatoriais, burocráticos e corruptos, conforme a realidade de cada
país. Esse processo tem funcionado como uma contra-tendência ao
movimento geral de queda da taxa de lucro, e acumula tensões
explosivas para o futuro. O mercado interno desses países não pode
crescer a ponto de se tornar a principal fonte de dinamismo do
sistema, pois os baixos salários são justamente a base da sua
atratividade para o capital.
O Brasil é o último recém-chegado a esse clube e tem sido
conduzido de forma bem sucedida, do ponto de vista da burguesia, pelos
governos do PT, com Lula e Dilma, que têm como característica a
capacidade de representar os interesses do conjunto do capital que
opera no país, favorecendo os bancos, o agronegócio, as montadoras,
construção civil. O PT consegue contentar todos os setores do
capital sem se apoiar em apenas um e com isso consegue legitimidade
política e eleitoral para se manter no poder e para aparelhar o
Estado, do qual o partido se tornou dependente para obter as rendas da
corrupção, cargos nas estatais, fundos de pensão, etc.
O PT e os partidos de aluguel que compõem a sua base de apoio
tornam-se um catalizador dos interesses do Capital que opera no
Brasil, seja ele nacional ou estrangeiro, em detrimento de todo o
país. Trata-se de um projeto de poder que se pretende um capaz de
prolongar-se por décadas.
A gestão petista também tem se mostrado eficiente na contenção
social, tanto dos setores mais precarizados da classe trabalhadora,
por meio do assistencialismo das bolsas, como do setor mais
organizado, por meio do controle dos sindicatos e organismos de luta,
como CUT, MST, UNE, que sob controle do PT e seus satélites, se
tornaram instrumentos de desmonte das lutas.
Contra os setores ainda minoritários da classe que se colocam em
luta, funciona a repressão pura e simples. As iniciativas de luta que
se descolam do controle da direção governista são criminalizadas e
duramente reprimidas. Ocupações, greves, manifestações de
trabalhadores e estudantes enfrentam ataques da polícia, do
judiciário, da mídia, dos jagunços da burguesia, cujos crimes a
mando da patronal permanecem impunes. O endurecimento da repressão é
uma tentativa do governo Dilma/PT/PMDB de blindar preventivamente o
país contra a contestação social, antecipando-se à chegada da
crise ao país.
Periodicamente, a oposição burguesa tenta desgastar o governo por
meio dos escândalos de corrupção, que vêem desde a era Lula e
prosseguem no governo Dilma. Entretanto, os presidentes petistas
conseguem desassociar sua imagem pessoal da corrupção e
beneficiar-se do crescimento que o país tem experimentado, mesmo no
cenário de crise mundial. Fundamental para esse crescimento e para a
popularidade dos governantes petistas tem sido a ampliação do
crédito.
A “cidadania do crédito” anestesia os trabalhadores no
endividamento e no consumismo, projetando uma ilusão de prosperidade
que se fixa na subjetividade como uma miragem e oculta um horizonte de
prestações sem fim, e torna suportável um cotidiano em que aumenta
a exploração, a sobrecarga de serviço, o adoecimento, o
autoritarismo das chefias, o assédio moral, etc. O trabalhador sofre
e é explorado, mas sonha com a TV de plasma para assistir à Copa do
Mundo.
O crédito estimula o consumo e os demais setores da economia, e tem
sido o carro chefe do lucro dos bancos. A parceria entre o governo e
os bancos se dá de várias formas. Na gestão da economia, os bancos
são parceiros estratégicos, beneficiados seja com os juros
altíssimos que alimentam a especulação com a dívida pública, seja
com a proteção ao oligopólio financeiro que se alimenta
predatoriamente da economia nacional, praticando juros extorsivos,
tarifas abusivas, venda casada de “produtos”, superexploração
dos trabalhadores, etc. No plano dos negócios, as parcerias entre os
bancos e os fundos de pensão, como Previ, Funcef, Petros, feudos
controlados com mão de ferro por sindicalistas petistas e aliados,
são fundamentais para alavancar obras do PAC, da Copa e Olimpíadas,
financiamento a grandes empresas, etc.
Paralelamente, às custas de dinheiro público e negociatas, vão
avançando os ataques às conquistas e direitos duramente
conquistados. No varejo, o Estado e o Capital vão impondo
paulatinamente, através de medidas jurídicas e legislativas pontuais
e com a colaboração regiamente paga da Mídia, elementos das
(contra)reformas Sindical, Trabalhista e da Previdência. As
(contra)reformas vão sendo implantadas homeopaticamente. A bola da
vez é o Novo Código Florestal, moldado pelo “comunista” Aldo
Rebelo bem a gosto de madeireiros, pecuaristas, reis da soja,
mineradoras, Cargill, Monsanto e etc.
BALANÇO DA CAMPANHA SALARIAL
No plano da relação entre os bancos e seus trabalhadores, os
sindicalistas petistas e seus aliados, no papel de representantes dos
bancários, funcionam como um braço da patronal, desconstruindo as
lutas e mobilizações, desmontando as campanhas salariais,
desorganizando, asfixiando e traindo as greves, desmoralizando os
bancários a cada ano. Foi o que aconteceu também em 2011.
O balanço que apresentamos reflete a visão que temos da campanha
salarial a partir de nossa base em São Paulo. No principal centro
financeiro do país tivemos mais uma campanha salarial que terminou
com uma sensação de frustração. Desde o início da campanha até o
final da greve o controle férreo da Articulação/PT e seus
satélites impediu que os bancários tivessem uma real participação
e mudassem os rumos da campanha.
A preparação da campanha acontece em eventos superestruturais,
viciados, sem a participação da base. As Conferências são
burocratizadas, repletas de dirigentes sindicais afastados há anos
dos locais de trabalho, não se submetem a assembléias, aprovam uma
pauta rebaixada, não tiram nenhum calendário de luta e constituem um
comando de negociação sem representantes de base. A deflagração da
greve acontece sem que haja real mobilização, sem que haja
envolvimento da base, sem que haja atividades preparatórias,
reuniões, plenárias, assembléias, atos. Ao invés disso, a
diretoria faz atos tipo “kinder ovo”, ou seja, reúne de surpresa
alguns dirigentes na frente das agências para tirar foto e dizer que
está “mobilizando a categoria”.
A greve não é realmente organizada, não há piquetes por região e
comandos de greve diários em que os ativistas se reúnam e decidam
quais locais paralisar. A greve segue sendo de fachada, ou seja, uma
faixa do sindicato na frente das agências e os bancários trabalhando
no seu interior. Diretores do sindicato negociam com os gerentes em
quais agências e quais dias vão passar. Bancários são deslocados
dos seus locais para trabalhar em contingências em outros postos.
