[Bancariosdebase] nota unitária sobre assembléia de quarta-feira
Daniel
tzitzimitl em terra.com.br
Sexta Outubro 7 14:30:56 UTC 2011
Olá comp em s [1] do BdB
Segue o texto final da nota unitária sobre a assembléia de
quarta-feira.
Lembrando que o nosso relato sobre as assembléias em geral,
reforçando a crítica às correntes que usam a palavra sem denunciar
o formato da assembléia, conforme conversa telefônica com Messias,
já foi enviado para o site da Frente.
Em conversa com a Marta, há várias novidades no site, com filmagens
da assembléia do Banrisul, notas da ANBERR, entrevista com dirigentes
da AEBA, texto da UCS, etc. Um bom material para divulgar com os
contatos.
Hoje à tarde também teremos finalmente em mãos o adesivo da
Frente.
E para completar, nosso contato em Correios nos informou que, segundo
o Diviza, presidente do sindicato dos Correios, só há previsão de
um ato unitário na quinta-feira 13 de outubro.
Lembrando que os componentes da plenária após a assembléia de
quarta-feira estão marcando de se encontrar hoje na praça da
República no ato de professores.
Daniel
"A sociedade que aboliu a aventura tornou a abolição dessa
sociedade a única aventura possível” anônimo, pichado nos muros
de Paris no maio de 1968
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BANCÁRIOS DE SÃO PAULO PASSAM POR CIMA DA DIRETORIA E
VENCEM A ASSEMBLÉIA
Depois de 8 dias de greve e de muita insistência, os bancários de
São Paulo conseguiram, na assembléia de ontem, 05/10, apresentar
propostas que expressassem a vontade da base.
A diretoria do sindicato, majoritariamente composta pela
Articulação/CUT, usualmente se esconde atrás de um pelotão de
seguranças, e do alto do palco da quadra dos bancários, se arroga o
direito de abrir ou não inscrições, encaminhar ou não as
propostas. Quando são abertas inscrições, dezenas de diretores se
inscrevem, e diante de um número “inviável” de falas, a mesa
“sorteia” 5 felizardos para falar. Os componentes da
Articulação/CUT sorteados usam o tempo para repetir as mesmas
orientações já veiculadas exaustivamente pela mesa.
Os bancários que estão na base, no dia a dia dos piquetes, usaram
seu tempo para fazer propostas para que o movimento avance.
1) Carta à presidenta Dilma pedindo abertura de negociações. Hoje
o governo federal é o principal empecilho para as negociações tanto
dos bancários como dos correios. A carta à Dilma é uma forma de
pressionar o governo a voltar à mesa de negociação para atender as
demandas dos trabalhadores.
2) Passeata conjunta com outros setores em greve como correios e
judiciário federal. O objetivo é utilizar esta unidade para ampliar
a pressão sobre o governo, repetindo o sucesso da passeata de
sexta-feira passada.
3) Utilização da Folha Bancária (jornal do sindicato) como
instrumento para organizar e fortalecer nossa luta, divulgando todas
as propostas feitas pelos diversos bancos, bem como os acordos
fechados nas assembléias pelo país. BRB, Banrisul e Banpará já
fizeram propostas, em muitos aspectos superiores até mesmo à pauta
apresentada pela CONTRAF-CUT à Fenaban, mas elas não são divulgadas
pelo sindicato, nem na Folha Bancária, nem no site da entidade.
Devemos utilizar este jornal também para denunciar os gerentes
assediadores, citando seus nomes, começando pelo gerente-geral do CSL
(Banco do Brasil), Sr. Leonel, já famoso pela prática de assédio
sistemático (na Folha Bancária de hoje, 06/10, já está estampado o
nome deste gerente).
4) Não aceitar propostas que tragam o desconto dos dias parados ou
sua compensação. O governo Dilma decidiu atropelar o direito de
greve e, frente a qualquer greve, está pressionando pelo desconto dos
dias parados para desmoralizar os grevistas. Foi o que tentou fazer
nos correios, mas as assembléias não aceitaram. Por isso esta
questão se transformou em estratégica para nossa luta hoje e nos
anos vindouros.
5) Estabelecer o horário de 16h para as assembléias, e apreciar a
proposta econômica da FEBANAN em assembléia unificada. O objetivo é
dificultar a vinda de setores que não estão em greve e que só
aparecem para votar pela aceitação da proposta. Também o objetivo
é que lutemos e decidamos juntos sobre a proposta da FENABAN.
A diretoria do sindicato, por pressão da base, aceitou as três
primeiras propostas, mas se opôs às duas últimas e, felizmente,
perdeu as duas votações. Gostaríamos de reafirmar a importância
destas duas propostas. Todos sabem que há recursos para atender as
reivindicações dos trabalhadores. Bancos regionais como o BRB e o
Banpará já fecharam acordos com os trabalhadores. Na verdade o que
está em jogo é o direito de greve. O desconto dos dias parados que o
governo quis impor nos correios, o interdito proibitório que o BB foi
o primeiro a utilizar, o envio de centenas de fura-greves para as
assembléias para terminar com as greves são práticas anti-sindicais
que temos que combater.
Na votação da proposta sobre o desconto dos dias parados, a mesa
retirou sua oposição após perder a votação. No entanto, na
segunda, sobre o horário das assembléias e sua unificação, a
diretoria perdeu a votação mas não reconheceu o resultado, e se
recusou a contar os votos. E, de forma anti-democrática, encerrou a
assembléia.
A falta de democracia acabou levando a um conflito ao final da
assembléia. O conflito era desnecessário. A melhor forma de garantir
nossa unidade é discutir as propostas, votá-las e, se há dúvidas,
contar os votos. Que vença a melhor. Atropelar o processo
democrático por perder uma votação só leva à divisão e ao
enfraquecimento.
Os bancários presentes, dando mostras de disposição de luta e
organização, permaneceram reunidos para garantir o cumprimento das
propostas votadas! Bancários independentes em conjunto com as
correntes de oposição discutiram democraticamente e de forma
unitária as tarefas necessárias para fortalecer a greve. Os
trabalhadores tomaram a luta em suas mãos!
A vitória da greve é uma necessidade de todos nós. Continuaremos a
ir às assembléias após os piquetes para lutarmos por um espaço
democrático onde todos possamos discutir e decidir os rumos do nosso
movimento. Chamamos todos os bancários em greve a fazer o mesmo. A
próxima assembléia ainda não está marcada. Devemos permanecer em
alerta e, quando convocada a assembléia, comparecermos todos para
fazer valer a nossa vontade!
- Pela vitória dos bancários! Pelo atendimento de todas as
reivindicações!
- Vamos enviar a carta para Dilma!
- Vamos encaminhar a passeata conjunta dos setores em greve!
- Não ao desconto dos dias parados ou sua compensação!
- Assembléias sempre às 16h!
- Assembléia conjunta para deliberar sobre a proposta da Fenaban e
assembléia específica para os acordos específicos!
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