[Bancariosdebase] texto BdB-SP sobre o Encontro para o jornal

MATHEUS DA SILVA CRESPO m.crespo em ig.com.br
Segunda Janeiro 23 06:07:31 UTC 2012


Nesta tensa (por conta do ataque fascista ao Pinheirinho), agitada (nossos
camaradas também estão se deslocando ao Egito) e insuportavelmente quente
(sensação de mais de 40 graus) madrugada portoalegrense, folgo em ver o
texto dos camaradas do BdB-SP pronto e, na minha opinião, impecável. Nem
uma vírgula sequer a reparar, na minha opinião.

Por mim, talvez apenas com a permissão de colocarmos um "quadradinho" bem
pequeno sobre o ataque que está ocorrendo na CEf quanto ao banco de horas,
o jornal já está finalizado e pronto para ser diagramado.

Saudações revolucionárias
Em 23 de janeiro de 2012 02:09, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br> escreveu:

> Olá comp em s da Frente
>
> Segue proposta de texto texto sobre Encontro e construção da Frente para o
> primeiro jornal de 2012
>
> Daniel
> Bancários de Base - SP
>
> _________________________________________
> “So, understand! You waste your time always searching for those wasted
> years! Face up! Make your stand! And realize your living in the golden
> years!”
> “Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos
> perdidos! Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos
> anos dourados!”
> Iron Maiden, “Wasted Years”
>  _________________________________________
>
>
> O III Encontro da Frente Nacional de Oposição Bancária
>
> e a construção de uma alternativa combativa, democrática e de base.
>
>
> Nos dias 17 e 18 de dezembro de 2011 realizou-se em São Luiz, MA, o III
> Encontro da Frente Nacional de Oposição Bancária, com a presença de dezenas
> trabalhadores bancários representando os sindicatos do MA, RN, a Associação
> dos Empregados do Banco da Amazônia (AEBA, que dirigiu a histórica greve de
> 77 dias), a Associação Nacional dos Beneficiários do Reg-Replan (ANBERR, da
> Caixa Econômica Federal), e os grupos de oposição Bancários de Base – SP,
> Bancários de Base – RS, e Unidade Coletivo Sindical (UCS), PE. Além desses
> coletivos, que estão diretamente envolvidos na construção da Frente, o
> Encontro foi aberto também a representantes de outras correntes e entidades
> e aos trabalhadores da base do Maranhão.
>
> O Encontro teve como pauta a situação internacional e nacional em geral, a
> situação da categoria bancária, o balanço da última campanha salarial e a
> construção da Frente, com as tarefas que teremos para 2012. Os debates do
> Encontro tiveram como eixo fundamental a ruptura com a Contraf-CUT e a
> construção de uma alternativa combativa, democrática e de base. Há décadas
> a Contraf-CUT, entidade comandada pelo Sindicato dos Bancários de São
> Paulo, Osasco e Região, dirige as campanhas salariais dos bancários e
> impede o avanço das nossas lutas. Os bancos seguem tendo lucros bilionários
> cada vez maiores e os bancários seguem enfrentando sobrecarga de trabalho,
> assédio moral, adoecimento, demissões, insegurança, em doses também sempre
> maiores.
>
> Nos bancos privados abandonou-se a luta pela estabilidade no emprego, de
> modo que os trabalhadores não possuem organização para enfrentar os
> banqueiros a partir de cada local de trabalho, o que se manifesta a cada
> ano nas campanhas salariais. Nos bancos públicos abandonou-se a luta pela
> reposição de perdas (que estão entre 90% e 100% desde o plano Real), pela
> isonomia, contra o sucateamento da saúde e da previdência, e sobretudo
> contra a gestão privatista. Isso acontece porque a CUT, controlada pelo PT,
> tem como prioridade impedir o enfrentamento com o governo, que por sua vez
> é amigo dos banqueiros, um dos setores que mais lucram no país.
>
> Diante disso os bancários não têm outra alternativa a não ser construir
> uma organização independente, que se organize para as lutas e campanhas
> salariais sem esperar pela burocracia da Contraf-CUT. A Frente surge como
> projeto, ainda em construção, para contribuir para esse processo de
> organização da categoria, a partir do eixo fundamental de ruptura com a CUT.
>
> É isso que nesse momento nos separa dos demais grupos que se colocam como
> oposição, como MNOB e Intersindical, que ainda admitem participar dos
> fóruns de organização da Contraf-CUT e até mesmo compor chapas sindicais
> com setores cutistas. Os componentes da Frente não se recusam a trabalhar
> em conjunto com outros coletivos de oposição, nas situações em que a luta
> contra os banqueiros e o governo assim o exigir, mas temos como diferença
> fundamental a concepção de que é preciso romper definitivamente com a CUT
> em todos os níveis.
>
> Além disso, temos também diferenças de método. A Frente tem em seu
> interior, como dissemos, diferentes concepções políticas, mas não é
> controlada por nenhum partido ou organização que tenha outros interesses.
> As decisões da Frente são tomadas em seus próprios fóruns, como os
> Encontros Nacionais, que são abertos e democráticos, e não nos gabinetes
> dos dirigentes. Os coletivos que compõem a Frente são autônomos e prestam
> contas aos trabalhadores das suas bases. Os componentes da Frente, estando
> na diretoria ou na oposição, tiram suas decisões em assembleias e reuniões
> abertas. Não há na Frente disputa por cargos e aparatos, há a luta para
> organizar os trabalhadores, em defesa das suas reivindicações históricas.
> Foram essas as concepções reafirmadas no Encontro de São Luiz e que vão
> nortear nossas tarefas para 2012.
>
>
>
>
>
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