[Bancariosdebase] Digest Bancariosdebase, volume 35, assunto 41
Israel Fernandez Junior
israelfernandezjr em gmail.com
Sexta Novembro 30 02:05:49 UTC 2012
Pra complementar, acho que não devemos esconder nossa condição precária de
funcionamento, assim como o foi da frente, mas ao mesmo tempo em que
fazemos a auto crítica, apontamos pra uma construção melhor a partir dessa
reflexão, com métodos melhores, intenção de funcionamento melhor,. com
regularidade, análise, caracterização. política em conjunto...
Acho que os companheiros devem refletir esse momento de nosso coletivo e
colocar em público eventuais pontos de vistas deferentes.
Em 29 de novembro de 2012 23:28,
<bancariosdebase-request em lists.aktivix.org>escreveu:
> Enviar submissões para a lista de discussão Bancariosdebase para
> bancariosdebase em lists.aktivix.org
>
> Para se cadastrar ou descadastrar via WWW, visite o endereço
> https://lists.aktivix.org/mailman/listinfo/bancariosdebase
> ou, via email, envie uma mensagem com a palavra 'help' no assunto ou
> corpo da mensagem para
> bancariosdebase-request em lists.aktivix.org
>
> Você poderá entrar em contato com a pessoa que gerencia a lista pelo
> endereço
> bancariosdebase-owner em lists.aktivix.org
>
> Quando responder, por favor edite sua linha Assunto assim ela será
> mais específica que "Re: Contents of Bancariosdebase digest..."
>
>
> Tópicos de Hoje:
>
> 1. Re: sobre o encontro de porto alegre (Márcio Cardoso)
> 2. Re: sobre o encontro de porto alegre (Israel Fernandez Junior)
>
>
> ----------------------------------------------------------------------
>
> Message: 1
> Date: Thu, 29 Nov 2012 21:36:18 -0200
> From: Márcio Cardoso <marciocarsi em yahoo.com.br>
> To: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>
> Cc: "israelfernandezjr em gmail.com" <israelfernandezjr em gmail.com>,
> bdbase lista <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
> Subject: Re: [Bancariosdebase] sobre o encontro de porto alegre
> Message-ID: <DCD3B850-E043-497C-8929-2B81C05D3670 em yahoo.com.br>
> Content-Type: text/plain; charset=utf-8
>
> Prezados camaradas.
>
> Jamais, jamais devemos esconder e/ou mentir para a base. O mal
> funcionamento da Frente também se reflete em nossas atuações. O atraso da
> apresentação do documento, ao qual dei causa, esteve pronto de domingo para
> segunda, foi prorrogado para quarta depois, prorrogado para quinta....a
> noite. Vou me esmerar em adicionar as partes apresentadas pelo Messias...de
> forma que apresentaremos o documento na sexta, véspera do encontro...de
> surpresa. Mas isso foi por culpa do mal funcionamento nosso... E por nossa
> culpa vamos escamotear os graves erros da Frente? Nós militamos para quê e
> para quem? Militamos para transformar este amontoado de pessoas que
> trabalham lado a lado da gente em sujeito consciente ativo e histórico na
> mudança da realidade, ou para a conveniência de grupos ou correntes? E
> mais, se o companheiro tem entendimentos diverso no que concerne ao papel
> do spread bancário, pq o companheiro não sistematizou uma contribuição?
> Vamos ficar paralisados , de novo, por causa do mal funcionamento nosso?
> Quantos 14 mil panfletos teremos que pagar para queimar para aprender que
> decisão de organismo regular se cumpre e depois fazemos o balanço, e não
> ficar hesitando em atuar para "não ficarmos mal com a base", ou qualquer
> coisa do tipo?
>
> Eu vou jantar, depois vou finalizar o documento. Os companheiros tem até o
> final da data de hoje para se manifestar se apresentaremos a nossa
> contribuição, conforme discutido e determinado em reunião regular do
> coletivo, ou se será uma apresentação apenas individual, minha, ou de mais
> alguém do coletivo.
>
> Messias, gentileza nos informar se está confirmada a reunião do coletivo
> para Terça, dia 04/12.
>
> Um forte abraço.
>
> Márcio
>
>
>
> Acesse www.espacosocialista.org
>
>
> Em 29/11/2012, às 20:00, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:
>
> >
> > Olá a tod em s!
