[Bancariosdebase] Enc: Proposta de tese para o CNFBB

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Sexta Junho 3 12:09:44 UTC 2011





----- Mensagem encaminhada ----
De: Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva <marciocarsi em yahoo.com.br>
Para: Daniel Esp Soc <tzitzimitl em terra.com.br>
Enviadas: Sexta-feira, 3 de Junho de 2011 0:50:16
Assunto: Proposta de tese para o CNFBB


Caro camarada,

Seue a proposta de tese para o CNFBB. Fiz um embromation para que a tese seja 
inscrita. Foi o melhor que pude fazer. 

Dê uma olhada e me mande de volta para inscrevê-la para o congresso.

um forte abrarço.

Márcio

COMBATER O GOVERNISMO E O PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO DO BANCO DO BRASIL – TESE DO 
COLETIVO BANCÁRIOS DE BASE.
 
 
 
            APRESENTAÇÃO
 
            A crise econômica iniciada em 2008 tem novos desdobramentos no 
início de 2011. Os povos árabes do norte da África e do Oriente Médio respondem 
com a derrubada dos governos aos sofrimentos agravados pela crise em países 
governados há décadas por servos do imperialismo. Desemprego para quase metade 
dos trabalhadores, falta de expectativa de uma vida melhor para a juventude, 
temperados pela xenofobia dos países da União Européia, que fecharam suas 
fronteiras para a imigração; são alguns elementos que contribuíram para onda da 
abertura democrática no mundo árabe. No plano mais geral, vemos a contradição da 
desvalorização do dólar empurrando o mundo lentamente para um cataclismo 
econômico.
            No plano nacional o “jeito PT de governar” é aplaudido pela 
burguesia nacional e internacional mas, ao mesmo tempo, já engatilhou uma 
possível substituta: Marina Silva do PV, que soube muito bem trabalhar o mote da 
ecologia entre os trabalhadores. Seria cômico se não fosse trágico e irônico, 
pois o PV apóia os transgênicos e também o aumento das áreas apara desmatamento 
nas propriedades na Amazônia prevista no projeto do Novo Código Florestal.
            Nesta conjuntura nacional e internacional está inserido o presente 
Encontro inspirado pelos ares de mudança que sopram do Oriente. Este é um 
momento muito importante para o sindicalismo bancário brasileiro, pois devemos 
discutir os meios de retirar o controle da campanha salarial das mãos da 
CONTRAF-CUT, o que só pode ser feito se anteciparmos a preparação da campanha. 
Precisamos derrubar a ditadura dos governistas da CONTRAF-CUT, que são os 
maiores obstáculos, a serviço do governo e dos banqueiros, para as conquistas 
dos bancários públicos e privados.  O maior exemplo disso é a tática “imexível” 
da mesa única.
            A finalidade da mesa única é evitar o questionamento do governo do 
PT, partido dos dirigentes sindicais cutistas, componentes da CONTRAF-CUT, e 
também responsável por cargos chaves nos bancos federais. E assim as 
necessidades da categoria são colocadas em último plano. É por isso que não se 
luta por estabilidade nos bancos privados; não se luta pela instituição do 
delegado sindical EM TODA A CATEGORIA; nem se cogita a reposição das perdas 
salariais experimentadas principalmente pelos bancários do setor público por 
conta de 10 anos de congelamento salarial; também pelo mesmo motivo os 
dirigentes cutistas não lutam pela isonomia de direitos entre os bancários novos 
e os antigos. Isso só para citar alguns exemplos...
            
            Bom encontro para tod em s!
 
            Bancários de Base – São Paulo – junho de 2011.
 
