[Bancariosdebase] proposta panfleto de propaganda

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Sábado Setembro 15 20:41:02 UTC 2012


Segue as contribuições de acréscimo no panfleto, resultado das discussões aqui em casa entre mim, Israel e o Messias. Mas ainda passível de aprovaçaõ do coletivo. É importante o posicionamento de cada um de nós, pois a greve está aí e a assembleia será na segunda.

Abraços.

Márcio.

PS: O Israel está elaborando um acréscimo, que devemos nos posicionar o mais rápido possível, embora não vejo problemas no conteúdo da proposta.


    PRECISAMOS DE UMA GREVE DE VERDADE! 
    NóS DO COLETIVO BANCáRIOS DE BASE ESTAMOS APROVEITANDO ESTE MOMENTO
DE GREVE PARA TRAZER AOS TRABALHADORES UMA SéRIE DE IDEIAS QUE NãO
TEMOS PODIDO APRESENTAR EM OUTROS MOMENTOS. GRAçAS à FORMA COMO O
NOSSO SINDICATO é CONDUZIDO PELA ATUAL DIRETORIA, NãO EXISTEM MAIS
ESPAçOS DE DEBATE E DE ORGANIZAçãO. ESSA FALTA DE ESPAçOS
DEMOCRáTICOS é APENAS UM DOS PROBLEMAS NA ATUAL GESTãO, QUE
DEBATEREMOS A SEGUIR. 
    * A GREVE PRECISA DAR PREJUÍZO AOS BANCOS!Ao longo das últimas
décadas os bancos implantaram uma série de avanços tecnológicos
que lhes permitem realizar transações e manter a maior parte dos
negócios funcionando mesmo sem a presença dos bancários: caixas
eletrônicos, transações via internet ou celular, correspondentes
bancários, etc. Com isso, nossas greves perderam a força que tinham
antigamente para afetar o lucro dos bancos. Os bancos se modernizaram,
mas os trabalhadores bancários ainda não atualizaram as suas formas
de luta. Para termos uma greve de verdade, precisamos não apenas de
uma adesão maciça (que também não tem acontecido, pelos motivos
que discutiremos abaixo), mas de outras formas de afetar o
funcionamento e o lucro dos bancos, e também de chamar a atenção da
sociedade para as nossas demandas. Passeatas, manifestações,
mega-piquetes na sede dos bancos, seriam formas de luta, entre muitas
outras que poderiam ser pensadas, se tivéssemos mais espaços de
discussão e participação. 

    * É PRECISO RETOMAR A LUTA POR ESTABILIDADE E CONTRA AS
DEMISSÕES!Um dos principais motivos para a baixa adesão à greve é
o fato de que os trabalhadores dos bancos privados não se sentem
seguros para ir à luta contra a empresa. Outras categorias, como
metalúrgicos, químicos, condutores de ônibus, telemarketing, etc.,
que trabalham em empresas privadas, fazem greve porque contam com uma
organização mínima, combativa e de interesses dos trabalhadores, que faz com que os grevistas não sejam
demitidos nem sofram represálias. Esse trabalho de organização,
preparação da greve e acompanhamento após a greve deixou de ser
feito pelos sindicatos de bancários. Se os bancários de banco privado têm dificuldade de se somarem a campanha, isso é de responsabilidade da diretoria do sindicato, que não luta por Delegados Sindicais e estabilidade no emprego neste setor. Por outro lado, é necessário que os bancários do setor privado devam se envolver na luta coletiva para evitar retaliações individuais. As maiores e mais importantes vitórias da categoria foram conquistadas com a união dos bancários do setor público e privado, como a conquista da jornada de 6 horas e os avanços da década de 80 (reposição de perdas salariais, expulsão dos pelegos ligados a ditadura militar, entre outros). Sem isso, a grande maioria dos bancários não participam da campanha e da mobilização.

      *DEFESA DOS INTERESSES DA CATEGORIA NÃO APENAS NO DISCURSO. - É necessário que os bancários organizados nas oposições coloquem em prática a defesa dos interesses da categoria, que tanto dizem defender. Não adianta ter um discurso combativo combativo, mas no final das contas, acaba se unindo a atual diretoria do sindicato na prática, ou fazendo acordos para apenas os bancários organizados em "Centrais Sindicais" possam ter direito a voz nas assembleias. É necessário todos estes setores, junto com os demais bancários, caminhem unitariamente em defesa intransigente dos interesses da categoria, ainda que tenham que se enfrentar com os atuais "donos do sindicato".