> > As preocupações do Daniel quanto ao efeito que deverá causar o documento
> no conjunto da provável plenária do Encontro são sem dúvida pertinentes. O
> problema é que se não se discute o que nos angustia quanto ao processo de
> construção da Frente, seu regime de funcionamento enviesado, suas decisões
> de cúpula, suas contradições na politica, seus problemas de aplicações que
> se chocam frontalmente com a concepção que defende em tese, etc, num
> Encontro Nacional, quando o faremos? A própria explanação do Camarada
> Daniel quanto à situação da categoria, e da classe, os ataques, a
> aplicação do projeto de poder de um PT (e satélites) cada dia mais
> despudorado, corrompido, degenerado, expõe claramente a complexidade da
> tarefa que temos à nossa frente.. Acoplado a isto tudo, o aprofundamento da
> crise na Europa, EUA e Japão e sua chegada nas terras de Pindorama, o
> endividamento das famílias, o esgotamento próximo do paliativo consumista,
> a flexibilização maior das conquistas da classe, etc, nos coloca na
> necessidade de melhorarmos a qualidade de nossa intervenção. E Camaradas,
> atuar junto com a FNOB até o momento nos armou muito pouco pra enfrentar
> tal magnitude de dificuldades não apenas no que se refere à nossa
> categoria, mas também no que se refere ao conjunto da classe.
> > Por outro lado de nada nos serve a pecha de "desconstrutores" do
> projeto. E também em nada contribui implodir a Frente. Mas também seguir na
> mesma dinâmica não dá. Se o temor de afastar o pessoal de base que deverá
> comparecer (assim esperamos) ao forçarmos o debate no tom do documento, é
> risco a não ser experimentado neste momento, é necessário porém que TODA a
> Coordenação nominal da Frente saiba exatamente qual é a nossa posição e
> nossa disposição. Não dá pra continuarmos empurrando com a barriga e
> deixar os comp em s agirem como se estivesse tudo bem e continuarmos
> alimentando de forma (conivente) esta dinâmica movimentista/eleitoreira,
> sem nos construirmos de fato pela base, a partir dos locais de trabalho. E
> mais, não dá pra não debatermos seriamente neste Encontro (ainda que de
> forma preliminar), um Projeto de Construção minimamente digno deste nome,
> principalmente para SP, RJ e demais centros onde a categoria em privados é
> esmagadoramente majoritária. Se não podemos tratar todo este temário que
> envolve o nosso conjunto de críticas (e auto-críticas) de forma mais
> aprofundada e deliberatória neste momento, há que se pautá-lo de forma
> consequente, sem mais delongas e postergamentos. Temos que sair de Poa com
> este compromisso firmado, sob o risco de nos perdermos na Politica no
> próximo período.
> > Valeu Camaradas!
> > Messias.
> >
> >
> > --- Em qui, 29/11/12, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br> escreveu:
> >
> > De: Daniel <tzitzimitl em terra.com.br>
> > Assunto: sobre o encontro de porto alegre
> > Para: bancariosdebase em lists.aktivix.org, sandrarbastos em bol.com.br,
> tzitzimitl em terra.com.br, marciocarsi em yahoo.com.br,
> israelfernandezjr em gmail.com, utopia_s em yahoo.com.br, rosana.ros em gmail.com,
> "bdbase lista" <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
> > Data: Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012, 18:48
> >
> >
> > Olá compas
> >
> > Peço desculpas pela minha ausência nas duas últimas reuniões do
> coletivo. Doença e outros problemas particulares me impediram de participar
> dos debates relativos ao Encontro da FNOB, para o qual serei um dos
> representantes, o que é um problema grave.
> >
> > Sei do esforço dos companheiros para elaborar um documento para o
> Encontro, em meio a tantas tarefas no movimento, em especial
> considerando-se que as outras correntes nos deixaram praticamente sozinhos
> num momento extremamente difícil do pós-greve e no dia 22.
> >
> > Em que pese tudo isso, preciso apresentar as divergências que tenho em
> relação ao documento que está sendo preparado e ao conjunto da intervenção
> projetada para o Encontro.