São disponibilizados “links” com sistema do banco para que os
pelegos possam furar greve em casa. Há agências em que os gerentes
“liberam” caixas e escriturários para a greve, fechando a
agência para os clientes de baixa renda, atendendo os de alta renda e
batendo metas.
Essa greve de fachada não afeta os lucros dos bancos. Trata-se de
uma greve consentida ou em certos casos organizada pela própria
patronal, ou seja, um “lock-out” contra a população. A greve
não paralisa os negócios nem as operações via internet, caixas
eletrônicos, compensação de cheques, correspondentes bancários,
etc. A greve segue tendo um número importante de trabalhadores
paralisados nos bancos públicos, pois as condições de trabalho são
cada vez piores e o adoecimento avança e qualquer pretexto serve para
não ir trabalhar e não enfrentar o dia a dia do banco. A greve acaba
sendo uma espécie de folga ou “férias coletivas”.
Como não há confiança nos dirigentes sindicais, os trabalhadores
dos bancos públicos aderem à greve e deixam de ir trabalhar, mas
seguem participando em número reduzido dos piquetes, assembleias e
atividades de greve, pois vêem pouco sentido em participar de uma
campanha que, por todos os elementos acima, permanece sob controle da
burocracia. Os trabalhadores que participam do movimento, além de
enfrentar os banqueiros, o governo, o judiciário, a repressão, a
mídia, ainda tem que enfrentar a própria direção do sindicato. As
assembleias são burocratizadas, não se abre direito a falas, não se
permite fazer propostas, não se coloca as propostas em votação,
não se permite defender as propostas e por último, quando as
propostas das oposições ganham uma votação, a mesa não reconhece
o resultado.
Na assembleia do dia 5/10, depois de muita insistência e muita luta
os bancários da base puderam apresentar propostas, que foram
defendidas pelas oposições e ganharam as votações. Foram aprovados
encaminhamentos organizativos para fortalecer a greve: assembleias
diárias unificadas no horário das 16:00 para barrar os fura-greves,
nenhum acordo que tivesse desconto ou compensação das horas, entre
outros. Entretanto, a mesa não reconheceu o resultado e encerrou a
assembleia de maneira extremamente autoritária, com direito a
provocações e tumulto da sua claque contra os grevistas, conforme
vídeo no youtube.
Estava surgindo nas assembleias um processo de auto-organização dos
bancários, que se reuniam em plenárias com dezenas de ativistas
depois que a mesa encerrava a assembleia. Na plenária do dia 5/10 foi
tirado um manifesto dos bancários independentes e grupos de
oposição denunciando o crime da diretoria contra a democracia
operária, entre outros encaminhamentos para garantir o cumprimento do
que havia sido votado. Para impedir que novas rebeliões acontecessem,
a diretoria somente chamou nova assembleia 12 dias depois, em 17/10,
no horário das 18hs e separando BB, CEF e privados, ou seja,
desobedecendo expressamente o que havia sido votado no dia 5. Isso
permitiu trazer os furas-greve em massa para aprovar uma proposta
rebaixada e encerrar a campanha, exatamente como nos anos anteriores.
É também tarefa da Frente Nacional de Oposição Bancária, a nosso
ver, refletir e debater com precisão e realismo até que ponto este
tipo de greve contribui efetivamente pra organização e avanço da
consciência de classe. A quem esse tipo de greve tem servido, em
particular nos centros como SP e RJ?
CONSTRUÇÃO DA FRENTE NACIONAL DE OPOSIÇÃO
O comportamento da diretoria do principal sindicato do país, que dá
a linha para toda a categoria nacionalmente, não é acidente, engano,
omissão ou pura incompetência, mas o resultado deliberado de um
projeto, que consiste em perpetuar o cupulismo, a colaboração de
classe com os banqueiros e o governo, exatamente pelo fato de que a
direção sindical está subordinada a um partido político e não aos
trabalhadores, tudo isso alicerçado numa estrutura sindical arcaica e
estatizada.
Todos os elementos desse tipo de campanha de fachada tem sido
insistentemente denunciados e combatidos pelo Coletivo Bancários de
Base desde os anos anteriores, nos nossos panfletos e nas nossas
intervenções. Entretanto, os outros coletivos que se reivindicam
como oposição (Avesso-Intersindical e MNOB-Conlutas), aceitam
acordos com a diretoria para fazer uso do microfone, mas ao falar se
omitem na denúncia dos elementos que poderiam questionar o controle
da burocracia sobre a campanha. Inclusive na assembleia final esses
grupos fizeram uso da palavra, mas não denunciaram o desrespeito às
deliberações do dia 5/10, conforme manifesto que esses mesmos grupos
haviam assinado. Além do Coletivo Bancários de Base apenas os
companheiros que se organizaram em torno do piquete da Ag. CEF da rua
7 de abril, no centro, batalharam por um funcionamento democrático
das assembleias que desse aos bancários o controle da campanha.
Para impedir que nas campanhas futuras sejamos retirados da luta sem
que tenhamos lutado de verdade, precisamos começar desde já a
preparação da próxima campanha salarial. Não há outra forma de
termos uma campanha salarial de verdade que não seja com a
participação dos bancários e a sua organização a partir dos
locais de trabalho, o que tem que acontecer o ano inteiro, não apenas
as vésperas da data-base.
Apesar desse quadro em São Paulo, a campanha salarial de 2011
apresentou um diferencial, que foi a atuação da Frente Nacional de
Oposição Bancária. Construída a partir dos Encontros de Natal, em
março, e Recife, em maio, a Frente buscou construir uma campanha
salarial alternativa, com uma pauta de reivindicações que representa
as verdadeiras necessidades dos bancários, publicando dois jornais de
distribuição nacional, divulgando as atividades da greve na
internet, sustentando a luta quando por toda a parte a Articulação e
seus aliados a desmontava. A Frente foi a grande novidade em 2011, mas
é preciso avançar na sua construção para termos um instrumento de
luta mais aperfeiçoado para as campanhas salariais futuras.
A construção da Frente apresenta de saída uma grave contradição:
a sua base social está nos bancos públicos, como Banco do Brasil,
Caixa Federal, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, bancos
estaduais, onde está o grosso dos grevistas, ativistas e militantes,
mas a linha das campanhas salariais é ditada pelos sindicalistas dos
bancos privados, ou seja, a direção do sindicato de São Paulo. Em
São Paulo está o centro financeiro do país e o maior contingente da
categoria, com cerca de 120 mil bancários, dos quais os trabalhadores
dos bancos privados são uma esmagadora maioria de 80%. Os
trabalhadores dos bancos privados não tem organização interna e
acompanham as campanhas salariais como algo feito por outrém em seu
lugar. Ao mesmo tempo, constituem a base eleitoral da Articulação e
seus aliados, que se mantém no poder graças ao tipo mais rebaixado
de sindicalismo, assistencialista, baseado em convênios, etc. (na
eleição de 2011 a Articulação e seus aliados ganhou por 83% a 17%
da chapa de oposição). A Articulação e seus aliados, a partir do
sindicato de São Paulo, controla o Comando Nacional e determina os
rumos da campanha de toda a categoria.
