[Bancariosdebase] Resoluções do III Encontro da F.N.O.B.
Daniel
tzitzimitl em terra.com.br
Sábado Janeiro 7 12:37:45 UTC 2012
Olá comp em s [1] do Bancários de Base.
Seguem as Resoluções do Encontro de São Luiz, já em sua versão
final.
As Resoluções já haviam sido divulgadas, mas por algum motivo eu
não havia recebido e somente agora me foram repassadas.
Podemos já divulgar amplamente para todos os contatos.
Está sendo construída uma primeira reunião virtual via MSN da
coordenação da Frente para a próxima semana, antes que tenhamos
tido nossa primeira reunião ordinária em 2012.
Teremos que discutir extraordinariamente via e-mail quem acompanha em
caráter proviório essa primeira reunião de coordenação em nome do
Bancários de Base - SP.
Saudações
Daniel
_________________________________________
“So, understand! You waste your time always searching for those
wasted years!
Face up! Make your stand! And realize your living in the golden
years!”
“Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles
anos perdidos!
Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos
anos dourados!”
Iron Maiden, “Wasted Years”
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On Sáb 07/01/12 01:42 , MATHEUS DA SILVA CRESPO m.crespo em ig.com.br
sent:
Vão as resoluções, como prometido. A Marta enviou um ou dois
dias depois do Encontro, então é uma pena que tu já não tivesse
recebido todo este tempo. Aproveita e passa para a Rosana e todo mundo
daí para a gente divulgar esse conteúdo com força. Aliás, podes me
passar o e-mail da Rosana? Um abração e saudações comunistas!
RESOLUÇÕES DO III ENCONTRO DA F.N.0.B.
- Antecipar a preparação da campanha salarial 2012,
organizando um Encontro no 1º semestre de 2012 para preparar uma
pauta alternativa e iniciar a agitação dessa pauta na base;
- Desenvolver uma campanha alternativa, com
atividades, reuniões e mobilizações na base, com calendário
próprio, antecipando-se à burocracia para criar, junto com a base, o
clima e as condições organizativas da greve;
- Romper com a Contraf-CUT, denunciando e combatendo
seus fóruns, como ilegítimos, não representativos da base e
incapazes de fazer a categoria avançar na luta. Os sindicatos da
Frente precisam apresentar iniciativas paralelas e alternativas às
dos governistas, boicotando os fóruns da Contraf, ao mesmo tempo que
as oposições devem construir este mesmo caminho, podendo intervir em
fóruns de base, como parte da mesma política de romper com a Contraf
e seus fóruns.
- participar apenas de atividades e assembleias que envolvam a base,
para levá-la a refletir e romper com a direção governista (conforme
a realidade de cada base, isso pode significar a participação ou
não nos encontros nacionais bancos públicos);
- oposição frontal à Contraf, seus fóruns e o que ela representa;
e de independência e chapas antigovernistas
- Lutar contra a estratégia da mesa única da
FENABAN, defendendo a campanha unificada com mesas separadas de
negociação. A política deve ser um dos eixos de nossa intervenção
em 2012, pois neste ano, na prática, a mesa única foi muito abalada
e a dinâmica aponta para a possibilidade de avanço dessa ruptura;
- Construir uma lista de discussão na internet para socializar com
os ativistas das diversas bases as notícias, informes, idéias,
debates de interesse dos trabalhadores bancários;
- Lutar pelo aprimoramento da OLT, por Conselhos de
Delegados Sindicais de caráter deliberativo e com funcionamento
regular, pela democracia no movimento, pelo fim dos comandos nacionais
de tipo “biônico”;
- Lutar por mudanças estatutárias nas entidades
sindicais e associativas para criar mecanismos democráticos de
funcionamento, como assembleias e plebiscitos frequentes para
deliberar sobre as ações mais importantes, funcionamento
democrático das assembleias e fóruns do movimento (eleição da
mesa, garantia do direito a fala, etc.), proporcionalidade direta nas
eleições, rodízio obrigatório de parte da diretoria a cada
eleição, limitação do número de eleições, escolha dos liberados
em assembleia, prestação de contas transparente e regular, etc.