> >
> > Precisamos levar em consideração o fato de que os organismos da Frente,
> que não funcionaram ao longo do ano e da campanha salarial, também não
> funcionaram na preparação do Encontro. Não tivemos nem reuniões de
> coordenação, nem debates em lista de e-mail. Dessa forma, isso nos deixa
> com um problema no que se refere a como apresentar um documento que contém
> críticas justas, porém pesadas, ao funcionamento da Frente e aponta as
> fragilidades da sua construção. Não estamos num cenário ideal, em que
> houvesse um debate prévio e se pudesse tomar conhecimento das críticas e
> contribuições de parte a parte, estamos numa situação em que os debates
> estão truncados e é preciso ser cuidadoso com a forma como as idéias são
> apresentadas.
> >
> > Se apresentamos o texto proposto como um documento público, circulando
> abertamente na internet e em listas de contatos pessoais (como tem sido até
> agora), o MNOB-PSTU pode fazer um uso extremamente destrutivo dessas
> críticas. Nosso documento aponta, por exemplo, que ANBERR, AFBNB, SEEB-MA,
> Oposição da Bahia, Distrito Federal, União Coletivo Sindical (UCS) e
> Associação dos Funcionários do Banco do Estado da Amazônia (AEBA) não estão
> construindo a FNOB. Logo, isso vai entregar de bandeja para o PSTU o quanto
> a FNOB é uma construção precária ou até mesmo artificial tocada por RS, RN
> e SP, e vai dar munição para que o PSTU assedie as demais entidades,
> mostrando que RS, RN e SP mandam na FNOB sem consultá-las, que são
> burocráticos, que não tem base, etc., e que portanto o MNOB Conlutas é uma
> alternativa mais plausível e estruturada. Ou seja, um documento público no
> teor do que está sendo apresentado seria um tiro no pé em termos de
> construção.
> >
> > Ainda que o documento esteja correto nas afirmações que faz, não estamos
> sozinhos no movimento, existem outras correntes disputando politicamente a
> direção da oposição. E não estamos num mundo ideal, em que as outras
> correntes agem de forma correta, pois os métodos da disputa política são
> desleais e destrutivos. Aquilo que apresentamos com a intenção de construir
> pode sair pela culatra e ajudar a destruir. Por isso, defendo que o
> documento de balanço tenha circulação restrita, limitada aos representantes
> da coordenação ou de cada um dos coletivos (que são na verdade os
> responsáveis pelo estado de paralisia e não funcionamento da FNOB). Minha
> proposta é de que esse documento seja enviado apenas para os e-mails desse
> grupo restrito, com a ressalva de que não deve ser divulgado amplamente.
> >
> > É também uma questão de lealdade apresentar aos representantes de cada
> coletivo as críticas que fazemos, para que saibam o que pensamos, antes de
> apresentá-las diretamente no Encontro. Repito, não houve tempo hábil nem
> debate prévio para que essas críticas pudessem ser debatidas previamente e
> assimiladas. Sem esse tempo, elas podem dar origem a mal entendidos, mal
> estar e desconfiança, atrapalhando o andamento do Encontro. Por isso não se
> pode apresentá-las de surpresa diretamente no Encontro, e sim previamente e
> de maneira restrita.
> >
> > Além disso, precisamos ter uma caracterização de como será o Encontro. A
> proposta é de um Encontro de dois dias, sendo que para o primeiro dia a
> proposta de pauta apresentada contém um ponto sobre conjuntura e situação
> da categoria, um balanço da campanha salarial e um debate sobre as tarefas
> de 2013, entre elas as eleições em que a FNOB poderá estar envolvida. A
> proposta de pauta para o segundo dia é a de organização da FNOB. Dada essa
> configuração, podemos contar com a possibilidade de que o Encontro tenha um
> público maior no primeiro dia, composto por bancários da base de Porto
> Alegre, e um público menor no segundo dia, composto apenas por militantes
> orgânicos dos diversos coletivos e representantes de outros estados.
> Dificilmente os convidados da base de Porto Alegre, sendo trabalhadores
> comuns e não militantes organizados, participarão dos dois dias. Levando em
> conta essa pauta e composição do Encontro, é mais adequado apresentar o
> documento de balanço em cópias impressas no segundo dia, e não no primeiro.