Por outro lado, nos estados do norte, nordeste e em outras regiões
do país em que os trabalhadores dos bancos públicos estão numa
relação numérica mais favorável, existe uma base social que, caso
seja organizada, pode disputar os rumos do movimento e inclusive a
direção dos sindicatos
Essa configuração da categoria determina dois focos fundamentais de
atuação para a Frente:
- fortalecer a oposição em São Paulo, principal base da categoria
e principal centro financeiro do país. Para as lutas imediatas e
campanhas salariais, não há qualquer possibilidade de sucesso sem
uma oposição forte e organizada em São Paulo e outros grandes
centros, como Rio de Janeiro e Brasília. A derrota da Articulação e
seus aliados em algum desses centros é fundamental para que os
trabalhadores tenham o controle sobre suas lutas;
- construir grupos de oposição capazes de disputar eleições e
resgatar os sindicatos para a luta nas bases dos estados em que há
uma correlação numérica mais favorável aos bancos públicos, como
norte e nordeste, e outros. Evidentemente, quando falamos em disputar
eleições, não se trata de disputar o controle do aparato apenas
pelo aparato, mas construir um processo de organização e
participação da base que possibilite a formação de uma chapa
vitoriosa, baseada no avanço da combatividade e da consciência dos
trabalhadores.
Não basta “participar’ montando chapa para marcar posição e
dizer que há contraditório simplesmente. Não basta “dar o nome”
e passar os próximos anos esperando a próxima derrota nas urnas,
cada vez menos favoráveis a nós nos grandes centros. A nossa
participação como alternativa de direção só é válida se
estivermos CREDENCIADOS pela postura militante cotidiana e coerente
num processo real de intervenção e construção permanente,
principalmente pela ação direta.
TAREFAS IMEDIATAS
Apesar de estar ainda em construção, a Frente Nacional de
Oposição Bancária já nasce com uma série de tarefas de grande
porte. A partir do que apresentamos acima, entendemos que se colocam
como tarefas imediatas:
- Antecipar a preparação da campanha salarial 2012, organizando um
Encontro no 1º semestre do ano para preparar uma pauta alternativa e
iniciar a agitação dessa pauta na base;
- Desenvolver uma campanha alternativa, com atividades, reuniões e
mobilizações na base, com calendário próprio, antecipando-se à
burocracia para criar, junto com a base, o clima e as condições
organizativas da greve;
- Romper com os fóruns da Contraf-CUT, em especial a Conferência
Nacional dos Bancários, que se tornou um espaço viciado em que os
burocratas sindicais encenam a farsa da campanha unificada e
“oficial”, e participar apenas de atividades e assembleias que
envolvam a base, para levá-la a refletir e romper com a direção
governista (conforme a realidade de cada base, isso pode significar a
participação ou não nos encontros nacionais bancos públicos);
- Lutar contra a estratégia da mesa única da FENABAN, defendendo a
campanha unificada com mesas separadas de negociação. A campanha
unificada se organiza em torno da defesa da convenção coletiva como
patamar mínimo ou piso de reivindicação. As mesas separadas são o
canal para o atendimento das pautas específicas dos trabalhadores do
setor privado e do setor público;
- Construir uma lista de discussão na internet para socializar com
os ativistas das diversas bases as notícias, informes, idéias,
debates de interesse dos trabalhadores bancários;
- Lutar pelo aprimoramento da OLT, por Conselhos de Delegados
Sindicais de caráter deliberativo e com funcionamento regular, pela
democracia no movimento, pelo fim dos comandos nacionais de tipo
“biônico”;
- Lutar por mudanças estatutárias nas entidades sindicais e
associativas para criar mecanismos democráticos de funcionamento,
como assembleias e plebiscitos frequentes para deliberar sobre as
ações mais importantes, funcionamento democrático das assembleias e
fóruns do movimento (eleição da mesa, garantia do direito a fala,
etc.), proporcionalidade direta nas eleições, rodízio obrigatório
de parte da diretoria a cada eleição, limitação do número de
eleições, escolha dos liberados em assembleia, prestação de contas
transparente e regular, etc.
- Intervir nas eleições para os sindicatos, associações e
entidades apoiando grupos que se dispuserem a lutar pelo programa da
Frente aqui exposto. Essa disputa não deve ser feita com o objetivo
de ganhar a qualquer custo, portanto não se pode aceitar alianças
com setores da burocracia governista e seus satélites (Articulação,
DS, CTB, etc.). O objetivo deve ser sempre o de avançar na
organização dos trabalhadores, de modo que as campanhas eleitorais,
independente do resultado, sirvam para construir núcleos de ativistas
e militantes que se mantenham organizados regularmente para lutar
cotidianamente pelo programa da Frente, não apenas em período de
campanha salarial ou eleição;
- Desenvolver estudos sobre o sistema financeiro, estudando seus
efeitos sobre a sociedade: a formação de um oligopólio, a
cartelização que avançou durante os governos Lula/Dilma, as fusões
e a concentração no setor bancário, os mecanismos de formação dos
lucros dos bancos, a especulação com a dívida pública, os juros
extorsivos, tarifas abusivas, venda casada e práticas antiéticas,
terceirização e precarização do trabalho através de
correspondentes bancários, etc. Precisamos entender o projeto
estratégico do sistema financeiro nacional que vem sendo aplicado
pelos banqueiros e pelo Estado (uma possível fusão de BB e CEF
visando sua privatização? Sucateamento e privatização dos bancos
regionais e estaduais restantes? Parcerias entre bancos, fundos de
pensão e empresas em projetos estratégicos para a burguesia –
obras que interessam ao agronegócio, construção civil, etc. -
etc.). Esses estudos devem servir para: a) subsidiar iniciativas de
formação dos trabalhadores bancários, como cursos, seminários,
cartilhas e outras publicações, e b) lançar o debate na sociedade
em torno do papel dos bancos, a partir da iniciativa dos trabalhadores
bancários, recolocando em pauta a perspectiva da estatização do
sistema financeiro;
- Desenvolver atividades unificadas com outras categorias durante a
campanha salarial, tais como lutar por um calendário unificado de
campanha, nas perspectiva de que as greves aconteçam na mesma data,
construir assembleias, atos e passeatas unificadas, etc.;
- Resgatar nas campanhas salariais e nas eleições as
reivindicações históricas da categoria tais como:
Gerais
- Estabilidade para todos os bancários, sobretudo do setor privado,
contra a demissão imotivada;
- Eleição de delegados sindicais em todos os bancos, como forma de
se iniciar um processo de organização e mobilização dos bancários
do setor privado, com as prerrogativas da inamovibilidade,
estabilidade, etc., não só nas concentrações, como também nas
agências;
- PCS para toda a categoria bancária;
- Licença-maternidade de 6 meses automática para toda a categoria;
- Vigência do plano de saúde após a aposentadoria;
- Fim das terceirizações e dos correspondentes bancários;
- Incorporação dos terceirizados ao quadro funcional dos bancos:
quem trabalha em banco, bancário é;
- Contratação de mais funcionários para atender a demanda de
serviços bancários;
- Fim da segmentação e da discriminação na prestação de