            1. CONJUNTURA
 
1.1  Internacional
 
            1.1.1 Continuidade da crise e crise da alternativa socialista
 
            A crise mundial iniciada em 2008 ainda não está superada no plano da 
economia. Há sinais de recuperação da produção e do comércio nos Estados Unidos 
e na Europa, mas que ainda não chegaram aos níveis pré-crise. Além disso, a 
crise que estamos atravessando não é apenas uma crise econômica, mas uma crise 
societal, ou seja, uma crise do modo de produção social em suas várias esferas 
(ambiental, energética, alimentar, cultural, etc.), a qual se localiza num 
contexto geral de crise estrutural do capital. Os impactos sociais, políticos e 
culturais da crise econômica são por demais severos para que se possa dizer que 
o mundo retornou à “normalidade” pré-crise. Seguiremos convivendo com esses 
impactos no próximo período.
            A crise atual já fez com que, numa série de países fortemente 
afetados, o grau de insatisfação social chegasse ao ponto de colocar milhões de 
pessoas nas ruas para derrubar os governos. A diferença é que, desta vez, os 
povos se levantam contra governos muito mais duros, ditaduras que já duravam 
décadas, que pareciam sólidas e inquestionáveis, em países com uma enorme 
importância estratégica para o imperialismo
            Além disso, no próprio coração do imperialismo, o ataque às 
condições de vida dos trabalhadores, necessário para que os governos possam 
recompor os orçamentos dilacerados pelo salvamento da burguesia, colocou esses 
trabalhadores nas ruas também nos países centrais. A Europa já enfrentou greves 
gerais na França, Espanha e Portugal, mobilizações em diversos países, e um 
estado quase permanente de enfrentamento na Grécia, em que quase dez greves 
gerais fortíssimas se sucederam desde meados de 2010. Agora, a classe 
trabalhadora começa a se mover até mesmo nos Estados Unidos, que há décadas, 
desde o início do governo Reagan, não assistiam a processos de mobilização tão 
grandes como o que está acontecendo nos estados de Wisconsin, Minnesota, Ohio, 
Indiana e Pensilvania, com marchas de dezenas de milhares de funcionários, 
apoiados pela população.
            Assim, por mais que os lucros da burguesia tenham retornado, e que 
aos poucos, nos próximos anos, se reinicie um novo ciclo de crescimento, o que 
ainda não está claramente colocado, as conseqüências da crise continuarão 
provocando um acirramento da luta de classes, com dificuldades políticas enormes 
para a burguesia seguir administrando a crise estrutural. O mundo já não é o 
mesmo depois do retorno das lutas sociais nos países imperialistas e da colossal 
revolução democrática em processo por parte dos povos árabes. Houve uma mudança 
de qualidade importante, o retorno das mobilizações de massa dos povos e da 
classe trabalhadora, que derrubam governos e chegam a fazer tremer as estruturas 
do regime burguês em vários países.
            A questão fundamental, que apesar de estar presente, não foi 
devidamente considerada, e que determina a realidade mundial, é a contradição 
entre os elementos objetivos e subjetivos, materializada na crise de 
alternativa. A falta de resposta política revolucionária do proletariado 
permitiu que a situação se estabilizasse logo após a eclosão da crise, no marco 
de que a tendência à instabilidade confirmou-se nas lutas que começaram a 
espocar e no surgimento de movimentos/ações da ultra-direita.
            Desde a queda da URSS e dos Estados do leste europeu, o socialismo 
foi alvo de uma violenta campanha política e ideológica de desmoralização, de 
tal sorte que a idéia de uma alternativa socialista ao capitalismo está ausente 
ou desacreditada na consciência da maioria dos trabalhadores. Sem um projeto 
alternativo de sociedade a ser apresentado em substituição ao capitalismo, a 
luta acaba se limitando a medidas defensivas que não rompem com a ordem 
estabelecida. O discurso dos trabalhadores em mobilização na Europa, por 
exemplo, é tão somente contra a “injustiça” das medidas de austeridade, por meio 
das quais os governantes querem obrigá-los a pagar pelos “erros” dos 
especuladores. Esse discurso não se eleva ao nível da consciência de que não se 
trata de erros “acidentais” de gestores mal-intencionados e de injustiças 
eventuais, mas de uma lógica social capitalista que inevitavelmente produz 
crises. Essa lógica social não pode ser atenuada ou controlada por medidas 
parciais, nem muito menos “humanizada”, pois a alienação está na sua própria 
essência.
 