> Precisamos nos colocar no lugar de um trabalhador de base que é convidado
> para um Encontro para discutir possibilidades de organização para lutar por
> melhores salários e condições de trabalho, e se depara com um debate que
> gira em torno de críticas pesadas que igualam essa possibilidade de
> organização a outras tentativas frustradas do passado. O que esse
> trabalhador vai pensar? Por isso a minha proposta é de que seja feita uma
> avaliação da composição do público antes de distribuir esse documento, e
> dependendo da proporção de militantes orgânicos e de trabalhadores de base
> presentes, ele somente seja distribuído no segundo dia.
> >
> > Outro ponto se refere à situação da categoria. Não acho que a queda do
> spread bancário seja a principal questão colocada hoje para a categoria.
> Esse é um dos elementos da política econômica do governo, da política dos
> bancos, que atua como um pano de fundo. Mas essa discussão é genérica e
> abstrata, não responde ao imediato. No imediato, estamos passando por uma
> brutal repressão aos ativistas no pós-greve, por uma nova reestruturação no
> BB, com o fechamento de centros no nordeste, por uma tentativa de enterrar
> a luta pela 7º e 8º horas por meio de um acordo que provavelmente será
> aprovado em uma assembléia espúria ?na calada da noite? (como foi feito na
> CEF há poucos anos), por boatos de um PDV via aposentadoria antecipada
> também no BB. Todas essas questões estão relacionadas ao projeto geral de
> implantar uma gestão privada nos bancos, mantendo porém o controle estatal,
> uma vez que o estado está nas mãos da burocracia do PT, que tem como
> interesse primordial se manter no poder. A burocracia petista, por meio de
> seus agentes no movimento sindical, tenta iludir os trabalhadores dos
> bancos públicos por meio de um discurso demagógico e populista de que a
> política do governo do PT é boa para o crescimento do país e o conjunto dos
> trabalhadores, por isso nós bancários devemos ?vestir a camisa? desse
> projeto. Contra esse discurso, precisamos mostrar que a política do PT não
> é boa nem para o conjunto dos trabalhadores, nem para os bancários,
> discutindo globalmente os elementos desse projeto.
> >
> > Por fim, também não acho que a principal política para enfrentar essa
> situação seja a edição de novas cartilhas e o trabalho com esse material.
> Uma política de propaganda e formação deve ser uma atividade permanente,
> mas não pode ser nem a principal nem a única. É preciso ter campanhas
> concretas voltadas para questões imediatas, como a 7º e 8º horas no BB,
> para mobilizar os trabalhadores, e em seguida organizá-los por meio de
> propaganda e formação.
> >
> > Portanto, minha proposta é de que as intervenções em nome do Bancários
> de Base ? SP no Encontro contemplem também a questão da queda do spread
> bancário e a necessidade de políticas de propaganda e formação, mas que
> essa não seja a principal ou o único eixo, e sim parte de uma política que
> abranja globalmente o projeto que está sendo implantado nos bancos, sua
> relação com o projeto geral do PT, e seus aspectos concretos, como as
> demissões, o assédio moral, autoritarismo, perseguição aos ativistas,
> retirada de direitos como a jornada de 6 hs, etc.
> >
> > Peço mais uma vez desculpas a todos pelo atraso em me manifestar sobre
> esse ponto.
> >
> > Daniel
> >
> >
> > _________________________________________
> > ?So, understand! You waste your time always searching for those wasted
> years!
> > Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!?
> >
> > ?Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos
> perdidos!
> > Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos
> dourados!?
> >
> > Iron Maiden, ?Wasted Years?
> > _________________________________________
> >
> >
>
>
> ------------------------------
>
> Message: 2
> Date: Thu, 29 Nov 2012 23:28:14 -0200
> From: Israel Fernandez Junior <israelfernandezjr em gmail.com>
> To: Márcio Cardoso <marciocarsi em yahoo.com.br>
> Cc: bdbase lista <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
> Subject: Re: [Bancariosdebase] sobre o encontro de porto alegre
> Message-ID:
> <
> CAGFieQVi1i8XaQ7_VpNhJDv9cuwTUxABRgtnkgxgxyoOiuq16w em mail.gmail.com>
> Content-Type: text/plain; charset=windows-1252
>
> Boa noite camaradas!
