[Bancariosdebase] informe banrisul e texto site FNOB

Daniel tzitzimitl em terra.com.br
Sexta Outubro 7 13:36:25 UTC 2011


  Segue relato da assembléia do Banrisul, na quarta-feira, em Porto
Alegre.
 Daniel
 "A sociedade que aboliu a aventura tornou a abolição dessa
sociedade a única aventura possível” 
 anônimo, pichado nos muros de Paris no maio de 1968 
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	BANCáRIOS ATROPELAM SINDICATO CUTISTA E PELEGO NO RS E GREVE SEGUE
NO BANRISUL 

	O dia 06 de Outubro já está registrado como um dos mais importantes
da mobilização dos banrisulenses nos últimos anos. Após muitos
anos amargando reajustes ínfimos e acordos sempre rebaixados,
travestidos de “vitórias” pelo sindicato cutista, a base resolveu
se rebelar e dessa vez não aceitou um outro acordo pelego que o
sindicato e a maioria do Comando tentaram empurrar goela abaixo. 

	O Banrisul é um banco estatal cujo presidente é ligado à corrente
DS do PT, a mesma que comanda o sindicato dos bancários, e é o 8º
maior banco do país e o que mais agências e funcionários tem no
estado do RS. Assim, a greve, que chega a seu 11º dia nesta
sexta-feira, causa sérios prejuízos econômico a um banco que lucrou
43% a mais no 1º semestre e pretende repetir o feito no 2º semestre,
além de um desgaste político enorme ao governo do estado, após as
manifestações dos policiais militares e professores, todos
insatisfeitos com o arrocho promovido por Tarso Genro. 

	Pois, na 4ª-feira, quando a proposta feita pelo Banrisul se resumia
a conceder apenas a Fenaban em praticamente tudo, com um reajuste de
12% somente no piso (o que resultaria em míseros R$ 1400, e acabaria
sumindo na 1ª promoção que o funcionário obtivesse) e mais um ou
outro item muito rebaixado, o sindicato cutista de POA e a ampla
maioria do Comando já defendiam a aceitação da proposta. 

	Diante de uma assembleia lotada, e da rejeição solitária do
Bancários de Base à proposta dentro do Comando, mas cuja posição
de manutenção da greve encontrava amplo apoio na base da categoria,
o sindicato teve de recuar e aceitar uma nova rodada de exigências e
negociação com a diretoria do banco. 

	Nesta negociação, que o sindicato/ampla maioria do comando, como
verdadeiro porta-voz do patrão, afirmava que nada mais seria
apresentado e o banco não iria ceder mais, o banco sentiu a pressão
e acabou cedendo, sim. Ofereceu 100% de abono em relação aos dias
parados! No entanto, se garantiu que não haveria punição, por outro
lado também reafirmou que não daria mais nada quanto às propostas.
Ou seja, a greve não acarretaria punições, mas tampouco ganharia
alguma coisa, fechando um acordo horroroso, quando a greve está muito
forte e é o Banrisul quem corre atrás para tentar encerrá-la. 

	Esta “nova proposta” já desmoralizava o sindicato, que queria
aprovar o acordo antes de que viesse a proposta do abono integral dos
dias, e tal conquista existiu devido à luta que a base e o Bancários
de Base travou, para rejeitar a 1ª proposta.  

	Mas, mesmo que a nova versão da proposta representasse um avanço
diante de uma proposta tão medonha que existia até então, o grosso
da proposta permaneceu inaceitável, pois a própria Fenaban deve
chegar a um piso de R$ 1400, na única pauta que era vendida
fraudulentamente como “conquista” superior à Fenaban.  

	Por isso, o Bancários de Base novamente considerou a proposta
insuficiente e decidiu rejeitá-la e apostar na força da greve para
realmente conquistar alguma coisa. Outra vez, porém, ficamos sozinhos
no Comando!  

	O Comando Nacional do Banrisul, já descontando uma integrante nossa
que foi escolhida a uma das 30 vagas do Comando, mas foi vetada pelo
sindicato, restou com 29 membros: 26 indicados pelo sindicato (sendo
apenas uma pessoa da base), 1 do PSOL, 1 do MNOB e 1 do Bancários de
Base.  

	Pois 28 destes 29 representantes, incluindo aí todas as correntes
governistas, como DS e Articulação, mais setores que se reivindicam
da oposição como o PSOL e MNOB votaram contra a continuidade da
greve e a favor da aceitação da proposta da patronal, que acentuava
a discriminação entre colegas, com reajustes diferenciados, piorava
ainda mais o quadro de carreira, mantinha a superexploração de
caixas e Operadores de Negócios, etc. Um escândalo! 

	O Bancários de Base não fez parte deste jogo e, mesmo sozinho no
Comando, votou contra esta manobra e propôs a continuidade da greve.
E a base mostrou sua força. Mesmo numa assembleia a portas fechadas,
com seguranças contratados pelo sindicato para impedir que colegas de
outros bancos pudessem até mesmo assistir à assembleia, e com todo o
tipo de manobra, intimidação e desmobilização feitos pela ampla
maioria do Comando, a base rejeitou a proposta e votou a continuidade
da greve. Uma vitória histórica da base indignada, contra tudo e
contra todos, que defenderam o fim da luta que segue fortíssima. 

	Com 365 bancários cadastrados a votar, dezenas abandonaram a
plenária em razão do claro direcionamento da mesa a favor do fim da
greve. Mas não adiantou: no final, por 156 X 134, o Banrisul segue em
greve, fortalecendo a greve nacional dos bancários e rumo a
conquistas de verdade. Doa a quem doer! 

	O Bancários de Base do RS e a Frente Nacional de Oposição
Bancária não medirão esforços para se solidarizar e se somar nesta
luta.  
 On Sex 07/10/11 00:41 , MATHEUS DA SILVA CRESPO m.crespo em ig.com.br
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   É o BdB e a FNOB mandando ver!
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