    * COLOCAR EM PAUTA AS VERDADEIRAS REIVINDICAÇÕES!Outro motivo para
a baixa adesão é o fato de que os bancários ativistas que iam para a luta, que
trabalha nos bancos públicos, deixaram de participar da greve porque as
suas verdadeiras reivindicações não são discutidas. Os bancos
públicos têm imensas perdas salarias acumuladas (90% no BB e 100% na
CEF decorrente de congelamento salarial de 1994 a 2003), nos bancos privados, as perdas chegam a 23%,  há segmentos diferentes de trabalhadores fazendo o mesmo
serviço mas com remuneração e direitos diferentes, os planos de
previdência estão sendo saqueados, os planos de saúde estão sendo
sucateados, avanço da terceirização na atividade fim em todo o sistema financeiro, etc., além de toda uma série de questões específicas
no BB, CEF, BNB, BASA, bancos estaduais. Entretanto, nenhuma dessas
reivindicações é levada pelos sindicatos para a discussão com o
governo, patrão dos bancos públicos. Isso porque a maioria desses
sindicatos é ligada à CUT, central sindical dirigida pelo PT,
partido que está no governo. Logo, o PT está negociando com o PT, e
com isso, os sindicatos estão mais preocupados em defender o governo
do que em representar os trabalhadores.  

    * CAMPANHA UNIFICADA, MESAS SEPARADAS!O governo e os sindicatos
alegam que as questões salariais e trabalhistas devem ser discutidas
na mesa única de negociação da Fenaban, mas no momento de encerrar
a greve, as assembleias são separadas. E pior, os gerentes que estão
furando a greve são enviados em massa para votar a favor da proposta
dos banqueiros (que nunca contempla as reais necessidades dos
trabalhadores), com a indispensável colaboração dos próprios
sindicatos, que marca as assembleias à noite para que os gerentes
possam comparecer. 

    * GREVE DE PIJAMA, GREVE DE SACO CHEIO.Mesmo com esse tipo de greve,
em que não há organização para que os trabalhadores dos bancos
privados participem ativamente da campanha, e não há motivação para os trabalhadores dos
bancos públicos, porque suas reais reivindicações não são
colocadas em discussão, ainda assim os trabalhadores do BB e da CEF
têm aderido maciçamente à greve nos últimos anos. Mas fazem isso
não porque acreditam no sindicato e no tipo de greve que está sendo
feita, mas porque não suportam mais as condições de trabalho nas
agências e departamentos, e usam a greve como uma espécie de folga,
uma “greve de saco cheio”, ou “greve de pijama”, de quem se
limita a não ir trabalhar. A prova disso é a baixa participação
desses trabalhadores no movimento grevista: não comparecem aos
piquetes nem às assembleias. 

    * CHEGA DA GREVE DE “FAIXADA”!Apesar de tudo isso, os sindicatos
da CUT dizem que as greves são fortes e vitoriosas. Dizem que
arrancamos “aumento real” acima da inflação, uma mentira
cínica, pois além dos índices de inflação serem maquiados, as
perdas salariais acumuladas são gigantescas como vimos acima no caso
de BB e CEF, mas também nos bancos privados. E as greves são na
verdade uma fachada, pois o sindicato coloca uma faixa na frente das
agências dizeno “Estamos em Greve”, quando na verdade os
trabalhadores estão lá dentro. A população em geral não é
atendida, mas os clientes endinheirados sim, e também o telemarketing
continua sendo feito, metas sendo batidas, etc. Há locais em que os
gestores incentivam a greve de escriturários e caixas, para que a
agência fique “fechada” e os comissionados cumpram as metas. Isso
não é greve, é lockout! Chega da greve de fachada! 

    * PRECISAMOS MUDAR ESSE ROTEIRO! Com esse tipo de greve, jamas
resolveremos os problemas que enfrentamos no dia a dia, jamais teremos
a recomposição dos nossos salários e dos nossos direitos. É
preciso mudar todo esse roteiro! Diante de todos esses problemas, só
existe uma solução: a participação dos bancários. Se os
sindicatos, associações e entidades não cumprem o seu papel, por
causa dos seus interesses políticos dos seus dirigentes, devem ser
cobrados por isso. Mas não podemos esperar que a solução caia do
céu. Os problemas que vivenciamos nos nossos locais de trabalho
(cobrança de metas, assédio moral, ameaça de demissão, stress,
excesso de serviço, reclamações dos clientes) não são exclusivos
deste ou daquele indivíduo, são problemas coletivos, que acontecem
em todas as agências e departamentos, em todos os bancos, públicos e
privados. Se os problemas são coletivos, a solução também deve ser
coletiva! A solução é fazermos nós mesmos aquilo que nos diz
respeito. Converse com seus colegas, reúna-se fora do local de
trabalho, discuta e divulgue este panfleto, troque idéias.  

    * QUEM SOMOS: O Coletivo Bancários de Base é formado por
trabalhadores que vivenciam esses mesmos problemas e se organizam para
buscar soluções. Estamos no dia a dia das agências e departamentos,
enfrentando a cobrança dos gerentes, o excesso de clientes e a
sobrecarga de serviço. Nos reunimos periodicamente para discutir
maneiras de mudar essa realidade. O sindicato e outras entidades não
têm servido mais como espaço para nossa organização, por isso
somos oposição à diretoria e discutimos entre nós tudo que nos diz
respeito. Elaboramos nossos panfletos com nossos próprios recursos e
divulgamos nossas idéias em nossa página na internet
(www.bancariosdebases.blogspot.com.br [1].). Entre em contato!
(bancariosdebase em yahoo.com.br[2]). 
On Qui 01/01/70 00:00 , sent:

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