[Bancariosdebase] jornal/artigo
Utopia
utopia_s em yahoo.com.br
Domingo Novembro 13 23:53:08 UTC 2011
Olá Comp em s !!!. Segue mais um txt c/ alterações. fv opinar. Valeu!!!
O NEOPELEGUISMO E O SINDICATO ORGÂNICO.
Este, no nosso entendimento, é um momento propicio pra reabrirmos de forma mais ampla o debate que se encontra por trás do tema proposto. Momento onde a submissão descarada de “dirigentes sindicais” e as seguidas derrotas dos trabalhadores, se evidenciam, em particular para os bancári em s e trabalhador em s dos correios. Em ambas as campanhas, a vitória era mais do que possível em função da disposição de luta de parte importante dos grevistas. Porém, o resultado trouxe, em particular aos trabalhador em s mais participativos, a sensação de mais uma vez terem sidos traidos. Fica-nos a lição de que temos de continuar lutando sempre. No entanto temos a tarefa inadiável de transformar nossas entidades. A História deve ser nossa aliada pra buscarmos entender o porquê de tal situação e a superarmos;
A partir do inicio do primeiro governo FHC e o aprofundamento na implementação do projeto neoliberal no Brasil, lamentavelmente a maioria dos setores que compunham os movimento sociais foram se adaptando à ordem vigente. Com o sindicalismo não foi diferente. Já no momento imediatamente anterior o auto-denominado “campo majoritário” da CUT havia tomado resoluções de forma burocrática no sentido de vincular “organicamente” a central à CIOSL ( Confederação Internacional das Organizações Sindicais Livres ), criada na guerra fria pra fazer frente ideológica à esquerda sob patrocinio da CIA e das corporações imperialistas, como linha auxiliar ao Capital Internacional e atuação junto às ditaduras, em particular da América Latina. Além desta proposta que acabou vingando, veio conjuntamente tivemos um profundo processo de burocratização, perda de autonomia e funcionamento anti-democrático,dee uma desestruturação (na pratica)
das OLTs (Organização por Local de Trabalho). Como se não bastasse, este mosmo setor passou a defender e implantar ora enrustida, ora descaradamente mudanças substanciais na relação capital -trabalho. Sempre de acordo com interesses partidários, de correntes e de grupos, além de projetos carreiristas pessoais em detrimento da nossa classe e da nossa luta. Assim vieram as câmaras setoriais na industria (acordo tripartite governo, patrão e sindicatos onde só os trabalhadores foram de fato consquentes), politicas de conciliação de classes, (falsas) saidas institucionais ao invés de lutas, estruturas sindicais corporativas, carreirismo e profissionalização de dirigentes descompromissados. Pra completar, problemas de corrupção, uso indevido das estruturas sindicais e sua completa instrumentalização, Centrais Sindicais “mães” e centrais satélites (subservientes e com tarefas específicas), não combate efetivos às
terceirizações, flexibilização de direitos, remuneração variável, etc. E a “jóia da coroa”; A institucionalização do famigerado sindicato orgânico ou sindicato cupulista, que teria a função de “legitimar” toda a “trairagem”. O sindicato orgânico seria uma versão tupiniquim do sindicalismo americano/europeu, que não só financiaram a cúpula do chamado “novo sindicalismo” (que deu origem junto com outros setores à CUT), como também o instruiu ideologicamente com cursos, viagens, estágios,etc. Tal forma organizativa se caracteriza por uma estrutura altamente verticalizada, onde os sindicatos de base perdem autonomia e são subordinados aos comandos e direções confederativas chefiadas por pseudos semi-deuses encastelados burocratica e/ou criminosamente. Sindicatos viram departamentos desta cúpula “iluminada”. Impõe estatutos padronizados , câmaras bipartites ou tripartites sem considerar quaisquer
opiniões que partam da base. As decisões de assembléias são ignoradas, não possuem relevância e a função das OLTs é meramente “carregar piano” pras “grandes lideranças” manterem seu “status quo”. Tentaram pela via burocrática e continuam tentando oficializar de vez, agora que são governo, através das Reformas Sindical e Trabalhista. O processo está em curso. Com doses homeopáticas, em ritmo crescente aos poucos vão avançando. É assim, pois mesmo suas bases sindicais (dirigentes, os chamados bagrinhos) corporativamente não querem perder seus privilégios e são obstáculo. Além é claro dos poucos que não se renderam a esta lógica. O assunto é estratégico para n em s trabalhador em s. Está na ordem do dia do governo, dos patrões e dos falsos defensores da classe que se auto-denominam dirigentes sindicais sem o serem. Temos que nos organizar melhor e agirmos. Já estamos atrasados.
A AUTO-ORGANIZAÇÃO COMO FORMA DE BARRAR A FARSA.
A HISTÓRIA NA MÃO.
