[Bancariosdebase] Enc: Artigo para o jornal
Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
marciocarsi em yahoo.com.br
Sexta Março 25 02:50:06 UTC 2011
----- Mensagem encaminhada ----
De: Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva <marciocarsi em yahoo.com.br>
Para: bancariosdebase em lists.aktivix.org
Enviadas: Quinta-feira, 24 de Março de 2011 23:28:23
Assunto: Artigo para o jornal
Prezados companheiros, manos e minas.
Segue o meu artigo para compor o próximo jornal do BDB.
Lembro aos companheiros que temos reunião no sábado, dia 26, às 14 horas na
minha residência.
Um forte abraço.
Márcio
A CAMPANHA SALARIAL JÁ COMEÇOU
A campanha salarial de 2011 começou quando a de 2010 acabou. Temos que pensar
como conquistarmos isonomia de direitos entre bancários novos e antigos,
reposição das perdas salariais, estabilidade de emprego, fim das metas, respeito
à jornada de 6 horas, estabilidade, instituição dos delegados sindicais para os
bancos privados, etc. No entanto, não é suficiente elencar uma pauta de
reivindicações. Por mais combativa que seja, é necessário traçar uma tática
também combativa, à altura dos desafios colocados para nós. E decididamente as
nossas campanhas salariais desde 2005 são as mesmas: começam após a data-base
(31 de agosto), arrasta-se por setembro, e terminamos a campanha em outubro, com
assembleias separadas (BB, CEF e privados) e lotadas de fura-greves e gerentes
coagidos para votar na proposta rebaixada defendida pelos patrões e pela cúpula
das direções vinculadas politicamente à CUT e ao governo federal.
Está mais do que na hora de mudar este “script”, e o primeiro passo é ANTECIPAR
A CAMPANHA. O que significa mobilizar os bancários desde já nos organismo de
base por meio de assembleias, plenárias e congressos. Mas ainda assim, isso não
é suficiente. Além de ter uma pauta de reivindicações e uma tática combativa é
necessário que a campanha seja conduzida com independêcia em relação ao governo
e aos banqueiros para se evitar que interesses estranhos se sobreponham aos da
categoria.
Comecemos pela tática. Há anos os sindicalistas vinculados politicamente ao PT e
a CUT impõe à categoria uma negociação em mesa unificada, que se mostrou um erro
nos últimos 7 anos de campanha, em que os bancários do setor público é que
fazem, de fato, acontecer as mobilizações e isso fica mais patente nas grandes
capitais como Rio e São Paulo, que embora sejam a minoria em suas respectivas
bases, são de longe o setor predominante nas assembleias e o mais organizado em
todas as campanhas. O que isso quer dizer? Que devamos dividir a categoria?
Evidentemente que não.
Entendemos que as campanhas salariais devem continuar unificados, mas é preciso
que se observem as disparidades na mobilização entre os bancários do setor
público e privado. Durante toda a década de 2000 a direção governista deu um
tratamento convenientemente igual entre desiguais. Ao invés de lutar por
delegados sindicais e pela estabilidade de emprego nos bancos privados, os
dirigentes cutistas e seus aliados preferem colocar uma camisa de força no
movimento por meio da tática da mesa única. Na prática, estes mesmos dirigentes
jogam sobre o ombro dos bancários do setor público os ônus da falta de trabalho
que os sindicatos deveriam fazer nas bases, além da evitar o desgaste do governo
em se comprometer a atender as reivindicações específicas como reposição das
perdas salariais ocorridos pelos 10 anos de congelamento salarial da era PSDB.
Em outras palavras, a CUT e seus aliados fazem da mesa única uma forma de não se
desgastarem com os bancários privados (base eleitoral nas grandes cidades), que,
impedidos de lutar pela absoluta falta de trabalho de organização das ditas
“entidades representativas”, são levados a ter que aprovar uma pauta rebaixada
numa assembleia em separado do restante da categoria. É a partir daí que se
começa o desmonte das greves. Os bancários do setor privado aprovam um acordo do
tamanho do trabalho de organização dos sindicatos cutistas, e os bancários do
setor público voltam frustrados pois poderiam continuar para conquistar mais dos
patrões e do governo.
Mas tudo pode ser mudado. Nos dias 2 e 3 de abril haverá o Encontro Nacional das
Oposições na cidade de Nata-RN, em que os bancários combativos e os sindicatos
independentes dos patrões e governos discutirão a campanha salarial 2011 de
acordo com os interesses da categoria e não de qualquer grupo político.
-------------- Próxima Parte ----------
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