[Bancariosdebase] Parte do BB para a tese (proposta)

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Sexta Março 25 02:38:22 UTC 2011


Prezados companheiros, manos e minas.

Segue a proposta da parte relativo ao BB para a nossa tese do Encontro das 
Oposições.

Lembrando que o prazo fatal é no sábado, dia 26, para fecharmos a tese como um 
todo.

Um forte abraço.

Márcio.

 O FUNCIONALISMO DO BANCO DO BRASIL
 
            Ano após ano o funcionalismo do BB sofre diversos ataques do governo 
federal por meio da direção do banco. É bom lembrar que há diretores do Banco 
oriundos do movimento sindical,  que nada fizeram para melhorar as condições de 
trabalho. Pelo contrário, implementam uma política que deteriora ainda mais as 
condições de trabalho via  medidas como o avanço da terceirização, com as 
conseqüentes fraudes aos direitos trabalhistas.
            Em 2007, o governo aplicou uma reestruturação administrativa no 
banco que:
            - provocou o desligamento de mais de 7.000 funcionários por meio do 
PAA; 

            - impôs a “lateralidade”, acabando com a remuneração das 
substituições, o que na prática significa o império o desvio de função, já que 
os Assistentes de Negócios, que não são administradores, passaram a ter 
responsabilidades de gerente, sem, no entanto, ganharem para isso;
            - deteriorou o ambiente de trabalho dos Caixas Executivos ao reduzir 
pela metade a quantidade destes profissionais na rede de agências nas grandes 
cidades;
            - fechou prédios inteiros do banco, como a GERIE Campinas, cujos 
funcionários trabalham na capital, a 100 km de seus lares (o Banco se recusa a 
pagar vale-transporte para os companheiros);
            - precarizou as relações trabalhistas através da terceirização das 
atividades-fins do Banco, como é o caso do processamento de envelopes e de 
malotes (USO-PSO); e das transações no cartão de crédito via central de 
atendimento telefônico, e também (pasmem) abertura de contas. Destacamos aqui a 
luta dos companheiros trabalhadores da Central de Atendimento de Cartões da 
empresa terceirizada “Montana” de São Paulo, que fizeram greve no início de 2009 
pelo recebimento de seus direitos;
- implantação do “Projeto BB 2.0”, que nada mais é do que mais um plano de 
reestruturação (privatização) do BB, que visa, entre outras coisas, o fechamento 
e redução de pessoal na área meio e realoca-los na rede de atendimento ao 
público; reconfigurar a ambiência das agências com o absurdo da retirada da 
porta giratória; além de submeter o funcionalismo ao terror do 
descomissionamento nas dependências em que ficou com dotação excedida.
            Todas essas medidas da reestruturação foram implantadas com a 
chancela dos nossos sindicatos, da CONTRAF e da CUT. Não podemos esquecer o 
lamentável papel destas mesmas entidades sindicais na campanha pelo “sim”, para 
a aprovação da proposta do Banco e do governo de mudança estatutária da CASSI 
(Caixa de Assistência dos Funcionários dos Banco do Brasil). O governo queria (e 
conseguiu) com isso transferir o ônus das péssimas condições de trabalho (fonte 
de doenças ocupacionais) para os trabalhadores, por meio da co-participação nos 
exames, da contribuição para a CASSI sobre o 13º salário e do não questionamento 
dos mais  de 500 milhões de reais de dívidas que o Banco tem junto à CASSI por 
conta do calote que o governo FHC deu em nossa Caixa de Assistência em 1998 (na 
ocasião,  o governo contribuía com 4,5% sobre a folha de salários e depois 
passou a recolher apenas 3 %), e principalmente pela política de congelamento 
salarial de 10 anos do funcionalismo enquanto as despesas médicas não pararam de 
crescer. O argumento que a direção sindical utilizava para “convencer” os 
bancários (que foi o mesmo usado pelo governo) era de que se o estatuto não 
fosse alterado, o Banco acabaria com a nossa Caixa de Assistência, e de que 
Banco se comprometeria a liberar 300 milhões de reais para a CASSI sair do 
colapso financeiro.
            Depois de 4 votações e de muito terrorismo (com a circunstância 
peculiar de que a votação foi feita por meio do SISBB, isto é, no próprio 
sistema de informações do BB, que era parte interessada no assunto), acabou-se 
aprovando a alteração do estatuto e avançou-se  em mais um degrau em direção ao 
total sucateamento da CASSI e à desoneração das responsabilidades do governo com 
o funcionalismo do Banco do Brasil. Hoje o que temos é uma sistemática 
diminuição da rede credenciada de profissionais e laboratórios. Há também 
obstáculos para a realização dos trabalhos do Conselho de Usuários. É curioso o 
fato de que a CASSI apresenta superávit por dois anos consecutivos, mas isso às 
custas redução de sua estrutura através de uma gestão de mercado e da 
colaboração com o BB para que se isente de suas responsabilidades. Os módulos 
não têm as equipes médicas completas e ultimamente a CASSI tirou os 
nutricionistas dos módulos. A nossa Caixa de Assistência passa por uma 
reestruturação nos moldes daquela que o BB fez com o funcionalismo em 2007, isto 
é, um desastre. No entanto, nas eleições para a CASSI em 2010, o funcionalismo 
da ativa repudiou a reforma estatutária votando, em sua maioria, na chapa 3 da 
Oposição.
            Na PREVI, são cada vez mais freqüentes as ingerências do BB nos 
recursos dos funcionários.  Em 2010 o governo abocanhou R$ 7,5 bilhões da PREVI 
numa “ação entre amigos”, ou seja, entre o governo e as entidades sindicais 
ligadas politicamente à CUT. Nos últimos anos veio se consolidando tal “tungada” 
como forma do BB maquiar o seu balanço para estar entre os bancos que mais 
lucram no país. Por “ironia”, os funcionários do BB são responsáveis por duas 
vezes pelo lucro. Uma vez com as suas forças e outra com a poupança que o 
funcionalismo faz para garantir uma velhice segura. Os diretores da Previ 
oriundos do movimento sindical não organizaram a base para lutar contra mais 
este abuso do governo. Não há lutas para acabar com o Plano 2 e unificar todos 
os funcionários no Plano 1. 

            A PREVI tem assento de decisão em diversas empresas, entre as quais, 
a EMBRAER, e também não fez nada no sentido de evitar os cortes de pessoal 
naquela empresa. Fica aqui mais uma vez a evidência de que lado o movimento 
sindical cutista está.
            Não podemos esquecer a condução pela CONTRAF-CUT do processo de 
incorporação do BESC e da Nossa Caixa ao BB. No primeiro caso, os funcionários 
foram obrigados a optar pelo plano de carreira do BB, pior que o do banco 
catarinense, como condição para continuar empregados no BB, e a confederação 
nada fez para evitar o assédio. No caso da Nossa Caixa, a atuação do sindicato 
foi ainda mais vergonhosa, pois o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e 
Região fez campanha pela incorporação do banco estadual paulista ao BB, ao invés 
de organizar os bancários da Nossa Caixa para lutar pela manutenção do último 
banco público paulista e pela manutenção de seus empregos. Em 2010, as entidades 
sindicais ligadas à CUT aprovaram uma espécie de “indenização” aos funcionários 
egressos da Nossa Caixa pelo fato de terem prejuízo por optarem pelo plano de 
carreira do Banco do Brasil (que não existe). Porem tal pagamento só se refere 
aos últimos 5 anos de serviço. Assim, quem optou pela carreira do BB e tem mais 
de 5 anos na categoria ficou no prejuízo com relação ao saldo acima dos 5 anos


      
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