- Intervir nas eleições para os sindicatos,
associações e entidades apoiando grupos que se dispuserem a lutar
pelo programa da Frente aqui exposto. Essa disputa não deve ser feita
com o objetivo de ganhar a qualquer custo, portanto não se pode
aceitar alianças com setores da burocracia governista e seus
satélites (Articulação, DS, CTB, etc.). O objetivo deve ser sempre
o de avançar na organização dos trabalhadores, de modo que as
campanhas eleitorais, independente do resultado, sirvam para construir
núcleos de ativistas e militantes que se mantenham organizados
regularmente para lutar cotidianamente pelo programa da Frente, não
apenas em período de campanha salarial ou eleição;
- Desenvolver estudos sobre o sistema financeiro,
estudando seus efeitos sobre a sociedade: a formação de um
oligopólio, a cartelização que avançou durante os governos
Lula/Dilma, as fusões e a concentração no setor bancário, os
mecanismos de formação dos lucros dos bancos, a especulação com a
dívida pública, os juros extorsivos, tarifas abusivas, venda casada
e práticas antiéticas, terceirização e precarização do trabalho
através de correspondentes bancários, etc. Esses estudos devem
servir para:
a) subsidiar iniciativas de formação dos trabalhadores bancários,
como cursos, seminários, cartilhas e outras publicações, e
b) lançar o debate na sociedade em torno do papel dos bancos, a
partir da iniciativa dos trabalhadores bancários, recolocando em
pauta a perspectiva da estatização do sistema financeiro;
- Desenvolver atividades unificadas com outras
categorias durante a campanha salarial, tais como lutar por um
calendário unificado de campanha, na perspectiva de que as greves
aconteçam na mesma data, construir assembleias, atos e passeatas
unificadas, etc.;
- RESGATAR NAS CAMPANHAS SALARIAIS E NAS ELEIçõES
AS REIVINDICAçõES HISTóRICAS DA CATEGORIA TAIS COMO:
GERAIS
- lutar contra o assédio moral e por reivindicações presentes em
cada unidade, até darmos consistência a bandeiras nacionais como a
reposição das perdas, isonomia, estabilidade no emprego para todos,
desfiliação dos sindicatos da Contraf
- Estabilidade para todos os
bancários, sobretudo do setor privado, contra a demissão imotivada;
- Eleição de delegados sindicais em
todos os bancos, como forma de se iniciar um processo de organização
e mobilização dos bancários do setor privado, com as prerrogativas
da inamovibilidade, estabilidade, etc., não só nas concentrações,
como também nas agências;
- PCS para toda a categoria bancária;
- Licença-maternidade de 6 meses
automática para toda a categoria;
- Vigência do plano de saúde após a
aposentadoria;
- Fim das terceirizações e dos
correspondentes bancários;
- Incorporação dos terceirizados ao
quadro funcional dos bancos: quem trabalha em banco, bancário é;
- Contratação de mais funcionários
para atender a demanda de serviços bancários;
- Fim da segmentação e da
discriminação na prestação de serviços bancários; abertura das
agências destinadas ao público de alta renda para o atendimento de
toda a população, sem distinção;
- Redução da jornada de trabalho,
sem redução de salários, para 5 horas diárias;
- Expediente bancário de 10 horas,
com dois turnos de 5 horas cada, como forma de contratar mais
bancários e garantir o atendimento de qualidade para todos, sem
distinção;
- Fim das metas e do assédio moral;
- reunificar as oposições bancárias
combativas e antigovernistas.
- priorizar ganhar a base e os ativistas que estão à frente das
lutas.
