[Bancariosdebase] Pare o "estupro corretivo"
Daniel
tzitzimitl em terra.com.br
Segunda Janeiro 31 19:48:19 UTC 2011
On Qua 26/01/11 08:43 , Carlos Quáglio carlos.quaglio em gmail.com
sent:
Caros amigos,
[1]
"O estupro corretivo”, a prática cruel de ESTUPRAR LéSBICAS PARA
“CURAR” SUA HOMOSSEXUALIDADE, ESTá SE TORNANDO UMA CRISE NA
ÁFRICA DO SUL. Porém, ativistas corajosas estão apelando ao mundo
para pôr fim a estes crimes monstruosos. O governo sul africando
finalmente está respondendo -- VAMOS APOIá-LAS. Assine a petição e
divulgue para os seus amigos!
[2]
MILLICENT GAIKA FOI ATADA, ESTRANGULADA, TORTURADA E ESTUPRADA
durante 5 horas por um homem que dizia estar “curando-a” do
lesbianismo. Por pouco não sobrevive
Infelizmente Millicent não é a únca, ESTE CRIME HORRENDO é
RECORRENTE NA ÁFRICA DO SUL, onde lésbicas vivem aterrorizadas com
ameaças de ataques. O mais triste é que jamais alguém foi condenado
por “estupro corretivo”.
De forma surpreendente, desde um abrigo secreto na Cidade do Cabo,
ALGUMAS ATIVISTAS CORAJOSAS ESTãO ARRISCANDO AS SUAS VIDAS para
garantir que o caso da Millicent sirva para suscitar mudanças. O
apelo lançado ao Ministério da Justiça teve forte repercussão,
ultrapassando 140.000 assinaturas e forçando-o a responder ao caso em
televisão nacional. Porém, O MINISTRO AINDA NãO RESPONDEU àS
DEMANDAS POR AçõES CONCRETAS.
Vamos expor este horror em todos os cantos do mundo -- se um grande
número de pessoas aderirem, conseguiremos AMPLIFICAR E ESCALAR ESTA
CAMPANHA, LEVANDO-A DIRETAMENTE AO PRESIDENTE ZUMA, autoridade máxima
na garantia dos direitos constitucionais. Vamos exigir de Zuma e do
Ministro da Justiça que condenem publicamente o “estupro
corretivo”, criminalizando crimes de homofobia e garantindo a
implementação imediata de educação pública e proteção para os
sobreviventes. ASSINE A PETIçãO AGORA E COMPARTILHE -- nós a
entregaremos ao governo da África do Sul com os nossos parceiros na
Cidade do Cabo:
https://secure.avaaz.org/po/stop_corrective_rape/?vl [3]
A África do Sul, chamada de Nação Arco-Íris, é reverenciada
globalmente pelos seus esforços pós-apartheid contra a
discriminação. Ela foi O PRIMEIRO PAíS A PROTEGER
CONSTITUCIONALMENTE CIDADãOS DA DISCRIMINAçãO BASEADA NA
SEXUALIDADE. Porém, a Cidade do Cabo não é a única, a ONG local
Luleki Sizwe registrou mais de um “estupro corretivo” por dia e o
predomínio da impunidade.
O “estupro corretivo” é baseado na noção absurda e falsa de
que lésbicas podem ser estupradas para “se tornarem
heterossexuais”, mas este ato horrendo não é classificado como
crime de discriminação na África do Sul. As vítimas geralmente
são mulheres homossexuais, negras, pobres e profundamente
marginalizadas. Até mesmo o estupro grupal e o assassinato da Eudy
Simelane, heroína nacional e estrela da seleção feminina de futebol
da África do Sul em 2008, não mudou a situação. Na semana passada,
o Ministro Radebe insistiu que o motivo de crime é irrelevante em
casos de “estupro corretivo”.