Com o fim da ditadura militar e a volta da oligarquia parlamentarista “ganhamos” o direito a greve. Contudo os desafios para o exercermos continuam grandes:
· As retaliações patronais continuam cada vez mais forte. Principalmente para os trabalhadores de empresas privadas, os quais sofrem com a constante ameaça de demissão. Já nas empresas públicas a ameaça costuma ser a de perda de comissionamento, o que implica em diminuição salarial;
· As greves devem se manter dentro das absurdas exigências legais do estado, isto é, não há mais autonomia alguma para a classe trabalhadora, o que leva ao movimento tornar-se meramente simbólico – não há real prejuízo aos descomunais lucros empresariais, tampouco ação direta. E até mesmo pior, diversas greves acabam via decisão judicial (a realização do sonho fascista do Estado fazendo o papel de arbitro da luta de classes), o que é sempre péssimo para os trabalhadores . Primeiro devido ao caráter classista dessa piada que se chama Justiça brasileira. Segundo porque, mesmo com um resultado hipoteticamente favorável aos trabalhadores, a autonomia sindical é completamente esmagada sob o martelo de sua excelência.
· Com a ofensiva liberal de terceirização e precarização, cada vez menos a totalidade dos funcionários que trabalham dentro duma mesma empresa são considerados da mesma categoria. No nosso universo bancário esta característica pode ser facilmente observada, pois existem no nosso espaço de trabalho várias legiões de trabalhadores (Conservação, Segurança,estagiários, correspondentes bancários, terceirizados em geral, trabalhadores de loterias, etc), que apesar de realizarem serviços bancários e/ou diretamente ligados a esses, não entram pertencem oficialmente à outras categorias, ainda que sejam bancári em s. O que resulta numa divisão que fragiliza o movimento;
· Com uma estrutura sindical fortemente burocratizada, centralizada, verticalizada e organicamente subordinada ao Estado (através do Ministério do Trabalho e Emprego), os trabalhadores muitas vezes necessitam lutar tanto contra seu patrão, quanto contra seu próprio sindicato. Se essa era uma situação rara antigamente, hoje é cada vez mais comum. Ainda recentemente como exemplo, tivemos a greve dos correios quer apesar de uma direção sem compromisso real com a categoria foi obrigada a ir para agreve em função da garra de s em us trabalhador em s, que atropelou a direção sindical, e foi à luta, quebrada pela caneta da “justiça” que fêz tudo o que a “Presidenta pediu' e mais alguma coisa. A greve dos bancários, a nosso ver também derrotada, apesar da disposição daqueles que foram de fato à luta, teve em São Paulo por conta de arbitrariedades cometidas pela sua executiva, várias propostas aprovadas em assembléia (05.10.2011, vide
site.....), que foram escandalosamente ignoradas. Se respeitadas como determina a democracia dos trabalhador em s, dariam nacionalmente outro desfecho ao nosso movimento. E infelizmente setores da Oposição como Mnob/Conlutas e Intersindical Bancária não foram consequentes com a decisão de assembléia e não deram a nosso ver batalha coerente pra fazer valer o aprovado. Cabe aqui também reconhecer a garra e coerência do pessoal do “Piquete da Sete” (CAIXA) e demais ativistas que deram a batalha junto conosco na busca do cumprimento do aprovado em 05.10. E repudiar a compensação de horas da greve não redime, pois se valesse a decisão de assembléia, não haveria horas a compensar.
Complementando, a situação é pior nos casos em que a direção sindical e o patrão se confundem, como atualmente é o caso dos trabalhadores em estatais e funcionalismo público federal: temos um sindicato filiado a CUT e satélites, logo centralizado pelo PT e seus pares, e o nosso patrão é o governo federal também do PT e parceiros. Não há absolutamente nenhum confronto entre o sindicato e o patrão. O primeiro acaba sendo usado para CONTER as lutas trabalhistas no lugar de as INCENTIVAR (Exatamente o que queria Getúlio Vargas com a estatização dos sindicatos!). Algo que era completamente absurdo e impensável, como um sindicato se recusar a apoiar uma greve deliberada pela categoria, vem se tornando cada vez mais comum.
Diante dessa imensa muralha chinesa de problemas, nós do coletivo Bancários de Base vemos somente uma única solução possível: a retomada das mobilizações populares de base, a partir das OLTs, mas não só. Somente através da participação efetiva da massa dos trabalhadores nos espaços sindicais poderemos retomar o que deveria ser nosso por direito: a associação de resistência da nossa categoria, o nosso Sindicato. E, desta vez, corrigirmos os erros do passado: exigir a nossa autonomia sindical – não podemos aceitar que nosso sindicato seja subordinado ao estado e a partidos políticos, e mais do que isso, não podemos permitir que o Estado dite as regras de como devem funcionar os movimentos grevistas (o que incluí abolirmos o absurdo calendário de dissídios, o qual serve exclusivamente para evitar uma greve geral, isto é, evitar um movimento unificado de trabalhadores); exigir a democratização real da estrutura sindical inteira
– quem deve deliberar sobre as questões sindicais são os próprios trabalhadores em assembleia, não dirigentes sindicais “profissionais”. É necessário desburocratizar (isto é, torná-las autogestionárias e horizontais) as nossas associações, federações e confederações para que estas sirvam para defender de fato os interesses dos trabalhadores, não como moeda de troca em espúrios jogos políticos partidários, aliados a interesses estranhos aos trabalhador em s.
· Bancários de Base por um sindicato autônomo, democrático e classista.
-------------- Próxima Parte ----------
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