[Bancariosdebase] materia jornal Banc Base/Assédio

Utopia utopia_s em yahoo.com.br
Segunda Julho 16 12:30:08 UTC 2012











Ola á tod em s!  
Envio  no corpo do texto, proposta (a ser enxugada, provavelmente) sobre o tema do assédio.  As tarefas são muitas e  a tropa é pequena.  Precisamos de ação e ao mesmo tempo comedimento pra continuarmos tocando o nosso projeto, o projeto de Bancários de Base que somos.  Temos proposta de reunião para quinta à noite na oeste, Leopoldina ou Osasco. Precisamos fechar de vez o jornal e discutirmos questões pendentes como nossa atuação na greve(?)/campanha  2012, mudanças estatutárias no seeb-sp, jornal da cipa, finanças, etc.  
Até e valeu galera!!!   
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A CATEGORIA BANCÁRIA E O ASSÉDIO MORAL. 
O cotidiano de trabalho nas agências e departamentos é extenuante para a grande maioria dos bancários,  quer  seja no banco privado , quer seja no banco público. Faltam funcionários para atender com qualidade a demanda de clientes e realizar a operacionalização de contratos dentro dos prazos e exigências estabelecidas normativamente. Para dar conta do recado, a empresa obriga os funcionários a extrapolarem ordinariamente a jornada de trabalho. A prática de assédio moral é utilizada para forçar a produtividade. Casos que ocorrem em diversos locais de trabalho onde o controle dos gestores ultrapassa os limites, pressionando os funcionários de forma a impedir direitos previstos por lei, como a pausa de 10 minutos a cada 50 minutos trabalhados, (direito de todos que trabalham com digitação). O horário de almoço, por diversas vezes, é imposto unilateralmente pelos gestores, inclusive em desrespeito ao período de uma hora, que, de acordo
 com a demanda de determinado momento, é reduzido para o tempo que convier ao banco e ao seu proposto.  Peguemos por exemplo, a maior concentração bancária do pais, a sede  do BRADESCO em Osasco SP: 
O assédio moral  na cidade de Deus só não vê quem não quer. 
Várias denuncias, são  feitas através da AS 8000 e através da CIPA, existem relatos de funcionárias que foram pegas chorando nos banheiros. As chefias assediam sem nenhum pudor e sem medo de serem repreendidos. É como se nada os atingissem é como se eles fossem intocáveis, porque em alguns casos o assédio acontece com mais de um trabalhador na mesma área e vindo da mesma chefia. O assédio moral deixa o assediado com vontade de ir para casa e não  voltar mais para trabalhar, deixa o trabalhador com medo, temeroso, sensível e achando que o problema é todo com ele. O assédio na Cidade de Deus é tão comum  que o Banco soltou uma Matéria no noticiário interno sobre o assunto, dizendo que repudia todo e qualquer tipo de ação neste sentido.   Na prática , demagogia pura.   O que o trabalhador deve  e preciasa saber,  é  que pode denunciar o assédio moral para o ministério público, a denuncia será analisada o banco pode ser
 autuado e então ele é que terá que provar que não assedia e não ao contrário. 
Infelizmente esta não é uma situação isolada.  Ela acontece em toda a categoria por anos a fio sem que se solucione. 
A dificuldade de se contrapor à ideologia corporativa é imensa, dado o controle normativo  (discricionário) excessivo daqueles que detêm os chamados “cargos de confiança”, e são utilizados pela empresa como (supostos) prepostos. 
A sobrecarga de trabalho, o stress, a falta de contato humano e solidariedade, a fragmentação do trabalho, a pressão dos gestores por um lado e dos clientes por outro, criam um ambiente de trabalho insalubre que condena grande parte dos bancários a perda de saúde e qualidade de vida. Os casos de doenças provenientes do esforço laboral (físicas ou psíquicas) são cada vez mais freqüentes e, no entanto, encarados de forma naturalizada, fazendo com que se transfira a responsabilidade ao adoentado, “culpado” por não conseguir se “adaptar” às exigências da empresa. Muitos colegas, ao se aposentarem, já estão com a saúde bastante debilitada, e ao invés de poderem curtir o tempo livre passam a ter que cuidar da saúde perdida nos anos de trabalho.  Tudo somado, intensificação do assédio moral, cobrança descabida de metas com imposição de vendas casadas, situações crônicas de insalubridade, jornadas expandidas e inclusive sem
 marcação correta. Acrescente-se a isto, um numero reconhecidamente insuficiente de funcionários para desempenho das atividades,  são elementos do nosso cotidiano e nos colocam literalmente na situação de doentes. Doentes potenciais (os novos, bem novos na empresa), doentes crônicos, e sem exageros “doentes pé-na-cova”.  Exigimos: 
  Fim efetivo do assédio moral.  Todos ficam submetidos a uma estrutura hierárquica sustentada pelo assédio moral institucionalizado, apoiada nos cargos de confiança que fazem o funcionário se apegar ao salário dada a discrepância salarial entre os cargos comissionados e os baixos salários dos 'funcionários sem função’, os que formam a base dessa pirâmide, e por tanto os maiores prejudicados.   Fim efetivo do assédio moral.  Denúncia, enquadramento e penalização para a empresa e para os gestores coniventes. Assédio Moral é infração reconhecida. 
  Fim efetivo das metas. Trabalho sistemático de vendas-zero em tais situações. Não à venda casada e efetiva denúncia mediante determinações neste sentido. 
  Respeito à jornada, com a pró-atividade dos empregados mediante trabalho consistente de conscientização e atuação determinada por parte das entidades. 
  Exigência de exames médico/laboratoriais periódicos adequados. Fim dos exames superficiais. 
  Acompanhamento, cobrança e denúncia de condições físicas e ambientais inadequadas e prejudiciais aos trabalhadores,  clientes e usuários em geral. 
      Participação efetiva das entidades representativas dos trabalhadores quando do afastamento,  tratamento e retorno dos enfermos/lesionados, que muitas vezes se vêem prejudicados por coação, desinformação. 
  Fazer valer a conquista dos intervalos/pausa para todos, e não apenas para os caixas, pois na prática todos são digitadores/alimentadores de dados. 
  
  
  
 
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