>
> Acho que essa discussão indica uma tendência do tamanho da tarefa da classe
> trabalhadora e da prioridade que temos que ter como militantes de uma
> categoria que julgo uma das fundamentais na luta de classes.
>
> Acho que o texto mostra claramente nosso precário funcionamento e que tem a
> característica de quem elaborou o corpo do texto (no caso o Marcio desta
> vez). Há que se reconhecer o esforço do companheiro em tentar minimizar o
> fato objetivo de nosso funcionamento. E minha lerdeza e deficiência teórica
> pra rapidez que a dinâmica da luta de classes e nosso precário
> funcionamento exige.
>
> Concordo com algumas das ponderações do Daniel. Não ao que diz respeito ao
> PSTU, pois estou quase os colocando pra base que são farinha do mesmo saco
> da CUT. São inimigos dos trabalhadores! São burocratas! São neo
> Stalinistas!
>
> Acho que um problema crucial é a fragmentação da esquerda. Fiquei pensando
> no dia do preto (22/11) e vejo que cada um atira pra um lado, tem suas
> prioridades e tal. Nesse sentido, tb fico preocupado com as forças que
> podemos no unir (MR? LER? PCO? POR?...)
>
> Gostaria de uma atuação incisiva e contundente na base de SP em bancos
> privados pra tentar quebrar as pernas da burocracia da CUT e seus satélites
> (CONLUTAS, CTB, INTERSINDICAL...) e fazer uma campanha diferente, pela base
> e com outros lutadores e apontando pra unificação das diferentes categorias
> (e foda-se de que central são ou se são anarquisrtas!). Os privados são 70
> a 80% da base daqui, né?!
>
> Como questão geral é levar a base se conscientizar de seu papel fundamental
> pra superar os burocratas das centrais sindicais (CUT, CONLUTAS...) que
> foram freio pras lutas em 2012 e serão em 2013.
>
> Questões como as 6 horas, do jeito que vem sendo colocada, me parece luta
> parcial e tem que ser tratada como tal.
>
>
> Em 29 de novembro de 2012 21:36, Márcio Cardoso
> <marciocarsi em yahoo.com.br>escreveu:
>
> > Prezados camaradas.
> >
> > Jamais, jamais devemos esconder e/ou mentir para a base. O mal
> > funcionamento da Frente também se reflete em nossas atuações. O atraso da
> > apresentação do documento, ao qual dei causa, esteve pronto de domingo
> para
> > segunda, foi prorrogado para quarta depois, prorrogado para quinta....a
> > noite. Vou me esmerar em adicionar as partes apresentadas pelo
> Messias...de
> > forma que apresentaremos o documento na sexta, véspera do encontro...de
> > surpresa. Mas isso foi por culpa do mal funcionamento nosso... E por
> nossa
> > culpa vamos escamotear os graves erros da Frente? Nós militamos para quê
> e
> > para quem? Militamos para transformar este amontoado de pessoas que
> > trabalham lado a lado da gente em sujeito consciente ativo e histórico na
> > mudança da realidade, ou para a conveniência de grupos ou correntes? E
> > mais, se o companheiro tem entendimentos diverso no que concerne ao papel
> > do spread bancário, pq o companheiro não sistematizou uma contribuição?
> > Vamos ficar paralisados , de novo, por causa do mal funcionamento nosso?
> > Quantos 14 mil panfletos teremos que pagar para queimar para aprender que
> > decisão de organismo regular se cumpre e depois fazemos o balanço, e não
> > ficar hesitando em atuar para "não ficarmos mal com a base", ou qualquer
> > coisa do tipo?
> >
> > Eu vou jantar, depois vou finalizar o documento. Os companheiros tem até
> o
> > final da data de hoje para se manifestar se apresentaremos a nossa
> > contribuição, conforme discutido e determinado em reunião regular do
> > coletivo, ou se será uma apresentação apenas individual, minha, ou de
> mais
> > alguém do coletivo.
> >
> > Messias, gentileza nos informar se está confirmada a reunião do coletivo
> > para Terça, dia 04/12.
> >
> > Um forte abraço.
> >
> > Márcio
> >
> >
> >
> > Acesse www.espacosocialista.org
> >
> >
> > Em 29/11/2012, às 20:00, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:
> >
> > Olá a tod em s!