serviços bancários; abertura das agências destinadas ao público de
alta renda para o atendimento de toda a população, sem distinção;
- Redução da jornada de trabalho, sem redução de salários, para
5 horas diárias;
- Expediente bancário de 10 horas, com dois turnos de 5 horas cada,
como forma de contratar mais bancários e garantir o atendimento de
qualidade para todos, sem distinção;
- Fim das metas e do assédio moral;
Banco do Brasil
- Reposição de todas as perdas salariais acumuladas desde o início
do plano real até os dias atuais. Visto que essas perdas estão em
torno de 100%, patamar que não é considerado realista pelos
próprios bancários, defendemos um plano de reposição escalonado;
- Isonomia de direitos entre os bancários pré-98 e pós-98,
mantendo-se o que for mais vantajoso para os trabalhadores. Deve-se
também levar em consideração os direitos dos bancários das
instituições incorporadas pelo BB, como o Banco do Estado do Piauí
(BEP), Banco do Estado de Santa Catarina (BESC), e Nossa Caixa Nosso
Banco, aplicando-se o que for mais vantajoso para o funcionalismo;
- Fim do programa de PSO;
- Por um Banco do Brasil que volte a ter uma gestão pública,
voltada para o atendimento das necessidades de bancarização dos
trabalhadores excluídos do sistema financeiro;
- Respeito à jornada de 6 horas, extensível para a gerência
média;
- Fim da lateralidade e volta do pagamento das substituições;
- Volta das concorrências, com critérios objetivos para
comissionamento;
- Fim da co-participação na CASSI, pela cobrança da dívida do
Banco para com a Caixa de Assistência; que o Banco se responsabilize
pela saúde dos funcionários;
- Implantação do plano odontológico sem prejuízo do atual PAS,
para todo funcionalismo, à cargo do banco. Que o plano odontológico
seja prestado pela própria e CASSI e não por uma empresa
terceirizada;
- Reajuste para os aposentados pelo mesmo índice concedido ao
pessoal da ativa, de modo a que possam a que possam se incorporar às
mobilizações e lutas dos bancários.
Caixa Econômica Federal
- Plano de Reposição de Perdas;
- Isonomia plena entre novos e antigos, com Licença Prêmio e ATS
(Adicional por Tempo de Serviço) para todos;
- Implantação de novo PCC/PFC (Plano de Funções Comissionadas) e
PSI (Processo Seletivo Interno) com critérios objetivos e
pré-definidos, conquistado na última greve e que apresenta
objetividade apenas no papel. Na prática prevalece o subjetivo.
- Fim da terceirização e dos correspondentes bancários;
- Respeito à jornada, às condições de trabalho e à saúde do
trabalhador;
- Fim da discriminação na FUNCEF e do ônus para os que não
abriram mão do benefício definido;
- Paridade na FUNCEF e fim do voto de minerva da empresa;
- Contra o sucateamento e encarecimento do SAÚDE CAIXA.
FUNCIONAMENTO DA FRENTE
Para além das tarefas imediatas, a Frente Nacional de Oposição
Bancária deve buscar construir um projeto que se paute por um
conjunto de princípios comuns aos agrupamentos que a compõem, a
partir de um funcionamento regular, democrático e transparente. Entre
esses princípios e métodos de funcionamento apresentamos as
seguintes propostas:
– Ser um espaço de organização dos trabalhadores bancários para
lutar por seus interesses imediatos (salário, condições de
trabalho, etc.), e seus interesses históricos como parte da classe
trabalhadora;
– Fazer oposição ao governo, que é patrão da metade da
categoria bancária e ajuda a promover os ataques para os bancários
do setor privado;
– Lutar contra o sindicalismo de conciliação e negociação,
organizar a luta contra a exploração dos trabalhadores bancários,
contra as demissões em massa, arrocho de salários, precarização
das condições de trabalho, retirada de direitos, adoecimento físico
e mental, etc.;
– Lutar contra a Articulação e seus aliados, que são
instrumentos do governo e da patronal no interior do movimento;
– Construir mecanismos democráticos de funcionamento e respeito à
vontade da base, como forma de reconstruir a subjetividade da
categoria bancária, retomando a condição dos trabalhadores como
autores do seu destino;
– Funcionar com independência em relação aos governos, patrões
e partidos. Tudo que diz respeito à Frente (linha política,
conteúdo dos materiais, finanças, etc.) deve ser discutido e
decidido nos fóruns da própria Frente, que são soberanos sobre suas
questões internas.
– Se sustentar por meio da contribuição dos seus integrantes e
por campanhas financeiras impulsionadas pela própria Frente junto aos
trabalhadores, não aceitando qualquer tipo de contribuição do
governo, da patronal, de ONGs, etc.;
– Praticar a transparência na prestação de contas e no balanço
político das atividades realizadas, como forma de evitar a
burocratização e de educar a base para exercer o controle sobre a
Frente, que é um instrumento a seu serviço. Pelo menos em uma
reunião do mês haverá o ponto de finanças. A prestação de contas
estará disponibilizada, por escrito, para qualquer integrante que a
solicitar em qualquer tempo;
– Desenvolver ação permanente e regular sobre a base por meio de
panfletagens, atividades de propaganda e formação, seminários,
cartilhas, etc., de modo a fazer avançar a consciência da categoria
bancária, a partir de iniciativas organizadas pela própria Frente;
– A Frente estará aberta a todos os agrupamentos e militantes que
tiverem acordo com esses princípios gerais, preservando-se a
autonomia dos grupos locais em relação às táticas específicas da
sua realidade e da sua base de atuação, sua identidade, materiais
próprios, funcionamento interno, etc.;
– A Frente terá como máxima instância deliberativa os Encontros
nacionais abertos, a serem realizados indicativamente no mínimo duas
vezes por ano, um antes e um depois de cada campanha salarial;
– A Frente terá uma coordenação indicada pelos agrupamentos
locais que a constituem, que será a responsável executiva pela
aplicação das resoluções votadas nos seus Encontros nacionais, bem
como pelas tarefas de cuidar da comunicação e finanças;
– A Frente apoiará indicativamente, no interior dos coletivos e
entidades que a compõem, medidas que permitam o controle da base
sobre os dirigentes, por meio da revogabilidade dos mandatos, rodízio
na composição da sua Coordenação e proibição das reeleições
indefinidas;
On Sáb 10/12/11 11:20 , Evandro Agnoletto
evandroagnoletto em yahoo.com.br sent:
Obrgado Daniel pelo apoio e a compreensão de minha
sugestão, e tu tens razão: todos estamos dispostos a construir uma
frente de base, uma entidade que seja diferente do que está aí, com
atuação diversa do que está aí, pois o que aí está, contrfcut,
não serve ou atende às expectativas da classe bancária. Amigas e
amigos, estamos cientes que se começarmos a aprofundar as discussões
sobre nossas convicções políticas logo alie, em frente,
inevitavelmente divergiremos em algum ou vários pontos, e vejam que
isto nem deveria ser um problema, pelo contrário, faria parte do
necessário e saudável debate dialético relevante para aprendermos,
avançarmos e melhorarmos na solidificação do movimento dos
bancários, e fico pensando a razão disto se transformar em cisões
irremediáveis e fratricidas, quando deveríamos ter a maturidade de,
se vencidos dentro da argumentação, convencidos pela razão,
simplesmente não apreendermos e trabalharmos em uma só direção.