- fortalecer a unidade com quem mais vier a se engajar na FNOB, com
seus mesmos princípios e perfil que, ao mesmo tempo que nos unifica e
dá uma mesma identidade geral, valoriza e reconhece todas as
diferenças, contribuições e polêmicas táticas internas, que só
nos enriquecem. Pelo mesmo motivo, temos que nos organizar muito
melhor.
- criar uma coordenação nacional, com reuniões virtuais regulares,
que seria responsável por articular os trabalhos que cada sindicato,
entidade, grupo ou oposição regional já desenvolve numa política
de oposição nacional. Tal coordenação elaboraria e garantiria a
regularidade do “Sai na Frente”, jornal da FNOB, e discutiria cada
uma de nossas iniciativas, incluindo o apoio às oposições, a
expansão da FNOB, as forças-tarefas para as eleições sindicais que
venhamos a participar, etc.
BANCO DO BRASIL
- Reposição de todas as perdas
salariais acumuladas desde o início do plano real até os dias
atuais. Visto que essas perdas estão em torno de 100%, patamar que
não é considerado realista pelos próprios bancários, defendemos um
plano de reposição escalonado;
- Isonomia de direitos entre os
bancários pré-98 e pós-98, mantendo-se o que for mais vantajoso
para os trabalhadores. Deve-se também levar em consideração os
direitos dos bancários das instituições incorporadas pelo BB, como
o Banco do Estado do Piauí (BEP), Banco do Estado de Santa Catarina
(BESC), e Nossa Caixa Nosso Banco, aplicando-se o que for mais
vantajoso para o funcionalismo;
- Fim do programa de PSO;
- Por um Banco do Brasil que volte a
ter uma gestão pública, voltada para o atendimento das necessidades
de bancarização dos trabalhadores excluídos do sistema financeiro;
- Respeito à jornada de 6 horas,
extensível para a gerência média;
- Fim da lateralidade e volta do
pagamento das substituições;
- Volta das concorrências, com
critérios objetivos para comissionamento;
- Fim da co-participação na CASSI,
pela cobrança da dívida do Banco para com a Caixa de Assistência;
que o Banco se responsabilize pela saúde dos funcionários;
- Implantação do plano odontológico
sem prejuízo do atual PAS, para todo funcionalismo, à cargo do
banco. Que o plano odontológico seja prestado pela própria e CASSI e
não por uma empresa terceirizada;
- Reajuste para os aposentados pelo
mesmo índice concedido ao pessoal da ativa, de modo a que possam a
que possam se incorporar às mobilizações e lutas dos bancários.
CAIXA ECONôMICA FEDERAL
- Plano de Reposição de Perdas;
- Isonomia plena entre novos e
antigos, com Licença Prêmio e ATS (Adicional por Tempo de Serviço)
para todos;
- Implantação de novo PCC/PFC (Plano
de Funções Comissionadas) e PSI (Processo Seletivo Interno) com
critérios objetivos e pré-definidos, conquistado na última greve e
que apresenta objetividade apenas no papel. Na prática prevalece o
subjetivo.
- Fim da terceirização e dos
correspondentes bancários;
- Respeito à jornada, às condições
de trabalho e à saúde do trabalhador;
- Fim da discriminação na FUNCEF e
do ônus para os que não abriram mão do benefício definido;
- Paridade na FUNCEF e fim do voto de
minerva da empresa;
- Contra o sucateamento e
encarecimento do SAÚDE CAIXA.