> > As preocupações do Daniel quanto ao efeito que deverá causar o documento
> > no conjunto da provável plenária do Encontro são sem dúvida pertinentes.
> O
> > problema é que se não se discute o que nos angustia quanto ao processo de
> > construção da Frente, seu regime de funcionamento enviesado, suas
> decisões
> > de cúpula, suas contradições na politica, seus problemas de aplicações
> que
> > se chocam frontalmente com a concepção que defende em tese, etc, num
> > Encontro Nacional, quando o faremos? A própria explanação do Camarada
> > Daniel quanto à situação da categoria, e da classe, os ataques, a
> > aplicação do projeto de poder de um PT (e satélites) cada dia mais
> > despudorado, corrompido, degenerado, expõe claramente a complexidade da
> > tarefa que temos à nossa frente.. Acoplado a isto tudo, o aprofundamento
> da
> > crise na Europa, EUA e Japão e sua chegada nas terras de Pindorama, o
> > endividamento das famílias, o esgotamento próximo do paliativo
> consumista,
> > a flexibilização maior das conquistas da classe, etc, nos coloca na
> > necessidade de melhorarmos a qualidade de nossa intervenção. E
> Camaradas,
> > atuar junto com a FNOB até o momento nos armou muito pouco pra enfrentar
> > tal magnitude de dificuldades não apenas no que se refere à nossa
> > categoria, mas também no que se refere ao conjunto da classe.
> > Por outro lado de nada nos serve a pecha de "desconstrutores" do
> projeto.
> > E também em nada contribui implodir a Frente. Mas também seguir na mesma
> > dinâmica não dá. Se o temor de afastar o pessoal de base que deverá
> > comparecer (assim esperamos) ao forçarmos o debate no tom do documento, é
> > risco a não ser experimentado neste momento, é necessário porém que TODA
> a
> > Coordenação nominal da Frente saiba exatamente qual é a nossa posição e
> > nossa disposição. Não dá pra continuarmos empurrando com a barriga e
> > deixar os comp em s agirem como se estivesse tudo bem e continuarmos
> > alimentando de forma (conivente) esta dinâmica movimentista/eleitoreira,
> > sem nos construirmos de fato pela base, a partir dos locais de trabalho.
> E
> > mais, não dá pra não debatermos seriamente neste Encontro (ainda que de
> > forma preliminar), um Projeto de Construção minimamente digno deste nome,
> > principalmente para SP, RJ e demais centros onde a categoria em privados
> é
> > esmagadoramente majoritária. Se não podemos tratar todo este temário que
> > envolve o nosso conjunto de críticas (e auto-críticas) de forma mais
> > aprofundada e deliberatória neste momento, há que se pautá-lo de forma
> > consequente, sem mais delongas e postergamentos. Temos que sair de Poa
> com
> > este compromisso firmado, sob o risco de nos perdermos na Politica no
> > próximo período.
> > Valeu Camaradas!
> > Messias.
> >
> >
> > --- Em *qui, 29/11/12, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br>* escreveu:
> >
> >
> > De: Daniel <tzitzimitl em terra.com.br>
> > Assunto: sobre o encontro de porto alegre
> > Para: bancariosdebase em lists.aktivix.org, sandrarbastos em bol.com.br,
> > tzitzimitl em terra.com.br, marciocarsi em yahoo.com.br,
> > israelfernandezjr em gmail.com, utopia_s em yahoo.com.br, rosana.ros em gmail.com
> ,
> > "bdbase lista" <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
> > Data: Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012, 18:48
> >
> >
> >
> > Olá compas
> >
> >
> > Peço desculpas pela minha ausência nas duas últimas reuniões do
> > coletivo. Doença e outros problemas particulares me impediram de
> participar
> > dos debates relativos ao Encontro da FNOB, para o qual serei um dos
> > representantes, o que é um problema grave.
> >
> >
> > Sei do esforço dos companheiros para elaborar um documento para o
> > Encontro, em meio a tantas tarefas no movimento, em especial
> > considerando-se que as outras correntes nos deixaram praticamente
> sozinhos
> > num momento extremamente difícil do pós-greve e no dia 22.
> >
> >
> > Em que pese tudo isso, preciso apresentar as divergências que tenho em
> > relação ao documento que está sendo preparado e ao conjunto da
> intervenção
> > projetada para o Encontro.
