[Bancariosdebase] Enc: Reitoria da USP invade o DCE

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Sábado Janeiro 7 23:03:39 UTC 2012











Reitor
da USP ataca a legítima autonomia dos espaços estudantis
 
Práxis – 6 de janeiro de
2012
 
 
Como se não bastasse todo projeto de
privatização e a perseguição política contra trabalhadores e estudantes, que
está resultando concretamente em demissões de lideranças sindicais e
eliminações de lideranças estudantis,João GrandinoRodas quer acabar com qualquer espaço de legítima autonomia no interior
da Universidade de São Paulo.
 
Hoje, 6 de dezembro, mais uma atrocidade é
cometida pelo reitor da USP, Rodas. Após uma “visita” sua ao espaço estudantil,
sede do DCE e área de convivência, onde a reitoria quer também estabelecer o
seu controle burocrático, Rodas ordenou
que esse espaço fosse lacrado a revelia dos estudantes, que ocupam esse espaço
para atividades políticas e culturais desde a década de 70. 
 
Para tanto, a Guarda Universitária, contando
com o apoio da Polícia Militar, com o uso da força roubou vários equipamentos e
utensílios que pertencem aos estudantes (duas geladeiras, um freezer, discos de
vinil, vitrola, carrinho de cachorro quente). Durante a resistência pacífica - que contou espontaneamente com dezenas
de estudantes - a mais esse ataque da reitoria, vários, mulheres e homens,
foram agredidos pela Guarda Universitária com a cumplicidade da PM. Mas,
mesmo diante da violência policial exercida pela Guarda Universitária, os
estudantes se mantêm no espaço e com disposição de ficar até que a autonomia do
mesmo seja restituída.


É importante esclarecer que essa medida é
tomada por Rodas sem sequer se apoiar em ordem judicial ou coisa que o valha, o
que só serve para dar mais um exemplo do caráter autoritário do reitor testa de
ferro do governo do estado de São Paulo. A estratégia de Alckmin (PSDB) a
frente do governo do estado de São Paulo é impor o toque de recolher político
no interior da universidade, ou seja, acabar com toda forma de resistência e
crítica para colocar a universidade totalmente de joelhos diante dos interesses
do mercado, custe o que custar, e para isso se utiliza de todos os instrumentos
de repressão, legais ou não. O que importa são os fins.


A polêmica descrita em nota anterior do PRÁXIS, diante de mais essa
ataque de Rodas, fica mais concreta.Opinávamos que era necessário e possível reagir, além do ato do dia 19
de dezembro, de forma mais vigorosa contra a eliminação dos seis estudantes
através do acampamento e da antecipação da reunião do Comando de Greve para o
dia 8 de dezembro. Parte importante do argumento daqueles que estavam a favor
dessas ações é que isto serviria para responder às eliminações dos estudantes
além, de se tratar de uma ação preventiva do movimento diante das ameaças de
tomada pela reitoria do espaço do DCE ou mesmo da Moradia Retomada durante as
férias. 
 
Agora, o fundamental é que todos os estudantes, trabalhadores,
movimentos e organizações comprometidos com a defesa de uma universidade livre
para os trabalhadores e seus filhos se incorporem à resistência que está em curso
para que os espaços de resistência inclusive do Núcleo de Consciência Negra,
que atualmente pode ser despejado por Rodas, sejam definitivamente reconhecidos
como espaço autônomos, livres de toda ingerência burocrática.
 
 
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