Creio que podemos fazer isto, creio que podemos fazer uma discussão
em alto nível, desarmados, afinal todos estão aqui para trabalhar
pelo conjunto dos bancários, para que aluta e a conscientização
avance e se recupere o terreno já perdido nestes últimos dez anos.
Considero legítimo e absolutamente válido que um grupo, ou grupos
divirjam sobre política, e mais, que eles trabalhem para tentar
convencer aos demais e, de forma respeitosa e equilibrada, tentem
convencer aos demais que suas propostas são as melhores para a
coletividade, até aí tudo bem, só que a frente nasceu ara uma causa
maior e não pode e nem deve ter como ponto central o debate sobre
concepções particulares que a coloquem sob risco de fragmentá-la e
enfraquecê-la. Não há saída pessoal, pois teremos que ter um
mínimo de unidade para alcançarmos o objetivo da frente, cumprir com
a finalidad primeira dela, os trabalhadores e a defesa de seus
direitos. É hora de colocarmos nossas concepções políticas em
stand by, ou aprendermos a discutí-las e debatê-las de forma
tranquila e no sentido de beneficiar a frente e sua unidade.
Política não é religião, pois ultrapassa a mera crença.
Discordância política não é uma ofensa pessoal, pois ela se dá
no terreno das idéias, e pelo o que eu sei e já vivi, jamis vi
qualquer grupo que tenha detido a verdade absoluta neste campo.
Quando deixamos de ouvir aos outros ou deixamos de considerar o que
les dizem, refletir sobre o que eles discordam, atingimos aquele
estágio divino de detentores de uma sabedoria integral, que a tudo
abrange e a tudo responde, normalmente respostas prontas e
automáticas. Deixamos de aprender, estacionamos, na verdade
regredimos pois possuir a pretensão de tudo saber é o primeiro passo
para a ignorância ilustrada, e este estágio divino pode servir para
quem quer se candidatar a papa. Deixemos os tacapes e os escudos em
casa. Façamos as discussões de forma a buscar um avanço verdadeiro
para a frente, e tenhamos a coragem de colocar nossas convicções à
mesa, para que elas sejam confirmadas, se este for o caso, e refutadas
, se assim a maioria entender e demonstrar. Ninguém morrerá por
discutir suas idéias sobre as coisas do mundo, morrerá sim a frente
se elas não forem discutidas respeitosamente. Saudemos a divergência
fundamentada e inteligente e a política se estabelecerá de maneira
saudável e elevada. Abraços
DE: Daniel
PARA: Evandro Agnoletto
CC: rgilmar em uol.com.br; MATHEUS DA SILVA CRESPO ;
marcostinoco em oi.com.br; peduardox em bol.com.br; juva em digi.com.br;
beatrizpoliveira em yahoo.com.br; liceucarvalho em yahoo.com.br;
gilfm em uol.com.br; ediarasil em ig.com.br; ucs.pernambuco em gmail.com;
primozemaria em yahoo.com.br; marciocarsi em yahoo.com.br;
evandroagnoletto em yahoo.com.br; kannerb em ig.com.br;
martaturra em hotmail.com
ENVIADAS: Sábado, 10 de Dezembro de 2011 2:00
ASSUNTO: Re: Frente Bancária de Oposição CE rompe com LBI.
Olá comp em s da Frente Nacional de Oposição Bancária
Concordo com o espírito da mensagem do Evandro no sentido de que a
construção da Frente como instrumento para a categoria bancária
deve ser colocada como prioridade acima dos interesses, projetos,
propostas, idéias, concepções de qualquer um dos grupos que a
compõem. Somos pequenos ainda e por isso nossa unidade é ainda mais
fundamental.
Alguns dos companheiros com os quais pude conversar ao longo dessa
semana consideram importante que todos aqueles que tem acordo com a
construção da Frente se apresentem com posições minimamente
unificadas em torno do projeto e das tarefas que devem ser aprovadas
no Encontro. É preciso sinalizar para aqueles que tem dúvidas ou
resistência quanto à construção da Frente a importância e a
viabilidade desse projeto, o que torna ainda mais importante a unidade
entre nós.
O ideal seria que estivéssemos fazendo essa discussão preparatória
já há algum tempo, mas por uma série de razões isso não foi
possível. Com maior antecedência teríamos podido preparar um
conjunto de propostas de resoluções minimamente unitárias que
representasse melhor uma possível síntese das posições dos vários
agrupamentos.
Apesar do pouco tempo, nós do Coletivo Bancários de Base de São
Paulo estaremos discutindo na nossa reunião deste sábado dia 10 um
texto de contribuição ao Encontro. Assim que for fechado, o texto
será disponibilizado para este grupo, como uma contribuição inicial
ao debate.
Teremos que trabalhar bastante entre todos os grupos durante esta
última semana para superar as divergências em torno das questões
secundárias e de forma nas propostas de cada agrupamento e para
resguardar o que existe o conteúdo comum ao projeto, que é o mais
importante.
Precisamos viabilizar um grande e vitorioso Encontro e impulsionar a
construção da Frente.
Saudações
Daniel
Bancários de Base - São Paulo
_________________________________________
“So, understand! You waste your time always searching for those
wasted years!
Face up! Make your stand! And realize your living in the golden
years!”
“Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles
anos perdidos!
Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos
anos dourados!”
