[Bancariosdebase] Participação nos fóruns da CUT
Daniel
tzitzimitl em terra.com.br
Sexta Julho 29 13:01:49 UTC 2011
Não tenho acompanhado os debates na internet, mas só para
registrar, concordo totalmente com o Márcio.
Para responder ao Luis Guilherme, a tática de voltar a participar
dos fóruns da CUT é um opção do MNOB, não da Frente Nacional de
Oposição.
Em São Paulo, o coletivo Bancários de Base, do qual eu e o Márcio
participamos, não fechou posição antes da assembléia que tirou
delegados para a Contraf, mas também não aposta nessa tática.
Daniel
"A sociedade que aboliu a aventura tornou a abolição dessa
sociedade a única aventura possível”
anônimo, pichado nos muros de Paris no maio de 1968
On Ter 26/07/11 22:37 , Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
marciocarsi em yahoo.com.br sent:
Prezados companheiros, manos e minas.
A política que temos desde 2004 é de tirar a legitimidade dos
fóruns da CUT como fóruns da categoria. Neste sentido, as bases dos
NE e de Bauru estão mais adiantadas. Ter uma política de voltar aos
fóruns da CUT, por sí só, é desconsiderar que nestas bases já
estão por demais experientes com os contraficantes. Prova disso é a
decisão dos bancários do Maranhão em dá um pé na bunda da Central
Ùnica dos TRaidores. Temos que fazer é avançar na consciência dos
bancários nos grandes centros e não retroceder nas bases que
avançaram. A defesa da participação nos fóruns da CUT, na minha
opinião, tinha como balizador que a base daqui não chegou ao nível
dos companheiros do NE e Bauru e que deveríamos ajudar os bancários
de nossa base neste sentido.
Ocorre que já foram dois anos de experiência. E o que ganhamos com
isso? Nada. A não ser a experiência concreta de que NÃO DEVEMOS
MAIS PARTICIPAR DOS FÓRUNS DA CUT, pois são fóruns montados e
controlados artificialmente pela burocracia pelo critério de eleger 1
delegado para cada 300 bancários, qando o idela é de 1 para cada
100. Assim, as conferências da CUT do BB e da CEF não passaram mais
do que um teatro de democracia legitimado pela participação nossa de
Oposição. Em outras palavras: ERRAMOS . Foi um evento de "base", com
o Ricardo Berzoíni falando por mais de 2 horas e a "base" aplaudindo.
Gostaria que este mesmo bandido sobreviveria 5 minutos na quadra dos
bancários daqui de Sampa com mais de 2000 bancários rangendo os
dentes em plena greve quando a BASE, tão exortada por nós, está em
luta direta contra os banqueiros e o governo. Quando percebi que mais
de 300 "bancários" aplaudiam aquele chefe de quadrilha já sabia de
antemão o fim. E, infelizmente, estava certo. Tentei me animar com a
energia dos companheiros do MNOB e do PSTU que lutavam por cada
vírgula de proposta, por cada votação....a abnegação em fazer
unidade com as demais forças políticas vacilantes pelo seu
oportunismo para que as propostas da Oposição fossem maioria...Mas
foi tudo em vão. contribuiu para perder a pouca base que lá estava,
que não passava de 20% (com muito otimismo) de participantes.
Nossa política deve ter como balizador a base bancária e não os
percalsos dos oportunistas da central x, y, ou z. Isso é inverter a
ordem das coisas, além de ser uma tática cupulista de conchavos, e
que, muitas vezes, nos pegamos abrindo mão de pontos programáticos
caros para nós. Temos que preservar aqueles 20% que estavam lá em
nome da categoria de forma honesta, e a base que foi mobilizada para a
eleição destes delegados. Se fomos competentes para mobilizar
bancários, por pouco que sejam, para as assembléias e fóruns
viciados da CUT, penso que poderíamos, sim, fazermos fóruns
alternativos, e não desiludir os bancários com a péssima
experiência com a bandidagem petista.
Mas tudo pode e deve ser mudado. Somos uma categoria nacional, com
consciências experiências distintas. Podemos considerar que o povo
do interior e do NE, estão mais avançados pois nestas bases a
composição de bancários do setor público é muito superior em
relação os trabalhadores do setor privado; sendo que a proporção
é invertida nas grandes capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, BH,
etc. Temos que considerar que nossa categoria é um mosaico e temos
que combinar os diferentes n[iveis de consciência e experiência da
base num objetivo único, que é tirar o controle da campanha salarial
das mãos da quadrilha contraficante.
Esta é uma opinião pessoal, que não reflete, necessariamente, a
opinião dos coletivos dos quais faço parte. Apenas quero contribuir
com estes elementos para que tenhamos mais sucesso nos próximos
passos de nossa luta.
Um forte abraço.
Márcio
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