            1.1.2 As revoluções democráticas nos países árabes
 
            Está em curso no norte da África e Oriente Médio um processo de 
revoluções democráticas com a queda de ditaduras de décadas sustentadas pelo 
imperialismo e ao mesmo tempo seus agentes na região. Os elementos desse ciclo, 
com expressões mais ou menos avançadas de país para país, são: a) a queda brusca 
de ditaduras históricas a partir da ação direta e da organização das massas; b) 
participação dos setores da classe trabalhadora no processo; c) crise e divisão 
das forças armadas com a dificuldade para a repressão direta aos movimentos; d) 
a conquista de várias liberdades democráticas e de organização dos trabalhadores 
e das massas em geral; e) a transição mais ou menos rápida para regimes 
democrático-burgueses com a realização de eleições (mesmo no caso do Egito, em 
que as forças armadas assumem o poder político através da junta militar, estão 
marcadas eleições para a constituição de um governo civil e para o parlamento).
            Mesmo estando desprovido de uma consciência socialista e de direções 
revolucionárias, esse processo abre uma nova situação nesses países do Oriente 
Médio e Norte da África, com melhores condições para a luta e a organização dos 
trabalhadores, agora diretamente contra a burguesia e a dominação imperialista 
que tende a permanecer. Os problemas estruturais, contudo, não foram resolvidos. 
A partir de agora as lutas tendem a se travar entre os trabalhadores e a 
burguesia, com a polarização de classe tomando uma dimensão maior, que combinado 
às liberdades democráticas conquistadas, tende a desenvolver um processo de 
organização da classe trabalhadora e seus organismos de luta, como sindicatos, 
etc.
            No entanto, a caracterização de que se trata de revoluções 
democráticas ao mesmo tempo busca apontar os limites desse processo. Com a 
mudança para regimes democrático-burgueses combinada com a profunda crise de 
alternativas socialistas, tende a haver a divisão dos setores que protagonizaram 
essas revoluções democráticas, devido à capacidade da democracia burguesa de 
diluir, cooptar e se contrapor às necessidades de luta da classe trabalhadora 
contra a burguesia.
            As tarefas democráticas, apesar de conquistadas em boa medida, não 
estão consolidadas e nem foram plenamente atingidas, assim como outras 
revoluções democráticas na América Latina, por exemplo. Assim, colocam-se as 
seguintes tarefas para o próximo período: a) consolidar e expandir ao máximo o 
processo de conquistas democráticas a partir da manutenção da mobilização das 
massas; b) avançar num processo de lutas e organização independentes da classe 
trabalhadora por suas demandas direcionadas contra a burguesia e o Estado 
burguês; c) a necessidade de uma nova revolução, desta vez socialista, 
sustentada nos organismos da classe trabalhadora.
            As lutas dos trabalhadores contra o capitalismo em crise precisam 
passar da defensiva para a ofensiva. Os planos dos governos capitalistas 
precisam ser derrotados e revertidos pela ação organizada da classe 
trabalhadora. É preciso romper com os limites políticos e os obstáculos 
organizativos das atuais direções reformistas e burocráticas dos partidos e 
sindicatos. A luta em defesa das condições de vida e contra os ataques da 
burguesia precisa se desenvolver em direção a uma alternativa de poder dos 
trabalhadores, que apresente um projeto socialista de reorganização da vida 
social, contra a barbárie capitalista.
 
            1.2 Nacional
            
            A eleição de Dilma é a vitória do modo petista de governar, isto é, 
o governo em favor da burguesia, tendo o controle dos organismos de luta dos 
trabalhadores e outros setores oprimidos. O governo Dilma representa uma 
continuidade em relação aos dois mandatos de Lula, no sentido de que o PT segue 
sendo o instrumento político mais adequado para a aplicação do projeto da 
burguesia e do imperialismo para o país. O PSDB-DEM seguirá aparecendo como uma 
alternativa de direita e pressionando o PT a ser mais servil à burguesia, pois 
essa é a única forma de se manter no controle do aparato do Estado, vital para 
sua sustentação enquanto burocracia.
            No entanto, dentro dessa continuidade, manifestam-se alguns 
elementos de descontinuidade, que têm a ver com as necessidades do capital para 
o próximo período. Essas necessidades se organizam em torno de alguns eixos:
            - Aumento da competitividade da economia. Dado que o crescimento 
mundial deve seguir sendo lento no próximo período e a disputa de mercado mais 
acirrada (demanda frágil nos países imperialistas, guerra cambial, medidas 
protecionistas, etc.), o capital que opera no Brasil terá que aprofundar 
(contra)reformas no sentido de ampliar a competitividade da economia. Deve ser 
retomada uma ofensiva ideológica em torno de medidas como: a) ataque sobre a 
legislação trabalhista e sindical;         b) reforma da previdência; c) 
(contra)reforma tributária;
            - Cortes de gastos para reequilibrar o orçamento. O governo 
brasileiro também precisou jogar dinheiro na economia e agora terá que 
reequilibrar o orçamento, por meio de cortes nos gastos sociais, atacando o 
salário dos funcionários públicos e precarizando os serviços.
            - Reestruturação do Estado, enxugamento do quadro funcional, 
meritocracia e avaliações de desempenho como medida de achatamento salarial do 
funcionalismo, ataques à estabilidade, etc.
            - Desenvolvimentismo e incentivos às empresas. Com base no discurso 
de que “o que é bom para o capital é bom para o Brasil”, o governo deverá seguir 
dando incentivos para a burguesia, na forma de: a) renúncias fiscais; b) 
empréstimos a juros baixos; c) desregulamentação ambiental; d) grandes obras de 
infra-estrutura;
            Na prática trata-se de uma política semelhante à que acontece nos 
países imperialistas, em que o Estado transfere dinheiro para o capital, às 
custas de ataques sobre os trabalhadores. Mas aqui essa política aparece mediada 
pelo fato de que o processo da crise foi muito mais suave sobre o Brasil, e as 
medidas são de muito menor porte, tanto no plano dos ataques como no das 
concessões à burguesia. Essa política será legitimada pelo discurso de que o 
Brasil está no caminho certo, está crescendo de uma forma que beneficiará a 
todos, tende a ter um papel de destaque no mundo, o que será sacramentado pelos 
mega-eventos da Copa do Mundo e Olimpíadas.
            Esses elementos tendem a fazer com que o governo Dilma apresente um 
perfil mais à direita do que o de Lula, com um perfil menos político, 
demagógico-carismático como era o de Lula, e mais tecnocrático, gerencial, 
economicista. Isso se dará pela opção do próprio PT, que seguirá priorizando o 
controle do aparato do Estado, das empresas estatais, fundos de pensão, etc.; e 
desempenhando o papel de sustentar ideologicamente o governo através do controle 
do movimento e das organizações dos trabalhadores.
            Está em jogo uma grande operação política e sindical no sentido de 
construir-se a imagem de um país que caminha em direção ao futuro próspero e que 
para tanto é preciso apostar no crescimento econômico e na democracia burguesa. 
Esse projeto está sendo apresentado pelo PT a partir da exploração do petróleo 
do Pré-Sal, do crescimento econômico e de um maior peso do Brasil no plano 
internacional. Porém tudo isso é apresentado condicionado ao interesse do 
capital, ou seja, para que o país cresça, o capital tem que crescer.
            