Iron Maiden, “Wasted Years”
_________________________________________
On Qua 07/12/11 17:32 , Evandro Agnoletto
evandroagnoletto em yahoo.com.br sent:
Prezadas amigas e prezados amigos, peço licença para
manifestar-me pela primeira vez neste grupo e, também já requeiro
que todos sejam generosos com o que eu escreverei, uma vez que não
acompanho as discussões e, por conseguinte, não as conheço como
todos os demais. Penso que todo e qualquer projeto de união, frente
ou como queiram chamar, que se propõe como tarefa fundamental
combater a atual condução sindical exercida pela contrafcut,
condução que se caracteriza pela tentaiva de amortecer os conflitos
e retirada de direitos de nossos colegas bancários, deveria
estabelecer princípios necessários que todos concordariam,
princípios que nos são tão caros que mesmo as correntes
ideológicas mais diversas entre si mesmas abraçariam, e sei que
podemos contruí-los utilizando de bom senso e boa vontade, e,
também, por mais que estejamos convictos que nossa forma de ver e
conceber o mundo é a correta, e por mais que estejamos absolutamente
convencidos de que a política e a forma de luta que julgamos ser as
mais indicadas, penso que agora, neste momento, elas devem ser
colocadas em um segundo plano e devemos nos concentrar em construir o
básico, as fundações de uma alternativa sólida, respeitável e
viável para os bancários e trabalhadores em geral. Creio que se nos
aprofundarmos em questões ideológicas e políticas na atual
conjuntura e no presente estágio da Fnob, correremos o sério risco
de sermos extraordinários defensores e teóricos de noossas
concepções, porém poderemos ter que manifestá-las em um deserto e
para um público bastante restrito. Isto quer dizer então que devemos
esquecer nossos princípios e convicções que nos são tão caras,
que fazem parte de nossa própria identidade enquanto indivíduos e
sujeitos políticos? Não, não quer dizer isto, só quer sugerir que
para podermos discutir convicções e idéia progressistas precisamos
de duas coisas necessárias: 1 - Ter uma categoria de classe que
acredita em nossos esforços e, portanto, está preparada e disposta a
nos ouvir; 2 - Não esquecermos das necessidades e apuros reais do
quotidiano desta categoria. Para avançarmos na discussão política
ou elevarmos a consciência política de nossa categoria (não gosto
de considerar os meus colegas como inconscientes, mas vá lá),
primeiro, antes de tudo temos que atacar as coisas mais urgentes e
depois precisaremos de tempo para fazer esta discussão com muita
calma e tolerância para com aqueles que pensam de forma diversa,
afinal, dogmas caem muito bem em religiões e nunca em uma discussão
dialética ou dialógica, como queiram. Precisamos de tempo e muito
trabalho, coerência, transparência e uma grande dose de boa vontade
e tolerância ao diverso, enfim, precisamos reaprender a aprender e
para isto, precisamos ouvir mais do que fazemos hoje. A anberr
começou com sete celerados, hoje tem cerca de 25% dos reg e replan
não saldados, sócios de todas as ideologias possíveis e
imaginárias, e como a anberr consegue implementar as suas atividades?
Consegue porque tudo é decidido pelos próprios sócios,
exaustivamente discutido e votado, com respeito e tolerância. Foi
assim a decisão de participar na Fnob, uma discussão de três meses,
um debate acirrado, e na votação a proposta de paticipar venceu com
cerca de 92%. E o que os outros 8% que não queriam fizeram? Nada,
acataram a decisão e hoje trabalham como se tivessem votado pela
participação, e por quê? Porque tiveram todas as oportunidades de
se manifestarem e por todas as vezes que quiseram. Foram contrariados,
contraditados, mas com respeito e com argumentos. O que pretendo dizer
é que se não tivéssemos feito este processo, se não tivéssemos
esperado ou respeitado o tempo que as pessoas precisavam, se não
tivésemos feitos discussões importantes e tão necessárias antes de
propor uma participação na Fnob, certamente a participação seria
amplamente rejeitada, e ao sê-la, não poderíamos ter avançado
tanto na elucidação do que hoje representa a contrafcut e seus
sindicatos no movimento dos bancários. Tempo, paciência e ouvir,
considerar a divergência, quando honesta e sincera, legítima e digna
de ser avaliada e debatida, por fim, contrargumentar com respeito e
claramente.
Depois que conseguirmos isto, depois que entendermos que política
não é religião, e que portanto ultrapassa o terreno do sagrado e da
crença meramente sensitiva, poderemos pensar em construir algo que
resista as mais acirradas discussões e discordâncias. Não se
constrói nada sozinho ou querendo impor um pensamento hegemônico
através da força, coação ou retaliação.O vice-presidente da
anberr, Jorge Nascimento, estará presente no encontro da Fnob com uma
sugestão clara e sincera para todos: façamos esta união em nome de
uma classe de trabalhadores, afinal, esta é a verdadeira razão de
qualquer entidade existir. O resto veremos depois, com muito respeito,
honestidade e tolerância.
Abraço para todos evandro
DE: "rgilmar em uol.com.br"
PARA: MATHEUS DA SILVA CRESPO
CC: marcostinoco em oi.com.br; peduardox em bol.com.br; juva em digi.com.br;
beatrizpoliveira em yahoo.com.br; liceucarvalho em yahoo.com.br;
gilfm em uol.com.br; ediarasil em ig.com.br; ucs.pernambuco em gmail.com;
primozemaria em yahoo.com.br; marciocarsi em yahoo.com.br;
tzitzimitl em terra.com.br; evandroagnoletto em yahoo.com.br;
kannerb em ig.com.br; martaturra em hotmail.com
ENVIADAS: Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011 2:04
ASSUNTO: Re: Frente Bancária de Oposição CE rompe com LBI.
