[Bancariosdebase] moção USP
Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
marciocarsi em yahoo.com.br
Quinta Novembro 10 20:54:07 UTC 2011
Por mim, tá tudo certo.
abraços.
Márcio
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De: Daniel <tzitzimitl em terra.com.br>
Para: bdbase lista <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
Enviadas: Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011 2:50
Assunto: [Bancariosdebase] moção USP
Me empolguei e redigi também uma moção de apoio aos estudantes da USP, que acabou abordando muitos elementos e precisa passar por discussão do coletivo.
Daniel
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“So, understand! You waste your time always searching for those wasted years! Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!”
“Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos perdidos! Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos dourados!”
Iron Maiden, “Wasted Years”
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MOÇÃO DE APOIO À LUTA DOS ESTUDANTES DA USP
Na manhã do dia 8 de novembro a tropa de choque da PM, com um contingente de 400 soldados, invadiu o campus da USP para retirar os estudantes que haviam ocupado a reitoria da universidade. Com força desproporcional e abusos foram detidos 73 estudantes e apoiadores (que não apresentaram resistência), obrigados a pagar fiança e ameaçados de processo criminal.
Os meios de comunicação em uníssono condenaram a ocupação, apresentando os estudantes como vândalos interessados apenas em fumar maconha. Uma massiva campanha de difamação foi desencadeada contra o movimento de ocupação, descaracterizando a luta e seus objetivos. O governo estadual, a reitoria e a PM foram apresentados como defensores da ordem e da segurança.
Os meios de comunicação que procedem um verdadeiro linchamento contra os estudantes esquecem de mencionar que havia negociação marcada entre os estudantes e a reitoria para a quarta-feira 9/10, mas o reitor optou por romper o diálogo e partir para uma medida de força.
Rejeitamos essa abordagem superficial dos fatos e repudiamos a ação repressiva da PM. Podemos eventualmente discordar de algumas das táticas, métodos e propostas dos estudantes, mas reconhecemos a justeza de sua luta e apresentamos nossa solidariedade irrestrita ao movimento.
O ato de ocupar um prédio público é considerado violento, mas não se questiona a violência que representa contra a universidade a presença da PM e todo o atual projeto de gestão em curso. A ocupação da reitoria foi o método escolhido para protestar contra a presença da PM no campus da universidade. O pretexto para o convênio que há alguns meses autorizou a PM a entrar na USP foi a questão da segurança, devido aos crimes na Cidade Universitária. Entretanto, a PM não estava lá para reprimir o crime e sim para perseguir os estudantes. Policiais abordavam estudantes sem qualquer critério, revistando, humilhando, esculachando, criando um clima de terror e intimidação digno dos tempos da ditadura militar. A questão que deveria estar em foco não é o porte de maconha por alguns estudantes, mas o retrocesso que significa para a autonomia universitária a presença de uma tropa policial no campus.
O verdadeiro objetivo da reitoria é impedir as lutas dos estudantes e funcionários (que por sua vez são perseguidos por meio de processos arbitrários e demissões ilegais de dirigentes sindicais), que estão enfrentando o sucateamento da universidade e sua privatização por meio de fundações e convênios com grandes empresas. Faltam professores, equipamentos e recursos em várias faculdades, enquanto outras firmam lucrativas (e obscuras) parcerias com grandes empresas, as quais beneficiam apenas a cúpula da burocracia universitária. Não são os estudantes que depredam o patrimônio público da universidade, mas grandes empresas que se apropriam do conhecimento gerado na USP.
Sabemos que é necessário discutir o problema da segurança na USP e que podem ser adotadas medidas como melhorias na iluminação noturna, mais ônibus circulares, uma guarda universitária reformulada (que não seja terceirizada, mas concursada, com gestão partilhada com estudantes e funcionários). Mas a segurança, ou falta dela, são problemas do conjunto da sociedade e não exclusivos da USP.
Não é com mais polícia que se combate o crime, mas com a redução da pobreza. E os verdadeiros criminosos não são os estudantes que ocupam um prédio público, mas os políticos corruptos, responsáveis diretos pela miséria. Esses criminosos são muito mais nefastos que um usuário de maconha, independentemente da posição que se tenha sobre a legalização ou não da droga. Há inclusive denúncias de corrupção no interior da própria USP, as quais nunca são apuradas.
Por isso, toda solidariedade à luta dos estudantes! Contra a reitoria e seu projeto privatista de universidade!
• Fim do convênio da USP com a polícia militar. Fora a PM do campus!
• Retirada dos processos persecutórios contra estudantes, trabalhadores e professores da USP!
• Pelo fim dos processos criminais contra os estudantes que participaram da ocupação!
• Fora Rodas! Por uma gestão democrática na USP! Por uma forma democrática de eleição da direção!
• Não aos projetos de privatização nas universidades públicas!
Coletivo Bancários de Base – São Paulo
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