            2. QUESTÕES GERAIS DO SETOR BANCÁRIO
 
            2.1 Tendências de concentração do setor bancário
 
            Ao mesmo tempo em que a burocracia petista no governo manobrou os 
bancos federais como um dos seus instrumentos para a administração da crise, o 
conjunto do setor bancário avançou no seu processo de concentração e 
monopolização. Toda crise capitalista produz uma espécie de seleção em que 
apenas os capitais mais fortes sobrevivem e os menores são absorvidos. Esse 
processo se manifesta por meio de fusões de empresas, aquisições e 
incorporações.
            No setor bancário, tivemos a compra do Unibanco pelo Itaú 
(apresentada como uma fusão) e a compra do ABN Real pelo Santander. A 
concentração de capitais tem conseqüências trágicas para os trabalhadores, pois 
permite que os capitalistas dispensem mão de obra “excedente” nos setores em que 
passa a haver sobreposição de funções. A economia dos gastos com mão de obra e 
os ganhos de escala são os objetivos visados pela burguesia no processo de 
concentração, de modo que cada fração do capital possa se reposicionar mais 
favoravelmente no jogo da concorrência. Os bancos privados tiveram aumento de 
24% nos seus lucros em 2009, em pleno auge da crise.
            A novidade histórica do período recente foi a entrada dos bancos 
federais nesse jogo, com as compras do BESC e Nossa Caixa pelo Banco do Brasil 
(e de parte da BV Financeira) e a compra de parte do Panamericano pela Caixa 
Econômica Federal. Ainda no âmbito dos bancos federais, foi anunciada a 
construção da chamada “Cidade Digital” em Brasília, integrando os sistemas de 
informação do BB e da CEF. A integração criará uma plataforma comum para os 
setores de tecnologia dos dois bancos, o que nos permite vislumbrar no horizonte 
uma possibilidade de fusão entre os dois gigantes estatais como culminação desse 
processo de concentração.
            Ainda dentro deste processo de concentração de capital, destaca-se o 
movimento de extinção das áreas-meio dos bancos. Há uma orientação generalizada 
de fechar complexos e setores inteiros, demitindo o excedente, ou terceirizando 
os serviços. Exemplo disso é o que acontece com o serviço de compensações dos 
bancos.
            No Bradesco, os funcionários da compensação no complexo da Cidade de 
Deus, em Osasco (maior concentração de trabalhadores bancários do Brasil, com 
mais de 10.000 funcionários) já estão sendo deslocados para as agências, com a 
promessa (em acordo entre o banco e a burocracia do Sindicato dos Bancários de 
São Paulo, Osasco e Região) de que não vai haver demissões nem alteração de 
salários a curto prazo e de que vai ser mantido o adicional noturno. Os 
funcionários da compensação estão sendo forçados a se deslocar para as agências 
de toda Grande São Paulo para dar treinamento aos funcionários das agências no 
uso do sistema de compensação eletrônica. A longo prazo, conforme o serviço for 
incorporado pelas agências esse pessoal vai se tornar “supérfluo” para o banco. 
O serviço nas agências vai aumentar sem que haja o aumento no número de 
trabalhadores.
            No Banco do Brasil as agências já estão municiadas com “scanners” 
para digitalização dos documentos, para que seja possível, entre outras coisas, 
a compensação de cheques sem a cópia física de documentos. O banco estatal já 
sinalizou que pretende fechar o Complexo Andaraí, no Rio de Janeiro; e o serviço 
que não puder ser repassado para as agências será centralizado em São Paulo. Os 
funcionários teriam que escolher dois caminhos: procurar realocação na rede de 
agências, ou trabalharem na mesma função em São Paulo. 