Camaradas, Concordo com Mateus a respeito da conjuntura
internacional e brasileira. O velho continente enfrenta graves crises
e o império americano se treme nas bases. Penso que em 2012 a luta
será árdua. Já se percebe que neste final de ano os
bancários estão sendo obrigados a tirar leite de pedra e
explorar até a alma dos correntistas. Os superintendentes estão
tratando seus gerentes como fantoches, obrigando-os a cumprirem metas
inatingÃveis e ainda mandam cartas de cobranças para os
demais bancários, tendo ao final um ditado árabe que diz "quando
se quer fazer alguma coisa se faz, quando não se quer, inventa uma
desculpa". O terror tende a ser maior no ano que vem.  O cenário
é preocupante. Os trabalhadores precisam discutir alternativas para
se defender dos descomissionamentos, redução de quadro e
demissões. Diante desse quadro, pergunta-se: _ Quem poderá nos
salvar? Claro que não será Chapolin Colorado, o personágem do
humor infantil de Chaves.  Mas, nós mesmos, que teremos que
enfrentar os leões, combater os ursos para não sermos engolhidos
por eles. Para isso, somente a união dos camaradas, mesmo com as
suas divergências polÃticas. A FNOB aponta para o caminho
do fortalecimento da categoria bancária. O Encontro no Maranhão
pode servir de laboratório para se produzir o antÃdoto contra
o veneno que o capital injeta na veia do trabalhador. Ã? preciso
somais mais do que dividir com expulsões porque o outro discordou
de algo que não é relevante. Eu não estarei fisicamente
nesse encontro. Preferi dar oportunidade para os mais jovenes. Eles
já são maioria no meio bancário e precisam se envolver nessa
luta. Espiritualmente estarei criando expecitativas de que será um
grande centro de debates e preparação para as ações que
farão a categoria amadurecer e se fortalecer mais. Gilmar
Em 06/12/2011 18:39, MATHEUS DA SILVA CRESPO < M.CRESPO em IG.COM.BR >
escreveu:
Camaradas, Devo confessar a vocês que muitas outras coisas me
preocupam muitÃssimo mais nestes dias do que esta polêmica do
Ceará e as escaramuças entre PSTU e LBI. A revolução
popular que segue sendo travada nas ruas do Egito, LÃbia,
Iêmen e LÃbia, com divisões internas entre os
revolucionários deste paÃs e setores inteiros repudiando a
saÃda democrático-burguesa do governo que assumiu no lugar do
Kadafi;Â a crise polÃtca do governo Dilma e seu 7o ministro
demitido; mas PRINCIPALMENTE A EUROPA QUEBRADA, com Itália, Espanha
e Portugal (todos muito maiores que a Grécia) completamente
falidos, colocam a luta de classes num patamar nunca visto nas
últimas décadas! Vai vir porrada, arrocho, recessão e o
diabo no Brasil! O 3o trimestre já foi de PIB zero! Vem
demissão, recessão, mais aumento da inadimplência por
aÃ... E a luta contra a burocracia vai ficar ainda mais
encarniçada. A FNOB nunca foi tão necessária e nosso encontro
tem a responsabilidade de responder a isso. Como se não bastasse,
a greve do BASA, os ataques no BB e CEF, etc. Muitas coisas e muito
mais graves que a disputa interna ao MOB do CE... Mas, mesmo assim,
não poderia deixar passar em branco este relato do que se passa
lá. Por parecer que "não é conosco" ou por todos acharmos um
pouco que "com a LBI não dá para lidar mesmo", o assunto tende a
passar batido, mas ele é, sim, grave e abre um precedente perigoso.
O PSTU (vamos ser claros! Não é MNOB CE, MAIS, independentes ou
quem seja; é o PSTU quem organizou e definiu a expulsão)
ACABA DE EXPULSAR UM GRUPO DE UMA FRENTE ÚNICA QUE ELE DIRIGIAÂ
POR ESTE GRUPO EXPRESSAR DIFERENçAS POLÃ&SHY;TICAS! A LBI é
ultraesquerdista, é sem método, etc., etc.: tudo isso. Tanto
é assim que o PSTU e qualquer outro tem todo o direito de não
querer compor Frente Única nenhuma com eles ou com quem mais
entederem não ser adequado. Mas que digam dessa forma e que
cheguem a esta conclusão: "a LBI é ultra, não aguentamos
mais suas crÃticas e não queremos mais atuar num mesmo
organismo com eles". Beleza. Cada um faz outro grupo independente, ou
até que se digladiem para ver quem herda o espólio do nome, etc.
Tudo se poderia aceitar. Mas o PSTU, ao invés de fazer isso,
coloca as polêmicas polÃticas no terreno moral, sendo eles
mesmo contra a moral proletária por isso, despolitizando o debate e
tratando todo mundo por caluniador, quando faz crÃticas
polÃticas. No episódio da ocupação e desocupação
da reitorioa da USP, a LER, o PCO e grupos estudantis variados de SP
foram chamados de caluniadores e acusados de atentar contra a moral
operária, etc. pelo PSTU. Antes disso, foram, acho que nesta ordem,
os companheiros do MR, GAS e Espaço Socialista a sofrer a mesma
desqualificação. A Anberr também já passou pelo mesmo. Ou
seja, ninguém tem moral para o PSTU. Só eles. Porque tratam
como "calúnias" as crÃticas de que eles capitularam numa
greve, entregaram uma luta, se aliaram a um pelego, estão adaptados
à democracia burguesa, etc. Mas eles podem chamar a própria LBI
de ultraesquerdista, o PSOL de reformista, nós todos de
divisionistas, porque isso não é calúnia; é a verdade!
Um absurdo! Minhas crÃticas polÃticas e adjetivações
podem, porque são corretas; as dos outros não, porque são
mentira... Que método e que moral são esses? Pode-se não
concordar com nenhuma das crÃticas da LBI, e quem me conhece
minimamente, ou ao MR, sabe que nós divergimos deles em quase tudo,
mas dizer que eles não podem fazer crÃticas ou polêmicas
pois isto é caluniar é uma vergonha, um método stalinista!
Nós mesmo poderÃamos nos sentir "caluniados" pela LBI, DUAS
VEZES! 1o porque, na crÃtica à condução da greve, quando
eles criticam o MNOB e os 3 sindicatos da oposição, por
ignorância desconhecendo a FNOB, as crÃticas também servem
para nós e certamente estamos incluÃdos naquele balanço
dos que "capitularam". Em 2o lugar, porque, segundo eles, também
estamos entre os que são contrarrevolucionários e militaram
junto com a OTAN na LÃbia, já que nossa posição é
quase 100% a mesma do PSTU. Mas o que isso tem a ver com calúnia
moral? Calúnia moral é o que fez o PSTU ao dizer que os
dirigentes do RN estavam saindo do partido deles para manter
privilégios e a liberação sindical (os "degenerados"!).
Calúnia moral é chamar aos que foram expulsos e construiram o
Movimento Revolucionário de "entristas a serviço de outra
organização", sem provas, sem cabimento e sem dignidade alguma,
inventando uma fábula ridÃcula para assustar seus militantes.
Por outro lado, calúnia moral contra o PSTU seria dizer que há
caixa 2 em algum sindicato deles, em congressos da Conlutas, etc. Isso
sim justificaria esse termo e seria algo que realmente exigiria
provas ou um repúdio completo. A única coisa de todos os textos
da LBI que chega a 1% disso é a passagem que cita "corrupção
polÃtica e material", em um único dos materias e timidamente,
sendo 99% as crÃticas polÃtcas (desvairadas ou não).
