[Bancariosdebase] texto BdB-SP sobre o Encontro para o jornal

Daniel tzitzimitl em terra.com.br
Segunda Janeiro 23 04:09:48 UTC 2012


  Olá comp em s [1] da Frente
 Segue proposta de texto texto sobre Encontro e construção da Frente
para o primeiro jornal de 2012
 Daniel
 Bancários de Base - SP
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 “So, understand! You waste your time always searching for those
wasted years! Face up! Make your stand! And realize your living in the
golden years!” 
 “Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles
anos perdidos! Encare! Tome uma posição! E perceba que você está
vivendo nos anos dourados!” 
 Iron Maiden, “Wasted Years”
  _________________________________________ 
	O III Encontro da Frente Nacional de Oposição Bancária  

	e a construção de uma alternativa combativa, democrática e de
base. 
	Nos dias 17 e 18 de dezembro de 2011 realizou-se em São Luiz, MA, o
III Encontro da Frente Nacional de Oposição Bancária, com a
presença de dezenas trabalhadores bancários representando os
sindicatos do MA, RN, a Associação dos Empregados do Banco da
Amazônia (AEBA, que dirigiu a histórica greve de 77 dias), a
Associação Nacional dos Beneficiários do Reg-Replan (ANBERR, da
Caixa Econômica Federal), e os grupos de oposição Bancários de
Base – SP, Bancários de Base – RS, e Unidade Coletivo Sindical
(UCS), PE. Além desses coletivos, que estão diretamente envolvidos
na construção da Frente, o Encontro foi aberto também a
representantes de outras correntes e entidades e aos trabalhadores da
base do Maranhão. 

	O Encontro teve como pauta a situação internacional e nacional em
geral, a situação da categoria bancária, o balanço da última
campanha salarial e a construção da Frente, com as tarefas que
teremos para 2012. Os debates do Encontro tiveram como eixo
fundamental a ruptura com a Contraf-CUT e a construção de uma
alternativa combativa, democrática e de base. Há décadas a
Contraf-CUT, entidade comandada pelo Sindicato dos Bancários de São
Paulo, Osasco e Região, dirige as campanhas salariais dos bancários
e impede o avanço das nossas lutas. Os bancos seguem tendo lucros
bilionários cada vez maiores e os bancários seguem enfrentando
sobrecarga de trabalho, assédio moral, adoecimento, demissões,
insegurança, em doses também sempre maiores. 

	Nos bancos privados abandonou-se a luta pela estabilidade no emprego,
de modo que os trabalhadores não possuem organização para enfrentar
os banqueiros a partir de cada local de trabalho, o que se manifesta a
cada ano nas campanhas salariais. Nos bancos públicos abandonou-se a
luta pela reposição de perdas (que estão entre 90% e 100% desde o
plano Real), pela isonomia, contra o sucateamento da saúde e da
previdência, e sobretudo contra a gestão privatista. Isso acontece
porque a CUT, controlada pelo PT, tem como prioridade impedir o
enfrentamento com o governo, que por sua vez é amigo dos banqueiros,
um dos setores que mais lucram no país. 

	Diante disso os bancários não têm outra alternativa a não ser
construir uma organização independente, que se organize para as
lutas e campanhas salariais sem esperar pela burocracia da
Contraf-CUT. A Frente surge como projeto, ainda em construção, para
contribuir para esse processo de organização da categoria, a partir
do eixo fundamental de ruptura com a CUT. 

	É isso que nesse momento nos separa dos demais grupos que se colocam
como oposição, como MNOB e Intersindical, que ainda admitem
participar dos fóruns de organização da Contraf-CUT e até mesmo
compor chapas sindicais com setores cutistas. Os componentes da Frente
não se recusam a trabalhar em conjunto com outros coletivos de
oposição, nas situações em que a luta contra os banqueiros e o
governo assim o exigir, mas temos como diferença fundamental a
concepção de que é preciso romper definitivamente com a CUT em
todos os níveis. 

	Além disso, temos também diferenças de método. A Frente tem em
seu interior, como dissemos, diferentes concepções políticas, mas
não é controlada por nenhum partido ou organização que tenha
outros interesses. As decisões da Frente são tomadas em seus
próprios fóruns, como os Encontros Nacionais, que são abertos e
democráticos, e não nos gabinetes dos dirigentes. Os coletivos que
compõem a Frente são autônomos e prestam contas aos trabalhadores
das suas bases. Os componentes da Frente, estando na diretoria ou na
oposição, tiram suas decisões em assembleias e reuniões abertas.
Não há na Frente disputa por cargos e aparatos, há a luta para
organizar os trabalhadores, em defesa das suas reivindicações
históricas. Foram essas as concepções reafirmadas no Encontro de
São Luiz e que vão nortear nossas tarefas para 2012. 
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