            Essas medidas viabilizam a rotatividade da mão de obra, movimento 
pelo qual as empresas descartam os bancários com mais tempo de trabalho e 
melhores salários para contratar novos trabalhadores com salários menores. 
Funcionários qualificados que se dedicaram se dedicaram à empresa por muitos 
anos são friamente desprezados. Instala-se uma situação de permanente 
insegurança para os trabalhadores, que vão trabalhar de manhã sem saber se 
continuarão empregados à tarde. A digitalização da compensação e dos documentos 
em geral é mais uma medida do processo geral de automação bancária, que reduz 
custos e aumenta os lucros para os banqueiros. É preciso desfazer a ilusão de 
que medidas desse tipo podem de alguma forma beneficiar os trabalhadores, 
diminuir a carga de serviço, etc. Ao contrário, o que acontece é o aumento do 
volume de serviço e a diminuição do número de trabalhadores.
 
            2.2 Reestruturação dos bancos federais e privatização
 
            É nesse contexto que deve ser interpretado o processo de 
reestruturação da Caixa Econômica Federal, que está sendo desencadeado pelo 
governo cerca de 3 anos depois da reestruturação do Banco do Brasil (a qual por 
sua vez segue se aprofundando). A burocracia petista, em seu papel de ocupante 
do Estado, não se contenta em ser simples gestora dos interesses da burguesia, 
mas procura se comportar ela própria como burguesia, como empresariado, como 
ente patronal e personificação do capital voltada para a reprodução ampliada do 
valor. Desse modo, a gestão das empresas estatais subordinadas ao governo 
federal segue uma estratégia tipicamente empresarial de concorrência e 
maximização dos lucros a qualquer custo.
            A transformação de Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil em 
bancos de mercado deve ser chamada por seu nome, ou seja privatização. A 
privatização não consiste apenas numa simples mudança jurídica da propriedade. O 
Estado pode continuar sendo o acionista majoritário dessas empresas, mas o que é 
decisivo para caracterizar uma empresa privada é a sua forma de gestão, a sua 
lógica interna de funcionamento, o seu projeto essencial. E nesse aspecto, os 
bancos federais caminham para se transformar em empresas puramente privadas, 
desprovidas de qualquer função social. Isso é inteiramente compatível com a 
concepção ideológica da burocracia petista e seu projeto geral de administração 
do capitalismo brasileiro.
            Cabe ainda o adendo de que, em relação ao aspecto da propriedade 
jurídica, o governo anunciou a oferta pública de mais um lote de ações do Banco 
do Brasil, ou seja, um avanço na sua privatização formal. Esse anúncio foi feito 
um dia antes do Congresso dos Funcionários do Banco em 2010, um Congresso em que 
a burocracia sindical da Articulação aprovou o apoio à candidatura de Dilma 
Roussef-PT, precisamente sob a alegação de que em seu governo não haveria 
privatização...
            Definido esse caráter geral do projeto de privatização em curso, 
resta ulteriormente determinar o encaminhamento objetivo que terá o processo, ou 
seja, por quanto tempo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal vão concorrer 
entre si (com as suas respectivas camadas gerenciais querendo mostrar ao 
patrão-governo quem é mais eficiente no mercado e a burocracia petista 
assistindo de camarote), quanto tempo vai transcorrer até que sejam fundidos num 
só empresa, se vai haver desmembramento da Caixa Econômica Federal e repartição 
de suas funções sociais, etc.
            Qualquer que seja o formato objetivo do projeto, os trabalhadores 
dos dois bancos precisam ter consciência do que está em jogo e organizar uma 
luta de resistência contra a privatização. Não há qualquer aspecto positivo 
possível nas reestruturações dos bancos federais, não há o que negociar e muito 
menos o que especular em relação a esse projeto, que precisa ser combatido 
duramente em sua totalidade. Com ou sem transferência jurídica formal da 
propriedade, a privatização trará mudanças negativas em todos os aspectos da 
vida dos trabalhadores, desde as demissões, descomissionamentos, fechamento dos 
setores, transferências forçadas, aumento da exploração e da carga de trabalho, 
assédio moral sistemático, obstrução da organização no local de trabalho.
 