FUNCIONAMENTO DA FRENTE
Para além das tarefas imediatas, a Frente Nacional
de Oposição Bancária deve consolidar seu conjunto de princípios
comuns aos agrupamentos que a compõem, bem como seu funcionamento
regular, democrático e transparente. Esses princípios e métodos de
funcionamento que já norteiam a Frente, devem ser aprofundados pelas
seguintes propostas:
– Ser um espaço de organização dos trabalhadores
bancários para lutar por seus interesses imediatos (salário,
condições de trabalho, etc.), e seus interesses históricos como
parte da classe trabalhadora;
– Fazer oposição ao governo, que é patrão da
metade da categoria bancária e ajuda a promover os ataques para os
bancários do setor privado;
– Lutar contra o sindicalismo de conciliação e
negociação, organizar a luta contra a exploração dos trabalhadores
bancários, contra as demissões em massa, arrocho de salários,
precarização das condições de trabalho, retirada de direitos,
adoecimento físico e mental, etc.;
– Lutar contra as correntes governistas, que são
instrumentos do governo e da patronal no interior do movimento para
derrotar as greves e as lutas;
– Funcionar com independência em relação aos
governos, patrões e partidos. Tudo que diz respeito à Frente (linha
política, conteúdo dos materiais, finanças, etc.) deve ser
discutido e decidido nos fóruns da própria Frente, que são
soberanos sobre suas questões internas.
– A sustentação da Frente deve ser produto da
contribuição dos seus integrantes e por campanhas financeiras
impulsionadas pela própria Frente junto aos trabalhadores, não
aceitando qualquer tipo de contribuição do governo, da patronal, de
ONGs, etc.;
– Praticar a transparência na prestação de
contas e no balanço político das atividades realizadas, como forma
de evitar a burocratização e de educar a base para exercer o
controle sobre a Frente, que é um instrumento a seu serviço. Pelo
menos em uma reunião do mês haverá o ponto de finanças. A
prestação de contas estará disponibilizada, por escrito, para
qualquer integrante que a solicitar em qualquer tempo;
– Desenvolver ação permanente e regular sobre a
base por meio de panfletagens, atividades de propaganda e formação,
seminários, cartilhas, etc., de modo a fazer avançar a consciência
da categoria bancária, a partir de iniciativas organizadas pela
própria Frente;
– A Frente estará aberta a todos os agrupamentos e
militantes que tiverem acordo com esses princípios gerais,
preservando-se a autonomia dos grupos locais em relação às táticas
específicas da sua realidade e da sua base de atuação, sua
identidade, materiais próprios, funcionamento interno, etc.;
– A Frente terá como máxima instância
deliberativa os Encontros nacionais abertos, a serem realizados
indicativamente no mínimo duas vezes por ano, um antes e um depois de
cada campanha salarial;
– A Frente terá uma coordenação indicada pelos
agrupamentos locais que a constituem, que será a responsável
executiva pela aplicação das resoluções votadas nos seus Encontros
nacionais, bem como pelas tarefas de cuidar da comunicação e
finanças;
– A Frente apoiará indicativamente, no interior
dos coletivos e entidades que a compõem, medidas que permitam o
controle da base sobre os dirigentes, por meio da revogabilidade dos
mandatos, rodízio na composição da sua Coordenação e proibição
das reeleições indefinidas;
- Priorizar a disputa de associações e
organizações específicas dos bancos, em especial dos bancos
públicos.
- Fazer uma grande campanha de agitação em torno da
Frente, incluindo a criação de uma logomarca para divulgação em
faixas, camisetas e outros materiais.
- Atuar com o perfil anti-Contraf em todas as
iniciativas da Frente.
- Mudar o nome público da Frente (evitar o uso da sigla F.N.O.B).
- Estabelecer um coordenador político para ser responsável pela
Frente.
- Organizar grupos temáticos (saúde, previdência etc).
- Priorizar a intervenção no Nordeste como forma de ganhar espaço
e disputar a direção nacional da categoria.
- Aprofundar e desenvolver meios eletrônicos, um jornal regular com
uma linguagem apropriada ao cotidiano da categoria.
- Estabelecer comitês responsáveis pelo acompanhamento regional
para a expansão da Frente, a partir dos trabalhos já existentes na
região.
-
Marta TurraSaudações com lutas!
-------------- Próxima Parte ----------
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