> >
> >
> > Precisamos levar em consideração o fato de que os organismos da Frente,
> > que não funcionaram ao longo do ano e da campanha salarial, também não
> > funcionaram na preparação do Encontro. Não tivemos nem reuniões de
> > coordenação, nem debates em lista de e-mail. Dessa forma, isso nos deixa
> > com um problema no que se refere a como apresentar um documento que
> contém
> > críticas justas, porém pesadas, ao funcionamento da Frente e aponta as
> > fragilidades da sua construção. Não estamos num cenário ideal, em que
> > houvesse um debate prévio e se pudesse tomar conhecimento das críticas e
> > contribuições de parte a parte, estamos numa situação em que os debates
> > estão truncados e é preciso ser cuidadoso com a forma como as idéias são
> > apresentadas.
> >
> >
> > Se apresentamos o texto proposto como um documento público, circulando
> > abertamente na internet e em listas de contatos pessoais (como tem sido
> até
> > agora), o MNOB-PSTU pode fazer um uso extremamente destrutivo dessas
> > críticas. Nosso documento aponta, por exemplo, que ANBERR, AFBNB,
> SEEB-MA,
> > Oposição da Bahia, Distrito Federal, União Coletivo Sindical (UCS) e
> > Associação dos Funcionários do Banco do Estado da Amazônia (AEBA) não
> estão
> > construindo a FNOB. Logo, isso vai entregar de bandeja para o PSTU o
> quanto
> > a FNOB é uma construção precária ou até mesmo artificial tocada por RS,
> RN
> > e SP, e vai dar munição para que o PSTU assedie as demais entidades,
> > mostrando que RS, RN e SP mandam na FNOB sem consultá-las, que são
> > burocráticos, que não tem base, etc., e que portanto o MNOB Conlutas é
> uma
> > alternativa mais plausível e estruturada. Ou seja, um documento público
> no
> > teor do que está sendo apresentado seria um tiro no pé em termos de
> > construção.
> >
> >
> > Ainda que o documento esteja correto nas afirmações que faz, não estamos
> > sozinhos no movimento, existem outras correntes disputando politicamente
> a
> > direção da oposição. E não estamos num mundo ideal, em que as outras
> > correntes agem de forma correta, pois os métodos da disputa política são
> > desleais e destrutivos. Aquilo que apresentamos com a intenção de
> construir
> > pode sair pela culatra e ajudar a destruir. Por isso, defendo que o
> > documento de balanço tenha circulação restrita, limitada aos
> representantes
> > da coordenação ou de cada um dos coletivos (que são na verdade os
> > responsáveis pelo estado de paralisia e não funcionamento da FNOB). Minha
> > proposta é de que esse documento seja enviado apenas para os e-mails
> desse
> > grupo restrito, com a ressalva de que não deve ser divulgado amplamente.
> >
> >
> > É também uma questão de lealdade apresentar aos representantes de cada
> > coletivo as críticas que fazemos, para que saibam o que pensamos, antes
> de
> > apresentá-las diretamente no Encontro. Repito, não houve tempo hábil nem
> > debate prévio para que essas críticas pudessem ser debatidas previamente
> e
> > assimiladas. Sem esse tempo, elas podem dar origem a mal entendidos, mal
> > estar e desconfiança, atrapalhando o andamento do Encontro. Por isso não
> se
> > pode apresentá-las de surpresa diretamente no Encontro, e sim
> previamente e
> > de maneira restrita.
> >
> >
> > Além disso, precisamos ter uma caracterização de como será o Encontro. A
> > proposta é de um Encontro de dois dias, sendo que para o primeiro dia a
> > proposta de pauta apresentada contém um ponto sobre conjuntura e situação
> > da categoria, um balanço da campanha salarial e um debate sobre as
> tarefas
> > de 2013, entre elas as eleições em que a FNOB poderá estar envolvida. A
> > proposta de pauta para o segundo dia é a de organização da FNOB. Dada
> essa
> > configuração, podemos contar com a possibilidade de que o Encontro tenha
> um
> > público maior no primeiro dia, composto por bancários da base de Porto
> > Alegre, e um público menor no segundo dia, composto apenas por militantes
> > orgânicos dos diversos coletivos e representantes de outros estados.