            2.3 O funcionalismo do Banco do Brasil
 
            Ano após ano o funcionalismo do BB sofre diversos ataques do governo 
federal por meio da direção do banco. É bom lembrar que há diretores do Banco 
oriundos do movimento sindical, que nada fizeram para melhorar as condições de 
trabalho. Pelo contrário, implementam uma política que deteriora ainda mais as 
condições de trabalho via medidas como o avanço da terceirização, com as 
conseqüentes fraudes aos direitos trabalhistas.
            Em 2007, o governo aplicou uma reestruturação administrativa no 
banco que:
            - provocou o desligamento de mais de 7.000 funcionários por meio do 
PAA;
            - impôs a “lateralidade”, acabando com a remuneração das 
substituições, o que na prática significa o império o desvio de função, já que 
os Assistentes de Negócios, que não são administradores, passaram a ter 
responsabilidades de gerente, sem, no entanto, ganharem para isso;
            - deteriorou o ambiente de trabalho dos Caixas Executivos ao reduzir 
pela metade a quantidade destes profissionais na rede de agências nas grandes 
cidades;
            - fechou prédios inteiros do banco, como a GERIE Campinas, cujos 
funcionários trabalham na capital, a 100 km de seus lares (o Banco se recusa a 
pagar vale-transporte para os companheiros);
            - precarizou as relações trabalhistas através da terceirização das 
atividades-fins do Banco, como é o caso do processamento de envelopes e de 
malotes (USO-PSO); e das transações no cartão de crédito via central de 
atendimento telefônico, e também (pasmem) abertura de contas. Destacamos aqui a 
luta dos companheiros trabalhadores da Central de Atendimento de Cartões da 
empresa terceirizada “Montana” de São Paulo, que fizeram greve no início de 2009 
pelo recebimento de seus direitos;
            - implantação do “Projeto BB 2.0”, que nada mais é do que mais um 
plano de reestruturação (privatização) do BB, que visa, entre outras coisas, o 
fechamento e redução de pessoal na área meio e realoca-los na rede de 
atendimento ao público; reconfigurar a ambiência das agências com o absurdo da 
retirada da porta giratória; além de submeter o funcionalismo ao terror do 
descomissionamento nas dependências em que ficou com dotação excedida.
            Todas essas medidas da reestruturação foram implantadas com a 
chancela dos nossos sindicatos, da CONTRAF e da CUT. Não podemos esquecer o 
lamentável papel destas mesmas entidades sindicais na campanha pelo “sim”, para 
a aprovação da proposta do Banco e do governo de mudança estatutária da CASSI 
(Caixa de Assistência dos Funcionários dos Banco do Brasil). O governo queria (e 
conseguiu) com isso transferir o ônus das péssimas condições de trabalho (fonte 
de doenças ocupacionais) para os trabalhadores, por meio da co-participação nos 
exames, da contribuição para a CASSI sobre o 13º salário e do não questionamento 
dos mais de 500 milhões de reais de dívidas que o Banco tem junto à CASSI por 
conta do calote que o governo FHC deu em nossa Caixa de Assistência em 1998 (na 
ocasião, o governo contribuía com 4,5% sobre a folha de salários e depois passou 
a recolher apenas 3 %), e principalmente pela política de congelamento salarial 
de 10 anos do funcionalismo enquanto as despesas médicas não pararam de crescer. 
O argumento que a direção sindical utilizava para “convencer” os bancários (que 
foi o mesmo usado pelo governo) era de que se o estatuto não fosse alterado, o 
Banco acabaria com a nossa Caixa de Assistência, e de que Banco se comprometeria 
a liberar 300 milhões de reais para a CASSI sair do colapso financeiro.
            Na PREVI, são cada vez mais freqüentes as ingerências do BB nos 
recursos dos funcionários. Em 2010 o governo abocanhou R$ 7,5 bilhões da PREVI 
numa “ação entre amigos”, ou seja, entre o governo e as entidades sindicais 
ligadas politicamente à CUT. Nos últimos anos veio se consolidando tal “tungada” 
como forma do BB maquiar o seu balanço para estar entre os bancos que mais 
lucram no país. Por “ironia”, os funcionários do BB são responsáveis por duas 
vezes pelo lucro. Uma vez com as suas forças e outra com a poupança que o 
funcionalismo faz para garantir uma velhice segura. Os diretores da Previ 
oriundos do movimento sindical não organizaram a base para lutar contra mais 
este abuso do governo. Não há lutas para acabar com o Plano 2 e unificar todos 
os funcionários no Plano 1.
            A PREVI tem assento de decisão em diversas empresas, entre as quais, 
a EMBRAER, e também não fez nada no sentido de evitar os cortes de pessoal 
naquela empresa. Fica aqui mais uma vez a evidência de que lado o movimento 
sindical cutista está.
            Não podemos esquecer a condução pela CONTRAF-CUT do processo de 
incorporação do BESC e da Nossa Caixa ao BB. No primeiro caso, os funcionários 
foram obrigados a optar pelo plano de carreira do BB, pior que o do banco 
catarinense, como condição para continuar empregados no BB, e a confederação 
nada fez para evitar o assédio. No caso da Nossa Caixa, a atuação do sindicato 
foi ainda mais vergonhosa, pois o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e 
Região fez campanha pela incorporação do banco estadual paulista ao BB, ao invés 
de organizar os bancários da Nossa Caixa para lutar pela manutenção do último 
banco público paulista e pela manutenção de seus empregos. 

            Em 2010, as entidades sindicais ligadas à CUT aprovaram uma espécie 
de “indenização” aos funcionários egressos da Nossa Caixa pelo fato de terem 
prejuízo por optarem pelo plano de carreira do Banco do Brasil (que não existe). 
Porem tal pagamento só se refere aos últimos 5 anos de serviço. Assim, quem 
optou pela carreira do BB e tem mais de 5 anos na categoria ficou no prejuízo 
com relação ao saldo acima dos 5 anos.
 