Mas longe dos ataques e campanhas difamatórias e stalinistas q ue
tanto já vimos partir do próprio PSTU. Por isso, a não ser
que se demonstrem outros elementos, a expulsão da LBI com este
argumento moral é vergonhosa! Dividir o MOB para mim é
compreensÃvel. Não tem nada demais chegar à conclusão
que uma Frente não pode mais continuar. Mas travestir isso de uma
disputa entre os portadores da moral revolucionária e os hereges
é uma barbaridade. Daqui para a frente, quem serão os
próximos "caluniadores" merecedores de expulsão? Todos os que
rompem politicamente com um partido, o fazem por diferenças que, se
forem expressas, por este critério do PSTU,  serão
consideradas calúnias. O mesmo para qualquer organização que
lhes aponte traições (reais ou não, mas que expressam a
OPINIÃO POL�TICA de um grupo ou pessoa). esse método de
considerar quem discorda como inimigo de classes é o que partidos
stalinistas fazem, inclusive "punindo" quem rompe consigo. Por este
critério, nenhuma organização ou grupo que compõe a FNOB
escapa, pois dentro do MNOB as polêmicas que fazÃamos eram
desse estilo, hoje denunciadas como "calúnias" pelos promotores e
juÃzes, ao mesmo tempo, da moral revolucionária, do PSTU.
Algo, sem dúvida, muito complicado! Ainda mais quando estamos
discutindo justamente a necessidade de atuar em comum ,mas sabendo
respeitar as diferenças, sem hegemonismos, tratoramentos e
imposições ou coações. Fica para pensarmos... Abraço a
todos, e tomei a liberdade de, concordando com o aspecto da
segurança e não publicização desta discussão - como
sugeriu a Marta -, acrescentar o Márcio, o Daniel, o
SÃlvio e o Evandro, camaradas da FNOB e que, mais cedo ou mais
tarde, também vão se deparar com estas discussões.
Matheus Crespo P.S.: O encontro vai ser produtivo, independente disso.
Temos uma polÃtca acertadas até agora e estamos apostando na
base e não nas cúpulas para ter uma alternativa. A guerra de
correntes não vai nos contaminar se mantivermos isso bem claro. Em
2 de dezembro de 2011 16:49, marta turra escreveu:
Puta que o pariu! Problemas! Queremos construir e tem estes
entraves. Muita calma nesta hora! Não podemos transformar este
encontro numa guerra. Ajudem please! Este email está limitado a
poucas pessoas. Avaliem muito bem. Até o MA
_MARTA TURRA_
_SAUDAçõES COM LUTAS!_
Companheiros, estamos enviando anexo e colado abaixo, a ata
redigida após a Reunião da Frente Bancária de Oposição
realizada em 26.11.2011 em Fortaleza que resolveu excluir da Frente
Bancária de Oposição a TRS/LBI/MOB em consequencia das notas
divulgadas e caracterizadas como desrespeitosas e prejudiciais a boa
convivência do agrupamento de Oposição.
A Frente Bancária de Oposição segue em frente em sua
composição na qual participam o MNOB CE, o MAIS (Movimento de
Autonomia e Independência Sindical) e vários bancários de
atuação independentes que levam um combate contra a
direção do Sindicato dos Bancários do Ceará e a
Contraf/CUT e pretendem formar uma chapa de Oposição para
disputar a eleição do sindicato no próximo ano. Fernando
Saraiva
obs. Seguem também anexas as duas notas da LBI que provocaram o
rompimento. ATA REUNIãO DA FRENTE BANCáRIA DE OPOSIçãO
– 26.11.2011
Presentes 13 membros: Ailton, Fernando Saraiva, Daniel Welton,
Adroaldo, Carlos Alberto e Afonso do Banco do Brasil; Assis, Henrique,
Idelfo, Dorisval do Banco do Nordeste; Januario e Augusto Cezar da
Caixa EconÃ?mica; Hyrlanda do Bradesco.
InÃcio: 10hs
Mesa: Henrique BNB
Pauta da reunião: 1. Informes 2. Balanço da Frente Bancária
de Oposição OBS.: Carlos Alberto prop�s incluir o ponto
Balanço da Greve. Houve manifestação contrária do Ailton.
Após defesa das propostas, foi encaminhada votação. Foi
aprovada a pauta acima sem o balanço da greve por 6 x 3 com 1
abstenção. 1. Informes Henrique: Campanha 10% do PIB para a
educação Pública Já
Hyrlanda: Encontro da Frente Nacional de Oposição Bancária
- FNOB no SEEB - Maranhão nos dias 17 e 18 de dezembro de 2011. 2.
Balanço da Frente Bancária de Oposição Em função do
teto de 11h30, a mesa encaminhou 13 intervenções de 4 minutos.
Ailton solicitou questão de ordem propondo a leitura das notas
“Balanço do MOB – Greve dos Bancários� e
“Traição! PSTU na LÃbia se une a OTAN e aqui se
junta a Cid Gomes e aos pelegos da APEOC para acabar com a nossa
greve!� de autoria da LBI/MOB. A Mesa prop�s a leitura das
notas com cópias distribuÃdas na reunião e foi indicado
que a leitura fosse realizada pela Hyrlanda representante da LBI,
responsável pelas notas que se negou a fazê-lo, sendo
encaminhada em seguida a leitura da primeira nota pelo Fernando
Saraiva do MNOB CE e a segunda pelo Ailton do MAIS bancário.
Após a leitura, foi encaminhada 13 intervenções de 4 minutos
sobre a questão em pauta. Ailton e Hyrlanda solicitaram direito de
resposta à mesa após as falas por terem se sentidos ofendidos nas
intervenções. A mesa concedeu 2 minutos para ambos.
Encaminhamentos: A) Proposta 1 – Henrique/Ailton: Continuidade
da Frente Bancária de Oposição sem a LBI/MOB em virtude das
calúnias apresentadas nas notas acima descritas. Proposta 2
– Irlanda/Augusto Cezar: Nova reunião para aprofundar a
discussão.
Com a plenária esclarecida das propostas, foi encaminhada a
votação. A proposta 1 vence de 8 votos a 4 com 1
abstenção. B) Reunião da Frente Bancária de
Oposição para iniciar a discussão de programa no dia 03 de
dezembro (sábado), as 9hs, no Sintsef.
-------------- Próxima Parte ----------
Um anexo em HTML foi limpo...
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-------------- Próxima Parte ----------
Um anexo não-texto foi limpo...
Nome: =?UTF-8?B?Q29udHJpYnVpw6fDo28gRW5jb250cm8gUy4gTHVpeiAyMDExLm" filename*1="RvYw==?=
Tipo: application/octet-stream
Tamanho: 82432 bytes
Descrição: não disponível
URL: <https://lists.aktivix.org/pipermail/bancariosdebase/attachments/20111211/51dd49b0/attachment-0001.obj>
Mais detalhes sobre a lista de discussão Bancariosdebase