> > Dificilmente os convidados da base de Porto Alegre, sendo trabalhadores
> > comuns e não militantes organizados, participarão dos dois dias. Levando
> em
> > conta essa pauta e composição do Encontro, é mais adequado apresentar o
> > documento de balanço em cópias impressas no segundo dia, e não no
> primeiro.
> > Precisamos nos colocar no lugar de um trabalhador de base que é convidado
> > para um Encontro para discutir possibilidades de organização para lutar
> por
> > melhores salários e condições de trabalho, e se depara com um debate que
> > gira em torno de críticas pesadas que igualam essa possibilidade de
> > organização a outras tentativas frustradas do passado. O que esse
> > trabalhador vai pensar? Por isso a minha proposta é de que seja feita uma
> > avaliação da composição do público antes de distribuir esse documento, e
> > dependendo da proporção de militantes orgânicos e de trabalhadores de
> base
> > presentes, ele somente seja distribuído no segundo dia.
> >
> >
> > Outro ponto se refere à situação da categoria. Não acho que a queda do
> > spread bancário seja a principal questão colocada hoje para a categoria.
> > Esse é um dos elementos da política econômica do governo, da política dos
> > bancos, que atua como um pano de fundo. Mas essa discussão é genérica e
> > abstrata, não responde ao imediato. No imediato, estamos passando por uma
> > brutal repressão aos ativistas no pós-greve, por uma nova reestruturação
> no
> > BB, com o fechamento de centros no nordeste, por uma tentativa de
> enterrar
> > a luta pela 7º e 8º horas por meio de um acordo que provavelmente será
> > aprovado em uma assembléia espúria ?na calada da noite? (como foi feito
> na
> > CEF há poucos anos), por boatos de um PDV via aposentadoria antecipada
> > também no BB. Todas essas questões estão relacionadas ao projeto geral de
> > implantar uma gestão privada nos bancos, mantendo porém o controle
> estatal,
> > uma vez que o estado está nas mãos da burocracia do PT, que tem como
> > interesse primordial se manter no poder. A burocracia petista, por meio
> de
> > seus agentes no movimento sindical, tenta iludir os trabalhadores dos
> > bancos públicos por meio de um discurso demagógico e populista de que a
> > política do governo do PT é boa para o crescimento do país e o conjunto
> dos
> > trabalhadores, por isso nós bancários devemos ?vestir a camisa? desse
> > projeto. Contra esse discurso, precisamos mostrar que a política do PT
> não
> > é boa nem para o conjunto dos trabalhadores, nem para os bancários,
> > discutindo globalmente os elementos desse projeto.
> >
> >
> > Por fim, também não acho que a principal política para enfrentar essa
> > situação seja a edição de novas cartilhas e o trabalho com esse material.
> > Uma política de propaganda e formação deve ser uma atividade permanente,
> > mas não pode ser nem a principal nem a única. É preciso ter campanhas
> > concretas voltadas para questões imediatas, como a 7º e 8º horas no BB,
> > para mobilizar os trabalhadores, e em seguida organizá-los por meio de
> > propaganda e formação.
> >
> >
> > Portanto, minha proposta é de que as intervenções em nome do Bancários
> > de Base ? SP no Encontro contemplem também a questão da queda do spread
> > bancário e a necessidade de políticas de propaganda e formação, mas que
> > essa não seja a principal ou o único eixo, e sim parte de uma política
> que
> > abranja globalmente o projeto que está sendo implantado nos bancos, sua
> > relação com o projeto geral do PT, e seus aspectos concretos, como as
> > demissões, o assédio moral, autoritarismo, perseguição aos ativistas,
> > retirada de direitos como a jornada de 6 hs, etc.
> >
> >
> > Peço mais uma vez desculpas a todos pelo atraso em me manifestar sobre
> > esse ponto.
> >
> >
> > Daniel
> >
> >
> >
> > _________________________________________
> > ?So, understand! You waste your time always searching for those wasted
> > years!
> > Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!?
> >
> > ?Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos
> > perdidos!
> > Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos
> > dourados!?
> >
> > Iron Maiden, ?Wasted Years?
> > _________________________________________
> >
> >
> >
>
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> Fim da Digest Bancariosdebase, volume 35, assunto 41
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