 
 
Pauta específica dos funcionários do BB
Diante de todo o exposto no geral para a categoria bancária, há de se construir 
uma pauta de reivindicações para o funcionalismo do BB. Ocorre, porém, que não 
adianta apenas uma pauta que atenda os interesses do funcionalismo, mas sim que 
a campanha salarial seja ANTECIPADA, isto é, que as mobilizações por reajuste 
dos salários e melhores condições de trabalho ocorram ANTES do termo final de 
nossa data-base (31 de agosto). Esta campanha ainda deve ser conduzida  com 
independência frente ao governo e aos patrões.
 
:
1 - Remuneração e Jornada.
Entra ano e sai ano ... e o Banco do Brasil bate recordes de lucratividade. No 
entanto não repassa a riqueza produzida sob muita exploração para os bancários, 
cuja a direção cutista sempre assina acordos rebaixados que mal repõe a 
inflação. Mas ainda o que diz respeito à remuneração, os salários do 
funcionalismo estão profundamente defasados, pois ainda os salários estão abaixo 
do poder de compra em relação aos proventos recebidos até julho de 1994, quando 
o governo federal (na época, era o PSDB) impôs o congelamento salarial que 
perduraria até agosto de 2003. Mesmo após 7 anos seguidos de reajustes nominais, 
os proventos do funcionalismo ainda representam praticamente a metade do que 
valia antes do período do congelamento. É mais do que urgente a aplicação de um 
plano de reposição de perdas salariais para recompor o poder de compra perdido.
Em 2007, o governo do PT impôs ao funcionalismo a lateralidade, isto é, acabou 
com a remuneração por substituição, oficializando o desvio de função . Neste 
caso, os bancários assumiam responsabilidades de suas chefias, sem, no entanto, 
receberem por isso. É necessária a volta das substituições como forma de fazer 
justiça ao funcionalismo e para que o governo arque com os ônus da falta de 
funcionários.
Em 2010, os dirigentes cutistas, no afã de encerrar a greve, apresentaram a 
proposta do governo de Plano de Comissionamento e Remuneração (PCR) como uma 
vitória do movimento e de que os funcionalismo devera aceitar tal proposta. 
Ocorre que o “vitorioso” plano é pior do que o PCS ne época existente, pois 
exclui os escriturários  e os caixas do plano de promoção por mérito; beneficia 
os administradores (pois quanto maior for o salário, mais rápido é promovido por 
“mérito”), ou seja, justamente o setor do funcionalismo que acaba com as 
campanhas salariais a pedido do governo combinado com a complacência da 
CONTRAF-CUT, e os aplicadores diretos do individualismo  e promotores do assédio 
moral, degradando o ambiente de trabalho.
A reivindicação histórica do funcionalismo é o retorno do PCS antes de 1998, 
isto é, o retorno do anuênio e dos interstícios de 12 e 16% a cada 3 anos de 
empresa. Também deve ser incorporado ao salário 10% da comissão por ano do 
efetivo exercício da função para evitar ser refém das comissões. É esta bandeira 
que o movimento deve erguer para atender os anseios do funcionalismo. O Banco 
tem condições de atender tais reivindicações se considerarmos os bilionários 
lucros obtidos na última década. Pelos mesmos motivos, nenhum bancário deve 
receber menos do que o piso do DIEESE, que está em torno de R$ 2.200,00.
Vários sindicatos de luta, ou ainda aqueles pressionados pelas suas bases, 
conquistaram no Judiciário o respeito à jornada legal de 6 horas para os 
bancários. No entanto, são movimentos difusos e ainda dentro da lógica burguesa, 
que pode sair do controle dos trabalhadores à qualquer momento. Não há um 
movimento nacional organizado neste sentido. A situação hoje é somente os 
trabalhadores das bases que obtiveram vitória nos tribunais gozam desse direito. 
É necessário que se estenda o benefício para toda a categoria pela força da 
mobilização organizada e independente do governo
 