A ÁFRICA DO SUL é A CAPITAL DO ESTUPRO DO MUNDO. UMA MENINA
NASCIDA NA ÁFRICA DO SUL TEM MAIS CHANCES DE SER ESTUPRADA DO QUE DE
APRENDER A LER. Surpreendentemente, um quarto das meninas
sul-africanas são estupradas antes de completarem 16 anos. Este
problema tem muitas raízes: machismo (62% dos meninos com mais de 11
anos acreditam que forçar alguém a fazer sexo não é um ato de
violência), pobreza, ocupações massificadas, desemprego, homens
marginalizados, indiferença da comunidade -- e mais do que tudo -- os
poucos casos que são corajosamente denunciados às autoridades,
acabam no descaso da polícia e a impunidade.
Isto é uma catástrofe humana. Mas a Luleki Sizwe e parceiros do
Change.org abriram uma fresta na janela da esperança para reagir. SE
O MUNDO TODO ADERIR AGORA, NóS CONSEGUIREMOS JUSTIçA PARA A
MILLICENT E UM COMPROMISSO NACIONAL PARA COMBATER O “ESTUPRO
CORRETIVO”:
https://secure.avaaz.org/po/stop_corrective_rape/?vl [4]
Está é uma batalha da pobreza, do machismo e da homofobia. Acabar
com a cultura do estupro requere uma liderança ousada e ações
direcionadas, para assim trazer mudanças para a África do Sul e todo
o continente. O Presidente Zuma é um Zulu tradicional, ele mesmo foi
ao tribunal acusado de estupro. Porém, ele também criticou a prisão
de um casal gay no Malawi no ano passado, e após forte pressão
nacional e internacional, a África do Sul finalmente aprovou uma
resolução da ONU que se opõe a assassinatos extrajudiciais
relacionados a orientação sexual.
Se um grande número de nós participarmos neste chamado por
justiça, nós poderemos convencer Zuma a se engajar, levando adiante
ações governamentais cruciais e INICIANDO UM DEBATE NACIONAL QUE
PODERá INFLUENCIAR A ATITUDE PúBLICA EM RELAçãO AO ESTUPRO E
HOMOFOBIA NA ÁFRICA DO SUL. Assine agora e depois divulgue:
https://secure.avaaz.org/po/stop_corrective_rape/?vl [5]
Em casos como o da Millicent, é fácil perder a esperança. Mas
quando cidadãos se unem em uma única voz, nós podemos ter sucesso
em mudar práticas e normas injustas, porém aceitas pela sociedade.
No ano passado, na Uganda, nós tivemos sucesso em conseguir uma onda
massiva de pressão popular sobre o governo, obrigando-o a engavetar
uma proposta de lei que iria condenar à morte gays da Uganda. Foi a
pressão global em solidariedade a ativistas nacionais corajosos que
pressionaram os líderes da África do Sul a lidarem com a crise da
AIDS que estava tomando o país. VAMOS NOS UNIR AGORA E DEFENDER UM
MUNDO ONDE CADA SER HUMANO PODERá VIVER LIVRE DO MEDO DO ABUSO E
VIOLêNCIA.
Com esperança e determinação,
Alice, Ricken, Maria Paz, David e toda a equipe da Avaaz
Leia mais:
Mulheres homossexuais sofrem 'estupro corretivo' na África do Sul:
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/12/09/mulheres-homossexuais-sofrem-estupro-corretivo-na-africa-do-sul-915119997.asp
[6]
ONG ActionAid afirma que "estupros corretivos" de lésbicas na
África do Sul estão aumentando:
http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/lifestyle/2010/03/22/243215-ong-actionaid-afirma-que-estupros-corretivos-de-lesbicas-na-africa-do-sul-estao-aumentando
[7]
Acusados de matar atleta lésbica são julgados na África do Sul:
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,acusados-de-matar-atleta-lesbica-sao-julgados-na-africa-do-sul,410234,0.htm
[8]
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