 
•      Piso e Interstícios da Carreira de Antiguidade
•      Pontuação da Carreira de Mérito
•      Jornada de 6 horas para comissionados
 2 - Saúde:
O tema “saúde” não é apenas o acesso ao atendimento médico  de uma ampla rede 
credenciada de médicos e hospitais. A saúde compreende toda uma totalidade  como 
o estilo de vida, alimentação, as condições de trabalho, etc. E principalmente 
sobre estes último quesito, a direção petista do Banco do Brasil tem contribuído 
de duas formas: 1-precarização do ambiente de trabalho diminuíndo o número de 
funcionários, assédio moral para cumprimento de metas, ameaças de 
descomissionamento, sobretrabalho, etc; e 2-transferência das responsabilidade 
pela saúde dos funcionários para os próprios funcionários, quando deveriam ser 
assumidos pelo patrão governo. Os colegas afastados por motivos de saúde, seja 
por doenças ocupacionais, seja por acidente de trabalho são ainda mais 
penalizados com perdas do vale alimentação e vale refeição, além de perderem a 
função com a consequente diminuição do salário,, e tornando a vida do bancário 
insuportável.
Este ambiente altamente insalubre foi estendido para os bancários dos bancos 
incorporados do BESC, Nossa Caixa e do  Banco do Estado do Pará. No caso 
específico dos bancários do BNC, o acesso à rede credenciada fora do Estado do 
São Paulo causou a morte de uma colega que se encontrava a serviço do Banco em 
Brasília.
Todos os bancários incorporados estão sob as mesmas condições insalubres de 
trabalho, mas têm tratamentos diferentes. É necessário que a melhor assistência 
médica seja estendida para todos os bancários sem exceção e em todo o território 
nacional, sem co-participação e que o o Governo Federal quite a dívida de mais 
de 500 milhões de reais em face a nossa Caixa de Assistência.
O sucateamento da CASSI é mais uma prova de que o governo petista não tem 
responsabilidade com a saúde do funcionalismo. Porém o que mais chama atenção 
deste processo de sucateamento é o apoio das “entidades representativas” da 
CONTRAF-CUT às medidas do governo. Foi assim na reforma estatutária da CASSI em 
2007 em que a CUT fez  campanha para que o funcionalismo aceitasse a proposta do 
governo de mudança estatutária da CASSI, onerando ainda mais o funcionalismo, 
instituindo a co-participação e esquecendo do calote de mais de 500 milhões de 
reais que o banco tem com a Caixa de Assistência
Ainda sobre a desoneração de responsabilidade do Banco com o funcionalismo, o 
governo faz parceria com o Bradesco sob a alegação de estaram atnadendo uma 
reivindicação antiga de plano odontológico. O que surgiu deste “acordo”  foi a 
criação de mais um produto para que os bancários “vendam” no balcão, que é o 
engodo do “Brasil Dental”, que só cobre serviços elementares de limpeza e 
obturação. Qualquer outro procedimento um pouco mais complexo o bancário deve 
pagar parte do procedimento por meio da co-participação.
Para reverter o atual estado é necessário que o plano odontológico seja feita 
pela CASSI e sob responsabilidade integral do Governo, sem a co-participação.
•      Cassi
•      Brasil Dental
•      Fusesc
•      Economus
•      Segurança Bancária
 
 3 – Previdência
Os fundos de previdência , sobretudo  a PREVI não tem servido aos interesses do 
funcionalismo e sim do governo para maquiar o balanço da empresa para coloca-lo 
entre os mais rentáveis do país. O goveno, nos últimos anos, abocanha parte do 
superávit da PREVI, ao invés de beneficiar os participantes. Os fundos de 
previdência tem sido uma fonte de lucros para os acionistas e para o governo 
para compor o montante do Superávit primário, que é o esforço que o país faz 
para pagar juros da dívida pública.
Para reverter esta situação é necessário que o Plano 1 da  PREVI seja extensível 
para TODOS os bancários incorporados. Deve-se também impedir que o governo faça 
cada vez mais saques do patrimônio que é dos funcionalismo para o funcionalismo.
 
 
•      Planos 1 e Futuro
•      Fusesc
•      Economus
 
 4 - Banco Público
O Banco do Brasil já é um banco privado em sua administração, ainda que o 
Tesouro seja o acionista majoritário. Como qualquer banco privado, os funcis são 
massacrado por metas, expulsa a população pobre das agências, direcionando-os 
para os correspondentes bancários.
Há 20 anos o Banco do Brasil vem numa toada ininterrupta de privatização no seu 
modo de gestão. O governo assedia os funcionários a baterem metas cada vez mais 
altas, segmenta os clientes com a intenção de atender apenas os clientes mais 
endinheirados ao mesmo tempo que empurra o trabalhador para ser atendido pelos 
correspondentes bancários. Mesmo assim, há funções terceirizadas dentro das 
dependências do banco no que diz respeito às funções tipicamente bancária como 
abertura de conta, processamento de envelopes de depósito, compensação de 
cheques etc.
Com o real sobrevalorizado, isso permitiu que o BB se internacionalizasse 
comprando bancos estrangeiros, ou fazendo associações com bancos privados para 
aquisições no exterior, como no continente africano (em associação com o 
Bradesco). 

O banco está cada vez mais crescendo, mas este crescimento não é aproveitado 
pelos trabalhadores e nem pelos funcionários. Muito pelo contrário. Cada vez 
mais o banco abandona o seu papel de fomentador e social, para ser mais um banco 
comercial como qualquer outro, se valendo dos mesmos métodos de exploração 
dosetor privado
•      Internacionalização
•      Metas de produtos bancários
•      Terceirização e Correspondentes Bancários
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